–Por favor, Lisbon, não vá embora!

–Jane, eu preciso ir...

–Só porque a luz voltou? Qual é? Não há ninguém no prédio, estamos trancados aqui sozinhos e você sabe muito bem disso.

–Oh Jane, porque você faz isso comigo?

–Eu não quero ter uma desculpa pra ficar com você, também não quero que você tenha uma desculpa para ir embora. Quero que fique comigo. Mesmo se a luz não acabar, mesmo se não cair chá quente na sua blusa branca e...mesmo se você não me tocar por acidente pensando que eu esteja armado. Eu quero você a todos os momentos, aconteça o que acontecer.

–Eu odeio isso!

– O que?

–Isso...você...eu sempre tive o controle de tudo. Mas quando você aparece eu simplesmente não sinto mais meus pés no chão, não tenho o controle de nada, nem de mim mesma. Jane, você bagunça tudo. Desde que contratei você para o CBI, tudo o que fez foi revirar minha vida de cabeça pra baixo.

–Isso porque você se apaixonou por mim desde o primeiro dia que me viu. -Jane riu. Mas Lisbon prosseguia séria.

–Você controla minha mente..como se me comandasse. Eu odeio essa submissão. Eu odeio ter que depender de você pra viver!

–Por Deus, Lisbon, eu preciso tanto de você, como você de mim. Se não fosse assim, pode acreditar, eu já teria desistido dessa sua teimosia.

–Até parece que você não é teimoso também.

–Não como você. -Dessa vez, Jane conseguiu arrancar uma risada de Lisbon.

–Não vai mesmo me deixar ir embora, não é?

–Não mesmo! Vem cá...- Ele estendeu seus braços para que Lisbon se encaixasse ali. Assim ela o fez, e de repente os dois estavam tranquilamente abraçados. Lisbon fechou os olhos e sentiu as mãos de Jane descerem de seus cabelos e trilhar o caminho de suas costas, de modo suave. Ela sabia o quão miserável ele era e quantas vezes já havia arruinado sua vida, mas ela não queria outra pessoa, não queria sair dali. Jane era seu refúgio e, ao mesmo tempo que ele estragava tudo, era o único que conseguia ''por as coisas no lugar''

–Posso te perguntar uma coisa, Lisbon? -Ela retirou sua cabeça do peito de Jane e a elevou para o olhas nos olhos.

–Claro...

–Você me deseja? -A pergunta fez Lisbon ruborizar por completa. Ela voltou a pousar sua cabeça em Jane.

–Você lê mentes, Jane. Certamente já sabe a resposta.

–Sim, eu sei.

–E você? Me deseja? -Ele sorriu.

– Você também já sabe a resposta...

–Eu não leio mentes. Por favor, quero ouvir de você.

–Sim, Teresa Lisbon eu te desejo. Aqui e agora.

Foi o que bastou para que Lisbon erguesse sua cabeça novamente para beijar Jane. Ela queria que ele soubesse o quanto o desejo ardia dentro de seu corpo.

Jane a pegou no colo e a sala de interrogatório dessa vez era o alvo. Ele a sentou em cima da mesa de madeira polida e parou em pé, á sua frente. Lisbon o abraçava com as pernas e os dois estavam parados, apenas se encarando, maravilhados com a situação. Ambos estavam se segurando para não explodirem, como fogos de artifício. Jane soltou um largo sorriso e, bem devagar, se aproximou dos ouvidos de Lisbon parar sussurrar algo.

–Eu amo você. -Aquela voz rouca pareceu ter entrado dentro de seu corpo e percorrido seus vasos sanguíneos. O arrepio causado, fez Lisbon se contorcer inteira. Jane tirou Lisbon da mesa e a pôs em seu colo, a beijou enquanto a despia e tentava fazer o mesmo consigo.

–Você por cima, você controla. -Ele disse.

–Mas o que...

–Você não gosta de ter o controle da situação? Pois então. Hoje é você quem fará o que quiser de mim. -Lisbon mal podia acreditar no que estava acontecendo. Jane, com certeza, não fazia ideia dos efeitos que tinha sobre aquela mulher. E agora com isso, o corpo de Lisbon estava próximo a uma combustão.

–Oh, você tem certeza?

–Sim, quero olhar pra você o tempo todo.

Céus, ela tinha movimentos tão suaves e incrivelmente inebriantes. Ela não era nada romântica e delicada, e era isso que a fazia ainda mais mulher. Jane nunca havia parado para perceber a reação de uma mulher ao dar prazer a ela. A satisfação ao ver o rosto de Lisbon deixava-o ainda mais louco. Ele não conseguia mais controlar a ansiedade e teve que revirá-la para tomar o controle novamente.

–Nada mal senhorita, mas agora, se me permite tomar o controle, vou mostrá-la como se faz... -Sim, esse era o ÚNICO momento em que Lisbon pedia para ser controlada. Jane era demais pra ela.

Eles riram, gritaram, sussurraram, gemeram, se apaixonaram, suaram e se divertiram até o horário do CBI abrir. Ficaram deitados e encolhidos sobre a grande mesa da sala de interrogatório. Até que Lisbon resolveu falar.

–Tem algo que eu ainda não disse a você.

–O que é?

–Eu te amo.

–Eu sei, querida, eu sei...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.