Notas iniciais
Boa leitura!

Minha manhã foi preguiçosa, nem um caso de urgência, nem uma tarada e nada do sorriso doce da enfermeira Land.

Tive apenas dois pacientes e só peguei na caneta uma vez para escrever uma receita para colírio.

Aumentei a música clássica, abri uma garrafa de água, enchi um copo de plástico com a água e pinguei algumas gotas do remédio de dor que havia comprado no caminha para o hospital. Esta manhã acordei com uma enorme dor de cabeça e meu braço cheio de marcas roxas. O que era estranho porque não havia feito nada ontem, lembro-me até que dormi cedo.

Expulsei pensamentos perturbados da minha cabeça e engoli de uma vez aquele remédio amargo de dor.

– Tendo um bom dia?

A voz doce de Catherine invadiu meus ouvidos.

Ela estava sorridente perto a porta da minha sala. Foi um alívio vê-la.

– Não se anime muito, só vim ver como você e Martha estão. Começou ela – Estou de folga, lembra-se.

– Folga... sei, como esta Tyler?

Perguntei

– Está ótimo.

Respondeu com um sorriso mais bonito ainda.

– Que bom.

Sorri de volta.

– Ok... já vi que está ótimo, lindo como em todos as manhã, repetindo as mesmas músicas de sempre, sobrevivendo de uma garrafa de água, cookies de chocolate branco e remédios de dor de cabeça. Está perfeito.

Disse Catherine divertida.

Me despedi dela sem tirar meu sorriso do rosto. Foi bom saber que ela saiu de longe ou sei la onde fica a casa de Martha para me ver.... quer dizer ver eu é Martha. Que nada ela veio para me ver.

Me senti tão bem por um minuto, me senti mais bonito, interessante, inteligente e muitas outras coisas. Mas como minha alegria é muito passageira, foi só por um minuto. Porque após este minuto, minha sala foi invadida pelo doutor Cartney. Ofegante e nervoso.

– Precisamos da sua ajuda... uma garotinha deu entrada no hospital, caso gravíssimo a mãe dela está desolada.

Esqueci de disser que entre todos os grandes médicos do hospital Sta. Monica, eu era o único infeliz que tinha que dar notícias de mortes. Cartney diz que porque sou muito carinhoso e como já perdi muita gente sei como é.

– Ela está morta?

Preguntei

Cartney balançou a cabeça em sim

– Tentamos de tudo, mas... escute Pou vai ter que ser bem mais carinhoso desta vez. Ela está muito triste.

Segui para a sala de espera com Cartney em meus calcanhares. A senhora Pillsbury estava sentada na cadeira, cabeça baixa, cabelos bagunçados eu escutava seu choro baixo.

– Senhora Pillsbury.

Chamei-a

Ela levantou a cabeça apreensiva, rosto vermelho a imagem completa da tristeza.

– Como esta minha filha?

Perguntou ela.

Um pequeno silencio se fez, eu olhei aqueles olhos castanhos cansados e vermelhos e desejei não ter de dizer que ela estava morta.

A mulher tirou do silencio sua resposta e seu choro agoniante começou mais intenso.

– Sinto muito.

Disse me aproximando dela.

No caminho Cartney me pois a par do caso da pequena Clare. Uma crueldade foi o que fizeram com ela, muitos cortes espalhados por seu corpo. Perdera muito sangue.

– Não!

Gritou ela

– Acalme-se.

Pedi tocando seu ombro.

– Minha filha, a minha menininha, porque fizeram isso com ela? Porque ele me tirou ela?

Perguntou mais para ela do que para mim.

Enquanto tentava acalmar a senhora Pillsbury, olhei rápido em volta. A sala de espera estava quase vazia, tirando uma moça e um homem. Ambos olhavam pra mim, a moça inquieta como se a qualquer o hora fosse levantar e correr para me ajudar a acalmar a mulher. Me olhava como se eu estive-se fazendo tudo errado.

Voltei meus olhos a Pillsbury, que continuava inconsolável não importa o que eu fizesse.

–Sua filha vai ficar bem.

Disse uma voz feminina.

Me virei, era a moça inquieta. Bem próximo aos meus calcanhares e olhava Pillsbury com intensidade.

–Como sabe?

Perguntou Pillsbury a moça com um pingo de esperança na voz.

–Ela me disse.

Esses palavras pesaram, a mulher olhou a moça com olhos de fúria e incredulidade.

–Como pode brincar deste jeito com a memória de minha filha?

Choramingou Pillsbury.

– Não quer acreditar, ótimo não acredite.

Disse a moça com pouco caso.

– Senhorita, vou ter que pedir para se retirar.

Onde já se viu disser uma coisa dessas para alguém em um momento assim.

– Não precisa bonitão, já estamos indo.

Disse ela virando de costas para mim balançando seu cabelo castanho claro.

– Vamos Beni.

Ordenou ela ao homem que continuava sentado.

Ele se levantou, e juntos rumaram para longe da sala de espera.

"Ela me disse” ressoou em minha mente, não do tipo que acredita em fantasmas muito menos em anjos, demônios, céu ou inferno. Para mim morreu, morreu e seu corpo só apodrece e mais nada. Mais algo dentro de mim diz que a verei de novo.

Dr. Cartney adentrou a sala de espera, com a intimação para comparecer a sala onde guardávamos os corpos. Segui ele deixando para traz Pillsbury inconsolável. Quando chegamos o Dr. Bílius e a Dr. Twyla estavam analisando o corpo de Clare. Uma menininha vestida com um casaco amarelo ensanguentado cabelos curtos e lisos com laços de cetim de todas as cores.

Meu coração parou, minha barriga gelou e minha mente deu pane.

– E a garotinha do cemitério...

sussurrei.

Notas finais
Obrigada por ler, comente se gostou, se não comenta também para eu sempre melhorar mais... e volte sempre
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.