Star Lovers
12 Chuva de sentimentos
Notas iniciais
Não, não, porque justo agora esse celular descarrega – digo frustrada correndo até a escrivaninha e puxando o carregador da gaveta..
Conectei ao celular e em seguida a tomada do canto esquerdo superior da minha cama.
Apertei varias vezes o botão que ligava o celular, até q a luz acendeu, mas logo se apagou e mostrou a imagem de uma bateria em 0%.
Era de fato frustrante, um dia que havia sido perfeito, mas eu só conseguia pensar no que Arth havia digitado....
A noite foi passando, mas eu não estava com sono, pela primeira vez eu quis pensar em Arth e meus sentimentos e admiti-los de uma vez por todas, mas como, onde, com quais palavras!?
Mesmo com todos esses pensamentos, lagrimas escorreram de meu rosto como uma forma desesperadora de tentar achar uma conclusão para tudo isso.
Finalmente após ir de um lado para o outro na cama, às 1 da manhã meus olhos se fecharam junto às lágrimas e ao ursinho que estava agarrado a mim.
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Meus olhos se abriram lentamente, era segunda e eu não estava nem um pouco bem para ir à escola, havia ficado resfriada após ficar até a madrugada acordada.
Escutei os passos de minha mãe, que parou em frente à porta do meu quarto e me olhou deitada na cama.
– Licinha,você está bem?
Olhei para ela ainda com os olhos semi-abertos e respondi
– S-sim. atchin!
Minha mãe me olhou rindo
– vou preparar um chá para você, não precisa se levantar. Após dizer isso ela se retirou e foi à cozinha.
Sozinha novamente no me quarto liguei o rádio e voltei à cama quase rastejando, meu corpo estava dolorido, minha garganta ardendo, meus olhos quase não se mantinham semi-abertos e minha cabeça estava pesada.
Olhei para o canto da janela e gotas de chuva se espalharam. Levantei calmamente até a janela e olhei a fora, visando o céu parcialmente nublado e o asfalto molhado.
Phanfy pulou no cabo que estava carregando o celular o derrubando.
Peguei o celular e o encarei por alguns segundos, havia algo que deveria olhar, mas não conseguia me recordar do que era. Minha cabeça doía e eu só queria deitar e ficar quieta na cama.
A porta foi aberta no momento em que o celular estava as minhas mãos. Minha mãe o pego e o desconectou da tomada já que estava carregado.
– Lice, depois você olha suas mensagens, não faz bem mexer com esses aparelhos.
Dei um leve sorriso a ela e peguei o chá que estava em sua mão, ele estava tão quente e aconchegante. Bebi vagarosamente soprando enquanto minha mãe ia me cobrindo com várias cobertas.
–já vou indo se cuida e qualquer coisa me ligue. Após dizer isso ela me deu um beijo na testa e se foi.
A casa estava muito silenciosa, os únicos sons que se ouviam era das gotas de chuva e os sinos da coleira de Phanfy.
Alguns minutos se passaram e eu acabei dormindo novamente.
A chuva estava ficando cada vez mais intensa e alguns barulhos começaram a surgir ...
Abri os olhos um pouco assustada após uma trovoada seguida um barulho de passos no corredor,
Não havia nada que pudesse estar em casa, além de mim e Phanfy. Seria um ladrão!? Ou minha mãe havia chegado cedo!?
Levantei vagarosamente e assim que andei até a porta vi dois olhos azuis brilhando, me arrepiei e disse sussurrando
– Quem é ?
Após mais uma trovoada comecei a ver o seu rosto pálido, e seus cabelos loiros, era Arth. Ele estava com um suéter branco e um cachecol azul claro no pescoço.
Meu coração acelerou e eu corei andando em sua direção, dando–o um abraço.
O levei ao meu quarto onde sentamos a cama. Ele estava serio e queria me dizer algo.
– Você está bem?- digo um pouco preocupada com sua expressão de seriedade.
Ele assentiu com a cabeça e continuou mudo.
Toquei seu rosto que estava muito gelado e encarei-o, aqueles olhos azuis estavam inquietos.
Ele abriu os seus lábios vagarosamente
– Eu realmente tenho muita coisa a te dize, desde que nos conhecemos não consigo parar de pensar em você. Quando estou perto de você meu coração acelera e quando nos distanciamos me sinto gelado e vazio,,,,Alice eu amo você.
Uma explosão de sentimentos estavam dentro de mim, meus olhos se encheram de lagrimas e minhas mãos estavam tremendo.
Ele se aproximou dos meus lábios e me deu um beijo gelado, mas refrescante e calmo, minhas mãos deslizaram e pararam em seu peito. Quando o toquei senti seu coração e ele estava agitado.
Logo após daquele beijo ele se levantou e foi até a porta dizendo apenas
– te vejo em breve. E assim ele se foi.
Levantei da cama rapidamente e sai porta a fora, mas não havia mais ninguém ali.
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A campainha me fez acordar assustada de mais um sonho inexplicável. Abri os olhos e visualizei a xícara de chá vazia em minhas mãos.
Coloquei um casaco branco e minhas pantufas, pegando logo após o celular e desci correndo até a porta ainda confusa com o sonho que acabará de acontecer.
Ao abrir a porta vi seu cabelo loiro encharcado de água, era Arth.
O tirei rapidamente da chuva e o coloquei em casa fechando a porta.
–como.. porque ... --- antes que eu pudesse formular uma pergunta ele começou a dizer.
Lice te mandei muitas mensagens, mas você não respondeu , fiquei preocupado.
Corei e corri para buscar uma toalha e enxugar seu rosto.
– estou um pouco resfriada, não precisava ter vindo, — digo sem graça.
Ele me encarou e colocou sua mão em meu rosto, sua mão estava gelada, parecia que havia estado na chuva a muito tempo.
Liguei o celular enquanto o ajudava a enxugar seu rosto.
Ele segurou minha mão e suspirou fundo.
– eu deveria ter dito isso para você antes, mas eu não sabia se era realmente verdadeiro tudo o que eu sentia, até perceber que eu não consigo mais ter um dia feliz sem estar com você, eu não consigo estar longe de você, não consigo pensar em te deixar sozinha principalmente nessa chuva.
Alice, estamos juntos a pouco tempo, mas esse tempo foi mais do que o suficiente para dizer, que eu estou perdidamente apaixonado por você.
Como o sonho, mas com palavras com o mesmo significado mas diferentes, essa pessoa novamente me fez chorar de emoção...diferente do sonho não me contive, o olhei ainda tremendo e com o coração a mil
– Arth , e-eu também amo você.
Assim por breves segundos nos entre olhamos e nos aproximamos até que ele começou a me beijar. A medida que nos beijávamos , o toque estava ficando cada vez mais intenso e vagarosamente ele me beijou no pescoço envolvendo seu corpo cada vez mais no meu.
– Lice....
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