Star's Guardians
5 Transferência
Notas iniciais
Em alguns dias, a casa dos Crownguard receberam a notícia: Lux havia sido transferida para uma escola além das muralhas de Demacia. Luxanna em pucos dias sairia de suas raízes e viajaria para uma cidade mais ao centro de Valoran, alguns professores disseram que ela era muito promissora à se tornar uma ótima aluna, concordando então que mandá-la para o centro do continente. Garen havia tirado aquele dia de folga, seria um dos últimos dias que teria para conversar com sua irmã, antes de ela partir. Seu quarto estava semi vazio, coberto apenas pelas caixas que guardavam seus pertences, havia uma mala com as roupas de Lux em cima de sua cama, o coração de Garen disparou ao ver aquele cenário, sua irmã estava partindo.
— Garen? – O homem virou-se para trás, a voz de sua irmã vinha da porta. — O que faz aqui?
— Eu vim te ver.... antes de você sair de Demacia. – Respondeu Garen, com um tom melancólico em sua voz. – Lux sorriu, se aproximou de sua cama e pegou a mala que havia em cima dela. Garen a interviu, seu rosto demostrava uma expressão de medo e preocupação, suas mãos tremiam como nunca haviam visto.
— O que foi Garen? Algo errado? – Indagou Lux, percebendo o nervosismo de seu irmão.
— Há SIM algo de errado! Você vai sair de Demacia, quem sabe quando será que nós veremos novamente, isso se voltarmos à se reencontrar! – Reclamou o homem, com uma voz trêmula de medo. — Lux... você quer isso?
— Eu... – Ela não sabia como responder àquela pergunta, não poderia dar uma resposta errada.
— Lux, você não precisa sair de Dema-
— Preciso sim! – Bradou Lux, cortando seu irmão. — Não se trata de algo que eu queira fazer, mas de algo que EU DEVA fazer... você não entenderia.
— Entenderia sim! – Comentou Garen, ainda mais preocupado com sua irmã. Discutiram sobre aquele assunto por longos minutos, Garen insistiu em dizer que algo estava mudando sua irmã e desejava saber o que era, Lux sabia que sua única alternativa era contar à Garen o que acontecia, ou eles dois não sairiam de lá.
— Está bem! Eu conto... mas antes, preciso que prometa que não contará para NINGUÉM! Fechado?
— Em nome de Demacia, seu segredo estará seguro comigo. – Lux suspirou, ainda sentindo que aquilo não era algo que deveria ser contado, mas ela havia entrado em um acordo e deveria cumprir com sua parte.
— Demacia não possui mais uma Fenda Dimensional, em outras palavras; Demacia está segura e não precisa mais de mim aqui... mas há um local ao centro de Valoran que precisa dos Guardiões, eu devo ir para lá, este é meu chamado. – Garen ficou confuso, sem compreender muita coisa do que sua irmã havia dito.
— Do que está falando, Lux? Fenda... Guardiões... chamado... nada disso faz sentido.
— Eu sou uma Guardiã Estelar, fui chamada pela Primeira Estrela para batalhar contra as criaturas do vazio e-
— Você precisa de ajuda, Luxanna. – Disse Garen, nervoso e ainda mais preocupado com sua irmã. — Você deve estar passando por muita pressão, está ficando esquizofrênica.
Lux percebeu que seu irmão não acreditava nela, ele não deixaria-na sair daquele quarto agora, Lux não viu escolhas se não lhe mostrar a verdade. Lux fechou a porta e disse que ele tinha razão, ela estava muito nervosa, fingindo realmente passar por pressão, a jovem fechara a janela onde inundou seu quarto com sombras. Nada mais se foi visto, apenas as silhuetas das caixas ao canto do quarto que parecia ser mais escuro que o escuro, Garen tentou se aproximar de sua irmã, sem saber onde ela estava, mas um brilho rosa quebrou o silêncio mórbido do local: Garen a viu se transformar, seus cabelos dourados se tornaram rosa, ela segurava aquela luz como se a tivesse há tempos, aquela luz lhe cobriu até magicamente se transformar completamente.
Se Garen não tivesse visto, ele jamais acreditaria em sua irmã e acharia que ela passava por problemas, mas ele viu, embora ainda estivesse duvidando de sua visão. Lux era a única coisa que iluminava aquele quarto, mas mostrar-se como a tal Guardiã Estelar assustou ainda mais seu irmão.
— Você não pode partir! Essas tais criaturas do vazio podem te ferir, ou pior, elas podem te matar! Lux, as forças especiais de Demacia podem te ajudar, você não pode lutar sozinha contra todos eles... deixe-me te ajudar e-
— Sinto muito Garen... Demacia não pode me ajudar, e mesmo se pudessem, eu fechei a fenda de Demacia.
— Há quanto tempo você...
— ... Há quase um mês.
Garen percebeu que era inútil tentar convencer sua irmã a ficar, ela tinha um chamado e nada lhe impediria de cumprir com sua missão. Ao mesmo tempo que Garen ficou triste com a partida de sua irmã, ele sentiu orgulho ao ver sua determinação de aço. Garen abraçou-na com força e carinho, Lux retribuía o abraço quando ouviu o som de uma buzina de táxi, aquela era a sua hora de partir. Com uma última despedida, Garen sorriu para sua irmã e a acompanhou até o táxi, Lux via Demacia ficando para trás aos poucos, seguindo reto pela estrada até um novo local. A casa de suas amigas foi ficando para trás, casas as quais ela guardava memórias felizes e tristes, as ruas por onde brincava quando criança, as pessoas as quais conversava: Tudo viria a se tornar um pequeno fragmento de memória.
Lux havia caído no sono, quando acordou, passavam por uma auto estrada em meio ao nada, acompanhados apenas por postes. Estava entardecendo e o horizonte estava colorido por tons alaranjados, Lux soltou um longo suspiro antes de perguntar se estavam perto, o motorista lhe disse que em poucas horas chegariam à cidade, a viagem prosseguiu até o motorista perder o controle do volante e capotar o carro. Ele gaguejou palavras enquanto saía do carro, correndo desesperadamente em direção ao nada. Quando Lux olhou em direção ao caminho, havia visto um enorme e nojento verme de terra do vazio: Aquele ser criara um buraco na terra e surgiu, aterrorizando o motorista. Lux se preparava para se transformar quando aquilo avançou cegamente em direção à jovem, impedindo-na de fazer algo além de desviar, o monstro voltava para ataca-la, porém, algo o golpeou em cheio.
— Ei garota! – Bradou uma voz ao alto. — Não fique aí parada, saia antes que essa minhoca do vazio lhe devore.
Era uma yordle que carregava um enorme martelo estelar, ela golpeava a minhoca violentamente até esta ser esmagada e desaparecer em sombras, a pequena deveria cair após o desaparecimento do ser ao qual servia como base de apoio, porém, esta estava voando. Lux ficou surpresa, uma guardiã estelar poderia voar?
— Você se machucou? Está tudo bem com você? – Perguntava uma voz logo ao lado de Lux, ao se virar, viu uma outra yordle acompanhada por uma criatura estelar.
— Calma, Lulu, ela está bem. – Respondeu a outra yordle, voando até o solo e limpando seu martelo. — Ela teve sorte de eu estar passando por aqui, aquela minhoca era osso duro de roer. – Comentou a pequena, olhando para sua companheira.
— Vocês são.... Guardiãs Estelares? – Perguntou Lux, surpresa. Ambas yordles se surpreenderam tanto quanto ela.
— Espera aí! Como sabe das Guardiãs Estelares?! – Perguntou a yordle com o martelo, assustada. — Você é um dos Portadores do Vazio?!
— Espere, Poppy, talvez estejamos tirando conclusões precipitadas. – Disse Lulu, tão assustada quanto a outra.
— Não! Eu sou uma Guardiã Estelar também, assim como vocês.
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