Srta. Kaulitz

9 Capítulo 9-Besta ambulante de irritação constante.


Notas iniciais
By:Joy
Oie senhoritas,
Espero que vocês não tenham esquecido que essa fic tem duas escritoras!
Estou com pressa, então espero que gostem desse capítulo.

“O que eu mais quero é te dar um beijo

E o seu corpo acariciar

Você bem sabe que eu te desejo

Tá escrito no meu olhar.”

Coração radiante – Clarice Falcão

POV NATASHA

Um sopro no meu rosto.

—Hey acorda! — ouvi me chamarem.

Outro sopro, dessa vez mais forte, e acompanhado de um cutucão nos ombros.

Lentamente, abri os olhos e observei a criatura a minha frente. O homem que fazia as veinhas da minha testa pulsarem de raiva estava deitado de lado, me encarando, com aquele peito másculo, bronzeado e definido totalmente desnudo.

—Seus olhos são lindos. —comentou, com seu rosto a milímetros do meu.

—Foda-se, Kaulitz! —comentei com raiva e sai com o rosto vermelho de vergonha, correndo para fazer minha higiene matinal no banheiro.

Ah, se ele pensa que pode me conquistar me elogiando, está muito enganado, eu não vou me render assim tão fácil. Mas, ele parecia ter falado sério e fica tão fofo quando...

Ah eu estou mais confusa do que mel sem abelha! Todos esses dias com esse ser ambulante de irritação constante estão deixando minha sanidade mental com danos irreversíveis.

Preciso de um pouco de sossego, e para quando? Para já!

Sai do banheiro e me encaminhei ao closet, encontrando Tom lá, procurando alguma camisa para vestir.

Nem liguei para os olhares indiscretos que ele me dirigia, apenas peguei uma roupa (http://www.polyvore.com/raz%C3%A3o_para_mudar_quem_eu/set?.locale=pt-br&id=56633434 ) qualquer e me vesti, ali mesma, na frente dele.

—O isso na minha cama! — comentou, fazendo aquele movimento esquisito com a língua no piercing.

Ignorei aquilo, e me dirigi para a cozinha que ficava no andar de baixo.

—Bom dia Natasha. — cumprimentou-me Bill, me dando dois beijinhos na bochecha.

—Bom dia Liebe —sorri para ele.

Bill ficou estático, parado me encarando, como se eu o tivesse xingado com o pior xingamento do mundo.

—Relaxa Bill, ela chama todas as pessoas que ela gosta de amor! — Gustav entrou na cozinha e veio até mim, me puxando para um abraço.

—Bom dia Dude — cumprimentou-me.

—Bom dia Gust!

Logo todos estavam chegando à cozinha para tomar a primeira alimentação do dia, que estava uma delicia, só para constar.

Mas, como tudo que é bom dura pouco, o ser ambulante de irritação constante tinha que aparecer logo.

—Pois é gente, o café estava muito bom, mas eu tenho que sair e...

—Você vai para onde? —Perguntou Tom.

Não é da tua conta, respondeu minha consciência.

—Comprar roupas novas no shopping, sabe, as minhas são um pouco cafonas...

—Mas você nem conhece a cidade! — meu querido marido exclamou.

—Eu te acompanho. — Bill se meteu.

—Não, você não! Se você for com ela, é capaz de ela começar a se vestir só de preto. — Tom disse. — A Lay te acompanha.

—Mas, eu tenho um compromisso agora. — Lay justificou.

—Eu acompanho ela! — Georg se manifestou.

Sorri em agradecimento a ele, que repetiu meu ato.

—Ahm... Eu que deveria estar decidindo isso, já que sou o único parente dela, mas como ela é casada com Tom, então, está certo para mim. — Gustav se manifestou pela primeira vez. — Você precisa de dinheiro, Nat?

—Não preciso, mas se você quiser me dar eu aceito! — comentei sorrindo.

—Certo. — ele sorriu e retirou a carteira do bolso.

—Hey Gustav, deixe que eu dê para ela. — Tom falou, e pegou a carteira do bolso, retirou de lá, um cartão completamente negro e um pequeno pedaço de papel. — Ela é minha esposa, portanto, eu devo banca-la.

Gustav deu de ombros, se o Kaulitz fazia tanta questão assim, para que insistir?

—Nesse papel está a senha do cartão. — piscou para mim. —E aqui está a chave do meu carro —jogou a chave Georg — Por favor, tenha cuidado com ele.

Tom chamou Georg com um gesto, para que ele chegasse perto.

—É melhor você tomar cuidado com o que eu estou te confiando agora, você está com a responsabilidade de tomar conta, de duas, das cinco coisas mais preciosas da minha vida!

Georg somente assentiu sério.

(...)

“O seu sorriso é um paraíso

Onde contigo eu queria estar.

Ai quem me dera, se eu fosse o céu

Você seria o meu luar.”

Coração radiante – Clarice Falcão

P.O.V. TERCEIRA PESSOA

— Como ele tem coragem de me trazer para uma cidade desconhecida onde às únicas pessoas que eu conheço são os dois companheiros de banda dele e o meu primo. Ele é louco! — Natasha gritou— Eu devia estourar o limite do cartão dele.

—Ah, isso vai ser um pouquinho difícil. — Georg comenta.

—Eu consigo! Está achando que eu sou qualquer uma? Você está falando com a mulher que consegue amassar uma lata de refrigerante com uma mão. Eu já comi terra. Eu aprendi a nadar sem saber nadar...

—É que o cartão dele não tem limite.

—Merda! — a garota praguejou.

Os dois andavam por ali, sem saber o que fazer, até que passaram em frente de uma loja de telefonia, e Natasha, lembrou-se de uma coisa muito importante.

—Espera! — pediu para o garoto, que a olhou confuso — Nós precisamos entrar aqui!

—Mas isso é uma loja de telefones, não vendem roupas...

—Ah, seu idiota — Natasha interrompeu Georg —Eu preciso comprar um celular, porque o meu está na Alemanha agora, e eu acho que não volto para lá tão cedo.

O moreno assentiu e acompanhou a moça, para dentro da loja.

(...)

Natasha prendeu uma gargalhada, enquanto caminhava pelos imensos corredores do shopping, com Georg – que notou.

—Qual é a graça? — perguntou, parando a garota segurando-a pelos ombros.

—Você não ser tão reconhecido como os Kaulitz! — soltou ela.

—Oras, isso é normal para mim, e até bom. Porque eu posso sair com quem eu quiser, a hora que eu quiser, pelo menos nos EUA. Na Europa é um pouco mais difícil, e na Alemanha é pior. Mas eu sempre dou um jeito. — sorriu de canto para a garota.

—Então, onde acha que podemos começar primeiro? — a mais nova Kaulitz perguntou, mudando completamente de assunto.

—Acho que primeiro devíamos ir às lojas de departamento mais simples, para comprar calças, shorts e blusas mais coloridas. Depois, eu vou te levar para comprar alguns saltos altíssimos e alguns vestidos de festa curtos e maravilhosos.

Natasha assentiu.

—Agora que é uma Kaulitz deve se vestir como tal, até porque o mundo todo já sabe de você, é uma pessoa publica agora.

Natasha já sabia que aquilo iria ser assim, e naquele momento pensou se sua vida mudaria completamente como todos diziam. O que importava para ela é que seu filho teria um nome. Mesmo que aquele não fosse um nome qualquer.

Os dois entraram na primeira loja, depois a segunda e a terceira... Passaram algumas horas fazendo aquilo. Fora do shopping, aquele sol filho da puta, capaz de desintegrar qualquer ser humano, brilhava intensamente, começando uma tarde quente na cidade dos anjos.

Os jovens rumaram para a última loja, a que eles escolheriam vestidos de festa. Aquele tipo de roupa deixava a garota assustada, ela com toda certeza se sentiria nua com aquilo, mas esperava se acostumar logo. A senhorita Kaulitz sempre sonhou em usar um daqueles.

—Meu Deus, eles são tão lindos! — a garota comentou.

E começaram a escolher, ela experimentava os vestidos e o Listing aplaudia para dizer se havia gostado ou não. Estava se divertindo tanto com o moreno, que pela primeira vez na vida, pensou estar fazendo um melhor amigo de verdade.

—Olhe esse! — Georg mostrou um rosa e azul claros, tomara que caia.

—Maravilhoso, mas olhe o preço! —a morena apontou para a etiqueta— Com esse dinheiro uma família de classe média faz as compras do mês. Recuso-me a comprar ele!

—Mas você gostou tanto... Ah, e você não pode estourar o limite do cartão do Tom, mas pode exagerar um pouquinho e...

—Chega Liebe, podemos ir para o caixa logo? — suplicou.

—Claro, mas me ajude com uma coisa antes. Você acha que este vestido é bonito? — mostrou-lhe um modelo tomara que caia preto, com algumas listras diagonais em azul escuro.

—Claro que sim, mas acho que não ficaria muito legal em você... — falou receosa.

—Não é para mim! — o garoto revirou os olhos.

—Me desculpa. Eu acho que ele ficará legal no seu namorado, só na parte do busto que você deve ter um problema. Sabe, eu percebi que esse não é o forte do Bill.

Georg respirou fundo, ele não acreditava que a garota o dizia isso.

—O Bill e eu não somos gay. — respirou fundo novamente — Eu quero comprar esse vestido para a minha namorada, a Lily.

—Ah quer dizer que o senhor tem namorada, com A no final? — sorriu de lado — Bom saber.

Gargalharam juntos.

—Eu a amo. Quando eu venci a aposta, foi por amor a ela. Não consigo me imaginar longe da Lily.

—Como assim vencer a aposta? Você participou junto com o Tom?

O moreno assentiu e disse:

—Sim. Eu poderia estar casado com você agora. — sorriu.

Notas finais
Não se esqueçam dos nossos rewiens fofuras *.*