Stars On Ice
1 O que é eterno sempre volta. Part.1
A música termina e eu escuto as palmas. Olho ao redor procurando de onde vieram e logo encontro o par de olhos castanhos dos quais eu tanto sentia falta. Sorrio e patino na direção do meu melhor amigo que, como sempre, estava vestido com um suéter (hoje verde) e provavelmente calças jeans as quais eu não via por conta do pequeno murinho que nos separava.
- Você estava perfeita. – ele me lança um de seus sorrisos que derreteria qualquer mulher, mas não eu, já se passara a época que Dave tinha esse efeito sobre mim. – Como sempre, é claro.
Eu rio. – Obrigada, dou o melhor de mim para que não ocorram erros.
- Vamos? Quero te levar a um lugar. – diz com um sorriso sapeca estampado no rosto e eu sei que esta aprontando algo.
- Dave, — repreendo-o – se esta pensando em me levar pra mais um encontro com seus amigos do hóquei desista, eu não vou.
- Mais Abbe...
- Sem mas Dave. – digo isso e saio do ringue colocando a proteção nos patins e indo me sentar em um banco próximo.
- Por favor, eu já disse que você iria. Juro que se ficar chato demais você pode ir embora. – ele faz a típica cara de cachorro que caiu do caminhão e eu suspiro.
- Tudo bem, só espero que não me arrepender disso.
Passo por ele que ainda está comemorando por conseguir me arrastar para um bar com um bando de caras malhados e sem cérebro. Pego minha bolsa e vou até o banheiro, tirando a roupa que estou e colocando uma calça jeans simples, minha blusa já um pouco surrada do Patriots e minhas amadas "botas de combate". Guardo as roupas e os patins na bolsa e saio revirando a mesma em busca das chaves da minha moto, de jeito nenhum eu iria entrar em um carro com Dave — correndo o risco provável de ser levada a um muquifo com um bando de caras estranhos.
- Achei! — grito e sorrio balançando-as na minha frente.
Dave ri e se aproxima tentando tirar as chaves de minhas mãos mas eu apenas desvio e caminho para a saída. Chegando lá me despeço de Oscar (o porteiro), dizendo que ele já poderia fechar tudo. Oscar apenas assente me desejando uma boa noite e eu aceno.
Abro o banco e tiro meu capacete colocando minha bolsa no lugar, então escuto passos rápidos e fecho o banco começando a dar a volta para subir na moto.
- Hey! — diz um Dave ofegante e para na minha frente balançando as mãos em um ritmo frenético. — Você.. pode.. por favor.. ir.. no meu carro?
- Eu já disse que vou, fica calmo, só quero garantir que minha Harley e eu chegaremos bem em casa.
Ele balança a cabeça e passa uma das mãos pelo cabelo em um tique nervoso.
- Tudo bem, — suspira. — mas como vou saber que você vai estar mesmo me seguindo?
Dou o meu melhor sorriso-coringa e respondo:
- Você não vai saber, apenas terá que confiar em mim.
Notas finais
Bjooos até ♥
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