Srta. Kaulitz
6 Capítulo 6- Eu me mordo de ciúmes
Notas iniciais
Eu vou parar de escrever em terceira pessoa!
Eu decidi isso depois de terminar esse capítulo, porque percebi que não consigo fazer a fic engraçada, ou menos entediante, tal como o capítulo 1, escrevendo tudo em terceira pessoas, por isso esse ,provavelmente, vai ser o meu último deste tipo AQUI.
Quanto as minhas leitoras de outras fics, eu tenho uma notícia HORRIVELMENTE HORRIVEL para dar para vocês, mas sei que as minhas amigas-leitoras vão entender, diferente das só leitoras...
BOA LEITURA!
As luzes Neon piscavam incansavelmente.
O som era tão alto que Natasha sentia uma leve pressão em sua cabeça – claro que era porque a moça não estava nem um pouco acostumada com aquilo – e se não fosse a mão do Kaulitz mais velho lhe guiando, ela já teria se perdido naquele mar de pessoas.
Tom olhou para a garota e a viu com os lábios cerrados e a face contorcida, parecia estar com dor.
—Você está bem?
Natasha assentiu, não querendo disser que se sentia completamente desconfortável naquele local, afinal, ele tinha trazido ela para se divertir e não deixa-la só naquele quarto de hotel, não para ficar de babá.
Os dois continuaram a andar pelo local, mas logo subiram por uma escada completamente metalizada, e procuraram uma mesa por ali.
—Senta aqui — Tom empurrou a garota para uma mesa ali — Eu já volto, vou pegar uma bebida pra mim e uma água bem gelada para você.
—Mas...
—Nada de “mas”. Eu sei que está se sentindo mal!
Natasha sorriu de canto e murmurou um obrigado, mas Tom não a escutou, já havia ido.
As músicas passavam – quatro desde que Tom havia saído da mesa – e Natasha se sentia cada vez pior ali, principalmente, agora que estava sozinha.
A mulher morena chegou a se levantar dali e andar alguns passos, mas algo grande a fez parar, literalmente.
—Mas o quê... — praguejou baixo, logo após seu corpo colidir com um tórax másculo.
—Boa noite Natasha — o moçoilo dos olhos dos olhos castanhos escuros cumprimentou-a.
—Júlio? —perguntou incrédula.
—Também é um imenso prazer te ver por aqui. — soltou uma gargalhada contagiante, que Natasha não teve como não retribuir, mesmo que com um sorriso. — Você está acompanhada?
Nat travou, não sabia o que responder. Ela poderia mentir, não é?
—Está sim. — uma voz grossa afirmou, vinda por detrás da moça.
Logo, Natasha sentiu dois braços rodearem sua cintura, e um pescoço sendo pousado na curva do seu. Ela estava sendo abraçada por trás.
Arrepiou-se, sentiu seu rosto ficar rubro e sentiu o membro de Tom encostar-se a si.
O Kaulitz sentiu o corpo da esposa estremecendo junto ao seu e sorriu de lado.
—Ah...— Júlio soltou um murmúrio de decepção.
—Mas nós adoraríamos que sentasse conosco! — a morena praticamente gritou.
—Nós? — Tom interrogou.
Será que Natasha ainda não havia entendido que Tom havia a chamado porque queria sua companhia? Realmente, isso não havia nem passado pela cabeça da garota, que somente se importava com a presença do moreno simpático que a havia conquistado mais cedo.
—Eu — corrigiu sorrindo.
—Seria um prazer imensurável...
(...)
—Então, desde aquela vez, eu nunca mais comi sushi! —completou sorridente.
Tom se perguntava se o rosto da anã não doía, já que ela passava mais tempo “exercitando os seus músculos faciais” do que os descansando.
—Você é muito divertida! — comentou Júlio, passando um dos braços pelos ombros da garota, que nem ligou. Ela estava tão feliz ali; estava esquecendo todos os problemas.
Tom bufou alto.
—Já te disseram que você é linda?
—Já — a menina sorriu, envergonhada.
—Você é muito linda, parece uma bonequinha de porcelana.
—Muito obrigada. — passou a encarar os olhos escuros do rapaz.
Tom já estava de saco cheio do “garçom metido a Jacob Black”, que se levantou bruscamente, e saiu apressado em direção à pista do local.
—Como sempre esquentado... — comentou Júlio.
—Você já conhecia ele antes?
—Quem não conhece Tom Kaulitz? — o jovem perguntou irônico. —O guitarrista da banda mais famosa da Europa, o cara mais galinha da Alemanha, o impulsivo que adora um affair...
Natasha pensou um pouquinho. Ela não o conhecia; como eu mesma já disse, porque sempre foi muito triste gostar da modinha da Alemanha. Ela não era garota disso.
Mas, Tom seria mesmo tudo aquilo que Júlio havia dito? Porque se fosse, ela estava certa quanto ao pensamento do dia em seu casamento.
(...)
—Um Martini duplo, por favor! —gritou Tom, logo após se sentar naqueles bancos enormes, de frente para o balcão de bebidas.
—Para mim também! — se pronunciou uma loira que havia acabado de se sentar ao lado do Kaulitz.
Tom imediatamente a olhou dos pés a cabeça. Olhos azuis, cabelos loiros dourados, seios grandes, pernas grossas, uma bunda “linda”, como ele gosta de denominar as do tipo “ão”. Usava um vestido tubinho, que de “inho” tinha realmente tudo. Um verdadeiro pedaço de pano; parecia que aquilo havia sido feito com meio metro de tecido.
Tom instantaneamente passou a língua sobre seu piercing no lábio, olhando-a profundamente, aquele gesto que fazem tantas garotas derreter.
Aquilo era o que a mulher queria. Não demorou nem cinco minutos para que ela se jogasse nos braços do Kaulitz, e ele a retribui-se.
(...)
Natasha continuava empolgada na sua conversa com Júlio, porém sua cabeça estava em Tom. No modo que ele havia saído da mesa... Poxa, ele a havia convidado, talvez devesse querer que ela passasse algum tempo perto dele, e tenha saído chateado porque ela só dava atenção a Júlio! Era isso, finalmente, ela tinha acertado.
—Júlio, se me der licença, eu vou atrás do meu marido. — ela havia falado aquilo com tanta convicção, que Júlio não conseguiu falar nada. Natasha precisava acha-lo.
Porém, foram precisos apenas três passos para que ela enxergasse seu querido marido sentado no bar da boate, com uma loira no colo, enquanto se chupavam lentamente.
Natasha não chorou. Não ficou decepcionada, de certo, havia ficado feliz, por saber que também podia se divertir. A morena gargalhou como uma hiena louca, ainda observando a cena cômica.
Línguas se encostavam bruscamente, mas o que crescia dentro de Tom era uma angustia enorme. O que ele estava fazendo ali?
O Kaulitz, pela primeira vez na sua vida, se sentiu arrependido por estar beijando outra garota. Ele estava confuso! E tudo porque sua esposa, a sua bonequinha, sua anã estava ali também! Natasha não havia beijado Júlio, então, eles deviam ser só amigos, e não deveria haver nada entre eles, certo?
Desde o “sim” do casamento Tom sentiu que a mulher que estava ao lado dele, seria sua, para sempre. Ele não sabia como, apenas sentia. E por mais que fizesse brincadeiras não muito legais com ela, e não a tratasse muito bem, ele a achava especial.
Porque, diabos, estava fazendo aquilo com ela?
Sem nem pensar por alguns segundos, ele largou a mulher que estava em seu colo.
—Me desculpe. — pediu, e a desconhecida- ele nem se quer sabia seu nome- apenas assentiu.
Tom saiu correndo, subiu as escadas apressado e parou atônito, em frente à mesa em que estava antes.
Natasha estava beijando Júlio. Não do jeito que ele estava fazendo minutos antes com a desconhecida, tudo parecia muito mais delicado. Eles pareciam estar... Curtindo.
Tom Kaulitz sentiu uma coisa tão grande e forte nascer dentro de si naquele momento, uma coisa que fez seu rosto ficar vermelho, que lhe fez cerrar os punhos.
A única coisa que ele teve consciência de fazer no momento foi arranca-la dos braços daquele homem e a trazer de volta para o hotel.
(...)
—Você está ficando louco?
Tom a olhou. Sério. O que ele acabara de fazer?
—Eu não sei. — sentou-se na cama do hotel.
Natasha estava ao lado da porta do quarto de hotel.
—Você é um idiota, impulsivo, seu babaca. — gritou com Tom, enquanto andava de um lado para o outro. —Você fala mal de mim, me trata mal, chama meu filho de coisa, depois pede desculpas, e volta a me xingar. Você não presta! Paga o bonzinho me convidando para uma festa, dá uma de meu amiguinho, vai se divertir com uma vagabunda...
—Você viu... — murmurou Tom, mas Nat não parou de falar.
—E depois quando eu quero me divertir, você me puxa a força de lá! — suspirou cansada. —Quem é você?
—Sou Tom Kaulitz, seu marido. — respondeu, após alguns segundos.
Tom encarava seriamente a mulher a sua frente. Tão linda!
—Alguém já te disse que você fica linda quando está brava? — perguntou, indo em direção à mulher.
—O que? — perguntou confusa. — Pronto, agora eu tenho a certeza de que você é louco!
Tom não esperou mais, avançou em direção a menina, e lhes encostou os lábios, em um selinho.
Durante dez segundos, ambos sentiram seus estômagos revirarem – eram as tais borboletas.
—Eu preciso tomar um banho. — a garota soltou, logo após Tom desgrudar dos seus lábios. Natasha correu até a porta do banheiro e se trancou lá.
Tom sorriu de lado, depois o louco da história era ele.
(...)
Oito da manhã, e a mais nova Kaulitz já estava de pé.
Não sabia que horas eram quando havia chegado com Tom, mas sabia que era tarde da madrugada. Então, oito horas eram consideradas cedo para ela.
Tom ainda continuava dormindo, somente com uma cueca box – Natasha achava que aquilo era para provoca-la, mas não adiantava muita coisa, a morena nunca cederia tão fácil assim.
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A garota se vestiu com uma roupa qualquer que havia na sua mala, mais uma sem graça entre tantas que ela tinha. Roupas sem cores felizes, tudo nude, preto e cinza. Ela definitivamente precisava fazer compras.
Em si mesma, fez uma maquiagem simples, a que ela usava para ir para a igreja no domingo de manhã – a única ocasião em que podia usar maquiagem. Pôs em uma bolsa de couro um óculos escuro, e um pouco do dinheiro que havia trazido, calçou um par de sapatilhas negras e colocou o brilhante anel de platina no dedo anelar da mão esquerda, saindo do quarto em seguida.
(...)
A jovem se encaminhou a mesma mesa do dia anterior, aquela que ficava exposta para o café.
Foi direto para a parte das frutas, e lá pegou uma maça e meio cacho de uvas roxas.
—Bom dia Senhorita Kaulitz! — Júlio a cumprimentou.
—Ah, olá! — sorriu sem graça. —O que faz aqui?
—Eu vim tomar café, e também trabalho aqui. Percebi que está sozinha, gostaria de se sentar comigo?
Natasha assentiu. Júlio, em nenhum momento, citou a noite passada, o que fez Natasha concluir que a “ficada” deles foi apenas uma curtição.
Os dois jovens pareceram conversar durante horas. Ambos haviam acabado seu café, quando Natasha se lembrou de algo, um pensamento que a estava incomodando desde o dia anterior, e que agora martelava ainda mais em sua cabeça.
—Júlio, a conversa está ótima, mas eu tenho que ir. — sorriu para o moço, se levantando da mesa.
—Claro, um bom dia para você. — foi até ela e se despediu com dois beijinhos no rosto.
—Só mais uma coisa, você sabe se tem uma lan house no hotel?
(...)
A morena estava sentada de frente para o computador, com a página do google aberta.
Gotas de suor escorriam por sua testa, sua mão húmida e gelada segurava o mouse negro da Nik’s Lan house.
Nervosa, digitou na caixa do google a pergunta que não queria calar: “Quem é Tom Kaulitz?”.
Rapidamente, a garota clicou em “pesquisa google” e os resultados logo apareceram.
Natasha não teve a coragem olhar, primeiro checou o que ficava logo em baixo da caixa de pesquisa.
Aproximadamente 6.330.000 resultados (0,29 segundos)
A morena suspirou fundo, e clicou no primeiro resultado. A página sobre Tom Kaulitz no Wikipédia. Demorou poucos minutos para ler tudo ali, e o mais interessante que achou foi que ele havia feito uma campanha de modelagem para a Rebook a mais ou menos um mês antes.
—Muito revelador. — murmurou para si mesma.
Voltou para a página de pesquisa e observou as imagens que apareceram para sua pesquisa.
—Tom era lindo...
Clicou na segunda pesquisa: Tom Kaulitz – Tudo sobre ele!
Novamente, o nome, a data de nascimento, 10 minutos mais velho que Bill...
Até que ela achou algo curioso na faixa Alcunha.
“Tom Kaulitz é considerado a símbolo do sexo na Alemanha, também chamado de SexGott por já ter transando com tantas meninas.”
Natasha leu coisas muito esquisitas sobre Tom, descobriu que ele realmente era safado e adorava casos de uma noite, era impulsivo e ficava facilmente irritado, que começou a namorar com doze anos, que se Tokio hotel não existisse ele gostaria de ser ator pornô...
Nessa hora a garota gargalhou tão alto que as pessoas ao seu redor a olharam como se fosse retardada. Tudo porque ela não conseguia imaginar a cara da Simone se ela recebesse a noticia de que seu filhinho tinha entrado para a indústria pornô.
Pronto, agora ela sabia algo sobre aquele que dormia ao lado dela. O que faltava era ele saber algo sobre ela.
Um pena para ele, porque ela tinha a internet, e lá, ele não encontraria nada sobre ela.
Sem pensar, Natasha abriu a página do Word, e se pôs a fazer uma lista – mais tarde a enviaria para si mesma por e-mail.
Cinco coisas que Tom não sabe sobre mim:
1. No dia em que estava me arrumando em sua casa, antes de ir para o casamento, escondi meu pequeno caderno de desabafos atrás da pia do seu banheiro.
2. Eu completei dezoito anos um dia antes do nosso casamento.
3. Eu odeio quando ele me chama de anã.
4. No mesmo dia em que cheguei em sua casa, fiz questão de esvaziar todas as capas dos seu filmes pornôs que estavam em um gaveta e as ocupei com filme de romance e desenho animado.
5. Eu o achava o cara mais irritante da face da terra.
É, quem sabe ele não visse essa pequena lista algum dia...
Notas finais
Beijos
Joy
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