Stark
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Desculpe também pelos erros, escrevi rápido ^^
Apesar de tudo, espero que gostem! E comentem!
Fui para a escola como em um dia qualquer. Os pensamentos e lembranças da última noite rondavam-me a mente, mas mantinha postura e expressão instáveis, disfarçando os sentimentos. Também, não era anormal agir como se não houvesse ninguém à minha volta, parecia que todos já se costumaram com meu jeito ignorante de ser.
Estava prestes a entrar no colégio, quando vi Mandy. Por um instante, pensei que ela tivesse esquecido da noite anterior, até que vi Marie Ann, parada ao seu lado, com um sorriso de desdém. Se fosse em outra ocasião, desviaria das duas, mas eu precisava falar com elas, especialmente com Marie.
- O que faz aqui? – Foi a primeira coisa que perguntei a ela.
- Não ficou feliz em me ver? – Ela respondeu, sem tirar o sorriso da cara. – Vim te levar.
A cena era um tanto bizarra, me sentia como num filme de terror, uma mulher que mal conheço, vampira, vem me dizer que veio me levar.
- Levar? – Perguntei, ignorando meus pensamentos. – Para onde?
- Você não achou que continuaria tendo a mesma vida depois de saber ser um vampiro, não?
Certamente que não, mas continuava sem entendê-la.
- Você vai entender mais tarde. – Falou, como se lêsse meus pensamentos.
Lembrei-me de Mandy e virei para ela. A mesma baixou a cabeça, hesitando.
- E ela?
- Virá junto conosco. Não podemos deixá-la depois de tudo o que ela sabe.
- Não tem como apagar a memória? – Ao ouvir-me pronunciar essas palavras, Mandy me olhou incrédula. Permaneci intenso.
- Não. Não sei como. Ainda que soubesse, seria melhor não apagar. Ela com certeza notaria seu desaparecimento da escola e poderia causar problemas mais tarde. – Terminando de falar, ela virou-se e chamou-nos para acompanhá-la.
Alguns minutos se passaram e ainda estávamos andando. Mandy quebrou o silêncio:
— Para onde quer nos levar?
— Ao meu abrigo. Vocês viveram comigo desde então, se não se importarem... ainda que se importem, não mudará nada e eu não ligo a mínima. Só sigo que é melhor aceitarem por bem as minhas decisões.
Confesso que me assustava com o jeito que Marie falava. E parece que Mandy também sentia isso, visto seu rosto de desespero. Acho, ou melhor, tenho certeza de que ela estava apavorada com a história toda, não só com a Mandy, mas comigo também. Vampiros... Coisas que só via em histórias. A propósito, havia uma que meu pai contava para mim. Uma triste história de vampiros, que eu adorava. Mas isso não importa agora.
— Seu abrigo? É fora da cidade? — Começou Mandy com suas milhares de perguntas. — E minhas roupas? Estou usando o uniforme da escola! E meus pais?
— Calma, garota. Eu já dei conta disso. — Ela parou de falar e olhou para Mandy, e de Mandy para mim. — As pessoas que conviveram com vocês não se lembrarão de mais nada. Uma semana apenas até que elas tenham esquecido sobre vocês dois. Quanto às suas roupas, Peter trará algumas amanhã, certo, Peter?
Eu concordei, pensativo. O que mais poderia fazer senão concordar?
Finalmente, chegamos num canto da cidade onde não se viam mais edifícios ou carros, apenas mato numa vasta floresta. Em um dos cantos dessa floresta havia uma pequena e humilde cabana de madeira. Era o tal \"abrigo\" que Marie falara. Eu, acostumado com o luxo, não me agradei ao ver o exterior da casa, muito menos o interior.
Marie Ann nos apontou dois amontoados de folha e peles de animais, dizendo que dormiríamos ali. Como era de se esperar, Mandy reclamou inicialmente, mas, como também era esperado, logo Marie a fez aceitar o local em troca de dormir fora da cabana.
Nos sentamos naquela espécie de \"sofá pré-histórico\" e Marie começou a explicar sobre vampiros e tudo o que nos confundia.
— Como eu já disse, Peter, você vem de uma famosa linhagem de grandes vampiros. Sua mãe era uma vampira poderosa, mas acabou casando-se com um humano. Como era de costume vampiros casarem-se somente com outros vampiros, e sua mãe havia quebrado a tradição, ela fora submetida a uma maldição.
\"Ela engravidou e, ao descobrir que seu filho seria um vampiro e que, sendo assim, seria destino seu, Peter Hudges, morrer... sua mãe preferiu dar a própria vida em troca da do filho.\"
— E então morreu ao me dar a luz. — Eu completei firmemente, porém meu coração estava em profundas lágrimas.
Mandy estava quase desmanchando em lágrimas, mas era como se ela ouvisse uma triste e linda história de fantasias.
— Mas como sabe tanto sobre minha vida e a vida de meus pais? — Perguntei inconformado.
— Não sou apenas eu, todos os vampiros conhecem a família Hudges e, agora, toda a história de \"Peter, o mestiço\", como você ficou conhecido. E é por isso que deve mudar de vida, pois nem todos são bons e nem tudo é bonito, você sabe disso.
Ela prosseguiu dizendo que, ainda que mestiço, eu herdei os poderes de vampiros de minha mãe, porém tenho algo que nenhum outro vampiro tem.
— Sangue! — Ela completou depois de fazer suspense. — Enquanto eu e o resto dos vampiros temos que tirar nossa maior fonte de vida de outras espécies, você já a tem em seu corpo. É assim que você conseguiu sobreviver até agora: usando a energia do seu próprio sangue.
— Mas no que isso me torna tão especial?
— Tá brincando? Você herdou o enorme poder de sua mãe! Todos os vampiros buscam por você, seja apenas para conhecer \"o mestiço\", ou para te matar e ficar com seu poder.
— Que legal da parte dela! — Zombei. — além de me deixar uma maldição, minha mãe ainda me concede um poder que me coloca em perigo de morte!
— Se não fica feliz com isso, então pelo menos agradeça ao seu pai. Graças a ele você não é totalmente vampiro, o que significa que não pode ser morto por uma estaca de metal. — Ela ficou séria. — O único jeito de você morrer é perdendo todo o seu sangue.
— Então não preceiso agradecer meu pai. Isso facilita bastante para eles, já que são vampiros e querem pegar meu poder. Basta apenas sugar meu sangue até que me mate e tenham tomado todo o poder.
— Você conclui isso como se fosse a coisa mais natural! — Espantou-se Mandy.
— Aprendeu rápido. — Marie me elogiou, dando um breve sorriso no canto na boca. — Isso será bem mais complicado...
— Como assim? — Indaguei.
— Os mais inteligentes nem sempre são os mais espertos... ou os mais bondosos.
Eu havia entendido a frase dela, mas não sabia como ela se encaixava naquele \"contexto\".
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