Notas iniciais
Awn, esse foi o cap mais fofo/mimimi que já escrevi. Fiquem felizes!

- Arrume minhas malas, amanhã eu partirei para Los Angeles com meu filho. – Disse Ivana decidida. – Ele não perderá a viagem. – Concluiu ela.

Ivana voltou para o seu quarto, enquanto Rico dormia tranquilamente na cama.

- Você é tão lindo, meu bebê. – Dizia ela, se aproximando do pequeno.

Ela passou a noite fazendo ligações, para saber tudo sobre sua viagem de ultima hora, e Noemi sempre ouvindo pelas portas, enquanto Ivana agendava tudo. – Ela não pode deixar o bonitão levar um bolo. – Pensava ela, enquanto ouvia a conversa da patroa. – Eu vou ajudar ele, não sei como, mas vou.

Já era tarde quando Ivana finalmente aposentou o telefone, e Noemi pode dormir.

A noite passou rápido, e quando se deu conta já era de manhã, e a patroa já estava desperta, e o garoto também.

- Pare de chorar. – Dizia Ivana, para Rico. – A mamãe já pede uma mamadeira para você. – Concluiu ela, como o garoto nos braços. – Rafaela! Traga uma mamadeira para Rico! – Gritou ela, da porta de seu quarto.

A manhã correu normal, Ivana desceu para tomar seu café, e Noemi fez muitas perguntas, embora já irritada, Ivana respondeu todas sem hesitar. Tudo corria bem, quando ela levantou-se da mesa, e disse para as serviçais.

- Rafaela, chame um táxi! Vou banhar-me e depois banhar meu filho e vamos para o aeroporto.

As moças se entreolharam, mas obedeceram as ordens da patroa.

- Ela está indo embora, mas e aquele bonitão que você me falou? – Disse Rafaela curiosa. – Ela vai abandonar ele, é?

- Não, ela não vai porque não vou deixar, quando ele vier aqui, vou dizer para onde ela foi.

Ivana finalmente estava pronta, e o garoto também, ela descia as escadas com o menino, enquanto as moças desciam com as malas.

- Para onde vai mesmo, senhora Ivana? – Perguntou Noemi, em um último apelo.

- Los Angeles, sua fofoqueira. – Disse Ivana, sorrindo para ambas. – Então vamos?

O táxi já estava na porta, e as moças colocaram as malas no carro.

- Mas Noemi?! – Questionava Rafaela preocupada.

- Cale a boca e coloque as malas, pois tenho um plano. – Retrucou Noemi, enquanto colocavam as malas no táxi.

O carro partiu com Ivana e Rico, rumo ao aeroporto.

- Noemi, mas e o bonitão?

- Minha filha, eu sei o que faço, apenas observe as próximas cenas.

Passado alguns minutos, José Miguel bateu na porta da casa. Rafaela não hesitou em abrir.

- Olá senhor, o que deseja?

Quando Noemi viu que era ele, se desesperou.

- Senhor, a senhora Ivana saiu há alguns minutos atrás, vá atrás dela, o vôo é o das 08:30 e é para Los Angeles! – Gritou a moça, aflita.

Sem nem agradecer, José Miguel foi atrás de Ivana. Pegou sua caminhonete e partiu para o aeroporto, chegando lá, entrou em desespero, sem saber onde ela estava. – E se já partiu? E se nunca me aceitar de volta? – Pensava ele. José Miguel em um ato de desespero olhou para o lado, e se deparou com Ivana com Rico nos braços.

- Ivana! – Gritou ele.

Ela se voltou calmamente para ele, e o olhava com raiva e com amor.

- O que faz aqui? – Perguntou ríspida.

- Vamos, me perdoe, e vamos embora daqui.

Ivana o olhou nos olhos e começou a andar em círculos a sua volta

- Vou te contar uma história. Quando Valentina nasceu, eu era pequena também, mas lembro nitidamente de ter visto meu pai com outra mulher, e essa imagem nunca saiu da minha cabeça. Cresci pensando que nunca ninguém poderia amar alguém, que o que todos se importam realmente é com o corpo, e eu em meu passado “obscuro” sempre pensei assim, tudo para mim era envolto no dinheiro e no prazer. Foi assim com Alonso, Horácio e todos os outros que você já sabe, porém com você comecei a acreditar no amor, mas claro, como eu nunca fui doce e meiga como minha prima, para quê me amar, não é mesmo? – Todos os olhares estavam voltados para Ivana, que continuava. – Para que sujar o nome se casando com uma mulher que não tem um passado tão belo e integro como o de sua adorada Valentina? Eu te entendo, José Miguel. Mas acredite se quiser, eu sempre te amei. Não é fácil ouvir o homem que você ama chamando outra mulher, e ter que engolir cada palavra, pelo simples fato de ser uma intrusa na vida de alguém. Não quero viver do lado de alguém que sempre vá ficar lembrando-me do que fiz, ou deixei de fazer, quando eu nunca pude contestar nenhuma palavra se quer. Eu sei que você não está vindo aqui por mim, mas por nosso filho, você poderá vê-lo, mas ele viverá comigo. E por favor, não denigra minha imagem para ele, pois ele é o único homem que me ama pelo que sou. – Ivana ia virando as costas, quando José Miguel puxou-a pelo braço.

- Agora é minha vez de falar. Eu pensava tudo isso de você, mas com sua paciência e amor fui vendo que você era diferente, que podia ser melhor junto à mim, meu amor. Eu errei, mas meu é o ciúme, pois eu te amo demais, e não quero te perder. Ivana, eu não imagino minha vida longe de você, e eu peço perdão por tudo, você é um pedaço de mim, e eu não saberia viver sem você. Eu te amo mais que a mim próprio, me arrependo de não ter ficado do seu lado todo o tempo, enquanto você gerava nosso filho, graças a ele, nós nos amamos, eu te amo mais que à mim, e sem você não posso viver. Me aceite, meu amor, seremos felizes juntos. Aprendi a amar cada um de seus gestos, toques e caricias, e Valentina nunca chegou, e nunca chegará aos seus pés. Eu te amo com nunca amei ninguém, volte comigo e seremos felizes.

Todos os que estavam vendo a cena, começaram a gritar.

- Volta! Volta! Volta! Volta!

- Então eu volto! – Ivana sorriu, e pegou na mão de José Miguel. – Eu te perdoou, meu amor. – Ela lhe deu um beijo ardente e apaixonado.

Eles foram ovacionados, e envergonhados foram para a casa de Valentina.

- Ivana, passaremos na casa de sua prima antes de irmos. – Disse ele, conduzindo a caminhonete.

- Para quê, meu amor?

- Para agradecer.

- Quem? – Perguntou ela, surpresa.

- Você verá.

Notas finais
Tá lindu!