Notas iniciais
Desculpem a demora. Espero que gostem desse capitulo transitório preciso dele para aprofundar a amizade entre os Mills e os Swan.

(Por enquanto — Cassia Eller ♪)

Setembro de 2002

O restante daquele ano foi complicado em alguns termos eu diária hoje em dia, mas como só tinha dez anos para mim eram coisas difíceis de lidar. Ainda não tínhamos Tinker, mas ela tinha passado as férias de verão conosco aquele ano. Os pais de Regina tinham se separado porque a mãe dela acabou engravidando, de um cara com quem teve um caso. Eu tentei ser para ela um apoio, mesmo com as coisas na desandando um pouco. Quando minha mãe contou ao meu pai que estava grávida, e ele não recebeu bem a noticia no começo, e eles passaram a ter brigas constantes.

— Eu sei que não está fácil Regina, bem na minha casa também na está um clima legal. — Eu dizia tentando encoraja-la a não desanimar.

— Me desculpe Emma estou aqui falando dos problemas dos meus pais, e você também está passando por problemas na sua casa. — Ela me respondeu com aquela carinha fofa que sempre fazia, quando queria se desculpar.

— Ei, as coisas não são assim tão ruins Mills. — Tive que corta-la. Não queria que ela achasse que eu não me importava. — O meu pai só está um pouco neurótico em ter um bebê em casa depois de tanto tempo.

— Tio David ama bebês Emma, eu me lembro dele com o filho do Tio August. Eu acho que ele só deve estar inseguro.

— Eu também acho isso, mas meu velho vai relaxar quando o bebê nascer. E se for um menino ai que ele vai virar um pai babão.

— E você Emma? — Regina me questionou com uma pergunta meio obvio.

— Eu o que Regina?

— Você está feliz Emma em saber que será irmã mais velha?

— Bem eu ainda não pensei muito sobre isso. A verdade é que só quero que meus pais fiquem bem, e o bebê nasça com saúde.

— Eu queria pensar como você Swan.

Eu sabia no fundo que ela estava guardando aquilo, ela queria falar sobre sua mãe estar gerando uma vida de uma traição. Éramos-nos crianças, mas entendíamos sobre lealdade e sobre confiar em alguém. E Regina tinha consciência que seu irmão ou irmã era fruto da infidelidade de sua mãe, e mesmo sem culpa tinha causado a separação dos seus pais.

— O bebê não tem culpa Regina. Não o odeio por isso. — Quebrei aquele silencio que pairou sobre nós dizendo o que ela queria ouvir.

— Eu estou tentando, mas é difícil para mim Emma. Meu pai foi embora por isso. — Minha morena me confessou com os lagrimas nos olhos.

— Tente ver o lado bom das coisas.

— Qual lado bom disso Emma?

— Você vai ter alguém para cuidar e proteger, alguém para contar para resto da vida Regina. — Ela me deu um daqueles sorrisos tímidos mesmo em meio ao choro reprimido.

— Mais isso eu já tenho Emma, eu tenho você. — Ela desabafou e me abraçou em seguida. Meu coração se acelerou e não entendia bem o porquê na época, mas sabia que era uma sensação boa. Afinal ela tinha razão, ela tinha a mim e teria a vida inteira isso era algo que nunca iria mudar. Ao menos não na nossa lógica infantil.

— Você tem razão, eu sempre estarei aqui Regina. Só que terá alguém além de mim e das outras meninas para contar também. — Afirmei lhe beijando o topo da cabeça. Ficamos assim por algum tempo, até que Ruby e Belle chegarem, e as coisas na casa da arvore se tornarem menos tensas.

De acordo que os dias passavam tentamos levar as coisas da melhor maneira possível, meu pai passou a ficar mais na delegacia e só vinha para casa à noite. Minha mãe ficou arrasada e acabou indo desabafar com mãe de Regina, elas dividiam as experiências e fato de estarem esperando um segundo filho. E foi numas das muitas visitas de Cora a minha mãe, que acabei ouvindo o que não devia.

— Henry pediu o divorcio. — Cora desabafou com minha mãe. — Eu já esperava, mas não tão rápido. Ele mal tem ligado para Regina.

— Cora minha querida, eu queria te dizer que as coisas entre vocês vão ficar bem. Só que eu não posso você errou e agora está pagando por seu erro. Ao menos pense no seu filho, busque forças dessa criança para seguir em frente.

— Minha mãe tentava consola-la. Eu não queria ouvir aquela conversa, mas algo me fez ficar ali parada ouvindo tudo.

— Eu queria poder apagar o que eu fiz Mary, mas não posso. Sei que fui fraca, mas Henry mudou tanto nos últimos anos. Ele deixou de me dar atenção e ser carinhoso, e uma coisa levou a outra.

Ouvir as confissões de Cora Mills não justificava a traição dela, e na época eu não entendia nada. E somente hoje, eu entendo o que ela queria dizer. Às vezes só amor não basta. É preciso cuidar dia a dia, é preciso ouvir um ao outro apoiar e se mostrar presente, ou tudo desmorona. É como uma plantinha, que se tem regar, colocar no sol, podar ou ela simplesmente morre.

— Eu sei Cora. — Minha mãe respondeu abraçando a amiga. — Às vezes só o amor não basta.

Minha mãe dizia parecendo saber bem o que Cora estava sentindo. Eu finalmente deixei a sala, pensando se contaria ou não o que tinha ouvido a Regina. No eu sabia que ela ainda tinha esperanças que seus pais fossem voltar. E contar a verdade significava acabar com todas as esperanças dela. O que eu não tinha ideia era como as coisas ainda iriam pior, só para melhor depois.

Naquele mesmo ano, um garoto novo veio morar a duas quadras da minha casa. Ele era meio tímido e não se misturava muito, seu nome Daniel Colter. Na escola ficava na dele, mas eu percebia como ele olhava para Regina, ela não dava bola na época. E bem na nossa turma não entravam garotos então eu não tinha com que me preocupar, ao menos não naquela época.

— Emma o garoto novo é meio nerd. — Ruby comentava.

— Eu percebi, mas na nossa turma não tem lugar para garotos. Que fique claro.

— Nós sabemos Cisne. — Belle se pronunciou.

— Emma será que podemos para de falar do garoto novo. E nós preocupar com as coisas do natal. — Regina chamou minha atenção. Ela estava louca com o final do ano, porque não tinha ideia se iria passar com seu pai ou sua mãe. — Meu pai pediu o divorcio e vai se mudar para Boston. Eu não vou deixar minha mãe, principalmente estando grávida.

Ouvir aquela afirmação de Regina me deixou feliz, era sinal que ela já aceitava bem a vinda de seu irmão ou irmã em sua vida.

— Não é o fim do mundo Regina, e bem você sabia que seu pai iria fazer algo assim. Ele está magoado e triste com sua mãe, mas acho que não querer te obrigar a ficar longe dela. — Argumentei tentando acalma-la como sempre.

— É Regina Tio Henry sabe o quanto você e sua mãe são unidas.

— Espero que sim Ruby. Ou vou odiar ele para sempre. — Regina respondeu a Ruby ainda meio tristonha.

— Adultos sempre complicam tudo.

— Tem razão Belle, mas Regina sempre terá a nós.

Demos um abraço em grupo em volta da pequena e as coisas pareciam um pouco melhores.

— Vocês são as melhores amigas do mundo.

(...)

Outubro de 2002

Minha mãe estava grávida de quatro semanas, e Tia Cora de quase quatro meses. Elas passavam tanto tempo juntas conversando sobre gravidez e outras coisas que Regina dormir lá em casa não era mais novidade, e no fundo eu adorava. Meu pai ainda via pouco em casa e muitas noites dormia na delegacia, e definitivamente o casamento deles tinha entrado em crise.

— Emma. – Vi meu pai gritar na porta da escola. Fui correndo em sua direção acompanhada por minha pequena.

— Oi, pai. Cadê minha mãe?Ela deveria vir buscar a gente. —Perguntei cumprimentando meu pai.

— Sua mãe foi ao medico com Cora e pediu que viesse buscar vocês duas. Que tal um soverte e depois vamos à pista de patinação?

— Parece legal para mim. — Para mim também Tio David. — Regina concordou atrás de mim.

Com a ausência de Henry na vida de Regina, ela passou a ver meu pai como um pai substituto. E meu velho não ligava de estar lá quando ela precisava dele. Depois do sorvete e de patinarmos até cansar, resolvi fazer a pergunta que me assombrava há dias ao meu pai.

— Pai você ainda ama minha mãe? — Perguntei com medo que resposta fosse não.

— Porque está me perguntando isso Emma?

— Porque vocês vivem discutindo desde que a mamãe contou sobre o bebê. E depois disso, vocês mal se falam. Você tem dormido na delegacia e estou com medo da minha família acabar pai. — Desabafei tudo de uma vez só. Meu pai me olhou com um olhar vazio e vi lagrimas em seus olhos pela primeira vez na vida.

— Filha eu lamento por isso. A resposta para sua pergunta é sim, eu ainda amo sua mãe.

— Então porque as brigas?

— Porque eu não sei se essa gravidez possa fazer bem a sua mãe Emma. Havia algo naquela resposta que não conseguia entender bem. Então meu pai se abaixou para ficar na minha altura e me abraçou forte.

— Emma nossa família não vai acabar. Eu amo você, amo sua mãe e até o bebê. As coisas só são complicadas.

É Belle tinha razão os adultos sempre complicavam tudo.

— Minha mãe está doente pai?

— Não Emma, mas a gravidez pode deixa-la doente.

Finalmente eu começava entender algumas coisas, minha mãe estava feliz com aquela gravidez mesmo oferecendo riscos a ela. E meu pai estava só com medo de perdê-la caso algo desse errado na gestação. Não tivemos muita chance de terminar aquela conversa, pois o telefone do meu pai tocou, era do hospital. Minha mãe precisava de nós. Senti a mão de Regina sobre a minha. Seus dedos se entrelaçando aos meus. Ela não disse nada apenas apertou minha mão com firmeza, como se dissesse “você não está sozinha Emma”. As coisas ainda iriam ficar ruins, mas eu sabia que Regina estaria lá comigo e isso bastava para suportar tudo.

Notas finais
Espero vocês nos comentários, sugestões, pedidos e criticas fiquem a vontade. Até breve!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.