Starduster

1 Só um começo normal...


Cerise Bloom estava, mais uma vez, na enorme biblioteca do casarão, procurando algum livro interessante para ler. Cerise era uma garota normal e até bonita. Tinha cabelos castanhos arruivados até o começo as coxas quando solto, porém, usava-o num rabo-de-cavalo, no sol, vários fios juntos fazia parecer fogo, seus olhos eram belos e, de longe, pareciam normais, mas, quando vistos de perto, podia-se notar meias luas num tom azul esverdeado e um círculo dourado que envolvia suas pupilas, sua pele era pálida, possuía olheiras bem escuras e chamativas abaixo dos olhos, era bem magrela com 1,60 cm de altura e usava óculos de armação fina dourado com lilás. Era normal vê-la usando uma camiseta de mangas curtas roxo escuro bem larga, calça jeans folgada e tênis azul com roxo e rosa. Tinha sempre um colar negro de um livro que amava e brincos prateados, na orelha direita um pequeno e, na esquerda, um bem grande e chamativo.

— Hum...- olho para a própria mão.- Sujou de graxa? Acho que foi da minha bicicleta...- riu, pegando um livro com a outra mão e se retirando da biblioteca.

No momento que se virara para fechar a porta, alguém tocara seu ombro com força e sussurrara um "Boo!" próximo ao seu ouvido com o intuito de assustá-la, porém, não houve reação da parte dela.

— Ah...- Cerise sorriu ao olhar pra trás.- É você, Serpe.

— ...- a mesma bufou, soltando um xingamento inaudível.- Você, por acaso, não possui emoções?!

Serpe era amiga de Cerise. Tinha cabelos castanhos escuros recém-cortados, por isso estava um palmo abaixo dos ombros, sua pele era branca, olhos verdes bem límpidos e vivos, era magrinha e 10 centímetros menor que Cerise, sendo assim, tinha 1,50 cm. Numa análise mais detalhada, podia-se notar algumas sardas no nariz e nas bochechas, mas era algo muito disfarçado. Usava uma camiseta negra com estampa de Yuu e Mika de Owari no Seraph com uma jaqueta sem mangas jeans escura por cima, calça legging negra e, no momento, encontrava-se descalça. Tinha várias pulseiras douradas nos pulsos e um anel da mesma cor com duas pedrinhas, uma safira e uma ametista, presente de um amigo.

— Claro que possuo, Serpe! Só não me assusto com facilidade...Eu sou o fantasma, menina.- riu, passando seu dedo sujo com graxa na bochecha da outra.- Opa...- notou a sujeira.- Acho que te sujei com graxa...

— O quê?!- enraiveceu-se.- Cerise!

— Calma, calma, morena! É só uma sujeirinha com graxa na bochecha.- mostrou a mão suja.

— Não sujou a blusa, certo?

— Não.

— Menos mal!- suspirou em alívio e olhou-a nos olhos, que logo foram desviados. Cerise nunca gostara de fazer contato visual com os outros.- Vou no banheiro. Até.- seguiu para o andar de baixo.

— Até.- já Cerise seguiu para o andar de cima.

Serpe andava rapidamente para o banheiro, seus pés descalços nem faziam barulho no piso de madeira da casa. Voz ou outra bocejava e olhava em volta. Não que estivesse com medo de algo. Só não queria virar alvo de alguma pegadinha.

Quando avistara a porta do banheiro mais próximo, apressara mais o passo e entrara rapidamente no mesmo, aproximando-se do espelho e olhando para a mancha negra que tinha no rosto.

— Caramba, Cerise! Você me sujou mesmo...- murmurara para si, abrindo a torneira e esfregando as mãos molhadas no local sujo.

Não demorara muito para sair, ainda não tinha secado totalmente. Quando terminara, olhara no espelho a vermelhidão que ficara por causa de suas unhas enquanto fechava a torneira.

— Pretende me ignorar novamente, Serpe?- perguntou uma voz conhecida para a menina atrás da mesma.- Sei que você me sentiu aqui.- riu.

— Cale a boca, Thana.- foi a resposta que Serpe dera ao se virar de frente para a mesma, encostando-se na pia.

— ...- a mesma riu, olhando para a morena com deboche.

Thana era algo desconhecido e escolhera a mente de Serpe para viver. Era irritante e muito macabra. Tinha cabelos no mesmo comprimento que os de Serpe na cor vinho, olhos tão negros quanto a própria escuridão, a pele literalmente branca como papel, magra e com um belo corpo, dentes pontudos e muito brancos, chifres negros em espiral e 1,76 cm de altura. Trajava um vestido tão negro quanto seus olhos que iam até o chão e rasgado, os pés descalços e uma capa com capuz marrom bem escuro com os mesmos rasgos.

— O que você quer?- ignorou o deboche dela, olhando-a com sua melhor expressão fria e impassível.

— Nada.- dera de ombros, ainda com aquele sorriso de deboche nos lábios pálidos.

— Nada?- erguera uma sobrancelha com irritação.- Me deixe em paz, então!- desencostara-se da pia, atravessando o corpo da outra e já saindo do banheiro.

— Um dia você irá se arrepender de me ignorar.- rira antes de sumir.

— Como se isso fosse verdade.- zombou, sabendo que ela ouviria, e seguiu pelo corredor para descer até a sala.

No bolso da jaqueta, a morena pegara seu celular, procurando algum livro digital para comprar e poder ler. Estava com certa preguiça de subir para o outro andar e procurar algum livro na biblioteca.

— Serpe?- ouvira seu nome ser chamado por alguém atrás de si.

— Hum?- bocejara levemente, olhando para o dono da voz. Blood o dono do anel que ganhara de presente.- Oh...Oi, Blood. O que foi?

— Você está bem?- perguntara, aproximando-se.- Seu olhar parece vago.

— Estou bem, sim. Só um pouco cansada...- bocejou novamente.- Não dormi direito noite passada.- voltara a andar, desta vez com Blood ao seu lado.

Blood era um lobisomem alfa. Tinha cabelos negros, curtos e um pouco espetados, olhos dourados e bem brilhantes, a pele morena, um porte atlético e magro, tinha 1,79 cm de altura e era dono de uma personalidade dupla. Estava usando uma camiseta regata negra, calça jeans escura e rasgadas no joelho e os pés descalços. Tinha também, um piercing de argola dourado como seus olhos no topo da orelha direita.

— Com medo dos fantasmas, foi?- provocou, recebendo um soco no braço que o fizera rir.

— Eu não tenho medo de fantasmas...

— Mas tem de tempestades...- rebateu, sorrindo torto.

— Quem disse?

— Deu pra sentir o cheiro do seu medo ontem~! Afinal, meu quarto é do lado do seu.- informou.

— Às vezes eu odeio esse seu faro maldito...- resmungou, apressando o passo que foi acompanhado com facilidade por Blood.

— Também te amo, Serpe.- riu.

— Nunca disse isso.- rebateu.

— Sei...- semicerrou os olhos.

— Cale a boca, Blood.- bufou e olho o céu nublado pela janela.

— Vai chover de novo...- comentou.- Posso sentir o cheiro da chuva vindo.

— Oh, que ótimo...- murmurou.- Sabe quem vai voltar para cá amanhã?- mudou de assunto antes que o outro pudesse comentar algo.

— Se não me engano, vai ser o Nathan.

— Hum...- murmurou.- Aquele idiota?

— Idiota? Ainda tá irritada com ele?

Nathan era conhecido por pregar muitas peças e a coitada da Serpe era seu alvo preferido. Por isso a menina não tinha uma boa impressão daquele garoto.

— Claro!- exclamou.- Ele trocou meu shampoo por tinta rosa! E não foi qualquer rosa...Foi ROSA PINK! Sabe o quanto eu odeio essa cor?!- fez cara de nojo.- Ficar um mês inteiro aguentando o rosa toda vez que me olhasse no espelho foi um sacrifício! Até pensei em raspar minha cabeça até ficar careca!

— Careca?

— Estilo Vin Diesel...

— ...- começa a rir com o que imaginara.

— Pare.- rosnou.

— Parar com o quê?

— De me imaginar careca...

— Não sei do que você está falando...- fingiu-se de desentendido.

— Vai à...- seu xingamento fora interrompido por alguém que esbarrara em si. No caso, era Cerise.

A menina parecia preocupada e estava respirando muito pesadamente. Talvez tivesse corrido demais e isso não era bom para si.

— O que foi, Cerise?

— Meu irmão tá no hospital! Tenho que correr!- informou, saindo rapidamente do local sem nem deixar os dois falarem.

— Mas...- Serpe estava surpresa com aquilo.

— Não seria meio perigos ela...Bem, você sabe...Correr demais? Até onde eu saiba, os pulmões dela são fracos.

— Isso é um fato...- suspirara.

Cerise nascera com má formações em ambos os pulmões e isso fragilizara muito sua saúde. A menina amava esportes, mas não os praticava exatamente por isso. Os médicos proibiram-na de se esforçar muito em qualquer coisa que envolvesse o aumento de sua respiração.

Mas, quem disse que Cerise obedecia? A morena arruivada era cabeça-dura e a personificação da teimosia. Quando sentia vontade de correr ou de jogar algum jogo, ela o fazia sem se preocupar com a saúde.

— Mas ela veio de bicicleta pra cá e, até o hospital próximo da casa dela, é só descida...Acho que não há com o que nos preocuparmos...

— É, acho que não...- Serpe fizera uma careta.- Espero que o irmão dela esteja bem...

— Ele vai estar. Deve ter machucado a perna enquanto jogava vôlei...

— É...- bocejara.- Acho que eu vou dormir...- murmurara, seguindo para o final do corredor.

— Tenha bons sonhos, gatinho medroso!- zombara, seguindo o caminho oposto de Serpe.

— Quebre o pescoço quando for descer as escadas!- desejou, olhando-o mortalmente.

— Como se isso fosse acontecer~!

Enquanto isso, Thana os observava de longe, rindo dessa palhaçada toda. O bom de conseguir ser invisível era esse: Ninguém a percebia. Nem mesmo sua hospedeira.

— Bom...- começara, pousando no chão.- Acho que não seria tão ruim assim ir fazer uma visitinha ao hospital.- riu, sumindo em sombras.

Notas finais
Bom, pra quem já me acompanhava...Quero que saibam que minha mãe liberou o PC, então poderei voltar a postar nas outras fic's! Bom, espero que tenham gostado disso...Eu cansei de escrever e reescrever tudo...- suspiro.- E...Não esperem romance tão cedo. Eu tenho vergonha de ler, imaginem de escrever, então? E eu sou uma pessoa descritiva...Não vou conseguir me preparar mentalmente para isso tão cedo...Até o próximo~!