Stay
5 Lullaby
Notas iniciais
POV (Carol)
Ed Termina de colocar a ultima mala no carro. Posso sentir meu coração vibrando em alegria por ver Ed finalmente partindo.
Sinto o olhar das pessoas sobre mim, cada uma delas analisando as marcas espalhadas pelo o meu rosto e meus braços. Sophia aperta forte minha mão quando Ed se aproxima para se despedir.
– Boa viagem Ed. — Digo me colocando na frente de Sophia. Ele me olha com raiva.
Ed não diz mais nada, entra no carro e parte para o aeroporto. Suspiro um longo suspiro, cheio de alívio.
– Carol querida. — Karen se aproxima de mim com o sorriso mais falso do mundo. — Tudo bem?
– Tudo ótimo. — Digo e lhe dou as costas, levando Sophia para dentro de casa. — Vadia fofoqueira.
Falo assim que coloco os pés em casa. Sophia ri.
– Tia Lori ligou. Disse que vem para cá com o Carl. — Ela diz com os olhinhos brilhando.
– Então é melhor você tomar um banho. Tá parecendo uma porquinha. — Aperto seu nariz e ela ri. — Vai.
Já posso até imaginar o discurso da Lori quando ela me ver... Acho que "Não foi nada de mais, eu tropecei e cai da escada" não vai adiantar dessa vez. Afinal, quem diabos tropeça e cai da escada toda semana? Talvez a viagem de Ed me sirva para alguma coisa... "ir embora por exemplo..."
POV (Daryl)
Terminei de comer e coloquei o prato na pia.
– Vou na cidade... Quer alguma coisa de lá? — Pergunto para Merle antes de sair de casa.
– Não. — Ele resmunga deitado no sofá.
Balanço a cabeça e saio de casa.
Como sempre, bêbado e drogado jogado no sofá... O desgraçado vai acabar como nosso pai. Caído na frente de um bar feito um indigente. Morto.
– Hey, Dixon. — Dale diz sorrindo. — você não costuma vir muito aqui filho.
– Qualquer lugar é melhor que ficar perto do meu irmão. — Digo e ele ri.
– Cerveja? — Balanço a cabeça.
– Daryl. — O xerife da cidade acena com a cabeça. — Dia ruim?
– Século ruim. — Falo suspirando. — Xerifes podem beber?
– Não estou a trabalho... Acho que se você não contar ninguém vai saber. — Rimos.
– Amor. — Uma mulher se aproxima dele.
– Eu já estava indo. — Ele diz sorrindo.
Reconheci a mulher, é a amiga da Carol. Não sei porque, mas me senti estranho por pensar que ela estaria aqui. "Carol em um bar? Qual seu problema Dixon?"
– As pessoas estão esperando. — Ela ri. — Daryl poderia se juntar a nós
Olho surpreso para ela.
– Ah... Eu não.. — Tento falar mas ela me interrompe.
– Não seja tímido. — Ela sorri e me puxa pelo o braço. — Vamos.
Deixei Lori me arrastar até uma mesa com várias pessoas em volta, inclusive algumas crianças.
– Daryl. — Sophia pula de uma cadeira e vem até mim.
– Hey. — bagunço o cabelo dela.
– Senta aqui. — Lori diz. dou um meio sorriso e me sento.
– Sério isso? — Andrea olha para Lori.
– Sem chilique. — Ela responde e se senta no colo de Rick.
Não sei quanto tempo fiquei ali com aquelas pessoas, já estava de noite quando vi Merle indo para a mesa de bilhar. Ele me olhou e levantou uma caneca de cerveja.
– Já conseguiu meu coelho? — Sophia chama minha atenção
– O... — Franzo a testa pra ela. — Amanhã eu te trago um coelho.
– Coelho? — Carol levanta as sobrancelhas para Sophia. — aonde é que você vai colocar um coelho?
– No meu quarto. — Ela sorri. — E eu quero uma coelha menina.
Dou um risinho para ela.
– Eu... Volto já. — Me levanto e caminho até Merle que está começando uma discussão. — Hey. Merle.
– O que você quer? — Ele me olha com raiva. — Sai daqui Daryl.
– Você ouviu o juiz? A próxima vez que você for preso eu não vou poder te tirar de lá. — Merle me ignora. — MERLE. — Seguro meu irmão pela a camisa e o encosto na mesa de bilhar. — Eu não vou poder te tirar de lá. Será que você é estúpido o bastante pra não conseguir entender isso? É assim que você vai acabar?
– Não se preocupa irmãozinho... Não vou apodrecer na frente de um bar. — Ele tenta me empurrar.
Pressiono Merle conta a mesa com mais força.
– Você não vai porque eu não quero ver isso acontecer de novo. A única razão de você tá vivo até hoje, é porque eu te tiro da rua e te levo pra dentro de casa. — Merle me olha com raiva. — Você odiava o que o nosso pai era, e você é exatamente como ele.
– Não me compara a ele.
– Não seja como ele. Você quer fazer isso? Eu mesmo posso ligar pra policia. — Solto Merle com brutalidade. Ele me encara por alguns segundos antes de sair do bar.
– Tudo bem? — Dale pergunta com o olhar preocupado.
Balanço a cabeça.
– Não sei como ainda deixam ele entrar aqui. — Falo.
– Caçador. — Sophia está parada ao meu lado.
– Sophia, volta pra lá. — Digo e ela continua lá parada. — Vá.
– Você vai embora né? — Ela pergunta e inclina a cabeça um pouco para o lado. — Não quero que vá.
Me agacho um pouco para poder ficar na altura dela.
– Vou conversar com meu irmão... Eu volto, mas você tem que ficar lá, com sua mãe. — Digo e ela sorri. — Vai garota.
POV (Carol)
Sophia se sentou em seu lugar, pude ver Daryl saindo do bar. "Ohh..."
– Ele disse que volta. — Sophia diz tomando seu refrigerante.
– Como vocês podem concordar com isso? Sophia não pode ficar tão próxima de Daryl Dixon. — Andrea explode de repente.
– Tá chateada porque ela recebe mais atenção dele do que você? — Lori brinca e Andrea a fuzila com os olhos.
– Eu só não acho certo uma criança na presença de pessoas como eles. — Ela diz. — é ridículo... quero só ver o que Ed vai dizer quando...
– Ed não vai dizer nada. — Lori olha séria para Andrea.
– De qualquer jeito, é inaceitável. — Ela diz.
– O que é inaceitável? — A voz rouca de Daryl está coberta com ironia.
– Ela tá com ciumes porque você dá mais atenção pra mim do que pra ela. — Sophia diz e todos riem.
– Talvez seja porque você não se oferece pra todo homem. — Daryl se senta novamente.
– eu não sou obrigada a ouvir isso. — Andrea se levanta.
Sophia olha para o homem e começa a rir.
– Tia Andrea ficou brava. — Lori me olha a sorri.
– Mãe, podemos ficar lá fora? — Carl pergunta. — Tá muito quente aqui.
– Eu concordo. — Digo.
Depois de muita discussão, decidimos ir pro lado de fora do bar de Dale.
Deus, faz anos que eu não faço algo assim... Sentar com uns amigos, me divertir. As vezes eu me esqueço como era minha vida antes de Ed.
– Ele está te olhando de novo. — Lori fala.
– Lori. — A repreendo.
Daryl estava conversando com Rick e Shane, enquanto eu e Lori e as outras mulheres ficamos com as crianças.
– O que? É verdade. — Ela sorri.
– Deixa disso... Ele deve estar prestando atenção nas minhas cicatrizes... — Falo com a voz baixa
– Ou no seu decote. — Ela sussurra.
Sinto meu rosto ferver, devo estar vermelha feito um tomate... Que diabos essa mulher tem na cabeça?
– Deus... — Ajeito minha blusa.
– Mamãe, eu quero ir pra casa. — Sophia fala esfregando o olho.
– Claro. — Sorrio. — Vamos.
– Eu posso pedir pro Dixon levar vocês pra casa. — Lori diz sorrindo. — vou falar com ele.
– O que? Lori... — Antes que eu consiga dizer algo, Lori já está indo na direção dos homens.
Vejo ela trocar algumas palavras com ele, até que ele se levanta e os dois caminham até mim.
– Olha... Não precisa... — Tento falar mas tropeço nas minhas próprias palavras.
Sophia solta minha mão e caminha até Daryl.
– Vamos logo por favor. — ela se escora nele quase dormindo em pé.
– Vamos? — ele me olha.
– Tchau amiga. — Lori joga os braços em volta do meu pescoço.- Convida ele pra entrar. — Ela sussurra antes de me largar.
Caminho até a caminhonete de Daryl, meu rosto fervendo... Deus, eu ainda mato a Lori.
Sophia estava no meio de nós, ela praticamente dormia encostada nele.
– Ela realmente gosta de você. — quebro o silêncio. — Em alguns dias, você fez por ela o que Ed não fez em anos. Obrigado.
Ele se mexeu parecendo desconfortável... Acho que não está acostumado a receber agradecimentos.
Pela a primeira vez pude reparar nele... Braços fortes, pele branca... Meio bronzeada, o cabelo castanho quase cobria os olhos. Ele era realmente lindo. "pare de pensar nele"
Daryl ligou o rádio e uma música que nunca havia ouvido antes estava tocando. Ele batia o dedo no volante enquanto cantarolava baixinho. "que voz..." Rouca e... Sexy.
– Você não é muito de conversar não é mesmo? — Pergunto e ele me olha por alguns segundos.
– Só... Não sei o que dizer. — Ele diz baixo.
– Pode me dizer porque decidiu ajudar minha filha. — Sorrio.
– Qualquer um teria feito isso. — Ele diz.
– Não tenho tanta certeza disso. — Abaixo a cabeça.
E novamente ficamos em silêncio.
– Eu também já fugi do meu pai. — Ele sussurra. — Foi por isso que ajudei ela.
Depois disso não demorou muito para chegarmos. Daryl levou Sophia até seu quarto.
– Obrigado. — Disse assim que paramos na porta de casa.
– Não por isso. — Ele da um sorriso torto. — Boa noite Carol.
– Boa noite. — Sussurro e ele caminha para dentro da caminhonete.
Fecho a porta e um largo sorriso se abre em meu rosto... Pela a primeira vez em anos eu dormi com um sorriso.
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