Srta. Kaulitz
5 Capítulo 5- Você e eu, do nosso jeito.
Notas iniciais
*Obrigada de coração a Senhorita Samira22 e a Senhorita Demi Sanders Winchester, que nos fizeram muito feliz com as suas recomendações.*
E obrigada a todas que nos deixaram rewiens, afinal, ontem(03/08/12) chegamos aos nossos 50 rewiens, os primeiros de muitos, tenho certeza!
Esse capítulo não ficou tão legal, quanto tenho certeza de que o outro vai ficar. Era para ele sair com o resto da lua-de-mel inteira mas, eu não consegui terminar até hoje e resolvi não deixar você esperando mais. Por isso, o próximo também será meu, e depois eu e a Lay voltamos com a ordem normal.
Boa leitura Guys :-)
Etapa I – Uma parte de mim e de você.
(P.O.V. Narrador)
—Eu nunca namorei.
Natasha olhou incrédula pra ele. Aquilo não tinha a menor chance de ser possível.
—Eu não acredito em você!
E ela realmente não tinha razões para acreditar. Se ele fosse mais novo, podia pensar que talvez Tom fosse um daqueles homens reservados, na verdade, até com essa idade ele poderia ser assim; porém, seu comportamento o denunciava.
—Tudo bem. Você não tem motivos para acreditar. — o Kaulitz proferiu e pôs os óculos de sol sobre a vista.
Aquela conversa havia acabado por ali.
(...)
—Ah Natasha, espero que não esteja decepcionada com seu marido.
—Estou muito decepcionada, mamãe, a senhora não sabe o quanto!
Natasha estava falando com sua mãe pelo telefone de Tom — já que ela havia ficado sem seu celular, deitada na cama da maravilhosa suíte presidencial em que estava hospedada.
O infeliz ser chamado Tom Kaulitz estava tomando banho para uma de suas noitadas, ele fez questão de ressaltar essa palavra para sua querida esposa havia perguntado para quê ele estava escolhendo uma roupa.
—Ele pode ser uma boa pessoa, você vai ver.
—Mamãe ele é idiota e impulsivo. Também é...
—Mas o quarto é bom? — ela perguntou, parecendo desinteressada. Ela só queria mudar de assunto.
—Confortável e afins. — a morena encurtou.
A porta do banheiro se abriu de repente, e logo ela pode enxergar o ser insuportável saindo de lá somente com uma toalha enrolada na cintura. Naquele momento, Natasha se permitiu pensar que o Kaulitz era estupidamente lindo e sexy.
Pelo menos até ele abrir a boca e começar a falar coisas idiotas.
—Que bom, porque você não tinha outra opção. — comentou ela.
Tom olhou a garota de olhos castanhos claros e transparentes, logo sorriu de lado. Ele foi até a cama onde Natasha se encontrava sentada e se deitou ao seu lado, apoiando a cabeça nos braços, encarando o teto.
—Mãe, eu tenho que ir agora. Um ser incrivelmente idiota entrou no quarto. Beijos. Te vejo daqui a dois dias. — então, ela desligou.
Seu olhar logo parou no homem ao seu lado.
De olhos fechados, com pequenas gotículas de água escorrendo por seu tórax, Tom parecia hipnotizar a garota ao seu lado, e ele sabia disso, pois sentia seu olhar sobre ele.
—Então, o que pretende fazer agora? — perguntou, ainda sem abrir os olhos.
—Brincar de casinha. — respondeu, jogando o celular no peito másculo de seu marido.
—Que tal você ir comigo? Aposto que é muito mais interessante do que isso...
Natasha sorriu. Sorriu como não fazia há tempos. Sorriu porque ela nunca havia ido a uma festa que não fosse escondida de seus pais, e agora, percebia que sua vida em liberdade havia começado.
Uma prisão em liberdade, era o que a vida havia se tornado, a morena só não sabia disso, ainda.
—Vou me arrumar!
Ela gritou alto, e correu em direção ao banheiro.
—Vou escolher sua roupa. — ele falou, fazendo-a parar na porta de seu destino.
Natasha virou pelos calcanhares, encontrando um Tom com um sorriso de derreter chocolates. A garota pensou por um segundo, mesmo que há essa hora ela só pensasse em como poderia se divertir essa noite. Chegou à conclusão de que aquilo era um pequeno preço a se pagar.
—Tudo bem. — assentiu e adentrou a casa de banho
(...)
O homem de tranças negras foi em direção a mala da garota.
Era tudo tão organizado – diferente da dele –, ele encontrou logo em cima uma pasta, que parecia de fotografias. Pensou em remexer ali, mas desistiu assim que ouviu uma cantoria baixa. Natasha estava cantando no chuveiro.
Tom nem evitou sorrir, ele sabia que ela era uma ótima garota.
Mexeu mais um pouco e pegou o que precisava. Uma tiara prateada com flores que pareciam de cristal – o que o fez pensar se a família dela tinha alguns recursos.
Afinal, ela não era a única que não sabia quase nada de seu parceiro. A única coisa que ele sabia sobre ela, era que se chamava Natasha, estava grávida, seu primo era Gustav e sua família era religiosa demais para aceitar que a filha fosse mãe solteira.
Pegou, também, um par de brincos em forma de sorvete, que estavam jogados lá dentro. Um vestido de pano rosa com alguns detalhes que não descrever, mas que ao meu ver, parecia mais uma roupa para dormir. Mas isso nem passou pela cabeça do Kaulitz, já que ele não tinha senso de moda, e principalmente, por esse ser o único vestido presente ali.
—Tom, pode me passar a maleta pequena e um par de sapatilhas que está no fundo da mala? — Natasha gritou do banheiro.
—Claro.
Ele pegou o que tinha escolhido, e o que a morena tinha pedido e abriu a porta para entregar.
Natasha pegou tudo da mão de Tom e fechou a porta, assim que o mesmo havia puxado sua mão.
Tom sentiu-se confuso. Ele poderia ter entrado lá, ter visto Natasha numa situação que ela não gostaria de ser vista – ao menos, ao seu ponto de vista – e cumprido o que ele havia dito de manhã, sobre ele poder ver o quiser do corpo dela, por ser seu marido.
Mas não. Ele preferiu daquele jeito.
O moreno se sentou na cama, passando a mão entre as tranças. Porque, diabos, ele havia feito aquilo?
Percebeu-se ainda estar somente com uma toalha na cintura, e, finalmente, resolveu se vestir.
(...)
*Roupa da Natasha: http://www.polyvore.com/eternal_flame/set?id=54683401
Natasha estava receosa.
Nunca havia mostrado suas pernas em um vestido antes, os que ela tinha eram somente para ir à igreja e sempre batiam no seu pé. Só usava shorts quando passava o dia inteiro dentro de casa.
Nunca, em sua miserável vida de 18 anos ela esteve tão insegura. Nem no seu casamento, porque lá estavam todos olhando. Mas agora, quem a estaria olhando era ele – ela sabia que ele não a olhava, exatamente, no casamento -, e por mais que ela o odiasse com todas as forças, sem importava com a opinião do moreno.
Com as mãos suando frio, ela girou lentamente a maçaneta da porta, e assim que a abriu, ele levantou o olhar para ela.
Tom estava sentado na cama de casal, também suava frio. Não entendia porque havia convidado a “piralha” para estar com ele, ela seria um pé no seu sapato, então, porque, diabos, ele havia feito aquilo?
Mas quando ela abriu a porta... Ah! Ela estava tão linda. Simples, leviana.
Tom a olhava com os olhos arregalados.
Ela era tão ela daquele jeito, não se parecia com, absolutamente, nenhuma garota que Tom já havia levado para sair. Espera? Sair!?
Não, aquilo não era um encontro.
Era um passeio divertido que, provavelmente, acabaria sendo um martírio para o dois.
—Fecha a boca se não entra mosca! — sussurrou alto o bastante para que o Kaulitz se levantasse e estende-se a mão para ela, chamando-a.
—Vamos?
Natasha encarou a mão do Kaulitz, e hesitante, a agarrou.
Eles já haviam se tocado, mas nunca, de verdade. Sempre que acontecia eles soltavam faíscas. Aquela era a primeira vez que ele lhe oferecia um toque, e ela aceitava.
Pela primeira vez, suas faíscas pareciam combinar.
Notas finais
Etapa I Uma parte de mim e de você. (capítulo 5)
Etapa II - Eu me mordo de ciúmes. (CAPÍTULO 6)
Etapa III - Quem é Tom Kaulitz? (CAPÍTULO 6)
Etapa IV - Casal Simpatia. (CAPÍTULO 6)
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