Srta. Kaulitz
13 Capítulo 13- Ossos do oficio.
Notas iniciais
Narrador mode on:
Terceira pessoa – Uma semana depois
Natasha estava sentada no quintal da casa dos Kaulitz – que estavam no estúdio com Lay e os G’s -, ela observava as nuvens e tentava assimila-las com objetos e animais.
Aquela parece um buldog, pensou e logo sorriu.
Ao seu lado, seu celular começava a tocar, e ansiosa do jeito que era, logo atendeu.
—Alô?
—Oi mana...
—Klaus? — perguntou a garota, não acreditando.
Klaus era seu irmão mais novo – de doze anos -, uma das poucas pessoas que não queriam que ela fosse embora, uma das únicas pessoas que a havia apoiado a fugir de casa para não ter que se casar com alguém que ela não conhecia...
—Gustav me deu seu novo número, então eu pensei que podia te ligar...
—Você pode me ligar quando quiser! — sorriu, agora encarando a grama — Como anda a sua vida?
—Ótima, eu ganhei um gato branco que se chama cachorro, uma bombinha de asma nova e um CD autografado da Tokio Hotel, que eu consegui vender por duzentos euros!
—E o que você pretende fazer com esse dinheiro mocinho? — a morena sorriu a lembrar do sorriso que o irmão dava toda vez que ganhava uma boa grana. Ele sempre fora o tipo de criança que adorava dinheiro em sua mãe.
—Eu quero comprar um presente para o meu sobrinho!
O coração de Natasha falhou uma batida e logo começou a acelerar.
—Obrigada Klaus... — comentou já chorando.
Como ela era fraca. Como ela se achava fraca. Qualquer coisinha e já estava chorando, parecia uma menininha.
E ela era por dentro. Bem lá no fundo.
(...)
A lua gorda já se encontrava a pino quando a matilha da Tokio Hotel voltou para casa.
Digo matilha, porque estavam parecendo lobos, famintos, sujos e fedorentos, mas bem, isso não é o tipo de coisa que devo comentar nesse livro.
Logo jantaram e foram dormir, porque amanhã era dia de trabalho.
—Mãe, eu não preciso de lençol! Não estou com frio... — sussurrou Natasha, logo após sentir algo sendo jogado, em cima de si mesma.
—Não sou sua mãe e não me pareço com um lençol... — o Kaulitz sussurra no ouvido da garota que logo ergue a cabeça.
—Tom? O que você tá fazendo aqui? Pode sair de cima de mim?
—Não, obrigada. Você é um travesseiro e tanto. — sorriu maroto.
—Você pode machucar nosso filho... — ela comenta, e logo vê Tom se jogando ao seu lado na cama, a puxando para um abraço.
—Nosso o que? — Tom pergunta à morena.
É óbvio que ele tinha ouvido, mas ele não acreditava. Tanto! Que queria ouvir de novo. Tanto! Que queria ouvir da doce voz da morena com corpo de mulher e rosto de menina.
—Nosso filho... Meu e seu, foi por isso que casei com você, lembra?
—Claro que eu lembro. — Tom sorriu a encarando. Não um sorriso falso, brincalhão ou pervertido que ele soltava por ai. Um sorriso simples, sem dentes. O Kaulitz mais velho engoliu em seco, receoso do que iria dizer. — Liebe.
E pela segunda vez no dia, o coração de Natasha falhou uma batida e logo se pôs a acelerar.
Era como se seu coração fosse um carro que andasse sempre para frente, e quando aconteciam essas falhas, ele parasse bruscamente e desse de ré, com o motorista a cegas, sem saber o que iria acontecer a seguir.
Natasha era o motorista no momento, e o que aconteceu a seguir, segundo Natasha, foi impulso, e eu até hoje não entendo o que se passou naquela noite.
Natasha colocou as duas mãos no rosto de Tom, e o puxou para si, juntando os lábios dele aos seus.
Por alguns segundos, eles estiveram ligados oralmente. Até o calor aumentar juntamente com a excitação de ambos. Eles eram jovens e atraentes, porque, diabos, isso não aconteceria?
Tom passou a mão da costa para uma das coxas da morena, colocando-a em sua cintura. Logo ele estava por cima dela e no meio de suas pernas, a acariciando pelo pescoço e pelo colo, enquanto ela retribuía com falhos gemidos.
—Você é muito tarado! — comentou. —Fazendo coisas safadas com uma adolescente...
—Ossos do oficio, querida. Você é minha mulher, minha esposa, portanto, eu tenho direito ao que é meu. Além do que, você é instigante! — apertou a bunda de Natasha.
—Seu brutamonte! — sussurrou.
—Muito obrigada pelo elogio querida. — Tom agradeceu.
Tom encurvou-se, escorregando seus lábios em direção aos da garota. Era um toque tão bobo e ingênuo — como se nunca tivessem se beijado. As respirações se tocavam aceleradas e os cabelos se agarravam. E tudo foi tão rápido, que de repente, não possuíam mais toques suaves, era algo ferino, ágil e luxuriante.
Natasha apertou-o forte. Ele era tão grande que a morena se sentia uma criança quando tomada por ele. As mãos dele desceram pelas suas costas e se friccionaram, gerando calor.
Os dedos rodeavam, acariciavam, imploravam por veemência. O cheiro adocicado do quarto excitava aos dois, que perante qualquer toque se sensibilizava, tremiam, gemiam, pediam por mais, mais e mais. Para Natasha era tão bom sentir tudo aquilo. Aquela quase que necessidade de beijá-lo, de ser dele.
Minutos depois algumas peças de roupas estavam no chão, era fácil adivinhar o que iria acontecer a seguir.
Tom estava a milímetros de retirar a calcinha de Natasha – que a essa altura do campeonato só usava a camisa e a calcinha que Tom... Bem, você já sabe.
—Eu não confio em você. — A morena pronunciou baixo no ouvido do rapaz, causando cocegas insignificantes. E arfou mais uma vez.
—Eu também não confio em mim! —Tom diz rindo baixo.
—Porque está rindo seu saukerl? — se soltou dele.
—Estamos tendo um progresso, Natasha aprendeu um nome feio! —Tom sorriu de lado.
—Ora, vá se fuder.
—Se for com você, eu vou com o maior prazer — sorriu mais ainda.
Natasha olhou-o. Séria.
—Desculpe-me Liebe.
Ele pronunciou baixo.
—Agora será que você pode ir dormir? — perguntou a garota.
—Sim, senhora. — ele deu um beijo na testa da garota, e saiu catando sua camisa e sua bermuda que estavam no chão.
Só então Natasha veio perceber que o garoto estava somente de cueca.
Ela engoliu em seco.
Maravilhoso, extremamente maravilhoso, ironizou.
Mas que ele beijava bem, ele beijava. E ah! Como seu corpo era lindo.
Isso ela não tinha como negar.
(...)
—Como assim Lily?
A voz do Listing já se encontrava chorosa.
Ele havia aprendido desde cedo que homens não deviam chorar, e sempre havia cumprido isso. “Homem que é homem, não chora!”, dizia seu pai.
Mas porque, não derramar aquelas malditas lágrimas, parecia tão difícil agora?
—É isso mesmo que você ouviu Georg. Está tudo terminado entre nós.
Dizendo isso ela desligou.
Era mais de uma hora da manhã, se não me engano. A casa zumbia baixo, quase um zumbido silencioso.
Georg engoliu em seco, ainda tentando guardar a lágrimas quentes. A respiração inconstante fazia-o perder de vez em quando o ar.
Mal podia acreditar que a voz fina e doce que um dia lhe dissera palavras de amor , agora dizia palavras que dilaceravam seu coração.
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