Notas iniciais
Desculpem a ausência a historia preciso ser reformulada. Para quem ler Make, já estou escrevendo o próximo capitulo e não demoro a atualizar. Duvidas sobre a idade das meninas no começo da historia deixou para não ter mais confusão. Emma 8 anos, Regina 10 anos, Ruby 9 anos, Belle 8 e a Tinker 7 anos. No decorrer da historia informo de novo a idade que elas tiverem.

Junho de 2000

A infância pode ser boa e cheia de alegrias, mas também pode trazer dilemas e sofrimentos como na vida de qualquer pessoa. O ruim é que os adultos na maioria das vezes nos ensinavam a brincar e esquecer os problemas, e quando eles apareciam tudo se tornava difícil e complicado porque se despedir de alguém que amamos nunca é fácil. Seis meses depois do aniversário de Regina descobrimos que a família de Tinker ia ser mudar de Storybrooke e automaticamente começamos e entender a lição é preciso perder para dar valor. Tinker era a mais nova e apesar de nenhuma de nós admitirmos, ela era extremamente importante a amávamos ela era parte da turma.

— Regina não fica assim. Tudo vai ficar bem. — Eu tentava consolar Regina, que estava abraçada a mim chorando.

— Não Emma não vai. A pequena esta indo embora e agora me sinto culpada, por todas as vezes que não a deixamos brincar com gente, eu nunca disse a ela mais eu amo ela como uma irmã.

— Eu sei que você a ama. Na verdade todas nós a amamos. Mesmo que impliquemos com ela. Sabe minha mãe diz que gente só implica com quem gosta.

— Acho que tia Mary tem razão. — Regina resmungava em meus braços.

— Mas temos que prometer uma coisa.

— O que seria? — Eu perguntei a ela.

— Não vamos mais implicar com ela durante o tempo que ela estiver com gente. Vamos ama-la e protege-la sempre.

Era engraçado ter que fazer essa promessa, pois era o que sempre fazíamos com Tinker por ela ser a mais nova. Sabia que isso era única coisa que faria Regina parar de chorar então a única forma era concordar.

— Esta bem eu prometo tudo isso. Agora vamos parar de chorar e procurar as outras para dizer tudo.

Ela me deu um daqueles sorrisos tão lindos e a puxei pela mão. E fomos à busca de Ruby e Belle. Assim que achamos as duas à reação parecia à mesma, estavam abraçadas e tristes.

— Ruby Belle ate que enfim achamos vocês.

— Eu vim ficar com essa chorona. — Ruby logo tratou de se defender.

— Pare de me chamar de chorona. Você também estava chorando. — Belle rebateu dando leves empurrões em Ruby. Elas brigavam feito cão e gato mais nunca se largavam.

— Da pra pararem de brigar. A Tinker esta indo embora e isso é ruim para caramba.

As duas me olharam e abaixaram os olhos voltando ao chorar em silêncio. Eu me mantive forte o tempo todo, apesar de estar péssima por dentro. Eu queria abraçar todas as minhas amigas e dizer que tudo ficaria bem, mas eu só tinha oito anos, e muitas decisões ainda não dependiam de mim.

— Olha acho que devemos fazer os últimos dias de Tinker aqui com gente os melhores. Prometemos ser amigas para ate depois do para sempre. E isso vale nos momentos ruins também. — Regina sempre sabia o que dizer, ela era uma líder nata.

Talvez aquilo não consolasse a perda que teríamos logo, mas mostraria a pequena que ela era importante e que nós a amávamos acima de qualquer distancia. Depois de conversa entre nós, tivemos aquele abraço em grupo e décimos ir procurar Tinker, a surpresa foi chegar a frente a sua casa e ver toda uma comoção pessoas correndo de lado para outro. Ate que vi meu pai, ele era o xerife da cidade e se ele estava lá algo grave tinha acontecido. Meu sangue gelou tudo já estava tão ruim, fiz uma prece em silencio para que não fosse nada de grave. Corri ate o carro do meu pai para buscar noticias.

— Paaai. — Meu pai logo olhou na minha direção vinda de encontro a mim.

— Emma filha você estava bem?

— Sim papai estou, bem, mas o que houve? — Meu pai parecia receoso em responder a minha pergunta.

— Emma Tinker sumiu. Quando os pais contaram da mudança ela fugiu, estamos todos buscando por ela. Os Bells estão desesperados, você sabe de algo filha.

— Não papai. Não vejo a pequena desde ontem. — Logo as meninas vieram a onde estávamos e souberam da noticia.

— Vamos ajudar a procurar sabemos de todos os lugares que ela gosta de se esconder. — Ruby sugeriu. Regina achou uma boa ideia afinal éramos amigas dela.

Meu pai disse que toda ajuda era bem vinda mais que deveríamos tomar cuidado e não ir a lugares perigosos. Resolvemos nos dividir Belle e Ruby foram para parquinho e eu e Regina para praia, enquanto os adultos procuravam por outros cantos na cidade. Não foi difícil achar a pequena não para nós que a conhecíamos muito bem. No final todas terminamos no jardim de Regina no nosso lugar secreto, nosso refugio a grande arvore onde nós escondíamos do mundo. Tinker estava sobre balanço que eu tinha feito há, poucos dias cabisbaixa e chorando. Chegamos quase todas ao mesmo tempo Ruby e Belle vieram por lado, eu e Regina por outro. Não houve palavras apenas a abraçamos e ela chorou em nossos braços por longo tempo, enquanto a consolamos. Naquele dia fizemos mais uma promessa, independente de qualquer distância sempre estaríamos juntas.

— Tinker ainda faltam seis meses para seus pais partirem e prometemos que serão os melhores seis meses da sua vida. — Regina tentava encoraja-la.

— Promete? Promessa de dedinho? — A pequena perguntava meio desconfiada. A resposta veio em conjunto.

— Sim nos te amamos pequena. — Todas colocaram o dedinho sobre dela para firmar a promessa. A tristeza deu lugar à alegria e o choro foi substituído por sorrisos. Abraçadas levamos Tinker de volta para casa.

(...)

Os seis meses seguintes foram as melhores lembranças da minha infância, mas acho que todas nós. Nossas brincadeiras eram mais alegres e no fundo só queria aproveitar todos os momentos e cada segundo se tornava único. Cada bobeira seria algo apara lembrar para sempre. Na escola mesmo sendo de classes diferentes fizemos questão de todos os dias almoçarmos juntas. O legal é que todos na escola nos apoiavam e nossos horários foram mudados. Mesmo sabendo da tristeza da partida Tinker nunca esteve tão feliz.

— Emma, vamos dividir o suco?

— Sim pequena gosto de suco de laranja.

— Tinker minha mãe fez bolinhos. — Belle comentou sentando perto de nós.

— E minha colocou maçãs na minha lancheira para todas nós.

— Sua mãe sempre coloca maçã Regina. — Ruby brincou com fato, pois maçã era fruta preferida da moreninha.

— Bom já minha mãe e Granny mandaram de tudo um pouco. — Comentei abrindo minha lancheira.

O horário de almoço passou a ser assim sempre compartilhamos algo uma com outra comíamos entre brincadeiras e risadas, mas sempre sem mencionar a partida da pequena. Aquele assunto nos próximos meses passou a ser proibido queríamos sofrer, quando chegasse a hora, e naqueles meses tudo tinha que ser perfeito. Durante a semana sempre combinávamos de dormir todas na casa de uma de nós e como éramos cinco isso, durava a semana toda. A minha casa sempre estava sempre cheia na segunda, a da Regina na terça, Ruby na quarta, Tinker na quinta e da Belle na sexta. No fim de semana todos nossos pais de juntavam para acampar com direito a fogueira e marshmallow. Meu pai tinha velho violão e sempre cantávamos musicas antigas. Meu pai amava Beatles, Bon Jovi e Guns’ n Roses. Pela manhã exploramos a floresta e fazíamos farra no lago. Henry o pai de Regina tinha construido para nós uma gangorra que se tornou umas das nossas brincadeiras favoritas daquele lugar.

— Anda Regina deixa de ser medrosa pula na água.

Minha morena estava morrendo de medo de balançar e se jogar na água. E depois de ate a pequena pular, ela simplesmente não admitia ser chamada se medrosa por todos nós, principalmente por mim.

— Emmaaa, eu juro que se eu morrer eu te mato depois. — Ela balançou e finalmente pulou na água. Logo apareceu perto de mim e me abraçou.

— Isso foi muito legal, eu tenho que fazer de novo.

— Eu disse que você ia gostar.

As outras meninas se juntaram a nós e começamos uma guerra na água. E eu posso dizer que aquele foi o melhor verão da minha infância. Naquele mesmo dia Tinker nós fez fazer outra promessa.

— Vocês todas tem prometer que mesmo depois que eu for embora, não iram se afastar. Continuaram amigas e sempre quando eu voltar para cá eu vou ter certeza que vou encontrar minhas irmãs.

— Pequena prometemos não falar sobre isso agora. — Eu não queria lagrimas ainda, não ali.

— Eu sei Emma, mas eu quero ter certeza prometem. — As outras meninas olharam para mim como se esperam uma decisão, não podia magoar Tinker a única forma era ao menos tentar.

— Sim nós prometemos pequena. — Todas nós a abraçamos e voltamos a brincar.

(...)

Duas semanas depois do fim das férias, se aproximava o momento da despida e ainda evitamos falar sobre o assunto. Regina tinha tido a ideia de uma cada fazer algo para dar a Tinker. Mas algo feito em conjunto. Seria bonito e de certa forma ela levaria parte de nós consigo. Minha mãe nós deu a ideia de montar um álbum. Um álbum feito de memorias e não de fotos. Eu e Regina trabalhos durante o fim de semana inteiro, e Ruby e Belle fizeram o restante depois. Era um livro de capa dura na capa uma varias fotos nossas, mas dentro era parte de coisas que cada uma de nós havia compartilhado com Tinker.

No ultimo fim de semana com ela decidimos entregar.

— Pequena temos um presente para você. Cada uma de nós ajudou com algo. — Eu me levantei pegando o embrulho e entregando a Tinker. Ela desembrulhou o pacote seus olhinhos brilharam vendo a capa. Ela se sentou a abriu a primeira pagina.

— Aqui na primeira página esta o papel do bombom que comemos vendo filmes de terror aquele dia. Todos foram embora, mas você foi valente e viu o filme ate fim comigo. — Ruby dizia enquanto explicava para ela.

Logo Tinker virou a segunda página e foi à vez de Belle mostrar o que tinha feito.

— Esse é um pedaço da mesma fantasia que eu usamos ano passado no Hallowen, ninguém queria ser minha fera mais você foi e nunca vou esquecer isso. — Tinker tinha rostinho banhado em lagrimas já, mas ainda faltava Regina e eu, é claro.

— Quando você nasceu, fiquei muito feliz. E seu primeiro sapatinho eu ajudei a escolher, era amarelo com detalhes rosas, mas agora que você cresceu ele não serve mais no seu pé. Então leve ele e lembre-se sempre de mim. — Regina a abraçou em seguida.

Por fim faltava a minha vez, como era difícil aquele momento e todas as lagrimas que segurei durante seis meses vieram. Elas escorriam por meu rosto era choro contido e silencioso.

— Pequena sempre impliquei com você. Não porque não gostasse de você, mas sim porque você de nós sempre foi a mais corajosa. — Virei a pagina e mostrei o que tinha feito lá. — Aqui está o que você sempre quis que te desse, meu cartão de basebol favorito dos Cowboys, cuide dele com carinho. — Tinker ainda chorava mais também sorria.

— Eu amo vocês obrigado.

Não dissemos mais muita coisa naquele dia e nos que vieram depois. Pouco depois do ano novo nossa pequena nós deixou. Todas fomos ao aeroporto nós despedir dela, foi um momento triste e que aprendemos pela primeira vez na vida a dar adeus ao amigo. Não era para sempre, mas ainda sim doía da mesma forma.

Notas finais
Então curiosos para o que vem depois, provavelmente vira o começo da adolescência e despertar de interesses de meninos, primeiro beijo e outras coisas mais. Conto com opinião de todos nos comentarios se devo prosseguir ou não. Ate breve!