Stay

22 Beat of a breaking heart


Notas iniciais
Oieeeeeeeeeee. Xente, o capítulo é chatinho e um pouco triste, porém é essencial para a fic. Prometo que em breve vai ter momento Caryl e pov dos personagens *-*

Autora narrando

Daryl mantinha sua besta apontada na altura da cabeça da mulher, enquanto a mesma continuava a ameaçá-lo com a espada. Os dois se encaravam friamente, observando cada movimento do outro. Daryl não se preocupava se suas atitudes pareciam rudes. Ele não iria abaixar sua arma. Não conhecia a mulher, era uma estranha que parecia ter se perdido de algum grupo, além do fato de ela estar apontando uma espada para o pescoço do caipira.

Depois do que pareceu muito tempo, a mulher finalmente cedeu. Deu alguns passos para trás e continuou a encarar o homem.

– Eu abaixei a minha... Sua vez. – Ela diz.

Relutante, Daryl abaixa a besta e a olha com curiosidade.

– Quem é você? – Pergunta o caipira.

A mulher demorou um pouco a responder, não confiava em Daryl. Não confiava em ninguém. Mas estaria disposta a arriscar.

– Michonne. – Diz calmamente. – Eu me perdi.

Daryl não disse nada, pensou em ajudar a mulher. Mas decidiu seguir seu caminho.

– Você tem um nome? – Michonne pergunta quando o caipira lhe dá as costas.

– Daryl. – É tudo que ele diz, antes de continuar andando.

Já tinha passado um bom tempo desde que ele e Carol haviam rompido. Daryl se recusava a colocar seus pés na cidade. Não estava disposto a correr o risco de encontrá-la.

Merle já estava em casa, o que era um alívio para o homem. Sua vida agora, se baseava em acordar cedo e caçar. Muitas vezes caía no sono com ajuda de bebidas. Ele não parava de pensar nela. Não deixou de pensar nela um só segundo desde que tudo aconteceu. As palavras de Carol rodeavam a mente do caipira a todo instante. Queria ter ajudado aquela mulher. Seu interior gritava para que ele o fizesse. Mas Daryl tinha voltado a ser o cara de antes, havia voltado a afastar as pessoas e pensar o pior delas.

O homem acreditava que todos ao seu redor iriam feri-lo, de alguma forma. Preferia deixar as coisas do jeito que estavam. Apenas ele e Merle. Na maioria das vezes, apenas ele.

Essa era a única forma de proteger a si mesmo. Era a única forma de esquecer a primeira e única mulher que ele foi capaz de amar.

Carol estava exausta. Seu dia não poderia ter sido mais cansativo. A mulher tinha um emprego agora, finalmente havia tomado coragem para assinar os papéis do divórcio, conseguiu enfrentar Ed e pela a primeira vez, as vizinhas não estavam comentando sobre a “vida de merda” dela. Carol estava feliz. Sentia que as coisas estavam acontecendo do jeito que deveriam acontecer. Não estava mais presa a Ed. Não se sentia mais inferior na presença dele, ao contrário. Carol tinha mudado de uma maneira que nem ela mesmo se reconhecia.

Se surpreendeu consigo mesma no dia em que deferiu um tapa no rosto do ex-marido. Ela o encarou e ela não abaixou a cabeça. Carol nunca mais abaixaria a cabeça diante dele. Ela era forte e qualquer percebia isso.

Adorava seu emprego, adorava a mulher que havia se tornado, adorava o fato de estar mais bonita e desejável. Adorava ver os homens a comendo com os olhos. Mas ainda sim, Carol mantinha o buraco em seu peito aberto, o buraco que só fecharia com a presença de um certo caipira.

Não tinha visto Daryl desde que tudo aconteceu.

Ele não aparecia mais.

Ele realmente havia saído da vida dela.

Mesmo com todas as coisas boas acontecendo em sua vida, a mulher ainda podia sentir suas lágrimas molharem seu travesseiro de noite. Nem a constante companhia do Dr. Saltzman fazia Carol se sentir menos sozinha.

– Mamãe. – Carol sorri ao escutar a voz da filha. Sentia falta de passar mais tempo com a garota.

– Estou aqui, querida. – Grita da cozinha.

Não demora muito para que a garota apareça na cozinha. Ela ria com a pequena cachorrinha inquieta em seu colo.

– Olá, mamãe. – Ela diz depositando um beijo estralado na bochecha da mulher.

– Oi querida. – Ela diz. – Como foi seu dia?

– Foi legal. – Seus olhos brilhavam. – Rick e tia Lori nos levaram ao parque.

– Rick? – Pergunta juntando as sobrancelhas.

– É... Parece que eles fizeram as pazes. Rick até falou de ir com a tia Lori no... No... – A garota fez uma careta quando não conseguiu se lembrar da palavra. – Ultra... Rádio...

– Ultrassom. – Carol ri da filha. – Que bom que eles se acertaram.

– Tia Lori vem cedo para cá amanhã. – Sophia avisa, antes de sair correndo da cozinha, com Mika em seu colo.

Carol sorriu. Estava com saudades de Lori.

Desde que começou a trabalhar, elas quase não se viam.

A barriga da mulher já tinha crescido um pouco. Lori estava radiante. Tantas coisas tinham acontecido, tantas decisões que teve de tomar. Ver Rick saindo de casa foi devastador para a mulher. Se não fosse por Carl, não saberia o que teria acontecido.

Chegou a pensar em tirar seu bebê. Não teria como cuidar dele sozinha. Mas de alguma forma, Lori podia sentir aquela criança. Passou a conversar com o bebê todas as noites, contava histórias, pensava em nomes. Isso a ajudou por um tempo.

Agora, Rick estava de volta, o homem finalmente estava começando a lutar pelo o seu casamento.

Carol suspirou quando se lembrou que Glenn havia lhe pedido ajuda na farmácia. Pensou em ligar para o garoto e dizer que não iria, mas Carol tinha um carinho especial por ele.

Deixou Sophia com Karen e seguiu para o centro da cidade.

Daryl chegou em casa. Não cumprimentou o irmão, que assistia á algum desenho na televisão.

Revirou os armários da cozinha e depois de algum tempo procurando, percebeu que seu estoque de bebidas estava esgotado.

Se contentou com algum calmante de Merle para poder pegar no sono.

Daryl estava realmente machucado. Não acreditava mais que coisas boas poderiam acontecer em sua vida. Ele seria sempre assim. Sozinho, ferido... Um nada.

Continuava cuidando de seu irmão, continuava fazendo as mesmas coisas de sempre.Sendo o mesmo Daryl de sempre. A única diferença, é que agora ele não sofria apenas com seu maldito passado. Era também por ela. Afinal, tudo seria sempre por ela. Por mais que ele estivesse malditamente ferido, a presença de Carol estava constante em sua vida.

Ainda não entendia o porquê das coisas terem terminado dessa forma. Na verdade, não conseguia nem entender porque terminou. Os dois estavam felizes. Ambos estavam disposto a cuidar um do outro. Ele sabia que existia mentiras naquelas palavras. Ele sabia, porque o jeito que Carol o olhava, era o jeito que ele desejava ser olhado pelo o resto de sua existência. Havia algo ali. Algo entre eles.

Mas agora, não tinha nada.

Nem mesmo boas lembranças.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Amo vocês. Até o próximo... Não esqueçam de comentar, criticas são sempre bem vindas.