Notas iniciais
Está na reta final, titi :'(

Ela colocou a bolsa de ambos no carro e saiu desesperada, mais uma vez ela teria que recorrer ao seu ‘amado’ Felipe.

Chegando ao centro de saúde, havia uma fila enorme, e o garoto não parava de chorar.

- Ai, meu Deus! Não vou esperar. – Ela passou na frente de todos, e bateu na porta do consultório de Felipe. Amparo, novamente com o seu ‘pegue sua senha e espere’, foi até Ivana, que estava colérica, e Rico chorando nos braços.

- Senhora, pegue sua senha e espere. – Disse Amparo, com a senha nas mãos.

- Vá para o inferno você e sua senha. – Ivana invadiu a sala de Felipe com o menino.

Felipe estava com Sandra em seu consultório, os dois se assustaram com a presença dela, e com o choro do bebê.

- Olá, desculpa interrompê-los, mas meu filho está com febre, e preciso de sua ajuda. – Disse ela, colocando o menino na maca.

Felipe se recompôs prontamente e foi ver o que passava com o pequeno Rico.

- Ivana, ele está com falta de ar, desde quando está assim? – Perguntou o médico, enquanto examinava o menino.

- Desde hoje de manhã, ele acordou chorando, e está inquieto todo o dia.

Felipe o examinava, observava tudo, até dar o diagnóstico.

- É algo respiratório, provavelmente uma gripe, mas como ele é pequeno demais, se manifesta com força maior, eu terei que interná-lo.

Quando Ivana ouviu essa ultima palavra, começou a chorar. Sandra tentava consolá-la, mas nada a acalmava.

- Acalme-se Ivana, ele ficará bem. – Dizia Sandra, que passava as mãos sobre o rosto da mãe desesperada.

- Eu sei, mas não gosto de vê-lo assim. – Inesperadamente ela abraçou Sandra, que a retribuiu.

- Quanto tempo ele ficará aqui, Felipe?

- Não sei, Ivana, talvez uns três dias, depende muito de sua recuperação.

Ivana ficou ao lado do menino o tempo todo. Felipe e Sandra admiravam sua postura como mãe. Ela não quis que avisassem ninguém que o garoto estava internado, muito menos José Miguel. Já fazia dois dias que ela estava com o menino, ela foi para o hotel apenas duas vezes, e nesse período Sandra velava o pequeno Rico, que começara a se recuperar. Sandra a observava com admiração, e agora ela começava a acreditar que por trás de toda aquela extravagância e irreverência, havia uma mulher forte e muito doce.

Felipe, vendo que Ivana se definhava cada vez mais ali com seu filho, mesmo contra sua vontade ligou para José Miguel, e explicou tudo que estava acontecendo.

- José Miguel, aqui é o Felipe.

- Olá, Felipe, por que a ligação? Aconteceu alguma coisa?

- José Miguel, Rico está internado há dois dias, e estou preocupado com Ivana, ela sequer dorme, fica o tempo todo ao lado do garoto, foi apenas duas vezes para a casa para tomar banho, ela pediu para não te avisar, mas está sofrendo, ajude-a.

- Entendo Felipe, logo chego ai. Obrigado por avisar.

José Miguel desligou o telefone feliz e ao mesmo tempo preocupado. Preocupado por seu filho, mas feliz por saber que tudo que Leonor disse era mentira, e que ela realmente se importara com Rico.

- Estou indo, meu amor. – Disse ele, enquanto colocava seu casaco.

Antes que Leonor pudesse envenená-lo, ele saiu correndo em direção ao centro de saúde, chegando lá, Felipe advertiu para que ele fosse com calma.

- José Miguel, não seja tão bruto, ela está nervosa, e não tente consertar sua relação, agora não, pelo menos.

- Como eles estão? Rico está melhor? O que ele tem, e minha Ivana? – José Miguel estava apreensivo, e se sentindo um pouco culpado por tudo.

- Ele está melhor, amanhã já terá alta, e Ivana está muito mudada, eu me surpreendi e Sandra também. José Miguel, eu não sei o que aconteceu entre vocês, mas reveja seus conceitos, ela mudou muito, se alguém me contasse não acreditaria, valorize-a, ela mudou por você e pelo menino, isso é notável, não a abandone agora.

Lágrimas correram sobre o rosto de José Miguel, que agora tinha certeza do amor de sua mulher. Ele foi até a porta do quarto,e ficou observando-a, enquanto ela falava com o pequeno Rico.

- Você é tão lindo, meu amor, você tem o rosto do seu pai e os olhos verdes como os meus, vamos, fique bom logo para que possamos ir ser felizes, apenas eu e você, te criarei sozinha, sem a ajuda de ninguém, você é o único homem que me importa agora. – Dizia ela, acariciando os cabelos negros do pequeno. – Melhore logo, meu amor, você me ama realmente, não ama? Fale para a mamãe.

O remorso ruía José Miguel, agora ele via o quão injusto foi, e como a abalou por ser um idiota. – O que farei agora? Vou perdê-la para sempre. – Pensava ele, enquanto lágrimas rolavam sobre seu rosto.

José Miguel saiu desesperado, por uma burrice, perderia Ivana e Rico, mas ela tinha toda a razão, as palavras que ele lhe disse foram pesadas, e ela estava machucada. Agora, ele chorava as lágrimas que Ivana chorou por ter sido acusada de um crime que não cometeu.

- Você é burro. – Pensava ele – Muito burro, José Miguel.

Ele precisava fazer algo, mas o que? O fato é que talvez tudo isso fosse irreversível, e eles nunca mais se vissem. José Miguel não estaria presente na vida do menino, e ele se quer lembraria-se de seu pai, mas o erro foi dele, e não poderia revogar. Apenas aceitar as conseqüências de seus próprios erros.Meu

Notas finais
Meu português está um cocô.