Spirit Bound
25 Quase morto
Notas iniciais
É, eu sei. E só pra variar, esse capítulo tá pequenininho. Mas não se acanham, leiam a explicação lá no final.
Enjoy :D
Pov Narrador
Seattle era estranha. Elizabeth olhava para as pessoas e não conseguia se identificar com nenhuma, olhava para o céu e tudo que conseguia ver eram as nuvens cinzas que pareciam não permitir que o Sol aparecesse, havia também a chuva, que caia em garoas finas e moderadas, mas que duravam o dia inteiro.
O clima era frio, não muito, mas o suficiente para fazê-la se agasalhar quando saísse. Já havia se passado uma semana desde que Elizabeth chegara e até agora tudo que ela fez foi comprar algumas peças de roupas e aprender algumas poucas frases em inglês. O idioma tão falado no mundo inteiro era mais difícil do que ela imaginava, na verdade, ela sentia que uma parte dentro dela não era tão fã do inglês assim.
Descobriu que gostava de ler, numa de suas andanças encontrou uma biblioteca a algumas poucas quadras do hotel, conseguiu encontrar alguns livros em alemão e passou um tempo lendo, percebendo que tinha conhecimento na área de exatas e humanas, o que foi muito para ela.
Percebeu também que tinha péssimos sonhos, era o único motivo que explicava suas marcas roxas e arranhões quando acordava, no começo foi assustador, mas depois Elizabeth tomou a decisão de que tinha outras coisas para se preocupar. Por exemplo, quem estava bancando a viagem dela? Por que Seattle? Qual o motivo de sua amnésia?
Na segunda semana ela comprou um livro de guia para traduzir frases do alemão para inglês, típicas frases que turistas usariam durante suas viagens. Mas ela era uma turista? Não estava aproveitando exatamente a cidade. Percebeu que sua vontade de buscar algo sobre ela era defeituosa. Aonde estavam as possibilidades? Não adiantaria ir buscar em site de buscas seu nome e sua cidade de nascença. Ela já tentou isso e se assustou com a quantidade de Elizabeths que residiam lá. Tentou algo relacionado com sua data de nascimento. Nada de muito importante. Um festival de jazz e blues, e o lançamento de um livro sobre folclore popular de um autor chamado Charlie Swan.
Percorrendo seus olhos sobre a página, ela notou a sutil semelhança daquela palavra, Swan...levou o cursor até uma nova guia e abriu um tradutor online. Bingo, Swan e Cisne batiam. Mas ela era alemã, por que carregava consigo um sobrenome português? E pensando bem, e daí que houvesse semelhança nos sobrenomes? Poderia significar algo, mas também poderia ser apenas mais um outro muro de tijolos.
Suspirando, a mulher buscou informações sobre o hotel em que ela estava hospedada, verificando em um site que estava na lista dos melhores dos Estados Unidos. Dos Estados Unidos!
- Com licença. – uma garota disse para ela, fazendo com que Elizabeth pulasse de susto em sua cadeira. A palavra em inglês fora rapidamente traduzida por ela.
- Sim?
- Chegou isso aqui pra você. – a garota respondeu entregando-lhe uma caixa. Elizabeth poupou o trabalho de tentar traduzir o que ela disse, percebendo sua intenção, apenas deu um rápido agradecimento e viu enquanto a garota voltava para o caixa.
Olhando para a caixa em suas mãos sentiu seus batimentos aumentarem. Não havia mais ninguém ali, pelo menos, ninguém suspeito. Essa caixa fora entregue agora, para ela. Por alguém que com certeza a conhecia. Pensou na possibilidade de sair correndo até a calçada para saber se encontrava a pessoa, mas lhe pareceu inútil. Contendo um suspiro, ela encerrou a sessão no computador. Pagou o horário com a garota e voltou para o hotel com a caixa em mãos.
Ela não era muito grande, tinha cor de papelão e não possuía nenhuma identificação. Ao chegar no quarto, pôs a caixa em cima da cama e ficou encarando-a. Deveria abrir? Poderia ser algo errado, uma bomba talvez. Mas por quê? Por que o trabalho de por uma bomba em uma caixa se existiam formas mais fáceis de mata-la? Por que estava pensando nisso afinal?
Sem pensar novamente, ela avançou na caixa e a abriu. Tratava-se de documentos. Revirando tudo aquilo, espalhou-os pela cama para que pudesse ter uma visão melhor. Matérias em jornais, pedaços de cadernos escritos à mão, documentos impressos com fotos de pessoas. Havia uma foto também, uma foto antiga, de uma menina. A menina não deveria ter mais que 4 anos, possuía grandes e intensos olhos castanhos, e seu cabelo parecia acompanhar o tom, a foto estava um pouco amarelada, mas ela pode perceber o que aquilo era. Era ela, quando era criança. Procurou o resto das fotos, mas tudo que via era um grupo de pessoas explorando uma caverna, com legenda em alemão na imagem.
“Antropólogos encontram vestígios de civilizações que datam há mais de três mil anos. Renée Swan, também jornalista e chefe da expedição, afirma que há particularidades no que foi encontrado. Eram pinturas em paredes, porém diferentes das rupestres a que estamos habituados. De acordo com a exploradora, tratava-se de uma civilização com grande nível de tecnologia e precisão. Os desenhos possuíam traços artísticos e bem formados, em alguns momentos, podia-se ver a adoração ao que parecia ser duas entidades e logo alguns rituais. Mais pesquisas serão feitas até a próxima semana.”
Renée Swan, outra similaridade? Elizabeth estava começando a desacreditar nas coincidências, tratou de pegar outras matérias e viu uma foto do que seria Renée Swan, acompanhada do escritor e professor de literatura fantástica, Charlie Swan. Eram casados então...e na foto, ela estava com um barrigão de gravidez.
“A jornalista e antropóloga Renée Swan prestigia o evento do lançamento do livro de seu marido. Com quase nove meses de gestação, ela afirma já ter escolhido o nome da criança.
- Não sabemos se é menina ou menino. Não acho que iríamos querer descobrir até ser a hora. Mas eu e Charlie já fizemos nossas escolhas. Se for um menino, irá se chamar Klaus, se for menina será Isabella. – comentou.”
Elizabeth pegou o livro guia e resmungou consigo mesma por não ter um computador por perto. Uma desconfiança tornava-se presente de que tinha alguma relação com o casal Swan. Talvez devesse procurar pelo filho ou filha, verificou a data no jornal e constatou que hoje ele/ela estaria com cerca de 20 anos. O casal Swan por ser famoso na Alemanha e também em Viena, com certeza ainda haveria certa continuidade. Tratou de pegar os outros artigos e continuar a ler. O mais curioso foi Renée Swan ter encerrado as atividades na caverna em que encontrou os vestígios de civilização de uma forma brusca. Quando questionada, ela tratou de comentar sobre a falta de mais informação ou tempo para aquilo, alegando que tinha outras pesquisas em locais mais importantes. Ao ler outro artigo, percebeu que convenientemente, a caverna com os vestígios sofrera um desabamento dias depois.
Tomando uma profunda respiração, e sentindo que alguma coisa despertava dentro dela, Elizabeth decidiu juntar todas as informações. Pegou uma caneta e começou a grifar os parágrafos importantes e circular as palavras que se destacavam. Casal Swan, Renée era formada em jornalismo e antropologia, Charlie era professor na universidade de Berna na matéria de literatura fantástica e escrevia livros sobre isso.
Algo não batia, havia notas de várias aparições deles em Suíça, Áustria e Alemanha. Durante cerca de três anos, eles percorreram esses três países entre pesquisas antropológicas e lançamentos de livros. Logo que Renée estava aproximando-se do final de sua gravidez, as noticias iam se esvaindo. Aonde eles estavam?
POV EDWARD (N/A: pra quem sentiu falta o/)
- Você parece melhor. – Alice respondeu, após Carlisle ter me perguntado pela quarta vez como eu estava me sentindo.
-Eu vou ficar. – falei enquanto dava de ombros.
- Edward, eu preciso repetir sobre a alimentação?
- Quatro litros e meio de sangue por dia. Fresco.
- Exato, já deixei o pessoal da cozinha de sobreaviso. Nem sonhe em me desrespeitar. Agora eu tenho que ir, preciso fazer...algo.
- Você vai visitar Esme. – eu afirmei. Os pensamentos do meu tio não eram os mais ocultos do mundo.
Alice virou para Carlisle e eu pude perceber a mágoa em seu olhar. Esme estava presa, presa desde que eu consegui voltar a raciocinar. Ela havia me traído, traído a todos nós e não hesitou em entregar o paradeiro de Bella para Jacob.
Bella...pensar nela me fazia desejar que aquela estaca ainda estivesse enfiada em mim. Doeria menos. Três malditos meses haviam se passado, e ela estava desaparecida. Não importava qual fosse meus esforços. Não tinha Bella, Isabella, Swan, Isa ou qualquer coisa parecida por aí. A minha Sgiah tinha desaparecido e eu amaldiçoei Jacob por ter quebrado nosso laço.
- Edward...
- Está tudo bem Carlisle, ela é sua esposa. E você a ama.
Ele me estudou por mais um tempo, e por fim decidiu ir.
- Alice, fique de olho nele por mim. Se ele ousar sair desse quarto, me chame que eu vou dar a Edward uma surra que eu nunca dei.
Esse pensamento me fez rir, o que causou uma dor em meu peito. Nada de esforço, ele havia dito. E eu estava tentando seguir isso, mas era difícil. Debilitado do jeito que eu estava, até mesmo um toco de gente como Alice seria capaz de me machucar. Esse era um dos motivos de minha reclusão. Eu passava o tempo todo trancado meu quarto. Apenas Alice e Carlisle entravam, o sangue vinha através da porta de comunicação do quarto. O outro motivo era ela...eu não poderia pensar em lugar que mais tinha sua essência do que nesse quarto, os meses estavam se passando e cada dia sua presença ia ficando mais distante. Mas eu precisava senti-la.
- Emmet ligou. – Alice disse após algum tempo de silencio, ela veio sentar do meu lado e pegou minha mão. Mesmo se eu não quisesse ser tocado, eu não teria forças para retirar. Eu estava fraco demais.
- Ele está bem?
- Ainda inconformado.
Eu assenti. As coisas com Emmet também não estavam boas. Desde aquela fatídica noite, em que ele descobriu de que lado Leah estava, Emmet tomou o gosto pelo sangue de lobisomem. Seu ódio tornou-se algo além do normal, e o vampiro que antes fazia de tudo para dar-me conselhos pacíficos sobre a guerra, agora procurava todos os lobisomens de que se tinha noticia, e quando os achava, não havia mais escapatória. Leah não estava morta. Ela estava escondida junto com Jacob, Sam, Emilly, Pérola e alguns outros membros do bando. Eles estavam bem escondidos agora, reduzidos em menor números, sabiam que se fossem vistos suas chances de sobrevivência era zero.
Por causa dele, minha Bella não estava mais aqui. E as ordens para capturar e matar Jacob Black nunca estavam mais explícitas do que agora.
Três fodidos meses...e não se tinha noticia dela. Em vão, eu tentei arrancar algo de Alice, mas minha prima estava tão perdida quanto eu. Bella não aparecia mais em seus sonhos ou visões, era como se ela...
Como se ela nunca tivesse existido.
Mas o pensamento atordoava. E em contrapartida, minha mente lançava todas as lembranças que eu tinha dela. Desde os melhores momentos, até aqueles ruins. Em que eu sentia que nosso relacionamento acabaria nos levando a morte. Eu estava errado. Isso era pior que a morte.
Eu estava vivo. Mas era incapaz de sair de meu próprio quarto. A dor de sua perda pulsava constante em mim, um lembrete de tudo que eu havia tido e que agora não possuía mais. Isabella...o nome fazia meu peito queimar. Mas se queimar fosse a única forma de mantê-la viva em minhas lembranças, então eu aceitava o inferno de braços abertos.
Notas finais
Só vou demorar mesmo, se não tiverem comentários.
Quanto a essa demora. Existem centenas de fatores, deixe-me enumerá-los:
1. Problemas de saúde, eu estou passando por um problema na minha coluna e frequentando vários especialistas, é um tipo de dorzona que não me deixa fazer nada em algumas vezes, ficar sentada escrevendo? Tarefa impossível!
2. Escola, como vocês bem devem saber. Exatas e eu somos inimigas juradas. Tipo Edward e Jacob. Nesse caso, estou com notas periclitantes e preciso melhorar, tipo assim, COM URGÊNCIA. To lendo um monte de livros de Matemática e Física, gravando fórmulas e no final do mês, minha nota desgraçada não consegue subir.
3. Inspiração, quem é autora sabe do que eu to falando. Não é todo dia que a gente está com aquela disposição para escrever. No meu caso, toda vez que dava, eu escrevia alguma coisinha no Word. Se passava muito tempo, eu tinha que ler a fic todinha para poder me achar na história, porque história com furos não rola né pessoal? Além disso, eu sou meio bipolar, o que faz com que minhas duas personalidades entram em conflito entre si. E tem também o fato de que as vezes eu tenho inspiração até demais, o problema é que não é pra SB. Nesse exato momento, eu estou postando "ativamente" em mais duas. E tenho três em hiatus. Sem contar em um monte de projetos no meu notebook.
4. Responsabilidade, isso de certa forma é uma continuação do tópico acima, eu tenho esse sério problema de querer sair postando tudo que eu escrevo. Porém, eu não posso fazer isso e constantemente tenho que me policiar.
5. Desanimação, eu acho que posso contar isso pra vocês, então, eu passei por alguns problemas de cunho emocional. Que me afetaram e muito no decorrer desse ano, várias vezes eu pensei em recorrer a alternativas das quais não me orgulho. Mas hoje estou aqui firme e forte e agradeço a papai do céu por isso e ao incentivo de vocês. Porque sim!, mesmo após tanto tempo sem post, ainda vinha gente vir comentar aqui e no Fanfiction.net, e isso me animava PRA CARAMBA.
Então, é isso. Vou encerrar por aqui. Se vocês ainda acham que essa fic merece um final, eu gostaria muitíssimo de saber sua opinião aqui nos comentários, para que eu possa terminá-la o mais rápido possível.
É triste ter final? É. Mas quando um trabalho se estende demais, ele fica cansativo e tanto autora quanto leitora sofrem com isso.
Vou fazer o possível para terminar Spirit Bound até o dia 31 de Dezembro. Eu conto com a colaboração de vocês e espero que me entendam. Beijões!
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