Sprinjer - Em busca da Coroa Encantada
5 Visitando um velho amigo
1
Olivia: — Você significa muito pra mim. Eu faria de tudo só para te dar o bom e o melhor.
Alice sentiu certa culpa.
— Me desculpa, não quero que fique triste. De maneira alguma quero lhe pressionar. — Disse enquanto dava um abraço em sua mãe.
Olivia: — Você quer saber de toda sua história?
Alice: — Só se você quiser. — Disse dando um sorriso.
Infelizmente a história teria que ser contada em outra hora. Castiel havia chegado a porta, que curiosamente abriu na sua presença.
— Sinto muito por interromper, Rainha mas o seu pai lhe espera no escritório.
Alice: — Ele não pode esperar?
Castiel: — Temo que não, Princesa. Ele está de malas prontas.
Olivia: — Malas?
Alice: — Isso foi culpa minha.
Olivia: — Chame Joseph e peça para ele manter Alice aqui.
Alice: — Mãe, por favor.
Castiel: — Pois não Senhora.
Olivia: — Isso não é assunto seu.
2
— Então agora resolveu fugir das pessoas, papai? — Disse Olivia chegando e fechando a porta do escritório.
Violet: — Liv, por favor.
Percy: — Hoje foi a gota d'agua Livie.
Olivia: — E posso saber onde os dois irão morar?
Percy e Violet se entre-olharam.
— Ah claro, como não pensei.
Percy: — Pode ficar tranquila, não contaremos nada.
Olivia: — Ah mas não vão mesmo. Vocês não vão sair dessa cidade.
Violet: — Não pode nos impedir de sair Liv. Morgana é nossa filha também.
Olivia: — Claro, só me lembrem o motivo dela não estar aqui conosco.
3
Já era 10:00h e Morgana ainda não tinha saído de seu quarto. Jake, seu servo estava preocupado.
Nicolas: — Ontem a noite foi muito bom. — Disse debochando do nervosismo de Jake.
Jake: — Por Deus Nic. Tenha mais respeito pela Rainha.
Nicolas: — Não estou dizendo que a comi. Bem que gostaria, já viu aqueles peitos?
Jake: — Você me enoja.
Nicolas: — E você parece um viado.
Jake saiu sem dar pelota para Nic.
Ele chegou ao quarto da Morgana, deu dois toques na porta e aguardou por uma resposta. Morgana abriu a porta, vestia uma camisola rosa clara que mostrava nitidamente seu sutiã e calcinha, sua voz e sua cara ambas estavam bem sonolentas. O que se parecia é que ela tinha tido uma ótima noite de sono.
— Bom dia Rainha. — Disse Jake entrando no quarto e fechando a porta.— Ele já foi? — Disse enquanto procurava pela figura do homem no quarto.
Morgana: — Infelizmente. Olivia é bem exigente com o horário dos funcionários. — Disse enquanto sentava a beirada da cama.
Jake: — Você tem a certeza absoluta de que ele é confiável?
Morgana: — Ele é. Não se preocupe querido. Agora quero lhe dar uma missão.
Jake: — Pois não, senhora.
Morgana: — Pegue meu melhor cavalo. Irei fazer uma visita a um velho amigo mas irei sozinha.
Jake: — Sim, senhora.
4
Alice: — Eu quero sair.
Joseph: — Você não vai sair. Tive ordens.
Alice: — Você é muito chato.
Joseph: — E você está se portando como uma menininha mimada.
Alice: — Eu sou a Princesa. Posso nuito bem lhe demitir. — Disse com um ar de vitória.
Joseph riu.
— Não é assim que as coisas funcionam.
Alice: — Seu nome é Joseph?
Joseph: — Sim. — Disse meio seco
Alice: — O que você faz aqui?
Joseph: — Eu treino para ser o chefe da cavalaria.
Alice: — Interessante, um dia gostaria de andar a cavalo com você.
Joseph: — Se me prometer não ser uma menina mimada. — Disse num tom de brincadeira.
Alice sorriu.
Olivia chegou.
— Obrigada Joseph. Esta dispensado para voltar a suas atividades.
Joseph fez a reverência mas antes de sair piscou um dos olhos para Alice, que deu um sorriso acanhado.
— Então, ele vai sair?
Olivia: — Vai. Será bom assim, não nos damos bem depois de tudo que aconteceu.
Alice: — Detalhes querida Rainha.
Olivia riu e sentou-se junto a Alice na cama e começou a lhe contar tudo que ela queria saber. Desde Dracos, Morgana e até mesmo como conheceu e o que aconteceu depois que ela e Arthur se relacionaram. Alice prestava atenção em cada detalhe.
5
Morgana mudou-se de roupa rapidamente, foi até o celeiro onde ficavam seus cavalos e pegou Pompidou, seu melhor cavalo e o cavalo que havia recebido como presente de noivado de Arthur. Sim, ela estava indo o visitar. Ele não morava muito longe, sua casa era um pouco isolada do centro da cidade. Todos estranhavam a Rainha indo sozinha para aquela direção. Depois de algumas cavalgadas, ela chegou em seu destino. Desceu do cavalo e deu algumas batidas na porta.
Morgana: — Olá querido.
Arthur: — Quanto tempo, Rainha.
Morgana: — Cadê seus modos?
Arthur deu passagem para Morgana entrar.
— Não é o luxo que você está acostumada a ver.
Morgana riu enquanto analisava cada detalhe de sua casa.
— Não está tão mal.
Quando se aproximou da lareira, em cima dela havia alguns retratos. Um deles estava ele, Olivia e ela sorrindo em um abraço coletivo.
— O destino já me dizia que seria corna.
Arthur: — Eu já gostava da sua irmã nessa época. — Disse num tom de provocação.
Morgana se aproximou de Arthur e o impressou na parede, fazendo seus respirações ficarem bem perto. Ela pegou seu cabelo e o mostrou para o lado, deixando a marca de um chupão a mostra.
— Esta vendo isso aqui? — Disse apontando — Eu não preciso de você. Um homem bem melhor do que você fez isso.
Ele se afastou
— Que ótimo. Bom que seguiu em frente.
Morgana o segurou pelo braço.
— Quem é a menina que está no castelo de Olivia?
Arthur: — Como vou saber? Eu não falo com ela há anos.
— Você está mentido. Você sabe de algo.
Arthur: — Me solte.
Morgana afrouxou sua mão.
— Ficar do lado dela não vai te ajudar nessa guerra, Arthur. Eu vou descobrir com ou sem você. — Disse saindo.
Arthur rapidamente trancou a porta e foi até o telefone, digitou alguns números até que um homem o atendeu.
— Morgana está descobrindo.
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