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7 Capitulo VI
Notas iniciais
Capitulo 6
–Não pode ser assim... — Isabella resmungou ao ver Edward lhe ensinar como se montar corretamente num cavalo. Ele riu observando a expressão de pavor dela. Desceu do lombo do animal e se postou em sua frente, tentando soar calmo e paciente.
–Não é tão difícil assim... — deu de ombros. Isabella arregalou os olhos.
–Mas... — deteve-se brevemente. -Me sentarei como um homem! — seu sussurro foi indignado. Edward jogou a cabeça para trás e riu alto. -Não ria de mim! — reclamou.
–Desculpe-me, Isabella. — respirou fundo. -Não faça parecer um crime o que é normal!
–Normal pra você! — rebateu ainda assustada.
–Tente. — pediu tranquilamente, desarmando Bella de seu medo. -Uma vez, pelo menos!
Ela ponderou encarando o corcel negro dele, manso como uma brisa. Respirou fundo e assentiu lentamente. Ele acenou uma vez e estendeu-lhe a mão. Ela envolveu os dedos ao redor da mão de Edward com força.
–Você precisa de um impulso, primeiramente. — explicou. -Para ficar mais fácil, coloque o pé nesse buraco... — e apontou para a extensão da sela que pendia dos dois lados. -E pegue impulso!
–Pegar impulso... — resmungou. -Entendi!
–Quer tentar?
Isabella respirou fundo.
–Você não me deixará cair, correto? — perguntou dando um pequeno pigarro.
–Que tipo de irmão temporário eu seria se isso acontecesse, hm?
Isso pareceu tranquilizá-la, notou Edward. E tinha razão! Ele deu meio passo para trás e pôs-se a observar. Bella acariciou a crina do animal, ganhando mais intimidade. Colocou o pé no local indicado e segurou-se na sela, preparando sua primeira tentativa. Para sua decepção, seu pé escorregou fazendo-a cambalear.
–Posso tentar de novo!? — perguntou sem se virar.
–Claro que sim. — respondeu-lhe Edward.
Respirou fundo novamente e ficou na mesma posição anterior de pronta. Dessa vez, não escorregou nem cambaleou, entretanto, seu impulso não foi forte o bastante nem para ficar dividida na sela. Foi então que ele notou que demoraria mais que o esperado.
–Não gostaria de uma aj...?
–Obrigada, mas dispenso. — disse bruscamente, tentando o movimento repetidas vezes. Edward, não aguentando mais ver o desgaste físico dela, pôs as mãos em sua cintura e deu o impulso que precisava. Bella o olhou ofendida com a gentileza. -Eu ia conseguir!
–Você pode continuar treinando durante a semana, essa não é a lição mais importante.
–Não!? — perguntou surpresa.
–Não. — confirmou. Bella fingiu indiferença, quando na verdade, estava louca para saber qual era a lição.
–E que seria...? — empinou o nariz.
–Tomar cuidado ao pegar... — Bella puxou as rédeas do cavalo, fazendo-o empinar. Não pensou muito e antes que fosse jogada do animal, saltou na direção de Edward, fazendo-os cair no chão.
–Eu não tinha idéia de que cavalgar era um esporte tão radical... — ela comentou arfante e com o coração martelando contra as costelas.
–Onde eu estava com a cabeça quando propus isso? — Edward resmungou mais preocupado em não deixar seu corpo reagir com o contato, afinal, era homem... E tinha necessidades! Bella iniciou uma risada baixinha que resultou numa gargalhada estrondosa. Ela rolou para o lado, saindo de cima dele e deitando-se na grama. -O que é tão engraçado?
–Eu não sei. — respondeu-lhe entre uma gargalhada e outra. -Só tive vontade... De rir!
–Inacreditável. — Edward disse e no fim, se rendeu ao riso. Percebeu que Isabella era uma garota seria demais. -Quer tentar mais uma vez?
–Por favor. — ela esticou as mãos, esperando ajuda. Edward a levantou facilmente enquanto sorria torto. Não sabia o que a fazia ficar tão entristecida, mas no momento em que se encontrassem, não ia deixá-la com uma carranca em momento algum.
Com sua covinhas aparecendo, ajeitou o vestido e os cabelos. Com determinação, Bella se aproximou do quadrúpede negro, prendeu a respiração e colocando o pé onde devia, deu o impulso necessário e quando percebeu, estava no lombo do animal. Edward sorriu em aprovação.
–Veja! — explodiu num riso de soprano. -Eu consegui! E sozinha desta vez! Veja, Edward! — os olhos de Bella brilhavam de orgulho.
–Sim, de fato, conseguiu! — Edward falou com calma e com um sorriso na voz. -Agora, com calma e não as puxe... Apenas segure as rédeas.
Com medo, Bella segurou as rédeas como se elas fossem arrancar um pedaço de suas delicadas mãos.
–Com os calcanhares, cutuque a barriga dele. — ele disse com as mãos estendidas, pronto para segura-lá.
–Abaixe essas mãos, por favor, esta me deixando nervosa. — pediu engolindo seco.
–Tudo bem. — e assim o fez. Ela cutucou o cavalo e ele trotou sem velocidade.
–Oh! — soltou a respiração num arfar com o rosto se iluminando.
–Muito bem, Isabella. — Edward a elogiou, enquanto a observava dar voltas ao redor do Carvalho. Sentou-se para ficar a vista, apoiando os cotovelos nos joelhos. Uma vez ou outra, ouvia o riso dela e ria junto. Ele esperava que seu irmão, Demétrio, viesse logo visitá-la, afinal, os dois pareciam se dar bem.
–Uma moeda por seus pensamentos, Sr. Cullen. — disse se aproximando. Ele balançou a cabeça, não dando importância. -Está ficando tarde...
–Precisa voltar, não é mesmo? — Edward indagou, vendo a expressão de desolada dela.
–Não que eu queira, mas... É, eu preciso voltar. — suspirou sentou-se ao lado dele.
–Você teve noticias do seu irmão?
–Não. — soltou um suspiro pequeno. -Ele nunca manda cartas pra mim.
–Eu mandaria cartas pra você... Se eu estivesse longe. — tentou animá-la.
–Você é um ótimo irmão temporário, Edward. — Bella sorriu mostrando as covinhas, levantando-se. -Deixe-me ir, Sr. Cullen. — ele se levantou também. -Ate à próxima!
–Tenha uma boa noite, senhorita Swan. — abaixou a cabeça de leve. E então, ela já estava correndo de volta pra casa.
Isabella chegou a casa, entrando pelas portas dos fundos, onde Cármen picava cebolas. Conteve a respiração ofegante quando foi inspecionada pelos olhos da sua acompanhante. Sorriu de forma inocente, fazendo os olhos de Cármen ficar estreitos. Será que desconfiara de suas saídas a tarde?
–Meus pais estão...?
–Na sala, menina. — a voz de Cármen foi mais suave que sua expressão. Isabella saiu lentamente, com medo do que estava por vim. Estava difícil se manter imune as provocações do senhor Charlie. Entrou sorrateira e ficou em pé, na soleira da porta, esperando alguém notar sua presença.
–Ah, filha. — Renée se levantou quando a viu. As feições de sua mãe estavam diferentes... Mais alegres, talvez? — Venha aqui, tenho algo para você...
–Para mim? — Bella se aproximou, evitando fitar o senhor seu pai, pois sabia que ele a olhava desde o momento em que sua mãe a cumprimentou. A senhora Renée lhe estendeu a um envelope bege. -O que é isso, senhora minha mãe?
–Abra. — os olhos de Renée brilharam. -Esta veio especialmente para você!
Isabella virou o envelope nas mãos. Seu coração acelerou quando reconheceu a caligrafia de Demétrio, elegante como sempre, com seu nome em letras finas. Seus olhos se encheram de lagrimas. A mão que segurava o envelope pressionou a barriga, sentindo o famoso aperto na boca do estômago.
–Você esta bem, querida? Está branca feito papel. — Renée acariciou-lhe os cabelos. A respiração de Bella saiu num arquejo sôfrego.
–Posso me retirar? — pediu permissão. — Gostaria de ler isso... Sozinha.
–Vai se juntar a nós no jantar? — senhor Charlie se pronunciou pela primeira vez.
–Senhor meu pai, meu estomago não esta se portando bem...
–Senhora Renée, diga a Cármen para fazer uma bandeja a Isabella... Se não ira comer em nossa companhia, pelo menos coma sozinha. — o senhor seu pai disse já saindo da sala. Não esperou um aviso sequer da senhora sua mãe, apenas se levantou e caminhou para seu quarto, com as mãos levemente tremulas.
–Como foi o passeio, filho? — Dr. Carlisle perguntou apoiado na pia, de braços cruzados.
–Foi bem. — Edward se limitou quando entrou em casa e foi analisado pelo pai. Pegou uma pêra na fruteira e a mordeu, tentando saciar a fome que sentia.
–Ótimo, pois preciso de você amanhã na clinica comigo. — o pai respirou fundo e então, Edward viu o quanto ele estava cansado. -Espero que me ajude, por favor, Edward.
–Esta com uma expressão cansada... — replicou o filho. -Como foi a clinica hoje?
–Parece que todos resolveram ficar doentes... — suspirou fazendo Edward sorrir torto. E então, seu sorriso foi esmaecendo quando percebeu que no dia seguinte, não veria Bella... E nem tinha como avisá-la.
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