Stand up, be strong
1 Capítulo 1 - Rush to the Scene
Notas iniciais
Ah, a rotina. Alguns simplesmente não a suportam, mas eu convivo bem com ela. Não quer dizer que eu dispenso um pouco de emoção, mas faz tanto tempo que não acontece nada que eu me acostumei. Assim sobra tempo para eu me concentrar no importante. Vou me apresentar: Me chamo Rukia Kuchiki, sou uma estudante do segundo colegial e moro em Londres.
Hoje começou o segundo trimestre escolar, então não terá novidades. Não há mais novatos e demorará algumas semanas para começarem as provas e trabalhos. No meu colégio o uniforme é obrigatório: Camiseta social branca com detalhes em azul (o brasão da escola que fica em cima do coração é dourado) e saia plissada azul com uma listra branca na borda. Aquela roupa típica de estudante. Porém, é permitido colocar acessórios para combinar, portanto tomei uma ducha, vesti meu uniforme, escolhi um anel, coloquei o colar que minha melhor amiga me deu, e passei uma maquiagem leve: Apenas gloss transparente e lápis de olho preto, afinal estou indo para o colégio, não há necessidade de algo mais produzido.
Desci as escadas correndo, já sentindo o cheiro das panquecas que minha mãe preparava.
– Bom dia, querida, dormiu bem? – ela disse com um sorriso no rosto.
– Bom dia, mãe. – Dei um abraço nela.- Cadê o pai?
– Ele saiu mais cedo, hoje terá uma reunião muito importante e não queria correr nenhum risco de chegar atrasado. – ela olhou para a escada preocupada. — Seu irmão já devia estar aqui, apresse-o antes que ele se atrase, por favor.
Eu subi silenciosamente as escadas e a porta dele estava fechada. Abri-a devagarinho e...
– LEVAAAAAANTAA, BYA, SEU PREGUIÇOSO! – gritei enquanto acendia a luz.
– AAAH! – Byakuya pulou com o susto e caiu da cama. – Calma, não precisava fazer esse escândalo. – ele disse, esfregando os olhos.
– Você devia estar acordado faz 15 minutos, o café da manhã já está pronto. Você vai se atrasar pro colégio se não se apressar.
– Ah, parece que meu despertador não tocou. Deve ter acabado a energia durante a noite de novo, e como o meu não tem bateria como o seu, perdeu o horário. Acho que vou comprar um novo. – ele disse, voltando ao seu jeito extremamente calmo de sempre.
– To indo comer, se você demorar comerei suas panquecas.
Ele jogou o travesseiro na minha cara e depois me mandou fechar a porta pra ele se trocar. Em 5 minutos ele já estava sentado ao meu lado na mesa. Terminamos de comer e andamos até o colégio, que é muito próximo de casa. Ele é do terceiro colegial, então nos separamos.
– Boooom dia, Ruki! – Orihime Inoue é minha melhor amiga desde a quarta série, e desde aquela época, ela nunca esteve desanimada nas manhãs.
– Bom dia, Ino. Tudo bem? – Tentei retribuir seu sorriso da forma mais sincera possível, apesar do sono dificultar um pouco.
– Sim, muito bem, apesar de ter esquecido de fazer a lição de matemática. Me empresta a sua? Prometo que não vai se repetir. – ela estava realmente sem graça, mesmo sendo algo tão bobo e comum.
– Claro, no intervalo te entrego. Matemática é a última aula, dá tempo.
– B-Bom dia, meninas. Desculpe interromper a conversa. Tudo bem? – Me virei e vi o Uryuu Ishida.
– Bom dia, como vai? – eu disse, sonolenta.
– Bom dia, Ishida! – disse Inoue, animada como sempre, fazendo-o corar um pouco. – Ah, e você, Sado? Quieto como sempre, em? Bom dia!
– Bom dia. – ele respondeu.
– Como vão as aulas de basquete? Seu pai continua pegando pesado como sempre? — eu resolvi puxar o assunto, afinal Sado é o que menos fala e por isso não seria ele quem faria isso.
– É, ele é um treinador muito rigoroso, mas eu tenho que seguir tudo o que ele diz se eu quiser jogar em um time oficial algum dia.
– Puxa, mas você já faz aula extracurricular de basquete aqui no colégio, e quando chega em casa tem que treinar mais ainda? Não é cansativo? – Ino mal conseguiu esconder o espanto em sua voz. – Como mantém suas notas se tem tão pouco tempo para estudar?
– O Ishida me ajuda quando tenho dúvidas. Ele é um ótimo professor, como vocês devem saber.
– Ah sim, o Ishida é muito inteligente. Ele e a Ruki têm que me contar o segredo um dia. Preciso estudar o dobro que eles para tirar a mesma nota. Não é justo!
– Mas você passa muito tempo nas aulas de piano e canto, deve ficar cansada, né, Ino? Eu não tenho talento, então não faço nada. – Eu disse, me segurando para não rir do rosto vermelho do Ishida após o comentário dela.
– Ora ora, se não é o grupinho da nojenta da Rukia. Óbviamente você não tem talentos, né, querida? E, infelizmente para você, nem dinheiro ou beleza. Só te resta passar os dias com a cara enfiada nos livros pra tentar ter alguma qualidade, enquanto eu tenho todas as qualidades possíveis.
Eu revirei os olhos enquanto me virava para confirmar o óbvio: Era Yuki Hana, a pessoa mais irritante da escola. Ela se acha a rainha do mundo por seu pai ser dono de uma das grifes de roupas mais conhecidas mundialmente. Ironicamente, “Yuki” significa “neve” em japonês, que representa bem a frieza com que ela ofende e humilha todos à sua volta. Ela era uma mestiça, filha de um Japonês e uma Italiana. Era bonita, com seus cabelos ondulados e pretos e seus olhos levemente puxados (mostrando sua parte oriental) e verdes como uma esmeralda. Uma pena que sua personalidade insuportável faça sua beleza ser irrelevante.
– Parece que a barata se perdeu. O esgoto fica pra lá, tá? Agora vê se volta pra casa e nos deixa em paz. – dei as costas pra ela.
– Como? Parece que eu não ouvi bem. Você acabou de ter a OUSADIA de me comparar com um inseto? Você vai se arrepender.
– Vai fazer o que? Vê se para de ser otária e some daqui. – Renji Abarai se intrometeu repentinamente.
Ela lançou um olhar cheio de ódio para ele, saiu bufando e foi conversar com sua amiga, vulgo marionete, Amber Burton.
– Ah, bom dia, Rukia! Não acredito que ela não cansou disso. Só porque aquele menino idiota preferiu você a ela há seilá quantos anos atrás. – ele falou com ciúme. – Mas também, você é bem melhor que ela, era óbvio por quem ele se apaixonaria! – ele fez questão de falar essa frase em voz alta e clara, para ela ouvir. Todos fingimos não perceber que o Renji tem algo maior do que uma “quedinha” por mim. Ele ficou engraçado com ciúmes por lembrar do garoto. Somos amigos de infância, e mesmo querendo, não consigo vê-lo da forma que ele gostaria
– Ruki, Renji, vocês ficaram loucos? Esqueceu o que acontece quando alguém fala assim com ela? Da ultima vez a Rukia foi pra diretoria acusada de ter assediado um professor, lembra? Felizmente, o professor negou tudo e disse que presenciou a briga delas e tinha certeza de que foi por isso que a Yuki inventou aquilo. – Inoue estava com os olhos castanhos arregalados enquanto mexia no cabelo ruivo nervosamente.
– Eu não tenho medo dela.
A professora chegou na sala e todos se sentaram. O dia foi passando sem mais problemas, e então eu fui para casa.
Mal eu sabia o que me esperava a partir do dia seguinte.
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