Stages Of Love
2 Capítulo 2
Notas iniciais
B. Waldorf.
- Vem. Vem. Vem. – eu o puxei para dentro de minha limusine. Entramos. Meu motorista já estava a par de aonde íamos, então deu partida no motor. Meu Blackberry tocou. Tirei de dentro de minha bolsa. E a mensagem era da Serena.
B. parece que nao sou so eu que gazeto aulas, né? Rs. Você tem certeza que da o valor necessário ao sobrenome ‘Waldorf’?
- Quem é Serena? Clark leu a mensagem junto comigo. — É uma ex-amiga. — Ah, fala sério B. você esta me seqüestrando, me privando de obter informações sobre as leis da Física e quer me poupar de saber detalhes explícitos sobre sua vida?! — Ah, prefiro não falar sobre isso agora. Bem, o estou sequestrando para o bem geral da minha festinha amanhã. Uma festa de B. Waldorf merece o melhor. — Como assim?- ele perguntou confuso. — Você já vai descobrir. Chegamos ao salão de festas Waldorf. Descemos do carro. — Sério. O que você vai fazer comigo? Eu não vou fazer strip. Recuso-me a fazer strip. Eu ri alto. — Não, claro que não. Eu poderia contratar um cara mais bonito – disse brincando. Ele riu. Abri as portas do salão e lá estava ela. Chloe estava linda com o meu vestido vermelho tomara que caia com brilhantes, estava ajoelhada de cabeça baixa no centro do salão, a luz branca refletia acima de sua cabeça e a fazia brilhar como uma estrela. — Bem, vou deixá-los a sós. – eu disse com cautela. Sai do salão de fininho, o empurrei para dentro e fechei a porta atrás dele. Corri para a porta dos fundos, eu estava doida para ver o que iria rolar. Clark Kent. A menina loirinha cujo nome era Chloe, estava com um vestido lindo, vermelho, tomara que caia. O vestido estava... perfeito nela, parecia ter sido feito sob medida. Ela estava querendo me impressionar? A mim? Oh, será que ela esta a fim de mim? — Oi, Kent. – ela veio em minha direção. — O-oi, Chloe – eu gaguejei ao ver como o corpo dela era bonito, o vestido moldava seu corpo perfeitamente. Ela pareceu perceber minha excitação, seu rosto chegou bem perto do meu, seus lábios estavam tão perto dos meus que eu poderia beijá-la sem nenhum movimento precipitado. — Vou usar esse vesti – ela não completou a frase porque eu a beijei. Meus braços envolveram sua cintura puxando-a para mais perto de mim enquanto eu a beijava quase que desesperadamente. Ela passou os braços em volta de meu pescoço e meus dedos abriram o zíper da parte de trás do vestido, o vestido caiu ao pés dela, seu sutiã era vermelho de renda e a calcinha combinava com o sutiã, mas ela interrompeu minha diversão erótica me empurrando. Caí de costas no chão gelado, ela jogou-se por cima de mim me beijando cada vez mais. As mãos dela passaram pela beira de minha camisa a puxando para cima, levantei os braços para ajudá-la a tirar. Minhas mãos acariciaram a coxa, subindo até sua calcinha... Estragando toda nossa brincadeira meu celular tocou, vibrando no bolso de minha calça. Ela saiu de cima de mim, deitou-se ao meu lado no chão. Meti a mão no bolso, peguei meu celular estava escrito Yasmin, apertei o botão verde. — O que? — Desculpa, to estragando alguma coisa? — O que? Como você sabe sobre isso? — Para ser sincera, vim aqui na sua escola e me disseram que você tinha saído com Blair Waldorf. — É, eu sai com a B. mais não to com ela agora... Peraí o que você esta fazendo na minha escola? — Eu vim me matricular priminho, na verdade eu e minha irmã. — A Kate ou a Gisa? — A Kate. Acho que ela ficou meio interessada no tal de Nate Archibald. Você conhece? — Conheço, er... Mais ou menos. Olha, eu to indo para ai. Desliguei. Vi Chloe me fuzilando com os olhos. — Desculpa? — Era sua namorada? — Não. Era minha prima. — Então tudo bem. Peguei minha camisa, vesti. Me levantei e saí do salão. A limusine da B. ainda estava parada lá. Onde estava a Blair? E Blair saiu de dentro de uma loja ao lado de onde eu estava. — Ah, nem deu para eu comprar o colar de diamantes que eu queria, minha mãe deve ter cancelado minha conta – reclamou B. — B., para de reclamar e entra nessa limo agora. — Tá, mais porque? Mesmo contrariada ela entrou. Yasmin e Kate estavam paradas nas escadarias da escola conversando com Serena – meu Deus – Serena van der Woodsen. Corri em direção a elas. — Meninas – eu disse fingindo entusiasmo. Geralmente eu estaria mesmo entusiasmado se não soubesse o que estava acontecendo e se Yasmin não tivesse me ligado. — Oi – as duas disseram juntas. Uau, da última vez que as vi elas tinham doze anos e agora são tão gostosas quanto Blair. Yasmin vestia um vestido tomara que caia florido e colorido com uma fita preta passando por debaixo de seus seios, que estavam bem grandes, devo acrescentar. E a Kate estava usando uma blusa preta com um colete de couro e uma calça jeans bem descolada, ela estava com fones de ouvido que atravessavam seu corpo por dentro da roupa. As duas estavam tão sexy, principalmente a Yasmin, tão maravilhosa. Pela visão periférica vi Chuck e Nate secando minhas primas. — E aí? Tudo bem? – eu disse. — Ah, claro! Eu adorei esse lugar. E me desculpe por ter atrapalhado sua festinha – disse Yasmin. — Como sabe sobre isso? — Sua camisa está do avesso. Todas riram. Então eu tirei a camisa e coloquei do lado certo. Kate ficou calada, a boca dela estava pintada em um tom de vermelho que chamava atenção. — Ah, ele é o primo de vocês meninas? – perguntou Serena. — É, é sim. – respondeu Yasmin. Kate nos olhou e revirou os olhos, saindo de perto em direção ao colégio. — Onde você vai? – eu perguntei. Ela me olhou. Mais não respondeu. Como ela mudou. — Ela não estava a fim de vir, ela só veio por minha causa. – justificou Yasmin – Então, não quer me mostrar o colégio? – perguntou. Chuck havia me mostrado o colégio uma vez, então acho que ele seria perfeito para mostrá-la também. — Bem, acho que conheço alguém que pode. Olhei para o Chuck e o chamei com as mãos, para minha infelicidade Nate veio junto. — Chuck você pode acompanhar minha prima numa excursão pelo colégio? — Na hora. – ele disse secando-a. — Yasmin, você quer transar com o Chuck? – perguntou Serena. — Não, eu nem conheço ele. — Pois é Chuck, sem gracinhas. — Ok, eu prometo. – ele disse – e a outra? — Deixa a outra comigo, falow? – disse Nate. — Vai lá, mais duvido que ela vá te ouvir, ela não ouve ninguém. – disse Yasmin. Ele saiu correndo atrás dela e Yasmin e Chuck foram andando juntos. Nate Archibald. Andei a Constance Billard inteira atrás daquela garota, eu já estava cansado, até que vi ela na sala de musica. Ela estava sem os fones de ouvido, ela havia tirado o colete e estava segurando a guitarra. Ela tocava ‘I Love Rock n’ Roll’ – ela tocava como se a guitarra fizesse parte dela – eu adorava essa musica apesar de fazer muito tempo que eu não ouvia. Blair me proibira de ouvir musicas assim, só musicas clássicas ela dissera. Eu a fiquei observando pela janelinha da porta. Ela parou de tocar quando o celular dela tocou uma musica do Guns n’ Roses, ela deixou a guitarra, pegou o celular e atendeu. — Oi amor, to morrendo de saudade. — O que? — Tá bom, se é isso que você quer. Mas eu não gostei nem um pouco daqui. Te vejo amanhã. Ela desligou. Não agüentei, entrei na sala. Eu queria indagá-la. Mas decidi só mostrar o que eu sei fazer para impressioná-la. Peguei a guitarra tentando lembrar como se tocava a musica ‘Sweet Child O’ Mine’ do Guns n’ Roses, toquei do melhor jeito que pude. Ela me observou a cada nota. Quando eu acabei ela se levantou. — Você abafou no solo, treina mais. – ela pegou o celular com o fone e saiu da sala. Nate, tem certeza que é essa garota que tu quer na tua vida? Não, eu quero a B. Mas essa garota pode me ajudar a fazer ciúme para ela. Porque eu não podia ter escolhido uma mais fácil?! Saí correndo atrás dela. Alcancei-a no corredor. — Garota porque você não é normal? — Depende do que é normal para você. Se ser normal é ficar apaixonada por você, beijar e cair dura aos seus pés. Então sinceramente eu não quero ser normal. — Você não precisa cair dura. Ela riu, e passou a minha frente. — Pode, por favor, falar comigo? — Eu to falando. Eu a alcancei. De novo. — Vamos, não se faça de durona... — Não estou me fazendo de durona, o fato é que eu sou assim. — 99% das garotas dessa escola gostariam perdidamente de ter uma chance comigo, e você não esta nem ai. — Já cogitou a possibilidade de eu não ser como as garotas de sua escola hipócrita? – ela disse arrogante. Desisto. Desisto totalmente dessa garota. Ah. Virei-me de costas, provavelmente ela continuou a andar na direção oposta a que eu estava agora. Desisto mesmo... Desistir? Nate Archibald desistir? Nunca, isso mesmo. Nem que seja a última coisa que eu faça. — Hei, festa da Blair. Amanhã. Oito e meia eu passo na sua casa. Ela virou-se. — Não. — Não foi um pedido. Foi um comunicado. Ela me ignorou. Chuck Bass — Eai, sua irmã é meio estranha... — Não, só é incompreendida. Sabe, ela tem seu jeito próprio de pensar, vive em seu próprio mundinho. — E os fones de ouvido?? Ela vive com eles não é? — É, como eu disse. No seu próprio mundinho. — Ela é uma gata... mas você é mais bonita. Yasmin, né? Acho que você vai fazer sucesso por aqui. É a mais bonita lá. — Sou, é? – ela perguntou satisfeita. — É. Ficamos em silêncio por um tempo, eu sabia o que estava fazendo. Essa era minha tática com as novatas. Na verdade eu tinha não só uma, mas várias táticas. — Como é seu nome completo? Acho que já ouvi falar de você. — Chuck Bass. É claro que já ouviu falar de mim, sou meio inesquecível. Vi que ela ficou envergonhada. Provavelmente pensando o porque de eu ser inesquecível. Ixiiiii... Edward Cullen está vindo na nossa direção, que saco! — Eai, meu pegador favorito. Essa aí é mais uma vitima? Meu Deus esse cara vai estragar tudo... — Cara, er... A gente tá batendo um papo sério. — Ah, tá! Mas é rapidinho. Tu pode me dizer uma coisa? Eu assenti e ele continuou. — Lembra quando você me disse para eu mandar cantadas para pegar garotas? Pois é, eu mandei uma para uma novata, aí ela me deu um tapa. — O que você disse para ela? – Yasmin perguntou. Fiquei surpreso por ela parecer interessada. — Eu perguntei se ela queria comer uma pizza e depois fazer comigo... aí ela me deu um tapa mais eu não entendi, será que ela não gosta de pizza? Eu comecei a rir desesperadamente e Yasmin me acompanhou. — O que? O que foi? Não me dei ao trabalho de responder tamanha idiotice. Kate Kent. Sentada nas escadarias ridículas do Constance sei lá o que. Com meus fones de ouvido, ouvindo ‘Girlfriend’ da Avril Lavigne. Foi aí que me deparei com aquela figura incontestável e perfeita. Lindo, forte e bagunçado. Cabelo todo despenteado, camiseta da Sex Hot, calças jeans e um sobretudo preto. Ele estava acompanhado de outro cara muito parecido com ele, como um irmão. Ele passou a meu lado, olhei no fundo dos olhos dele; quase verdes. Ele percebeu que eu o estava encarando e sentou a meu lado. — Oi. Não respondi. Só acenei com a cabeça. Ele tirou os fones de ouvido de meu ouvido. — Oi. Tá me ouvindo agora? — Por que você fez isso? – ralhei. — Por que eu queria fazer isso. Ele me segurou e levou meus lábios ao encontro dos dele, não permiti que ele continuasse. Empurrei-o e vi meu punho indo na direção de seu rosto. — Ai – ele gemeu de dor — Perigosa, adoro isso – ele disse. Ele massageou o queixo, que eu queria que estivesse doendo – não, eu não queria. — Vai embora! Ele tocou os lábios nos meus rapidamente, se afastou, piscou com um olho só e foi embora. Fiquei observando ele se afastar. Uau. Toquei meus lábios com a ponta de meus dedos. — Você o conhece? – ouvi uma voz chata e irritante vindo de trás de mim. Virei-me para olhar quem era e era ninguém mais ninguém menos que Serena... — Não. – disse rígida e friamente. — Ele beijou você! — É, mas eu não o conheço. Agora pode me fazer o favor de sair daqui!? — Ótimo, eu vou ficar com ele. Ah, essa garota é muito puta. Ela foi andando na direção em que ele havia ido. Chuck Bass. Ela estava alguns passos a minha frente. Acho que ficou meio receosa com a historia da ‘próxima vitima’. Tenho que apelar... — Hei, é sabe... Não dá mais – falei como se fosse chorar -, eu to cansado de ser o cara durão, sabe? Sentei-me no banco do corredor, com as mãos na cabeça como se realmente quisesse chorar. Tomara que ninguém além dela me veja nesse estado decadente. — Você está bem? – ela perguntou. — Não, eu não estou bem. Consegui fazer com que uma lágrima caísse dos meus olhos. — Oh, não chora. — Sabe, é muito difícil. Eu tenho um nome para zelar, e eu não consigo mais. Queria ter uma namorada fixa, casar e ser feliz com ela sabe? Só com ela. Percebi que minhas palavras mexeram com ela. Ótimo. — Namorada é? E você já tem alguém escalada? – ela parecia interessada. É agora. Olhei para ela, já não havia mais lágrimas em meus olhos, mas sim um olhar malicioso. — Na verdade sim. Então eu a beijei. Ela correspondeu o beijo. E de repente, o sinal toca. Acabou o horário do intervalo. Eu a soltei, tinha que encontrar um lugar que desse para nos esconder... — Caramba, depois a gente se fala. Minha irmã deve estar me esperando. Tchau. Então ela saiu correndo. Parece que alguém ia se dar bem. Nate Archibald Estava sentado na sala de aula, enquanto esperava que começasse a aula. O sinal havia tocado, os caras da aula de geometria entravam e uma cara me chamou atenção. Chuck. Ele estava com o olhar de ‘predador’, o olhar que eu bem conhecia. — Quem foi a vítima dessa vez? – eu perguntei. Ele sentou-se na cadeira vaga a minha frente. — A prima do Kent. — Não você... não. Claro que não. Não é possível. – eu disse tenso – como pode ela escolher ele? Chuck riu alto. — Yasmin. — Ah tá – eu disse aliviado. — E você, conseguiu a outra? Ela também é gostosinha. – ele disse com certeza imaginando a garota nua. Eu conhecia Chuck melhor do que a palma da minha mão. Sabia cada investida, cada ‘conferida’ dele nas garotas, sempre as mais bonitas. E é claro, Chuck tinha uma marca registrada; os brincos de esmeralda. Sempre que ele levava uma garota para cama e queria se livrar dela, ele dava um par de brincos de esmeralda e depois simplesmente a ignorava como se esquecesse que a garota havia existido. — Não Chuck, ela é um pouco difícil. — Difícil? Cara, eu tenho que te ensinar minhas investidas. — Conheço todas as suas investidas. — Em tese. Mas não na prática. — o brilho se estendeu em seus olhos. O professor de geometria entrou em sala. — Rapazes, cedi minha aula para o professor de orientação sexual, pois ele não poderá comparecer amanhã. Então minha aula será amanhã não esqueçam de trazer os livros. — Oi, meninas...ops. Meninos. – um cara passou pela porta vestindo um terno rosa choque. E uma cestinha também rosa. Ele é gay. Os risinhos se espalharam. Gay. Ah, ótimo. Um professor de orientação sexual gay. — Bem, o assunto da aula de hoje é abstenção. — Até parece. Tá bom, nós faremos, com certeza, um pacto para nos abstermos do sexo. – Chuck disse em voz alta, ironicamente. — Era aí que eu queria chegar, qual seu nome bonitão? — Chuck Bass – ele falou seu próprio nome como sempre fala, com um orgulho incontestável saindo de sua boca. — Ok, Chuck Bass. Não dá para pedir para alunos do último ano do colegial que esqueçam o sexo. Não, não e não. Então, trouxe isso para vocês.- o gayzinho ergueu a cestinha e colocou na mesa de Edward que sentava na primeira cadeira da primeira fila de cadeiras da sala. Edward abriu cestinha. — Ah, não vou mais precisar sair do motel na hora H, para comprar camisinha. Fala sério, esse cara existe?! — Cada um pega uma, e passa para o amiginho. A cestinha foi passando de mão em mão até chegar no Chuck. Ele pegou um punhado cheio. — Ótimo, agora tenho o bastante para amanhã, mas é provável que eu ainda tenha que pegar algumas no meu estoque pessoal; todos os sabores. As gatinhas gostam. — Hmm, acho que tem alguém aqui com uma vida sexual mais do que ativa. Pode nos contar como foi sua primeira vez. — Ah, me desculpe. Vou poupar meus colegas. — Respeitaremos sua escolha. Blair Waldorf. No meio da aula de historia, eu conversava por MSN com minhas melhores amigas Chloe Sullivan e Lana Lang. — Blair Waldorf diz: C.S, ñ se preocupa vai dar tudo certo. Eu prometo. — Chloe Sullivan diz: Como pode ter tanta certeza??? — Lana Lang diz: A B. já te decepcionou alguma vez?! — Blair Waldorf diz: Eu sou Blair Waldorf, lembra? Não preciso das pessoas, elas precisam de mim. — Chloe Sullivan diz: Mas será que ele iria transar comigo se o celular dele não tivesse tocado? — Lana Lang diz: Eu tenho CERTEZA!!! — Blair Waldorf diz: É claro que ia! — Chloe Sullivan diz: E se eu não quisesse? Será que ele é como o Chuck? — Blair Waldorf diz: Não, com certeza ñ. Ah, e pare já com essa história de será! Kd sua auto confiança??? — Chloe Sullivan diz: Ah, é. Ok. Vou ser auto confiante. Prometo. — BlairWaldorf diz: Mudando de assunto, viu as novatas? — Lana Lang diz: Primas do Kent??? — Blair Waldorf diz: É, elas tem que ser do nosso team, elas não podem nem pensar no time da Serena, entendeu? — Chloe Sullivan diz: Claro que sim B. — Lana Lang diz: Sim, com certeza B. — Blair Waldorf diz: Ok, plano em ação. Pelo que eu soube o Chuck beijou a que estava de vestido, o que quer dizer que ele vai largá-la e quando ela estiver só e juntando os caquinhos nós pegamos ela. Lana, descobre para mim o nome delas. — Chloe Sullivan diz: E a outra B.? — Lana Lang diz: Kate e Yasmin, a de vestido é Yasmin e a de calça e colete e Kate. — Blair Waldorf diz: Acho provável que essa tal de Kate seja um pouco mais difícil de capturar, mas difícil não significa impossível. Temos que descobrir qual é a dessa garota. Mas qual é a melhor maneira de fazer alguém vir se consolar com as amigas? — Chloe Sullivan diz: Não sei B. qual? — Blair Waldorf diz: Um coração partido. O sinal bateu no mesmo instante em que eu apertei o botão de enviar da última frase. Levantei-me de minha cadeira e observei meus alvos pegarem suas apostilas, Kate e Yasmin. Serena e as discípulas dela, a insuportável da Bella e a ridícula Jane. — Lana, eu quero agora a ficha completa dessas meninas. Vai, vai. – eu disse. Em geral eu gostava mais da Lana, mais a Chloe é mais persuasiva. Yasmin saiu apressada da sala. Mas Kate parou para pegar algo na bolsa. Hora perfeita. — Kate, querida. – eu disse. — Oi – ela disse friamente. Eu tinha que encontrar uma maneira de quebrar esse gelo urgentemente. Ela ergueu o celular encaixou o fone e os colocou no ouvido. — Kate, gostaria de me apresentar. Eu sou Blair Waldorf. — Prazer em te conhecer. – ela passou por mim em direção a porta. Suspirei. É, essa vai ser bem complicada. Me sentei na cadeira. — B. pode ser difícil, mas a gente consegue. Eu sei disso. — Hmm, os papéis se inverteram? O aluno virou o professor – eu disse. — Er... B. acho que ela não faz o estilo do nosso grupo. – disse Lana ao entrar pela porta. Lana me entregou uns papéis. Dupla personalidade ou muita adrenalina reprimida. Kate Kent, conhecida como KK. Filha do notório Billy Kent, morador de Forks, uma pequena cidadezinha no interior de Washington, a filha do prefeito colocou fogo em um carro da vizinhança. Atividade meliante ou uma súbita forma de chamar atenção? As notas da garota são excelentes, as do namorado, Paul, também são ótimas. Então, o que explica o fato dos dois terem ‘baixado a doida’, como dizem em Forks? — Uau, ela detonou um carro. — Dá uma olhada nessa aqui. – disse Lana erguendo outra folha. — Garotas, parem. Vocês viram isso? — O que? — Namorado, Paul. As duas se olharam com certeza imaginando o que se passava pela minha cabecinha perigosa. Kate Kent. Esperei, andando de um lado para o outro. Subindo e descendo os degraus da escadaria da Constance Billard, durante uma meia hora, subindo e descendo e de novo subindo e descendo. E mais uma vez. Algo me abraçou por trás, um aperto conhecido. E o sorriso se alastrou por meu rosto, me virei e era ele. Paul Uley*, o amor da minha vida. — Oi. – ele disse calmo, como sempre. — Oi.- eu disse super feliz Paul é do tipo que nunca mostra o que está sentindo, mas eu o entendo. É como se nós fossemos um, até pensamos igual às vezes. As únicas emoções que eu já o vi expressar foram ira e fúria. Uma vez quando eu terminei com ele porque eu estava com TPM, e ele ficou louco – ele achava que tinha outro cara na jogada. Mas ele não fez nada de mais só chamou um monte de palavrões e foi embora, depois ele me ligou e ficou tudo bem. Da segunda vez foi quando um cara da cidade me beijou, e dessa vez eu o ajudei, nós queimamos o carro do cara, foi hilário. — Eu estava com saudade. – ele disse. — É, eu também. Ainda enroscada em seus braços musculosos notei o que ele vestia; uma camisa preta do Guns n’ Roses, que eu havia dado para ele, uma calça jeans despojada e tênis all star. Eu queria beijá-lo ali mesmo, mas eu sabia o que ele pensava sobre namorar em público então não fiz. De repente o que eu menos esperava aconteceu; ele me beijou. Seu beijo era eufórico, desesperado e ao mesmo tempo instável e clássico. Ele realmente sabia deixar um gostinho de quero mais. Quando acabou eu estava meio tonta. Não queria parar de beijá-lo, talvez nunca mais. Sorri. — Vamos sair daqui. — Tenho que esperar a Yasmin. Ela vai ficar só. — Liga para ela. Eu assenti. Peguei meu celular, disquei o número dela. Chamou duas vezes e ela atendeu. — Oi. — Oi, olha o Paul tá aqui, eu vou sair com ele, então não me espera. — Tá, eu nem sei se eu vou para casa hoje. Eu to meio ocupada então, tchau. Ouvi no fundo da ligação um cara falando ‘desliga, vem logo’. — Uau. — O que foi? — Juro que acho que ela estava com um cara. Rimos juntos. Saímos do colégio. Um carro, Aston Martin V12, esperava logo na entrada, Paul apertou no botão da chave do carro e as portas se abriram. — É seu? — Aluguei. Foi por causa disso que eu demorei. — Hm. Mas por que alugou esse carro? Entramos no Aston. — Amor, se não percebeu é só riquinho aqui, então eu queria... sabe? Que você estivesse à altura. – ele falou envergonhado. — Oh, meu Deus. Você é tão fofo. Dei um beijinho rápido nele. Ele riu e deu partida no motor. — Onde você tá morando? – eu perguntei. — Não sei ainda. Ainda não me instalei. — E onde estão suas coisas? — Ah, deixei na casa de um amigo. — Amigo, Paul? Que amigo? Você nunca veio aqui, como você já pode ter amigos? — Ah, Kate. Cala a boca, é serio. Chega de interrogatório. – ele disse grosseiramente, mas o tom de sua voz era firme, baixo e calmo. Queria perguntar onde estávamos indo mais sou orgulhosa demais para abrir a boca. Fiquei a viajem inteira calada, e ele também. Chegamos em uma fraternidade, a Beta. Uma enorme faixa pendurada em dois postes, dizia ‘Bem vindos, calouros’. Novamente queria perguntar o que estávamos fazendo numa fraternidade em Manhattan, mas ainda sou orgulhosa. — Pode perguntar. Eu o ignorei. Olhei pela janela e vi um monte de garotas com micro shorts e blusinhas. Fiquei com um pouco de ciúme. Mesmo assim, isso é um absurdo, o Paul não pode vir estudar em Manhattan, com esse bando de garotas abusadas, e micro-saias. Ele estacionou. — Pode falar, amor. Eu o ignorei novamente. Desci do carro, andando em direção a fraternidade Beta. — Uii, bem vinda a faculdade. – falo um idiota que passou do meu lado. Paul segurou o cara pela gola da camisa dele. — Não chega perto dela, entendeu cara?! – ele disse agressivo. — Tá legal, cara. Fica frio! – ele disse muito assustado. Paul soltou o garoto que saiu correndo como uma garotinha assustada. Eu ri. Paul me alcançou. — É, vou ter que te esconder quando você vir aqui. — Quando eu vir? Eu vou vir de novo? Ah, você vai fazer faculdade aqui? — Vou. Bem, eu levei um papo com seu pai e disse a ele que tava morrendo de saudade e que não iria aguentar muito tempo longe de você. E ele se ofereceu para pagar minha faculdade aqui, mas se você não quiser que eu venha, eu volto sem problemas. Fiquei em silêncio por um tempo, pensando em como seria estar no inferno com o seu namorado. E, realmente, é melhor do que estar sozinha. — Não acredito, Paul. Você sabe que eu odeio ter que pedir as coisas para o papai, por que você fez isso? Entramos na fraternidade e estávamos subindo as escadas para chegar ao quarto dele. — Porque eu queria ficar com você, droga! Foi por você, Kate. É impossível falar com você. – ele falava com raiva mais sem alterar a voz, sempre calmo. — Hei, eu disse que não queria que você pedisse para o papai, não que não queria você aqui. Chegamos a um corredor, com varias portas iguais. — Ta ok. Eu vou trabalhar para pagar a faculdade. — Não, eu vou. — O que? Para com isso garota! Eu o ignorei novamente, eu sabia o quanto ele odiava ser ignorado. — Meu quarto. – ele disse quando chegamos a uma porta. Ele girou a maçaneta. O quarto era um cubículo, minúsculo. Uma cama e um beliche, um armário pequeno no canto. O quarto era pintado de verde e tinha uma janela ao lado do armário. Dois garotos, da idade do Paul. Um sentava na cama com um livro de Física Quântica e o outro estava arrumando as roupas no armário. Um era mais magro, o cabelo preto caia na altura do queixo, repartido ao meio, um lado enfiado atrás da orelha esquerda e o direito balançava livre. O que estava com o livro era mais baixo e mais forte que o outro – mas não era mais forte que o Paul -, a camiseta branca tinha o símbolo de PI no peito desenvolvido. O cabelo muito curto era quase uma penugem. Tirei meu colete. — Oi rapazes – Paul os cumprimentou. — Oi Paul – disse o que estava com o livro sem tirar os olhos de mim. – Oi, quem é você? Abri a boca para lhe responder mais Paul falou por mim. — Ela é a razão por eu estar aqui. Kate, minha namorada. — Oi – eu disse baixinho. — Sabia que a 90% dos relacionamentos remotos acabam em desapontamento para uma ou duas partes. – disse o que arrumava a mala. Eu e Paul trocamos um olhar intenso. — Eu sou Quil Ateara. — E aí, Quil? De repente aquilo iluminou meus olhos. O outro garoto que eu ainda não sabia o nome tirou de dentro de uma bolsa uma guitarra do Slash autografada. — Ai, meu Deus! Você é Embry Call. Ganhador da promoção ‘Como o Guns n’ Roses’. – eu disse encantada. — É, eu ganhei a guitarra autografada e um dia com o Slash. — Caramba, eu mandei umas cinquenta cartas. — Eu mandei só uma. — Deixa eu tocar nela? Ele me entregou a guitarra. Sentei na cama. Então eu tirei minha palheta da sorte do bolso e toquei o solo do Slash. — Ai meu deus. Ela é... é perfeita. Quer dizer essa guitarra é incrível. — É, eu sei. Entreguei a guitarra a ele. Levantei-me e fiquei ao lado de Paul que continuava parado na porta. Paul me olhou com um sorriso irônico. E voltou a olhar para os caras. — Qual vai ser minha cama? — A de cima, suas coisas já estão lá. — Tá. Paul subiu no beliche e me puxou para junto dele. Nós deitamos, Paul passou o braço por debaixo de meu pescoço, e eu senti um impulso súbito de beijá-lo, mas não podia porque nós tínhamos platéia. Bem, acho que não me importo. Eu o beijei, e como sempre ele me parou rápido demais. Fechei os olhos para não ver o rosto dele, eu sabia que ele estaria me olhando com um sorriso irônico. Ele desceu do beliche, arrancou Quil e Embry de onde eles estavam e os levou para um cantinho do quarto onde achou que eu não ouviria o que ele dissesse. Rapidinho os dois saíram do quarto calados. Quil piscou com um olho só para mim enquanto fechava a porta. — O que disse a eles? — Que... eu iria matá-los se eles não saíssem. – ele disse rindo. — Isso quer dizer que estamos sozinhos é? – eu disse tentando parecer sexy. — É, isso quer dizer isso, sim. – ele disse enquanto trancava a porta. — Tá tentando me seduzir, é? — Por que? Você é seduzível? Assenti com a cabeça. Ele deu o sorriso malicioso que eu adoro. E veio para onde eu estava. Ele deitou-se em cima de mim. Ele me olhava com se me quisesse, como se me deseja-se, mas ele já me tinha, o que deixava o seu olhar estranho. Eu ri. — Porque está rindo? — Nada. Eu o beijei. Ele correspondeu o beijo um pouco mais desesperadamente. Seus braços envolveram meu corpo, enquanto nos beijávamos. Ele tirou a camisa, meus olhos se encantaram com aquele corpo magnífico. Minhas mãos foram em direção a ele, e meus lábios em direção aquela boca perfeita, beijando-o instintivamente. Ele pegou a bainha de minha blusa, para ajudá-lo levantei meus braços e ele a tirou. Ainda me beijando quase desesperado. Sua mão acariciou minha coxa e... Três batidas fracas na porta. Ele parou de me beijar e jogou a cabeça para trás com os olhos apertados. Eu ri e peguei minha blusa, vesti rapidamente. Desci do beliche para abrir a porta. Eram Quil e Embry. — Podem entrar meninos, eu já estava indo embora. — O que? – os três falaram juntos. — Eu vou embora – falei enquanto pegava meu colete. – Tchau rapazes. Saí do quarto. — Hei, hei. Para onde você vai? – perguntou Paul me seguindo. Eu o ignorei. Continuei andando, desci as escadas. Ele agarrou meu braço. — Você não vai. — Vou sim. — Dorme aqui comigo. — Onde? — Lá no quarto. — E depois? Me mudar para cá e conviver com um fã do Guns e um nerd viciado em Física e PI? Não. Eu vou pra casa. Yasmin Kent Na hora em que a Kate me ligou, Chuck estava me levando pra conhecer a cidade. Contei para ele que era meu sonho estar lá, e agora eu o estava realizando. Estávamos andando perto de várias lojas. — O que você achou da Constance? — Ah, é legal. Só que falta agito. — Falta agito? – disse incrédulo – Você tem que ir a festa da Blair amanhã. — Mas eu nem fui convidada. — Tá comigo, tá com Deus. Eu ri e ele me acompanhou. Ele segurou minha mão. Estou começando a gostar dele. E vou fazer ele se apaixonar por mim. Não vou ser ‘a próxima vítima’, como aquele garoto bobo disse. Vou ser a garota. Não é a toa que era a mais popular da minha escola. — Achei uma roupa para você. O que acha? — É lindo! – era um vestido vermelho com um ombro só, de Eleanor Waldorf. Provavelmente a mãe de Blair. — Então experimenta. Vamos ver como fica em você. — Mas... – ele me interrompeu puxando-me para o interior da loja sofisticada. Experimentei o vestido e saí do provador para que Chuck pudesse vê-lo. Dei uma voltinha. — Tá sexy. Você com certeza é a mais bonita. — Obrigada. Mas...- não sabia como dizer – eu não posso comprá-lo, é muito caro. Fica para depois. — Nada disso. Se o problema é dinheiro, eu pago. — Isso não é legal, parece que sou uma puta. — Então é um presente. Não aceito não como resposta. — Tá né. – dei de ombros. Nós – na verdade, ele, mas isso não conta agora – compramos o super vestido. — O que você acha de mim? — Er... bem, você é legal. – ai, que pergunta constrangedora. Como vou dizer que ele é um gato? — Tá, vou deixar essa passar. Cantor favorito? — Avril Lavigne. Ela é uma diva. — Nada de rock? — Não muito. Mas The Runaways arrasa. — Sério? Você vai ser a minha Cherie Currie. Onde conheceu a banda, Cherie? — Kate. Ela pode viver no seu mundinho, mas gosta de dividir sua loucura com a maninha aqui. Somos um tipo de banda. No caso, ela é a Joan Jett. Ela manda muito bem. – disse orgulhosa de minha irmã. Tudo que ela sabe sobre música, ela aprendeu sozinha. E acredite, não é pouco. — Interessante. Vou juntar isso no meu arquivo sobre você. Rimos juntos. — Quer dizer que tem um arquivo sobre mim? – disse meio presunçosa. — Tá em construção. Mas quando ia descobrir mais de você, o Edward chegou. Ele é um idiota. — Quem? O de olhos verdes e o topetão maneiro? — Ele mesmo. Você acha aquele topetão maneiro? Não to acreditando. — Ah, é sexy. Mas não mude de assunto. — Sexy? Acho que vou fazer um... — Não. Você é lindo desse jeito. Sem topetes. — Menina, você não é normal. Acredito que tem o sangue da Kate agora. — Obrigada. Mas qual é a dele, afinal? Digo, do Edward. Parece que ele tenta pegar todas as garotas e não consegue. — E é isso. Ele quer minha ajuda e do Nate, só que não dá. Ele não aprende. — Dá uma chance para ele. Parece que ele é legal, fora a bobice toda. Acho que vou conversar com ele. Talvez dar umas dicas. Vai comigo? — Claro. Eu que não vou te deixar sozinha com ele. Vai que você cede aos encantos do topetão? — Ei! Não avacalha. Tenho uma queda por topetes, mas só vou fazer um ato de solidariedade. Ele deve estar na seca há um tempão. Rimos. Passar o tempo com ele é bom. — Me conte sobre as pessoas da escola. Não conheço muitas, você fica me monopolizando. Ele me deu língua e respondeu. Peraí, ele me deu língua?! Só eu posso fazer isso! Nem acredito que encontrei alguém tão infantil quanto eu. — Bem, vou começar pelas meninas. A Blair Waldorf é um tipo de rainha da escola, ela tem um grupo formado pela Chloe Sullivan, peguete do seu primo, eu acho, e Lana Lang, a morena. — Como você sabe que eles estão se pegando? — Percepção do Chuck. Nunca duvide. — Tá, e a Serena? Eu meio que conversei com ela. Parecia ser o tipo de menina como a Blair. — Bem, Serena van der Woodsen, era melhor amiga da Blair, mas ela ficou com Nate Archibald, meu amigo e ex-namorado da Blair, e amizade acabou. As amigas dela são Bella Swan, uma doida, e Jenny Humphrey, uma caloura. Ah, é muita gente. Você vai aprendendo aos poucos. — Ok. Ele me arrancou um beijo e eu cedi. — O que faz nas horas vagas? — Tá querendo saber por quê? — Já disse. Meu arquivo. – se isso foi uma tática, eu gostei. Mordi o lábio, sorri e respondi. — Bem, varia. Eu leio, vou ao shopping, vou a festas, dou festas, ouço música e canto que nem doida, e tento passar a Kate pro lado fashion da vida. Coisas básicas. — Então você lê, canta e fica um tempo com a Kate? — Sim. Ela me dá conselhos ótimos. Parece que ela sabe mais da vida do que eu. Cantar é uma coisa que fazemos juntas também. Ela me ensinou a tocar guitarra, mas nem chego aos pés dela. — Você poderia me ensinar. — Quando quiser. Nos olhamos e sorrimos. — Seu sorriso é perfeito. Parabéns, menino prodígio. – falei brincando. — Obrigada, minha Cherie. – rebateu do mesmo jeito. — Hmm... Acho que vou para casa. — Onde você mora? — No Chelsea Hotel. — Moro lá também. Posso te levar. — Tanto faz. Eu vou pegar meu carro amanhã. — Qual é o carro? — Um Audi TT vermelho. Adoro vermelho. É a cor da paixão. – papai vem juntando dinheiro há muito tempo pra me dar um carro legal. — Posso dar uma voltinha nele com você? Eu vou de roupa vermelha, agora que sei seu ponto fraco. — Vamos estreia-lo juntos. – dei um sorriso malicioso, que ele gostou. — Acho que é isso. — Pois é. Me pega às 21:00 amanhã? — Com certeza. — Vou te levar só se você me der um beijo. Fofo. — Claro. Cumpri o trato. E continuamos a andar, perto demais. — Você bebe? — Quando necessário. E você? Aposto que fica bêbado direto. — Uísque é o melhor. Precisa beber comigo. E você acertou em parte. Adoro beber, mas não fico bêbado muito rápido, talvez você.... — Chuck! Nem pense em me embebedar. E vodka é melhor. — Vodka? Uma patricinha? — Não sou patricinha! Passamos em frente ao Tribeca Star. Era bonito — Quer conhecer minha suíte? Tá vazia. — Vamos. Eu não tenho nada a perder. – tá, eu sei que teve duplo sentido, mas eu já perdi aquilo mesmo. Enquanto estávamos no elevador lhe dei um beijo e ele retribuiu mais quente do que eu pensava. Eu acho que perdi o controle.
Fomos até a sua suíte ainda nos beijando. Sua mão apertou meu bumbum e eu passei minhas unhas pelo seu pescoço. Ele deu um gemido baixo e começou a tirar meu vestido. Eu fiz o mesmo com sua camisa e com sua calça. Ficamos só de roupas íntimas e sapatos. Ele me beijou mais profundamente e passou seus lábios para meu pescoço, enquanto tirava meu sutiã. Ele era bom. Gemi e isso me despertou do transe em que estava. O parei na hora. — Peraí. O que eu to fazendo? A gente nem se conhece e eu não sou assim.- falei ofegante e comecei a colocar minhas roupas. — Hã? – ele estava absorvendo o que eu disse. — Eu vou embora. A gente se vê amanhã. — Mas eu quero ficar com você. — Vai ter que ralar pra isso acontecer. Não sou só mais uma. Ah, e não fala disso para ninguém, por favor. Não quero que nosso relacionamento vire fofoca. Ele suspirou frustrado. — Calma, nossa hora vai chegar. O beijei e fui embora com o máximo de elegância e orgulho que possuía. Realmente, a nossa hora ia chegar. Ah, se ia. Liguei para a Kate. Ela saberia o que fazer. Ela sempre sabe. — Kate, é você? Eu preciso de ajuda. Como faz para um homem se apaixonar por você? No outro dia. Blair Waldorf. — Chuck – gritei -, quero falar com você! — Fala, B. — Você transou com a Yasmin? — Não é da sua conta. Eu me ofendi. — Hei, você nunca me escondeu nada. Por que isso agora? — Ela pediu para eu não falar nada, olha, é só eu pegar ela, falow. Depois que eu pegar eu te dou até detalhes. — É por isso que eu te amo. — Rá, eu sabia. Você me ama. — É, amo. E preciso de um favor, quero que diga para Yasmin ir a minha festa que é hoje. — Já convidei. Mas por quê? — Não é da sua conta! Festa da Blair para os novatos. Blair Waldorf. No salão de festas do Chelsea Hotel, minha festa bombava, eu vestia um vestido que encontrei em meu armário, era preto com uma alça só. O salão estava lotado, todos os alunos da Constance Billard e da St. Jude’s estavam lá. Eu estava na porta para receber os convidados. Kate e Yasmin chegaram. Com vestidos realmente bonitos, essas garotas tem mesmo vocação para ser do meu time. Yasmin vestia um vermelho, da minha mãe? É o vestido era da minha mãe. Mas como? Quer dizer elas não são ricas e um vestido desses custa mais do que elas podem pagar. Bem mais. E a Kate um preto tomara que caia, sem marca. — Sejam bem vindas! O bar fica a direita e a pista de dança no centro e podem pedir qualquer coisa para o DJ. — Valeu, a festa parece ótima. – disse Yasmin e entrou logo, mas percebi uma hesitação da parte de Kate. Minha deixa — Kate, o que foi? Algum problema? — Não, nada. É Blair não é? – eu tinha que arranjar um jeito de ela se abrir comigo. — Achei que você vinha com seu namorado, Paul. – essa deve ter afetado ela, pois ela me olhou como se quisesse me matar. — É, eu vinha com ele. Mas as coisas mudam. Ela deu um passo e eu a segurei. — Kate, não precisa ser assim. Até os fortes choram. Ela me olhou. — Eu não preciso de um ombro para chorar Blair. Eu a soltei, e ela continuou andando em direção ao bar. E então Serena chegou. — O que esta fazendo aqui? — É uma festa, vim dançar. — Serena não é assim que as coisas funcionam. E você está na minha festa. Então, eu mando.
- Blair, algumas palavras pra você: Não to nem aí.
Dean Winchester.
Depois de dançar com umas seis garotas eu precisava de um uísque. Fui ate o bar e a menina que me deu um soco estava lá. Sentei-me no banco ao lado dela.
- O que você deseja? – perguntou o Barmam.
- Uma cerveja.
Ela estava bebendo água.
- E ai, quando vai fazer o pedido?
O barmam trouxe minha cerveja.
- Já pedi, não ta vendo?!
- Quando você vai pedir algo de verdade?
Ela pegou minha garrafa de cerveja e bebeu direto na boca da garrafa.
- Uma patricinha que bebe cerveja. Isso é realmente impressionante. – ele disse parecendo impressionado.
- O que você quis dizer com ‘patricinha’? – perguntei.
- Ah, que você é uma daquelas riquinhas chatas para caramba.
- Não, eu nem sou rica.
- Não? E aquele Aston era do seu namorado?
- Ele alugo...Tava me vigiando?!
- Não, eu estava em um lugar publico olhando as pessoas e por acaso você estava lá. – ele disse tentando me enganar.
- Ta bom, vou fingir que acredito. – ela me olhou com um sorrisinho meigo.
Eu ri.
Ela estava próxima de meu rosto, me perguntei se seria correto beijá-la sabendo que ela tem namorado. Então decidi que eu não ligo se ela tem ou não, aquela garota seria minha pelo menos esta noite.
Fui me aproximando, quando meus lábios estavam bem próximos dos dela ela inclinou o rosto para o lado e pegou a garrafa de cerveja, virou o que ainda tinha na garrafa na boca.
Afastei-me dela com os lábios apertados.
Ela riu.
Ela parecia bêbada.
Ela se levantou, segurou meu braço e trouxe seu rosto na direção do meu e de novo quando ele estava perto ela se afastou, como se quisesse brincar comigo.
- Vem, só se você me pegar! – e saiu correndo por entre a multidão.
Que garota louca. Sai correndo atrás dela, olhei cada centímetro da pista de dança e não a encontrei.
Onde ela poderia estar?
Andando pela pista, vi o cara que ela beijou no colégio. Agora sim, tenho que encontrá-la. Vi um corredor pequeno que dava numa escada, subi e estava no segundo andar. Encima do salão de festas tinha segundo espaço de dança, era muito ‘gay’, todo coberto de luzes vermelhas e um coxão com a coxa também vermelha e o plano de fundo da cena é que era mais impressionante era Manhattan inteira, dava para ver tudo de lá de cima.
- Lindo, não é? – a voz da garota.
Virei-me e era ela.
- É, ate que é bonitinho.
Ela riu.
Nós nos sentamos no chão mesmo, eu deitei minha cabeça no colo dela.
- E ai, fala para mim.
- Falar o que?
- Sei lá, sua vida. As coisas, conta para mim.
- Ta, bem. Minha vida é uma droga e depois eu vou morrer.
- Ah, ok.
Ficamos em silencio por um segundo.
- Gosta da Avril Lavigne?
- Não
- Segunda falta.
Levantei de seu colo curioso. Eu a encarei.
- Pêra e. Segunda? Qual foi a primeira?
Ela balançou a cabeça negando.
- Ah, fala para mim – implorei.
- Se eu te contasse, teria que te matar.
Nós rimos.
- Vamos sair daqui! – ela disse pondo-se de pé.
Eu assenti e segui ela enquanto ela descia as escadas.
- Ah, encontrei você! – alguém a abraçou quando ela chegou ao fim das escadas.
- Oh, oi. Como me achou? – ela perguntou.
- Sei lá. Te liguei e você não atendeu, liguei para Yasmin e um tal de Chuck atendeu e disse que era para eu trazer umas gatinhas para cá.
- Hm, ah. Esse é o Dean, meu amigo, Dean esse é meu namorado Paul. – ela nós apresentou.
- Oi, er... eu já vou!
Paul começou a encher meu saco depois de ver o Dean . E tivemos uma longa conversa quando voltei com ele ao terraço ...
Notas finais
N/A: Olha, Yasmin sou eu. E eu não sei porque raios a Lóh me botou na história. Kate é a melhor amiga dela. Sorry quem odiou, é culpa da Lóh. *aponta*
Os próximos caps vão ser feitos por mim e eu espero ir no rumo certo.
Bejuuus
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