Version A

Como definir esse dia? Tinha tudo para ser só mais um dia comum, eu estava trabalhando normalmente na minha mesa terminando o texto para o jornal local sobre um restaurante, quando meu editor chefe, Bob, me convoca para sua sala.

Aparentemente uma celebridade teve problemas com um dos acessores e eu era a única opção para substitui-lo em suas atividades. Não havia problema algum até, claro, eu saber quem era o acessor em questão: Kim Jung, responsável por uma das mais queridas celebridade coreana! Era o babá de um ídolo imaturo e badboy, ao meu ver. Ídolo este que possuia uma ficha mais suja que os esgostos da cidade, temperamental e mimado.

Kim Jung me pediu tantas desculpas que eu sequer aguentava ouvir sua voz. Fui fazer minhas malas, pois teria de morar na mansão e teria atividades 24 horas por dia, apenas uma folga por semana e de acordo com a agenda do ídolo. Ótimo! Segui a viagem até meu novo local de trabalho – ou escravidão, por assim dizer – sozinha no meu carro e demasiada pensativa sobre como lidaria com o garotinho da agência. Ao chegar no local, fui muito bem recebida pelos outros empregados, o que não me surpreendeu, pois Jung havia me dito que eram amáveis e educados, o problema ali era especialmente e unicamente o “príncipe”.

- Seja bem vinda, senhorita! – disse gentilmente uma senhora acompanhada de um jovem alto, ao qual pegou minhas malas e ajudou-me a levá-las para meu quarto, deixando-me sozinha após trazer toda bagagem.

O comodo era grande e muito bem iluminado, exalava o cheiro de rosas e da sacada podia-se admirar um belo jardim de diversos tipos de flores. A decoração do quarto era linda e havia uma cama enorme e bastante confortável na qual me lancei, pois estava bastante cansada. Claro, meu alívio durou pouco tempo, pois logo alguém bateu na porta notificando-me que o “principe” queria me conhecer.

Fui levada à uma sala enorme com estantes repletas de livros, parecia um palácio-biblioteca. Aproximei-me de uma das estantes e li os títulos clássicos e contemporâneos e, pelo meu olhar de antiga livreira, notei que estavam em ordem de sobrenome do autor, exceto pelas coleções que eram mantidas no topo. Me empolguei a ponto de não notar que outra pessoa havia entrado e surpreendi-me quando senti um suspiro em minha nuca.

- Amante de livros? – surpreendi-me ao me virar e ver aquela pessoa tão perto.

O mais surpreendente é que eu não imaginava a tamanha diferença em altura que tinhamos. Ele também aparentava muito mais bonito do que nas fotos e videos da imprensa. Seus cabelos negros tão lisos que dava vontade de tocá-los, tinha um penteado que lhe passava a impressão de um homem mais maduro e charmoso, um rosto jovem com um “quê” másculo, um olhar profundo e misterioso. Seu traje lhe caia tão bem que talvez fosse feito especialmente para ele, um terno preto combinando com a calça e uma camisa branca com alguns botões entreabertos, deixando a mostra uma parte de seu peito liso e forte, pele branca e aparentemente macia. Demorei um pouco para respondê-lo, mas logo voltei do meu mundo imaginário.

- Sim – respondi, um pouco aérea – Bela coleção você tem, notei diversos títulos em espanhol e até mesmo português!

- Gosto de colecionar livros – respondeu-me e virou-se, exalando um perfume extremamente bom e seguindo até sua escravaninha. Se não bastasse tamanha beleza, Ok Taecyon era extremamente cheiroso!

Sentei-me numa cadeira grande em frente ao ídolo e peguei minha bolsa, retirando da mesma uma agenda e uma caneta. Iniciamos uma curta reunião informal para elaborar um plano de atividades e horários de acordo com sua agenda. Quando ele estivesse em casa, eu faria as refeições com ele, caso o contrário minhas refeições seriam com os outros empregados ou eu estaria livre.

Ao terminármos fui encaminhada até meu quarto e soube que o dele era no terraço da casa. Enviei uma mensagem à Jung relatando que tudo foi bem e ele respondeu imediatamente agradecendo-me, trocamos algumas outras mensagens, e logo fui ao banho. O banheiro era incrivelmente grande em relação ao meu antigo, tudo brilhava de tão limpo e exalava um delicioso cheiro de lavanda. Após o banhos refrescante, coloquei meu traje de dormir e lancei-me naquele colchão grande e macio. Dormi feito uma pedra aquela noite.

O despertador tocou às 7:00 da manhã, às 8:00 o café seria servido no andar térreo e às 9:30 sairiamos para um compormisso em um programa bastante importante. Após me arumar desci para ver se precisariam da minha ajuda, mas acabei indo admirar o jardim. O café foi anunciado exatamente às 8:00 em ponto, quando dirigi-me ao salão principal fui notificada que Ok Taecyeon ainda não havia acordado e que não gostava que seu acessor tomasse café antes. Simples, eu iria acordá-lo! Já deve imaginar, não é? Todos reprovaram esta minha ideia, pois ele odeia ser acordado, mas ficar sem me alimentar é que eu não ficaria. Subi as escadas até seus aposentos – tinha elevador, mas preferi as escadas, pois pensaria num modo de como executaria esta difcil tarefa.

De inicio eu hesitei, mas já estava em frente a sua porta, não custava nada tentar. De primeira dei apenas três toques leves e até pensei em desistir, mas lembrei do maravilhoso aroma do café que exalava por todo andar térreo e decidi acordar o “principe” de qualquer jeito. Bati varias vezes e cada vez mais forte, era quase impossível que ele não ouvisse tamanho barulho, pois seu quarto era o único cômodo daquele andar e havia um silencio extremo ali. Enfim virei-me para ir embora, mas voltei a pensar “só mais uma tentativa”, quando virei-me e levei o punho para bater na porta, ela se abriu e acertei em cheio Ok Taecyon. Tamanha foi a surpresa que minha pele toda embranqueceu e minhas mãos gelaram. Ainda mais trêmula fiquei após observar a tremenda expressão mal-humorada no rosto daquele homem, que agarrou o meu pulso e me puxou para dentro de seu quarto, lançando-me na cama.

Tudo aconteceu tão rápido que quando me dei conta estava deitada na cama do príncipe, paralisada olhando para o homem com má expressão a minha frente.

- O que diabos é isso Taecyeon? – finalmente uma palara pôde escapar, e só depois me dei conta de que o tratei informalmente e o quanto o encarava devido a forma em que estava, quase sem roupa alguma. Ele notou o meu olhar e correu para pegar o robe, que vergonha, eu parecia uma felina encarando a presa.

- Eu é quem pergunto! Que diabos está fazendo na minha porta? – indagou com um tom de voz impetuante. – Está louca? Ninguém me acorda — No momento em que via um homem maravilhoso, ele abria a boca e se transformava num garoto mimada. Ah, como era iriitante!

- Ah, sério? – retruquei em tom irônico, precisava mostrar que as coisas não eram como a majestade queria — Você tem duas horas para tomar banho, café e eu te preparar para a coletiva que pode valer dois grandes suportes, e você ainda me pergunta porque te acordei, realeza?

Respirei fundo para me acalmar, sempre tive mesmo um pavio curto e o que eu mais odiava eram atitudes de badboy. Me levantei em direção à saida, quase que atropelando Taecyeon, que foi reucando até quase cair. Chegando na porta virei minha atenção novamente para aquele individuo, observei aquele homem com mente de garoto mimado e novamente o desafiei com o olhar.

- Toma logo esse banho e desce – falei em tom autoritário, como uma irmã mais velha educando seu irmão menor – Já estou esperando há uma hora e meia, ou faça tudo rápido, ou fique sem o café. Isso ainda não é uma ameça – desafiei – Você tem menos de 30 minutos!

Retirei-me de cabeça erguida, desci as escadas imaginando que falar daquele modo poderia me custar o emprego, mas não importava, porque o que fiz era o que um garotinho como aquele merecia, impor limites! Ao chegar lá embaixo, eu já estava morta de fome. Peguei alguns morangos e desgustei.

- Senhorita, o Senhor Ok Taecyeon não gosta que os assistente tomem café antes dele – uma a jovem empregada de cabelos negros chamou-me atenção.

- Ah, sem problemas, não estou tomando café, estou comendo morangos! – brinquei.

Passando-se alguns poucos minutos a majestade finalmente saiu pelo levador, com o cabelo desarrumado e uma camisa preta, a qual notei alguns botões fora do lugar. Disfarcei o meu riso e sentei-me à mesa em silêncio, eu e minhas panquecas.

- Terminei – finalmente quebrei o silêncio e levantei-me – Vou à biblioteca preparar um texto simples para você usar na coletiva.

- Tudo bem, em 5 minutos estarei lá – ele respondeu em tom baixo, quase não parecia a mesma pessoa, estava um tanto quanto... pensativo. Apenas o ignorei e fui cuidar dos meus afazeres.

Version B

Foi o dia mais difícil, a troca de assessores chamou a atenção da imprensa e tive que agendar as reuniões antes mesmo dela chegar. Outro problema: ela. Bem não era um problema até que senti seu perfume, era amadeirado e mesmo assim doce, como força de uma jóia, uma pérola. E isso era exatamente o que ela era, uma Black Pearl, termo que davamos a mulheres lindas e negras como ela.

A vi ali, como uma obra de arte perto da estante de livros, então ela se virou quando cheguei perto e eu quase morri. Seu rosto era de um anjo, mas a força que emanava dela era dominadora, como uma pantera Latino Americana que eu sabia que ela era. Por algum motivo não consegui tr um diálogo longo. Segui até minha mesa para realizarmos uma reunião informal sobre meus horários. Reparei uma mania etremamente sexy: ela mordia a caneta enquanto não estava escrevendo, e isso me deixava louco por dentro.

Não aguentei e passei até tarde pesquisando sobre seus trabalhos anteriores, até onde vi suas funções já haviam salvado duas empresas da falência e já foi vendedora de livros em seu país. Era mulata, um termo estranho e que não fazia juz a sua beleza e poder. Perdi a hora de dormir e quando deitei apenas joguei a camisa na cadeira e a calça, deitei de box como sempre faço e quase instântaneamente apaguei.

Senti seu perfume antes de ver seu rosto, ela estava vestida como um anjo em azul mais puro e sua pele cor de chocolate. Me aproximei e a senti estender a mão, quando fui toca-la um barulho como arrombamento me fez olhar em volta e...

Acordei suando e com um arrombamento sendo feito, fui arrancado do meu melhor sonho e queria matar quem quer que fizesse isso, marchei para a porta e notei o silêncio. E então imagina como foi levar um soco, e logo dela!

Estaria eu ainda no meu sonho ou não? Num impulso a puxei para dentro segurando seu pulso e fechei a porta com um estrondo, seu perfume me dominava e eu era o predador e ela a caça no meu território. Seu vestido justo cor azul foi registrado pelo meu cérebro, seu aroma me acelerava o coração. A joguei na cama sem nem pensar, até que ela gritara jogando as mãos a frente do corpo e tocando meu peito, e assim como se eu fosse fogo retirando e gritando.

- O que diabos é isso Taecyeon? — ela falou informalmente? Minha mente notou como eu estava e juro que corri para pegar o robe.

- Eu quem pergunto, o que diabos fazia na minha porta? — tentei jogar na cara dela e ver como reagia — Estava louca? ninguém me acorda!

- Ah, sério? — disse ela. Era ironia aquilo? me virei para encará-la — Você tem duas horas para tomar banho, café e eu te preparar para a coletiva que pode valer dois grandes suportes, e você ainda me pergunta porque te acordei, realeza?

Eu estava abismado, ela se levantou e veio ate mim, fui recuando até quase cair e ela estava com o rosto de quem poderia me matar.

- Toma logo esse banho e desce – disse a fera em tom autoritária – Já estou esperando há uma hora e meia, ou faça tudo rápido, ou fique sem o café. Isso ainda não é uma ameça. Você tem menos de 30 minutos!

Ela saiu impetuosa com os saltos batendo no chão de madeira e me deixando de queixo caido, nunca ninguém falou assim comigo porque sabiam as consequências. O que ela estava pensando? Fui para o chuveiro e deixei a água correr na minha cabeça. Quem era ela? Me vesti sem ver o que era e só lembrava do seu toque em mim e de seus olhos me avaliando. O que me deu para agarrá-la assim? Um processo por assédio em cima de um por dirigir alcoolizado e outro por agredir um paparazzi na América não ajudaria muito. Respirei e me avaliei sem me olhar de verdade. A cor, o vestido executivo justo na altura do joelho tinha um racho e eu gravei exatamente como aderia a ela.

Eu precisava fugir para uma noitada com os meninos. E como? eu não fazia idéia, mas tinha que fugir dela.

Desci e me sentei com a fera, Kai lu a serviu chá e para mim café, ela degustava em silêncio sua panqueca e notei que ela comia como eu. Lembrei de Gui Gui dizendo que o café da manhã era importante, peguei o hábito com ela, doeu mandar ela embora e nunca mais ligar, mas não poderia me apegar. O que me fez pensar: o que essa mulher na minha frente tinha para me jogar fora dos trilhos assim?

- Terminei — ela se levantava — Vou à biblioteca preparar um texto simples para você usar na coletiva.

- Tudo bem, em 5 minutos estou lá — ela saiu sem olhar para trás e agindo como se eu jamais a tivesse jogado na cama e como se jamais tivesse gritado comigo.

O que há de errado com essa mulher? Ou melhor, o que há de errado comigo?

Notas finais
Bom, pessoal, é isso. Espero que tenham gostado do nosso primeiro capítulo. E se te conquistamos, não esqueça de favoritar, nos seguir e divulgar nosso trabalho. Até a próxima. o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.