Stay

1 What Hurts The Most


Notas iniciais
Gente, minha primeira fanfic sobre TWD e é claro que seria do meu casal preferido :3 Não contém NADA sobrenatural e eu espero que vocês gostem. Beijos.

Carol Peletier. Esse é o nome da mulher que chora silenciosamente em sua cama, abraçando os próprios joelhos e tentando não irritar mais seu marido. A verdade é que na maioria das vezes, Carol não sabia o que o deixava irritado, às vezes ele simplesmente batia nela, sem nenhuma razão, sem qualquer motivo.

Mas Ed nem sempre foi assim. Quando Carol o conheceu, Ed era incrível. Um bom namorado, romântico e Carol estava apaixonada. Talvez as lagrimas que molhavam aquele lençol não fossem por ela, e sim, por Sophia, a pequena garota com grandes olhos azuis, que andava com medo ate da própria sombra. Ed nunca foi um bom pai para Sophia, suas palavras para a garota de apenas doze anos, eram sempre duras e frias. Além das inúmeras vezes que ele a tocou. Sophia tinha medo de Ed, medo das coisas que aconteciam naquela casa todas as vezes que seu pai chegava bêbado e ia para seu quarto, medo do que acontecia a sua mãe quando ela tentava impedi-lo de machuca-la... Mas ela não podia fazer nada, nem Carol podia, e Sophia tinha medo do que aconteceria se elas tentassem.

— Fecha essa matraca mulher. — Ed diz assim que entra no quarto. Carol não disse uma só palavra, apenas balançou a cabeça e limpou suas lágrimas. — Sai daqui. Eu quero descansar em paz.

E foi o que ela fez. Carol se levantou da cama e caminhou para fora do quarto. A cabeça baixa, os passos silenciosos. A mulher evitou olhar Ed, enquanto passava por ele, Carol sabia muito bem o que uma atitude como essas poderia causar.

— Querida? — Carol abre a porta do quarto da filha.

— Olá mamãe. — Sophia sorri.

— Como está? — Pergunta entrando no quarto.

Sophia deixa os lápis de cor em cima da mesa e olha carinhosamente para a mãe.

— Bem. — Sophia sempre sabia como fazer Carol se sentir melhor. Ela era a unica coisa que a impedia de fugir de Ed. — Dorme aqui comigo?

Sophia pede com um sorriso doce.

— Pode me ajudar a terminar esse desenho. — Carol sorriu abertamente com isso.

— Claro. — ela fala se sentando no chão, ao lado da filha

Sophia penteava o cabelo de sua boneca preferida, a garota estava sentada no quintal, observando a mãe cuidar das flores. Carol sorri quando percebe que Sophia está olhando para ela.

— Tudo bem? — Carol pergunta.

— Eu vi Merle Dixon ontem. — Ela diz pensativa. — Quando a Lori me levou no parque. Ele falou comigo. — Carol olha espantada para Sophia.

— Eu não quero você perto daquele homem. — Carol diz olhando Sophia. — Ele é perigoso.

— Não tanto quanto Ed. — Ela diz. — Não acho que ele seja uma pessoa ruim... Ele pareceu divertido.

— Sophia! — Carol diz mais alto do que pretendia. — Não a quero perto dele.

Sophia não disse mais nada, apenas voltou a brincar com suas bonecas.

— Eu vou precisar ajudar a Lori com algumas coisas hoje. — Carol diz enquanto mexe em umas flores. — Pode ficar sozinha por algumas horas?

— Sim. — A voz da garota sai baixa, ela não ergue o olhar de sua boneca.

— Bom. — Carol sorri para a garota. — Quando eu voltar, você vai me ajudar a fazer um bolo. O que acha?

— Pode ser de chocolate? — Sophia pergunta com os olhos brilhando.

— Do que você quiser. — Carol dá um beijo no topo da cabeça da filha e entra para casa.

Deu graças a Deus que Ed já havia saído para o trabalho, não queria encarar o marido naquela manhã. Se arrumou e saiu de casa. Sophia ficou assistindo desenhos, Carol achou melhor que Sophia ficasse em casa, pensou em deixa-la com a vizinha, mas conhecia a filha muito bem. Sabia que assim que pudesse, Sophia correria para a casa.

Já se passava das três da tarde quando Ed entrou pela porta da sala, gritando o nome de Carol e fedendo a bebida. Sophia continuou ali sentada, tentando ignorar o pai.

— Cade sua mãe? — Pergunta parando na frente de Sophia.

— Foi ajudar a tia Lori. — Responde com uma voz baixa.

Ed fica encarando Sophia por um tempo, a garota se mexe no sofá, se sentindo incomodada com isso. A menina sabia os pensamentos sujos que se passavam na cabeça dele cada vez que ele a olhava daquela maneira. Ed se sentou no sofá ao lado de Sophia, a garota paralisou feito uma rocha. Desejou que sua mãe entrasse pela porta naquele exato momento. Não gostava nem de pensar o que Ed faria com ela.

Sophia se levantou, mas Ed agarrou seu braço.

— Fique. — Ele disse.

— Não quero. — ela sussurra.

— Senta. — Ed a olha sério.

— NÃO. — Sophia grita puxando seu braço do aperto de Ed.

O homem se levanta e vai pra cima de Sophia. A garota não pensa duas vezes antes de correr para fora da casa.

Notas finais
E ai? Ruim? Bom, devo continuar? Espero comentários, criticas são bem vindas. Até o próximo capítulo. xoxo