Stay
10 Losing your memory
Notas iniciais
Segurava um saco de gelo atrás da cabeça, enquanto Rick dirigia para o hospital. depois de um tempo em silêncio ele começa a falar.
– Olha Daryl... Seu que você gosta da Carol e tudo mais... — Ele começa a falar. — Mas hoje, o que você fez. Poderia ter matado ele.
– Não é mais do que o que ele merece. — Murmuro.
– Você tá se ouvindo? Tá falando de matar um homem Daryl... Mais que droga. — Ela balança a cabeça. — Se Ed resolver te processar.
– E o que ele vai falar Rick? Hun? Me espancaram porque bati na minha mulher até ela desmaiar? — Rick fica em silêncio. — Não me arrependo do que fiz.
– Ele vai pra Atlanta amanhã. — Rick fala. — Vai ficar preso lá até o julgamento.
Não digo nada. Encosto minha cabeça na janela e observo os pingos de chuva que se acumulavam em gotas. A verdade? Não estou arrependido. Eu não teria parado a menos que Shane não tivesse me dado aquela coronhada na nuca. O que fiz com ele hoje não é nem a metade do que ele merece... Sim. eu teria matado ele hoje, e não me arrependeria disso.
Rick Parou o carro em frente ao hospital. Soltei a respiração assim que coloquei os pés lá. Minha mente focou em Carol, eu só queria abraça-la.
–Escuta, não vou comentar nada disso com a Carol hoje. — Ele me diz e eu concordo com a cabeça antes de entrar no quarto.
Posso ouvir o som da risada de Carol, e é o som mais lindo que já ouvi. Ela esta sentada na cama escovando o cabelo de Sophia com os dedos, Lori está em pé ao lado de Andrea e elas estão rindo de alguma coisa que Sophia falou, não pude entender o que foi pois meus pensamentos estão focados nela... É sempre nela.
– Caçador. — Sophia sai da cama e vem até mim. — Por que demorou?
– Eu... Tive que... Resolver algumas coisas. — Franzo a testa.
Ela sorri e ergue os braços pedindo em silêncio para que eu a abraçasse, o que eu faço de bom grado.
– Que bom que veio. — Ela fala baixo.
– Eu disse que vinha. — Digo e ela sorri.
Um homem alto de jaleco branco entra no quarto sorrindo.
– Olá, sou o Doutor. Saltzman. — Ele estende a mão para Carol que sorri docemente. Me senti incomodado com aquilo. — Olha Carol... Foi um estrago bem grande para uma queda de escada.
– Ela já caiu muitas vezes da escada. — Lori fala rolando os olhos.
– Uma mulher bonita como você, deveria ser mais atenta. — É impressão minha ou esse engomadinho tá cantando a minha mulher?
Carol abaixa o rosto corando.
– Bem, de qualquer forma não foi tão grave assim... Eu te daria alta hoje, mas prefiro que passe a noite aqui pra eu poder te observar. — Eu vou voar no pescoço desse égua. — Amanhã você pode ir pra casa.
Ele sorri para Carol e ela retribui... Ela tá dando mole pra esse cara? É isso mesmo?
– Obrigado pela a preocupação Dr. Saltzman... — Ela diz com a voz baixa.
– É um prazer me preocupar com você Carol. — Chega disso.
Sem aguentar mais aquela ceninha ridícula saí do quarto. Parece mesmo que eu estou sobrando ali. O que diabos eu estava pensando? Carol nunca teria olhos para mim. Sou só um caipira idiota que salvou a vida da filha dela.
– Hey. — Sinto alguém segurando minha mão.
– O que quer pirralha? — Pergunto sem olhar pra ela.
– O que aconteceu? — Ela pergunta. Franzo a testa me perguntando o mesmo. — Você saiu de lá todo... Estranho.
– Eu... É melhor eu ir. — Digo.
– Não... — Ela me olha.
– Sua mãe tá bem Sophia, e tá sendo muito bem cuidada. — Digo irônico. — Não tem motivos pra eu ficar aqui.
– Mas... Eu quero que você fique. — Ela segura minha mão. — Por favor, tia Andrea disse o que aconteceu... O que... Aconteceu com Ed.
Fico calado.
– Desculpe... — Digo baixo.
– Ela disse que te admirou por isso... Por defender a mamãe. — Sophia sorri. — Eu me sinto segura quando você tá perto então... Fica, por favor.
Suspiro pesadamente e concordo com a cabeça. Ela sorri e me arrasta de volta pro quarto.
– Agente pode ficar aqui... Eu prefiro ficar aqui fora. — Falo e ela fecha a cara.
– Não. — Ela me empurra pra dentro do quarto.
– Chata.
– Feio. — Ela mostra a língua.
– Sophia, o que já disse sobre mostrar a língua? — Carol diz em um tom sério.
– Ele faz coisa pior. — Sophia me olha com os olhos semi-cerrados e um pequeno sorriso.
– Shhh. — Coloco o dedo indicador nos meus lábios e ela ri alto.
Reparei que o tal médico já não estava mais ali... Qual é mesmo o nome dele? Saltzman? Até o nome é fresco.
– Daryl você vai ficar? — Lori me olha.
– Sim. — Sophia diz.
– Pensei que eu fosse Daryl. — Digo fingindo indignação.
– Pensou errado Pedro. — Ela fala e eu rio.
– Vocês dois. — Lori ri e me abraça. Porque todo mundo tem essa mania de abraçar? — Eu venho amanhã cedo. Tchau Sophia.
– Tchau tia Lori. — Sophia se despede das mulheres.
Estava em pé em frente a janela, acho que já se passa das três da madrugada. Sophia dormia no pequeno sofá, toda encolhida e embrulhada na minha jaqueta. "minha garotinha..."
– Parece um anjo dormindo. — Carol fala.
Não reparei que ela estava acordada até esse momento.
– É... — Digo apenas... Isso sempre acontecia quando estava com Carol, as palavras simplesmente sumiam, eu não sabia o que dizer.
– Rick disse que amanhã cedo Ed vai ir para a prisão da Geórgia. — Ela suspira. — Duvido que ele fique mais de uma noite lá.
Fiquei em silêncio. Também não acredito que Ed vá ficar muito tempo em Atlanta.
– Ele não vai voltar pra Woodbury. — Digo sem olha-la.
– Porque você deu uma surra nele? Acho que isso não vai mante-lo longe Daryl. — Ela diz com um pequeno sorriso.
– Não é isso Carol... Droga, é tão difícil ver? — Suspiro.
– Ver o que? — Ela me pergunta confusa.
"que eu gosto de você"
– Que eu... — Eu deveria contar? deveria dizer a Carol e arriscar perder tudo? — Que eu não vou deixar ele machucar você ou Sophia... Não mais.
Carol não diz nada, ela sorri e me olha com carinho... Esse olhar, esses lábios... Deus, esse corpo. Como essa mulher não enxerga o quanto é perfeita?
– Melhor você dormir... — Digo. — Descansar.
– Você deveria também. — Ela diz. — Pode deitar aqui... se quiser.
Fico a olhando por alguns segundos, pensando se ela estava pedindo para que me deitasse com ela. Carol se ajeitou na cama deixando um pequeno espaço ali, sorri de lado e caminhei até lá.
– Boa noite. — Ela sussurra e me dá um beijo na bochecha, fecho os olhos com aquele contado... Ela quer me matar?
– Boa noite... — Digo sorrindo.
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