Stay

25 Let it be


Notas iniciais
Oieee... Sei que demorei de mais, desculpem gente. Culpa da minha inspiração que não vinha de jeito nenhum u_u Quero agradecer a Anie, pela a linda recomendação que fez. Eu amei cada palavra... Mesmo, muito obrigada. Capítulo dedicado a você ♥

Autora Narrando

Daryl não percebeu o momento que passou a correr na direção de Sophia... Nem se lembrava que existia um chão no qual ele poderia pisar. O caipira não enxergava mais nada, era apenas a sua garotinha. Sua pequena e assustada garotinha. Em questão de segundos, agarrou Sophia, rolando para o chão com a pequena em seus braços.

O carro freou bruscamente, Daryl mantinha os braços ao redor da garota. Sentiu-se aliviado, na medida que percebia que ela estava bem e estava viva.

O motorista presenciava a cena, seu olhar permanecia assustado. Não por Sophia. Por Daryl. O olhar mortal que o caipira lançava sobre ele, fez com que cada osso de seu corpo passasse a tremer.

Não demorou muito para que ele entrasse no carro e saísse feito um louco pelas as ruas de Woodbury.

– Sophia. – Carol corre até a filha e começa a examiná-la. – Se machucou?

– Estou bem. – Ela diz, ainda assustada com tudo.

– O que tem na cabeça, garota? – Daryl se levanta, sentia a raiva tomando conta dele. – Será que não consegue prestar atenção, pelo o menos uma vez na vida?

– Eu...

– Podia ter morrido. – Ele fala alto de mais. – Não sei nem como está viva até hoje. A pior coisa que fiz foi ter te encontrado naquele maldito dia.

A garota apenas abaixou a cabeça, magoada... Realmente magoada.

Daryl se afasta. Pôde ver Sophia correr para dentro da casa.

– Hey. – Ouve a voz de Carol, mas não tinha cabeça para escutá-la. – Daryl.

A mulher segura o braço do caipira, fazendo-o virar para ela, para depois receber um tapa de Carol.

– Não ouse falar assim com Sophia. Nunca. – Ela diz as palavras, pela a primeira vez, tendo raiva de Daryl. – Está com raiva de mim, eu entendo e realmente não dou a mínima. Mas você não vai colocar minha filha no meio disso.

– No meio disso? – Ele ri. – Salvei a vida dela. E pelas as minhas contas, essa não foi a primeira vez.

– O que você quer? Um prêmio de bom cidadão? – Ela encara o homem... Estava com tanta raiva de Daryl agora. – Não te pedi para salva-la.

– Então seria melhor se cuidasse bem dela, ao invés de abrir as pernas pro primeiro médico bonitinho que aparecer. – Outro tapa.

– Não fale comigo, como se fosse uma das suas vadias. – As lágrimas veio aos olhos da mulher, mas não se permitiu derrubá-las.

– Como deveria falar com você, Carol? – Pergunta em um tom alto de mais. – Eu deveria agir como se nada tivesse acontecido?

– Deveria ficar longe de mim e dela. – A mulher diz.

– Agora eu preciso ficar longe? – Ele ri mais uma vez. – Muda rápido de opinião.

– Tenho certeza de que você disse o bastante para Sophia... Ela não quer mais te ver e eu também não. – Ela vira as costas.

– Vim te pedir desculpas. – Ele diz. – Vim dizer coisas que nunca imaginei que diria... Era o que deveria acontecer.

Carol não se vira para encará-lo. Esperou que o homem continuasse.

– Não acredito que não tenha significado nada para você, Carol... Foi real para mim, pra você também... É nisso que tenho acreditado desde que me deixou. – Daryl abre a porta da caminhonete. – Eu não poderia estar mais errado.

Daryl parte.

Sabendo que nunca mais voltaria.

Sabendo que nunca mais teria aquilo de volta.

Esse era o momento em que ele começava a entender as coisas. Ela nunca o amou... Ele também não a amaria.

Carol não o achava bom o bastante, ele não era... Nunca foi bom. Estava convencido de que a mulher foi uma das piores besteiras que já fez. O pior erro. A pior escolha. Estava disposto a concertar as coisas, mas Daryl nunca poderia realmente concertar algo... Ele sempre seria o pior. Sempre seria o errado. E ele começou a perceber que isso não mudaria.

O homem parou o carro. Ficou um tempo apenas parado. Observando. Até que as lágrimas lhe banharam o rosto. Daryl estava chorando. Chorava como um garotinho que tinha se perdido. Ele chorava tudo que deveria ter chorado nos últimos anos, chorava cada lágrima que deveria ter derramado ao invés de tentar ser forte, ele não se importava de estar chorando por uma mulher, ou por uma criança, não se importava de estar desabando, sendo fraco, estar ferido. Tudo isso já não importava mais o caipira. Ele apenas queria que parasse. Ele gostaria que parasse... Mas aquela dor o preenchia e se espalhava como um vírus.

Era uma dor visceral... Que se instalava em seu peito.

Era seu coração, partido em milhões de pedaços.

Carol sorriu para o homem, quando o mesmo lhe entregou uma xícara com café. Não parava de pensar nas palavras de Daryl e em suas próprias palavras... Mais uma vez, havia sido dura de mais com ele.

Não se arrependeu dos tapas que deferiu no homem. Não deixaria que ele falasse daquela forma com Sophia... Ela não precisava de outro Ed em sua vida.

– Está tudo bem? – Tyreese se senta no sofá, ao lado da mulher.

– Sim... – Ela responde, suave. – É que... Eu gostaria de sentir raiva dele.

Tyreese sorriu. Não estava á muito tempo na cidade, mas chegou a tempo de vê-los juntos. Claro que sabia sobre os sentimentos dos dois, o homem estava olhando nos olhos de Carol, a ouvindo dizer que não tinha raiva alguma do homem que magoou os sentimentos de sua filha. Tyreese não poderia, de forma alguma, negar que ela o amava.

– Daryl é um cara difícil. – Ele começa. – Não o conheço muito bem, mas... É possível ver bondade nele.

Foi a vez dela sorrir.

– Daryl é a mistura perfeita do bom com o confuso... Ele é tão imprevisível... Tão... – A mulher suspira. – Complicado.

– Mas você o ama... Por quem ele é. – Carol abaixa seu olhar. – Vocês tem alguma coisa boa... O mundo que vivemos, não é fácil encontrar coisas que realmente valem a pena. Mas você. Ele... As coisas estão diferentes agora, quando encontramos algo assim... Precisamos arriscar, porque isso é... Isso é o começo, Carol. É o começo para algo bom.

A mulher não sabe o que responder. Tyreese estava certo... Sobre tudo. Ela só não sabia como fazer isso...

O certo lhe parecia tão errado agora. As coisas que Daryl disse... Por Deus, ele tinha todo o direito de descontar sua raiva nela, ela procurou por isso. Gostaria de entender o que o levou a machucar tanto Sophia.

Raiva?

Medo?

– Eu preciso ir. – Ele se levanta. – Tenho que dar uma pai durão.

Carol ri com o comentário do homem.

– Obrigado, Ty. – Ela diz o abraçando – Foi bom ter sua companhia.

– Quando quiser... Estou disponível. – Ele sorri. – Tchau, Carol.

A mulher se despede do homem. Estava se sentindo melhor depois de ter passado algumas horas conversando com ele.

Carol demorou um tempo para subir até o quarto da filha. Não sabia exatamente, as coisas certas a dizer para ela.

A garota permanecia em sua cama, o rosto sério, os olhos vermelhos. Não deu importância quando a mãe entrou em seu quarto.

– Quer conversar? – Carol se senta a beirada da cama, Sophia continua calada. – Querida... Não deveria se entristecer com as coisas que Daryl diz... Ele é um idiota. – A mulher suspira frustrada, quando continua a receber o silêncio da filha. – Ele é mesmo um idiota, não? Ele me faz falta.

Sophia olha para a mãe, sem entender.

– Eu nunca conseguiria entender Daryl, ele é como um livro ou uma música velha, as vezes simplesmente, não faz sentido... Querida, quando Daryl te disse aquelas coisas... Não foi porque ele estava nervoso ou decepcionado com você, é porque ele não está acostumado a se importar tanto com uma pessoa, que seria capaz de sentir medo por ela. – A mulher coloca uma mecha loira atrás da orelha de Sophia. – Ele se importa com você, tanto quanto eu me importo.

– Não estou magoada com ele... – Ela diz. – Eu só estou... Magoada.

– Eu sei. – Carol sorri. – As coisas vão se ajeitar.

– Ele não foi embora, foi? – Ela pergunta sem olhar para a mãe. – Ele não pode ir.

– Você sabe... Daryl nunca irá embora.

Notas finais
É isso ai gente... Ficou pequeno, eu sei, mas no próximo capítulo vocês serão recompensadas u_u Gostaram? Odiaram? Amaram? Deixem suas críticas, sugestões e comentários. Amo vocês gatinha, prometo que não vou demorar pra postar o próximo u_u Beijos da Tia Barbie. ♥