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15 Só para ver o sorriso em seu rosto
Notas iniciais
Pelo olhar de Tony, Pepper percebeu que era melhor acalmar os ânimos antes de conversarem.
− Helena, você pode levar a Morgan para tomar um banho.
Helena que havia chegado um pouco antes, assentiu e chamou a menina que tentou falar mais alguma coisa, porém com um simples gesto a mãe cortou.
− Os dois podem me dizer como o Michael teve acesso a minha filha? – Tony perguntou.
− Desculpa, mas ele foi tão atencioso com ele que eu achei que não ia ter mal nenhum. – disse July.
Tony claramente já estava perdendo a paciência.
− Droga July! Todo mundo é bonzinho e eu sou o vilão. – Tony se recompôs e continuou. – Ele jogou minha filha contra mim.
− Como ela ia saber que aquele idiota ia usar uma criança? – disse Rhodes tentando apaziguar
Pepper que observava a conversa fez a única coisa sensata naquele momento.
−Tony eles precisam se refrescar e descansar, mas tarde conversamos sobre isso.
July e Rhodes fizeram o que Pepper aconselhou, mas Tony continuava desolado com a reação da filha.
− Amor é só conversar com ela. Pepper conhecia o gênio intempestivo de Morgan e sabia que aquilo era temporário.
− Não sei Pep. Sabe-se lá o que aquele canalha disse para ela.
− Vou subir e conversar com ela, me dá uns 20 min. e você também sobe. Garanto que ela vai estar mais dócil.- Pepper começou a se afastar, mas voltou e sussurrou no ouvido de Tony. – Podemos até contar a novidade, sei que ela vai gostar.
Ela se afastou e ele foi até o bar onde se serviu de uma taça de vinho. Conhecia Michael sabia que ele era um amigo leal, porém na arte da conquista seu lema era “amigos, amigos, mulheres à parte. ”, porém nunca imaginou que ele desceria tão baixo.
Quando Pepper chegou ao quarto Morgan estava saindo do banho, ela dispensou Helena e ajudou a filha a se vestir e pentear, enquanto às duas conversavam.
− O que você fez com o seu pai é muito feio.
− Ele brigou com você. – disse ela chorosa.
− Filha, eu aprecio muito que você me defenda, mas nem sempre as coisas são tão simples.
A menina fez cara de quem não havia entendido.
− Seu pai e eu brigamos sim, mas não foi só ele, também briguei com ele. Os casais brigam, mas não quer dizer que é para sempre.
− Ele não foi mau com você?
− Filha, seu pai é o lobo bobo. De longe parece o lobo mau, mas de perto não é mau com ninguém.
Tony que acabava de chegar, disse:
− Eu ouvi, hein.
Às duas riram e Morgan ficou olhando para ele como se esperasse uma explicação.
− Você não briga com suas amiguinhas, Maguna?
− Briguei com a Mel na escola várias vezes.
− Os adultos não são diferentes, filha. – Ela olhou incrédula para o pai. − Eles são apenas mais chatos. – Sussurrou Tony.
Morgan riu e o pai perguntou.
− A Mel ainda é sua amiga?
− Ela é minha melhor amiga.
− A sua mãe também é minha melhor amiga e meu único, e verdadeiro amor. Podemos brigar, mas ela sempre vai ser a razão da minha vida. Vocês duas são.
Pepper que estava afastada sentiu uma lágrima rolar em seu rosto.
− Você promete que não vai ser mau com a mamãe?
− Prometo! – Tony riu e perguntou – E com você, posso ser mau?
− Claro que não.
Tony começou a fazer cosquinha na menina e procurou por Pepper que curtia o momento a distância.
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Depois de tudo esclarecido July e Rhodes resolveram jantar na ilha, enquanto Tony e Pepper jantavam em casa com Morgan a pequena estava tão cansada que não aguentaria o passeio.
Tony adorou o pretexto para ficar a sos com a filha e a esposa e deu à tarde e noite de folga para Helena.
O jantar que foi servido ao pôr do sol, pois a menina já estava dando sinais de sono.
− Vou dar banho antes que ela durma toda suada.
− Quer que eu coloque ela para dormir?
− Não, prefiro colocar.
Morgan se aproximou do pai que pegou a pequena no colo.
− Boa noite, filha!
− Boa noite, papai!
Enquanto Pepper colocava a menina na cama ele resolveu fazer uma surpresa, estava tão ocupado que nem viu o tempo passar.
− Tem alguém aprontando?
Ele riu.
− Me deu vontade de tocar só isso.
Tony estava sentado ao piano dedilhando uma suave melodia.
− Canta para mim. – disse ela.
Tony sorriu, era exatamente isso que ele queria.
− Uma romântica?
Ela revirou os olhos como só ele sabia fazer.
“Todo ouro em todo o mundo
Não é nada para possuir
Se todas as coisas que ele pode trazer
Não chegam a um grama da sua felicidade
Um diamante que brilha
Como uma estrela no céu
Nada a se admirar
Pois minúscula é qualquer luz
Se não conseguir iluminar minha alma como você faz
Eu nunca poderia ter compreendido isto
Tanta alegria, amor e ternura
Que você me dá
Pelo amor que eu sinto por dentro
É tão maravilhoso que eu não posso esconder
E eu brilho
Só de pensar em você
E pelo seu amor
Eu faria qualquer coisa
Só para ver o sorriso em seu rosto
Pelo seu amor
Eu iria a qualquer lugar
Basta me dizer e eu estarei lá”
− Enlouqueceu? – disse ela sorrindo.
− Porque estou tentando ser romântico para você?
− Eu sempre sonhei com isso, mas preciso me acostumar com o novo Tony.
−Vem, vamos tomar um vinho lá fora.
Quando chegaram à mesa estava arrumada e com dois castiçais com velas acesas.
− Vinho a luz de velas?
− Não! – Ele ligou o rádio que havia levado para o terraço.
“Beijos à luz do luar
Doçura, o que tornaria
Esta noite completa
Aí têm de ser
Oh, beijos a luz do luar
Doçura, voe para longe comigo”
Pepper deu uma gargalhada.
− Quer dizer que a noite ainda não está completa?
− Ainda não. – Disse ele.
Os dois continuaram dançando e se beijando à luz da lua.
− Acho bom, subirmos. – Disse Pepper.
− Seria ótimo. — Respondeu Tony.
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−Mamãe, mamãe, mamãe acorda já é de dia.
Pepper olhou para o lado de Tony na cama e ele já não estava lá. No dia anterior, entre todas as empreitadas românticas dele, eles haviam decidido esperar um pouco mais para contar que estavam juntos.
−Oi, filha! O que houve?
−Sabia que amanhã é o meu aniversário?
−Hum... deixa ver. Amanhã você tem certeza.
−É mamãe! Esqueceu?
−Como eu posso esquecer o dia do meu pacotinho de amor?
− Sabe o que quero de presente?
− Uma bicicleta.
− Não.
− Uma boneca nova.
− Não.
−Um...
− Você não vai acertar, é um presente muuuito difícil.
− O que é?
− Só posso falar quando você e o papai estiverem juntos.
− Meu deus que presente misterioso.
− É super, hiper, ultra, mega legal.
− Então corre chama seu pai para você dizer o que é, afinal só temos um dia para providenciar.
Morgan saiu correndo em direção ao quarto do pai.
− Papai a mamãe está chamando.
− Tem que ser agora, filha. – disse Tony sonolento.
− É agora papai.
Tony levantou fez sua higiene matinal e em 15 min. estava no quarto de Pepper.
− Posso saber o que às duas mandonas estão tramando.
Morgan começou.
− Você lembrou que amanhã é meu aniversário.
− De novo? Você fez aniversário um dia desses. — Brincou Tony.
− Tem um ano já, papai.
Ele riu e Morgan continuou.
− No meu aniversário posso escolher um presente.
− Certo! Tony concordou.
− E é um presente muito difícil que os dois precisam saber, juntos. – Completou Pepper.
− Posso saber o que é? – Indagou Tony.
Morgan pensou e respondeu.
− Quero que vocês casem de novo.
Pepper engasgou e Tony começou a rir da situação.
− De onde você tirou isso, Maguna.
− Quero um papai e uma mamãe, casados. Não serve separados.
− Filha, não é assim. Essa é uma decisão minha e do seu pai.
− Se vocês não casarem vou procurar outro papai e outra mamãe que sejam casados.
Dizendo isso Morgan saiu do quarto com o nariz arrebitado sem dar oportunidade deles responderem.
− Morgan, vem aqui.
A garotinha não voltou e Pepper desabafou.
− E ela ainda vai fazer 5 anos. O que leva uma criança de 4 anos a agir desse jeito.
Tony respondeu rindo.
− O DNA Potts e Stark.
Pepper retrucou.
− 12% do DNA Potts.
− Ela é Potts e Stark na mesma proporção não tem como negar.
Pepper balançou a cabeça concordando.
− E o que faremos?
− Relaxa, Pep. O nosso casamento está de pé, ela não vai ter que procurar outro pai e outra mãe. – Disse Tony as gargalhadas.
Todos tomaram café e começaram a se preparar para voltar a Malibu.
Na chegada, todos estavam tão cansados que fizeram uma refeição rápida e foram para seus quartos descansar o dia seguinte seria cheio, além de contar para a pequena que seu desejo havia se realizado, eles ainda receberiam os convidados da pequena festa que Tony havia organizado.
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