Srta. Kaulitz
1 Capítulo 1- Príncipe Encantado.
Notas iniciais
Cara, já tenho como chamar as leitoras daqui. Isso se a Lay aceitar U.U
Quem me conhece sabe, eu sempre dou um nome para as leitoras!
Todo primeiro capítulo é chato, esse não será muito diferente.
Então, Boa leitura.
Hamburgo, Alemanha
— Natasha, fique quieta!- Simone gritou comigo pela “ézima” vez, afundando mais um grampo em meu coque, e logo depois, voltou a pegar um entre as dezenas deles que ainda havia na caixinha, voltando a repetir seu ato.
— Como ele é?
— Tom é um bom garoto- sorriu para si mesma- Você vai gostar dele.
Isso era tudo que me falavam do meu noivo. Do Tom Kaulitz. Da pessoa que, agora, deve estar me esperando na igreja.
Vaguei o olhar pela enorme sala em que estava. Muito luxo, luzes. Eu tinha que me acostumar com aquilo, aquela casa também iria ser minha dali a alguns minutos.
Meu olhar parou na aliança de noivado que estava em meu anelar direito. Um anel fino e simples de ouro branco que havia chegado pelo correio, enquanto meu futuro marido, meu cunhado, meu primo e um amigo deles, estavam em turnê da famosa banda Tokio Hotel, a qual eu ouvi falar desde que tinha cinco anos, consequências de ter um integrante dela como primo.
Eu nunca vi meu noivo, nem seu irmão; nunca recebi uma descrição física ou sentimental deles. As únicas informações que eu tinha era a de que meu cunhado se chamava Bill, meu noivo era o Tom, e que eles dois eram irmãos gêmeos, e essa última eu já sei desde criança. Gustav fazia questão de me lembrar.
— Vamos, está tarde. Uma noiva não pode se atrasar tanto assim...
A mulher de curtos cabelos ruivos adentrou a sala, parando em minha frente.
— Mãe, você podia parar de reclamar ao menos no dia do meu casamento- comentei e revirei os olhos.
— Você está linda, querida. Tenho certeza de que Tom vai amar você- sorriu para mim- Tão pequena e delicada dentro desse vestido. Parece uma princesa!
Levantei-me ouvindo os protestos de Dona Simone e corri para o segundo andar daquela casa.
Eu não consigo entender o porquê minha mãe faz questão de me falar isso. Todo dia era assim, “Tom vai amar você!”. Ela sabe que isso me deixa nervosa.
E eu não queria ser a droga de uma princesa, não queria ser porra nenhuma de delicada. Mil vezes merda!
E o pior era que eu não estava preparada para conhecer pessoas novas, e muito menos para entrar em um casamento. É incrível o quão solitária eu sou, não é que eu fosse anti-social, é que eu simplesmente tenho dificuldades em arranjar amigos. E duas, das três únicas pessoas em quem eu podia confiar, me abandonaram. Isso fazia o ato que eu estou prestes a fazer, parecer ainda mais assustador.
Entrei rapidamente no quarto cinza do meu noivo e andei até o closet, encarando minha figura no espelho que ali estava.
Meu cabelo estava preso em um coque apertado, com alguns cachinhos caindo em meu rosto, e minha franjinha tomava conta da minha testa. Eu havia recusado qualquer tipo de adereço na cabeça — sem coroa, sem véu, sem flores ou broches brilhosos que poderiam cegar uma pessoa.
Eu usava um vestido tomara-que-caia que tinha sua parte superior da cor roxa e alguns detalhes abstratos em glitter branco. Sua saia tinha o pano bagunçado, de cetim branco, lá também estavam algumas flores roxas espalhadas, novamente, com glitter branco.
Levantei a saia do vestido, e encarei o par de sapatos de salto Giuseppe Zanotti na cor roxo. “Especialmente para a noiva de Tom Kaulitz” ele disse, quando me entregou a caixa com os cujos. Estilista babaca. Como se eu fosse usar esses sapatos novamente.
Meu nome é Natasha, tenho 18 anos, estou grávida e prestes a me casar com alguém que eu nunca vi na vida. E sabe o que me conforta em saber que eu vou me casar? Nada. Saber que eu vou ter que passar, provavelmente, alguns anos da minha vida, com alguém que pode ser um psicótico, ninfomaníaco ou até um retardado mental, me deixa até enojada. Sinceramente, o problema não é o casamento, e sim com quem eu vou me casar – eu sei que ele é famoso, e até poderia procurar algo sobre ele no tio Google, mas meu celular, todos os computadores e até a Tv foram travados com senha.
E eu simplesmente nunca tinha visto uma foto sua ou procurado saber sobre ele e os outros meninos, porque era triste demais ser fã da banda mais queridinha da Alemanha.
Isso tudo para o meu – no ponto de vista da minha mãe, banal – desespero.
Vaguei meu olhar pelo local, e logo encontrei minhas roupas já penduradas por ali. Junto com minha mala para a viagem de lua-de-mel.
Bufei. Lua-de-mel nas Maldivas era um completo desperdício de dinheiro. Como se eu fosse transar com o cara...
Os únicos que sabiam da cerimonia eram as famílias Kaulitz, Schafer e alguns amigos próximos a elas. Lembro-me de ter ouvido minha mãe comentando com a Simone alguma coisa sobre 500 convidados.
Virei-me de lado e encarei minha barriga levemente volumosa no espelho. Estou fazendo isso por meu filho.
Flash back ON
— Alô, Gustav?- perguntei com a voz chorosa. O telefone havia chamado quatro vezes, mas para minha sorte, ele havia entendido.
— Oi Nat, tudo bem?- falou. Tenho quase certeza de ele estava sorrindo.
— Não. Está tudo péssimo- derramei algumas lagrimas silenciosas e soltei:
— Eu estou grávida. Preciso da sua ajuda.
O telefone ficou alguns minutos em silêncio e eu já estava pensando que ele havia me abandonado, assim como meu namorado e minha única e melhor amiga.
— Eu vou te ajudar- ele disse, e logo antes de terminar a ligação, ouvi ele gritar:
— Já sei o que podemos apostar.
Flash back OFF
Uma semana depois do acontecido recebi a noticia de que iria me casar, e Simone, a mãe do meu noivo, veio até a minha casa, conhecer a mim e a minha família.
— Querida, já está na hora!- minha mãe entrou no closet, seguida por minha sogra, que veio até mim e me entregou um buquê de rosas vermelhas.
Sorri para meu reflexo no espelho, e torci para o que eu iria fazer a seguir fosse o certo.
(...)
— Você está conseguindo um pai para seu filho. Veja pelo lado bom. — mamãe me dizia, passando os braços por meus ombros.
— Esse é o único lado bom!
Eu, Simone e mamãe, estávamos na limusine sendo levadas até igreja por um cara que eu nunca vi na vida. E eu tinha certeza que a partir do momento em que eu dissesse “Sim”, minha vida seria assim, cheias de pessoas que eu não conhecia.
— Você não está falando sério!
Ela não podia estar me falando isso.
— Porque não? Nem o fato de que eu possa estar prestes a casar com um — Simone que me desculpasse – idiota, vagabundo e preguiçoso, ou até um futuro estuprador me incomoda.. Nem um pouco- Usei toda minha Ironia para que ela não ligasse e continuar sorrindo, com a porcaria da Limusine me levando direto ao precipício. Isso não poderia estar acontecendo.
Por mim eu começaria a trabalhar e sustentaria meu filho. Por mais que dinheiro não fosse um problema muito grande em minha família, eles não aceitariam um tustão, e tudo porque minha família não permitia “mães solteiras”. Isso era a maior desgraça para eles.
— Tom é o melhor filho do mundo, depois de Bill- Simone sorriu para mim. Sério, mães não servem para dar opinião, elas sempre mentem- Vai gostar de você.
E com essa fala dela, eu pude concluir que:
1- Tom Kaulitz devia ser mais idiota, preguiçoso e vagabundo do que eu imaginava.
2- Bill Kaulitz deveria ser ainda pior do que ele.
3- Ele não iria gostar de mim.
4- Minha sanidade mental corria perigo.
5- Eu estava completamente fudida.
—Você acha?- perguntei irônica, para ela.
—Claro. Você é perfeita para ele. Seus cabelos castanhos e sua franjinha são seu charme.
Se existia uma coisa nesse mundo ao qual eu me orgulhava, essa coisa seria meu cabelo.
A limusine parou em frente a grande igreja do centro da cidade e eu, logo desci do carro, com a ajuda de Simone e mamãe.
Flashes se dispararam contra mim, cobri meu rosto com a mão.
—Calma querida, eles são os fotógrafos contratados. — Simone me avisou e abaixou minha mão.
Sorri falsamente para eles, e posei ao lado das mulheres que estavam comigo.
(..)
Por insistência da minha família puramente religiosa eu tinha que me casar em uma igreja, e com a benção de um padre. Eu precisava da benção de Deus e não de um homem com vestido preto.
Eu só esperava que meu futuro marido estivesse se casando em uma igreja por causa da minha família, e não porque era um fervoroso devoto de santos. Não suportaria viver como uma freira novamente.
Eu queria viver uma vida em que o “Foda-se” fosse a principal expressão.
A marcha nupcial começou a tocar e a porta a minha frente se abriu.
Eu simplesmente odiava aquela sinfonia. Mil vezes a marcha fúnebre!
Apertei o braço do meu pai, e recebi um sussurro de calma, enquanto dava o primeiro passo rumo ao que iria mudar a minha vida.
Tinha tantas pessoas ali, que se aquilo fosse um mar, eu morreria afogada.
No segundo passo vi as pessoas mais ignorantes que eu já havia conhecido; minhas primas. Fechei a cara.
Vi minha mãe no altar e ao lado dela, vi Gustav; eles estavam no lugar dos meus padrinhos. Eu não sabia que seriam eles, mas consegui sorrir com a escolha.
No outro lado, pude ver Simone e um cara bem alto vestido com paletó preto. Não conseguia ver o seu rosto, mas supus que aquele era meu cunhado.
Dei mais um passo e as coisas pioraram. Sim, isso era possível.
Cheguei cada vez mais perto e vi o rosto do dito cujo.
Tom parecia enorme se comparado aos meus 1,62 de altura. Na verdade, qualquer coisa é maior do que eu nesses termos.
Ele não era loiro dos olhos azuis, não tinha um cabelo normal e muito menos usava roupas normais; o Kaulitz estava longe de ser um príncipe encantado.
Ele tinha os olhos cor de avelã, seus cabelos eram tranças rastafáris negras, que caiam sobre seus ombros. O cara tinha um piercing negro sobre o lado esquerdo do seu lábio inferior.
Meu noivo era um rapper branco vestido com um saco de batatas.
Naquele momento eu percebi de que estava prestes a me casar com um idiota.
Notas finais
DEUS ESTÁ VENDO. Se gostou da fic colabore para que ela continue, mande um rewien.
Espero que esteja tendo um lindo dia :)
Beijinhos :-D
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