Srta. Kaulitz
3 Capítulo 3- Súbitas mudanças de humor. (LdeM 2)
Notas iniciais
Como vão?
I'm here again...
E cara, estou tão feliz de não ser preterida igual a Lay U.U (MENTIRA LAY, todo mundo te amo, eu também *-*)
Quero falar sobre a competição de leitoras no final do capítulo, porque eu sei que todo mundo quer ler logo o capítulo FODA que eu escrevi, mesmo que eu não tenha feito ele ficar tão engraçado quanto os da Lay. Comédia nunca foi meu forte...
Boa leitura!
P.S: Capítulo todo narrado em 3° pessoa, desculpem-me por isso, é que de vez em quando me dá uma louca e eu o acabo escrevendo assim.
P.O.V. 3° pessoa (Narradora Joy)
O ambiente estava completamente escuro, escondido do Sol forte que irradiava por toda região litorânea das Maldivas naquela véspera de outono. Um excelente dia para caminhada nas praias, onde com toda certeza, a população aproveitaria o inicio daquele sábado.
Porém, não era isso que Natasha pretendia fazer, na verdade, sua mente andava psicótica demais nas últimas horas, tentando achar um plano infalível para extinguir a raça masculina do planeta Terra.
Sim, por que ela sabia que aquela raça não prestava. Aquela raça de homens cruéis e sem sentimentos, homens capazes de fazer tudo, menos de agradar as mulheres. Mas você deve pensar: Oras, Joy, existem exceções! Na verdade, até o Homem mais puro do planeta já teve pensamentos impróprios, e até o namorado mais fiel já deve ter olhado para outra garota que não seja a sua.
A diferença era que estes eram mais amáveis que os outros. Principalmente, do outro que a havia abandonado quando disse que estava grávida.
Damon havia sido seu tudo, seu primeiro relacionamento, sua primeira transa, seu primeiro amor, seu primeiro beijo. Para quê?
Para abandona-la quando contou que estava grávida, e dizer na cara dela que nunca a havia amado de verdade. Que a atraía com Carol – sua melhor amiga.
Aquele realmente tinha sido o maior baque de toda sua mísera vida de 18 anos.
Seu amor e sua melhor amiga não a iriam ajudar. Sua família politicamente correta e extremamente religiosa jamais aceitaria que sua filha caçula criasse o filho, sozinha.
Natasha havia pensado em ir embora de casa – já podia, ao menos por lei -, arranjar um emprego qualquer e criar seu filho só. Mas o que ela menos precisava no momento, era de uma briga com sua família.
Então, recorreu à pessoa que mais a compreendia no mundo todo, mas que vivia separada dela: Gustav.
Que a ajudou a arranjar uma solução: um marido, e então, pelo menos a rejeição da família ela não iria receber.
A aceitação da família pela rejeição de Tom.
O homem de tranças negras havia tratado a mal desde sua festa de casamento. E ela não deixou por assim mesmo. Se ele a xingava, ela xingava em dobro e ele revidava em triplo. Era assim que estava sendo, e ela até que se divertia com isso, e via que ele também – ao menos, era o que parecia com seus pequenos sorrisos irônicos.
Era nisso que ela pensava, enquanto fazia sua higiene matinal naquela manhã.
A morena havia acordado cedo demais. Mas isso era um costume dela.
(...)
Natasha se olhou no grande espelho do banheiro e observou sua barriga levemente volumosa.
Ela estava com um mês e meio de gravidez e, felizmente, nunca teve um enjoo, ou desmaio. O que a chateava eram suas idas intermináveis ao banheiro, tudo porque sua bexiga parecia não aguentar 100ml de liquido...
Passou sua mão esquerda sobre sua barriga, e viu a aliança de platina com um diamante solitário– maior do que deveria ser- brilhando em cima dela. A linda aliança do seu casamento, o anel que Tom lhe entregou e a quem ela – logo depois – deu um anel simples e grosso do mesmo material.
Nat encarou o reflexo de seus seios desnudos. Eles pareciam minimamente inchados, e seus bicos estavam mais rosados que o normal, ela havia percebido isto.
Pela suíte soou o barulho de algo caindo no chão, a qual a garota logo ouviu. Tom deveria ter acordado.
Rapidamente, vestiu sua blusa corset floral – que havia tirada somente para examinar sua barriga e que combinou perfeitamente com seu short jeans -, e colocou os brincos de formato de picolé e o colar da hello kitty que estava na pia, viu Tom entrar no banheiro e parar ao seu lado, encarando-os no espelho.
Roupa da Natasha: http://www.polyvore.com/srta_kaulitz_cap_love_story/set?id=51799768#fans
O que os dois viram ali, foi de fato, um casal. Mas eles não combinavam em nada... A garota tinha a aparência infantil – sua franjinha e seu rosto delicado faziam isso – e se não fosse o corpo dela, para Tom ela teria quinze anos. Já o homem, bom, ele tinha aparência de alguém muito mais velho que vinte e um anos.
— Seus seios são lindos — o Kaulitz comentou, sorrindo de lado.
— Filho da mãe! — gritou Nat e começou a dar socos na costa de seu marido. Como ele podia ser tão cara de pau assim?
As mãos da garota davam de contra com o ar e logo se encontravam com o peito másculo de seu marido. Suas mãos eram tão pequenas, quem Tom se perguntava mentalmente se ela era idiota ao ponto de pensar que aquilo o faria mal. Mal sabia ele, que ela apenas estava querendo descontar a raiva que tinha da raça de homens escrupulosos.
—Hey, não fica brava! – o cara bradou, pegando com uma leve força os punhos da mulher a sua frente, a impedindo de – tentar – machuca-lo.
E completou sorrindo sínico:
— Você é minha esposa, portanto, posso ver seu corpo.
A garota o fuzilou, e mandou-o mentalmente ir visitar o cara lá debaixo.
— Claro, Kaulitz. Você pode ver o quiser— Natasha sorriu, tramando um plano em sua mente.
Soltou-se dele e sentou em um banco que havia dentro daquele enorme banheiro – ela mesma o achava grande demais para uma suíte presidencial.
Tom lavou o rosto e começou a escovar os dentes, a olhando estranho por ainda estar ali.
—O que ainda tá fazendo aqui, anã? Resolveu apreciar minha beleza?
— Somos casados amor, não temos nada para esconder um do outro — a morena foi até ele, e chutou suas partes baixas com o joelho, vendo-o se curvar de dor — Oh, desculpe querido, foi sem querer.
Tom soltou um urro baixo e rouco, praguejando algo sobre vingança. Ela não deu ouvido, foi até o quarto e procurou algum livro para começar a leitura.
Simone havia arrumado sua mala juntamente com a mãe dela, e as únicas coisas que Natasha havia pedido a elas, era para que não colocassem aquelas roupas de freiras que seu pai a fazia vestir e para que botasse seu novo exemplar das “Crônicas de Nárnia”, livro que ela logo encontrou jogado em sua mala.
O máximo que conseguiu ler foram as cinco primeiras páginas, até que um corpo extremamente quente, macio e pesado se jogasse em cima de dela. Tom.
— Que horas são, querida?
Nat esforçou-se para olhar no grande relógio pendurado na parede a sua frente. Se ele estava pensando que ela iria implorar para que ele saísse de cima dela... Ah, ele estava muito enganado.
—Nove, ainda.
—Já tomou café da manhã?
— Não, Tommy — respondeu com voz fina e fingindo estar gemendo – voz de puta.
O cara em cima dela soltou uma gargalhada gostosa e depois falou:
— Me acompanha?
— Claro, amor – sorriu irônica enquanto ele a puxava da cama, e a empurrava em direção a porta da suíte.
(...)
Natasha sorriu com a fartura da mesa principal, que ficava exposta para o café até as dez.
Sucos, panquecas, cereais, bolos, mingaus, folheados...
— Cuidado para não engordar, formiga.
Tom esbravejou, logo após vê-la pegar um copo de suco de melancia, uma fatia de bolo de chocolate coberto com chantilly e granulados, e um cacho de uva.
—E cuidado para você...
Tom a interrompeu.
— Não ficar mais gotoso do que já sou? – perguntou levantando a bandeja onde estava um copo de vitamina de mamão com banana e duas fatias de bolo de baunilha sem cobertura.
— Não ficar mais feio do que já é.
O casal comeu em silêncio por alguns minutos, até que Tom soltou:
— A coisa vai acabar aparecendo mais.
Natasha fingiu não entender, ele não podia estar chamando seu filho de coisa. Aliás, o filho também seria seu...
— O que? – perguntou, terminando seu bolo e seu suco.
— Se você engordar, a coisa vai aparecer mais na sua barriga – comentou Tom brincalhão, mas aquilo não tinha graça. A morena se levantou.
—Meu filho – instantaneamente colocou suas mãos em cima da sua barriga — não é uma coisa!
— Mas foi isso – o Kaulitz apontou para o local onde as mãos da garota repousavam — que me fez casar com você.
— Você casou porque quis...
—Foi porque perdi uma aposta que casei com você!
Então Tom não teve nem tempo de puxar a mão de sua esposa, somente a viu sair correndo daquele local.
E com o pensamento completamente arrependido de ter dito aquilo, pela janela a viu correr para a praia, quando voltou seu olhar para o restaurante, em um canto escondido, notou um cara com uma maquina fotográfica na mão — um paparazzi.
Os tinham descoberto.
Tom praguejou um “merda” baixo e foi em direção ao caixa do restaurante pagar seu café da manhã. Na sua mesa ainda havia o cacho de uva da Nat e uma fatia de seu bolo; em qualquer outra ocasião ele poderia voltar lá, comer o que restara, e pagar por tudo que havia realmente consumido, mas aquilo não iria acontecer ali. Ele havia perdido a fome.
(...)
A chuva marcava o chão com poças extensas e fundas, causando aos moradores daquela ilha certa agonia; em algumas crianças os relâmpagos — com seus barulhos infernais — que enfeitavam o céu, causavam medo. Porém, nada chamava atenção da morena. Suas lágrimas salgadas se misturavam com a chuva grossa que caia do céu naquele momento.
Agora o dia estava chuvoso, diferente de quando acordou. Ela jamais havia pensado que faria uma tempestade naquele dia tão lindo.
Ela sorriu fraco. Por um minuto, havia pensado que o tempo estava sendo controlado pelo seu humor.
Ainda não estava acreditando que Tom havia dito aquilo para ela. E ela também ainda não estava acreditando que estava naquela situação. Que estava grávida e casada.
Natasha sempre teve que ser correta, mas desde os quinze, isso acontecia só aos olhos dos pais, que nunca a deixavam sair para a balada, namorar, nem mesmo sair com as amigas para o cinema. Agora ela estava vendo onde sua desobediência a tinha levado. Por um momento, se arrependeu de todas as vezes que havia saído de casa para se encontrar com Damon.
Tom estava certo. Tudo bem que não precisava chamar o que estava dentro de sua barriga de coisa, mas ele estava correto em se alterar. Aquele filho não era dele, ela não era dele. E ele estava tendo obrigações que não deveria ter.
Ouviu uma voz gritar seu nome ao longe, porém, não procurou quem era o mandante, somente continuou a encarar as ondas bruscas que se fechavam perto da areia.
— Garota, você pirou? — a voz forte de Tom encheu seus ouvidos. Agora ela não precisava se virar para saber quem era — Olha a chuva! Quer pegar uma Pneumonia?
—Como se você se preocupasse... Sai daqui! — repreendeu raivosa, sentindo a presença do rapaz se envolver por todo o seu ser.
— Me desculpa baixinha, sério— pediu ele, sentando-se, agora, a frente da garota.
A chuva forte os impedia de olhar verdadeiramente um nos olhos do outro, porém, eles tentavam.
—Eu não queria dizer aquilo — abaixou a cabeça, refletindo por um tempo. — Na verdade, eu queria sim — A morena riu com espontaneidade de Tom — O que eu não queria era ter chamado seu filho de coisa.
— Tudo bem. Acho que você estava certo em ter se alterado. Afinal, o obrigado a se casar, foi você...
— Mesmo assim, você me desculpa, anã? — perguntou uma última vez.
—Claro — a garota assentiu e para se levantar logo foi puxada por ele — pela segunda vez no dia – fazendo com que seu corpo fosse de encontro com o do cara a sua frente.
Era a chuva, ou Tom tinha cheiro de sabonete e loção pós-barba?
(...)
Eram agora 12h, mas nenhum dos dois jovens estava com fome. Já tinham combinado de almoçar juntos, dali à uma hora.
Natasha vagava as páginas de um livro de autoajuda que alguma das duas mulheres que haviam arrumado sua mala, tinha colocado por ali. Estava tão desinteressada, que não havia se quer lido o titulo.
Tom agora tomava banho. Ele tinha decidido ir logo depois dela, com a desculpa de que precisava fazer uma ligação para Jost.
Ela sabia que era para falar sobre o paparazzi que estava mais cedo no restaurante; ela havia percebido.
Minutos depois, quando a morena realmente tinha encontrado uma página decente para ler entre as outras 499 que existiam, se acomodou em uma cadeira perto da cama, logo notou um vulto entrar no quarto e — antes que ela pudesse sequer pensar em alguma coisa — virar sua cadeira, a pegar no colo, a jogar na cama, e sentar na sua barriga. Tom. Seu marido esquisito que para ela – agora, definitivamente – tinha súbitas alterações de humor. Ele esmagava seu estômago, com as pernas cruzadas, pés balançando, tampando a boca da morena e reclamando quando ela começou a se virar tentando escapar e sacudir de tanto rir e ofegar. Tom. A imagem do conforto.
Natasha empurrou-o para o lado e a guerra começou. Fazia cócegas nele enquanto desviava das almofadas que ele usava para tentar lhe acertar. Caiu na cama e ele se jogou em cima dela. Natasha tentou levantar, mas ele segurava com força seus pulsos. Ela retorceu-se, libertou uma de suas pernas – que antes ele estava sentado em cima — e se pôs a chutá-lo.
Estavam brincando de brigar.
Riam alto e sem medo de que alguém brigasse com eles. Como era de se esperar: O Kaulitz ganhou.
Ela o fazia rir com suas tentativas inúteis de se libertar...
Quando pararam, minutos depois, estavam ofegantes, cansados e famintos.
—Acho que devemos almoçar agora— Tom soltou, se deixando cair ao lado da moça.
—Definitivamente...
Então, pela terceira vez no dia, Tom a puxou pela mão fazendo o corpo minúsculo de sua esposa de um metro e sessenta, bater de frente contra o seu de mais ou menos um e oitenta.
Não era a chuva, Tom realmente tinha cheiro de sabonete e loção pós-barba.
Notas finais
Para quem não sabe, a competição consistia em eu e a lay convidarmos nossos leitores, amigos e parentes para lerem essa fic e quem viesse tinha que colocar as tags #TeamJoy ou #TeamLay no rewien, de acordo com que o tinha convidado. Por isso se você não sabia, é porque encontrou a fic de outro modo, muito obrigada a você por isso. Nós sabemos o quanto é difícil fics com poucos capítulos ganharem leitores.
E por isso é que anuncio com mui alegria e mui orgulho das minhas "alegrias" (explico isso para vocês, garotas, em say e sexy)que eu ganhei a competição.
Lay ficou com dois pontos e eu com oito *-*
AHHH eu fiquei tão feliz!
vou dispensar vocês, to enchendo muito o saco...
Fale com o autor