Spirit Bound
29 A Última Escolha
Notas iniciais
PovIsabella
Ele estava parado, bem na minha frente, seus olhos castanhos me olhando de volta. Seu cabelo era escuro e grosso e caia na altura da nuca, e sua expressão era indecifrável
Meu irmão.
Klaus era meu irmão, o cara que tinha raízes de lobisomem e servia como guarda-costas de uma das garotas mais ricas da sociedade vampírica era meu irmão. Até três dias atrás, eu vivia uma confusão sem tamanho em um país estrangeiro cujos habitantes eram uns arrogantes prepotentes que se achavam melhor que você. Eu definitivamente odiava os Estados Unidos.
O silêncio era sepulcral e até fazia meio sentido, já que nosso local de encontro era no meio de um cemitério. Rosalie e August esperavam em um canto, apenas sussurrando frequentemente entre si, mas não deixando de reparar em nós. Eu tinha quase certeza que eles estavam juntos. Antes que eu pudesse reclamar da diferença de idade, me lembrei que Rosalie não era exatamente mortal.
- Então você é Isabella Swan, a sgiah do Rei.
- Ex-sgiah. – corrigi, porque para todos os efeitos nossa ligação realmente estava quebrada.
Ele apenas assentiu, colocando suas duas mãos no bolso da calça jeans escura, quando abaixou a cabeça, seu cabelo cobriu-lhe a face.
- E você é o Hafiz de Stella Burke.
- Ainda. – ele admitiu. – Parece-me que ela irá casar em breve, então seu marido irá providenciar sua segurança e ele não se sente confortável perto de um lobisomem, eu não o culpo.
- Com quem ela irá casar? – Não pude evitar perguntar, eu já sabia que uma garota da posição de Stella se casaria apenas com um homem muito nobre, eu só não esperava que fosse nobre o suficiente como o...Rei.
- Emmett Cullen.
A resposta me fez suspirar em descrença. Não pude evitar olhar para trás e ver que Rosalie permanecia quieta ao lado de August, eu não era estúpida, sabia que ela amava Emmett, mesmo que ele fosse...complicado. Nunca me passou pela cabeça que, eventualmente, ele se casaria com outra. Até então, seus relacionamentos eram temporários e totalmente a nível carnal. Casar com Stella seria apenas algo para manter a tradição de nobreza. Emmett era primo do rei, e Stella era filha de um dos homens mais influentes no Conselho de Anciãos. Fazia total sentido essa união, mesmo que fosse estranho.
- Como sempre, as tradições vêm antes que qualquer outra coisa. – murmurei.
- Stella não está animada com o casamento.
- Tenho certeza que Emmett também não. Mas isso foi escolha deles, e, sinceramente, depois de tudo que ocorreu, não consigo mais ficar preocupada. Emmett já é bem grandinho, afinal.
- O que você imaginava para ele?
- Rosalie. – respondi de forma curta. Uma conversa sobre parcerias românticas/arranjadas não era bem o que eu imaginava para a primeira vez que visse meu irmão biológico. Porém, as coisas nunca saiam da forma que eu imaginava.
Ele franziu o cenho, olhando rapidamente para a loira e de volta para mim.
- Ela me parece estar bem com August.
- Sim, ela está. – admiti.
Cansada de ficar parada, comecei a andar entre as lapides e ele me acompanhou, caminhamos lado a lado por alguns minutos apenas aproveitando o silêncio.
- O que nós devemos fazer? – tarde demais percebi que havia dito em voz alta.
- Em relação ao que?
A tudo. Respondi mentalmente, em relação a minha vida, aos meus amigos, ao reino, a guerra, à Edward...
- O que faremos, agora que já sabemos a verdade?
- Não sei, parece mais fácil para você, apenas casar com o Rei e assumir o trono dos vampiros. Já eu...
- Você tem que destronar Jacob. E eu não tenho certeza quanto ao casamento com Edward.
- E por que não?
- Não é óbvio? – questionei, parando e olhando intensamente para ele. A ideia de que Klaus era meu irmão ainda não havia sentado direito. – Eu não posso simplesmente aparecer lá e dizer que vamos casar, essa não é uma decisão só minha. E se ele não quiser? E se ele já tiver seus próprios planos? E o que eu quero? Eu realmente vou casar com um homem apenas por que isso está destinado? Cadê minhas escolhas?
- Você não quer casar com Edward?
Eu suspirei, fechando meus olhos momentaneamente. Eu não sabia o que queria. Eu me casaria por dever? Me casaria por amor? Eu o amava?
- Estou grávida. – Essa era a primeira vez que admitia em voz alta, até então, a ideia de ter uma vida crescendo dentro de mim era simplesmente utópica. Apenas me pareceu certo dividir isso com Kl...meu irmão.
Seus olhos se arregalaram e ele parou de andar, me encarando.
- E é dele, não é? – apenas assenti. – Oh, eu tenho certeza que não haverá escolhas então. Uma vez que ele descobrir sobre sua gravidez, vocês já estarão casando no dia seguinte, talvez até antes.
- Oh, muito obrigada pela força. Realmente, tirou um grande peso das minhas costas! – Meu sarcasmo o fez rir. – Qual a graça?
- Você. Eu. Nós. Eu pensei que...a ideia de sermos irmãos era tão estranha quando Rosalie me contou, de repente eu não era mais filho de um lobisomem abusivo e nem de uma prostituta. Eu tinha pai, mão e uma irmã que se aproximavam de uma certa decência. Você e eu, somos mais parecidos do que imagina.
- Somos gêmeos, isso soa meio óbvio.
- Sim, mas gêmeos bi vitelinos podem não ser tão iguais assim, o que eu quero dizer é que, no final das contas, nossas personalidades não estão tão distantes assim.
- Você está nos comparando com aquele livro do Alexandre Dumas?
- Está mais para A Princesa e o Mendigo. – respondeu e eu sorri.
- É, pode ser. Mas eu simplesmente não quero acatar as ordens que dois seres divinos decretam, como se...como se eu fosse uma simples peça de peão.
- Você não é uma simples peça de peão, você é a Rainha.
- E isso significa que quando chega o final, eu fico com o golpe fatal.
Klaus olhou para mim, meus olhos espelhando os seus. Realmente, talvez fossemos parecidos o suficiente.
- Eu não estou preparado para ser um Rei. Não quero assumir essa responsabilidade mas...eu farei isso se você fizer sua parte. E eu sei que você fará.
- Como pode ter tanta certeza? – sussurrei.
Klaus pegou uma de minhas mãos e deu um leve aperto, proferindo a seguir as palavras que eu tanto relutava em pensar, aquelas que bateriam em meu coração e ecoariam por todo meu corpo, chegando até minha alma.
- Porque você o ama.
[....]
- Qual a próxima parada? – August perguntou assim que saímos do posto de gasolina. Eu olhei para Rosalie e vi aquela expressão de sempre: angustia, receio, dor...
- Eu serei rainha, certo?
- Se você colaborar, sim. – Rose respondeu, olhando para mim pelo espelho retrovisor, sua testa formando um vinco. – Por quê?
- Porque Isabella Swan irá fazer sua primeira aparição publica, e se existe algum pingo de poder em mim, eu vou exercê-lo. Vamos para o Templo das Escolhidas.
- Você está falando sério?
- Absolutamente. Eu tenho 22 anos, quase 23 na verdade. Está na hora de deixar minha adolescência de lado e me portar como uma mulher, principalmente se...se meu destino é reinar.
- Não é tão ruim assim, querida. – August comentou, notando a amargura em minha voz.
- Você não pode dizer, você abandonou Edward, lembra? Eu presumo que ele tenha enfrentado a pior parte da Coroa sozinho.
Rosalie deu partida no carro e pegou a interestadual que levava até a zona oeste, basicamente onde, no meio das montanhas, o templo se escondia. Lembrar de minha infância e começo de adolescência que passei lá era inevitável, principalmente quando naquela época, eu era completamente diferente da Bella de agora. Era como se eu olhasse para trás e não fosse eu, uma garota completamente vivia ali, por um segundo me questionei se aquilo era amadurecer. Eu esperava que sim, a simples ideia de estar indo contra tudo o que eu acreditava era nauseante. Todavia, o que eu acreditava era real?
Três horas depois, estávamos parados em frente à ponte que levava até o portão. Aquele rio era a única barreira entre o mundo espiritual que aquelas meninas levavam e o mundo de fora, mundano e repleto de corrupção. De repente, eu não tinha mais certeza se iria conseguir fazer o que tinha em mente.
- Esse é o momento em que você nos diz o que tem em mente?
- Eu sei que, mesmo não sendo minha prima realmente e estando seguindo ordem de seus superiores, você achou estar agindo com a melhor das intenções e realmente gostava de mim.
- Eu não gostava, eu te amo, Bella. Eu nunca menti quando disse que te considero uma irmã. – suas palavras fizeram meu coração, até então gelado, começar a derreter. Eu fechei meus olhos para impedir que as lágrimas bobas caíssem.
- Então, eu vim aqui para te devolver algo. Se eu realmente posso exercer algum poder, a hora é agora.
- Escute, menina, não é que você não exerça nenhum poder, mas eu apenas acho que seria muito mais simples com o título de rainha e...
- August, por mais que, eu tenha tomado a decisão de levar isso adiante, ainda tenho que sentir que tenho o controle sobre algo sem realmente pertencer àquele mundo, você entende? Aqui é o momento em que posso tentar fazer algo sem esse título. Eu sei que, invariavelmente ele vai casar comigo, mais por causa do bebê do que por causa de mim e...
- Você está realmente querendo apanhar. – Rosalie grunhiu. – Qual é a parte do “amor” que você...
- Rosalie, shiu, elas estão vindo. – sussurrei, vendo que duas Escolhidas chegavam até o portão e pararam na metade da ponte.
- Ora, se não é...
- Isabella e esses são August e Rosalie. – apresentei-os, tentando ganhar algum tempo.
- Nós sabemos quem vocês são. – A loira respondeu, olhando com insegurança para Rosalie, agora eu sabia o porquê. Minha amiga não era uma meretriz, ela foi uma Escolhida, há muitos anos atrás e a posição em que se encontrava agora, era de causar inveja.
- Se sabem, então eu gostaria de apressar as coisas. É bem simples, na verdade. Nós queremos o garoto.
Eu sorri ao perceber o olhar assustado e surpreso de todos. Rosalie me olhava de boca aberta e as duas Escolhidas estavam estáticas, só para variar, tio August deu um de seus sorrisos irônicos.
- Mas...
- Josh é filho de Rosalie e se Emmett Cullen quisesse tanto esse garoto ele já teria dado um jeito de tirá-lo daqui, o que eu percebi é bem simples: Ele não planejava o garoto, ele sabia muito bem que Edward ficaria dividido entre dá-lo a Rosalie e seu primo, então ele tomou a decisão que melhor lhe coube, entregou aos seus cuidados. Emmett queria apenas manter o garoto longe da mãe, sabendo que isso lhe causaria dor. – discursei, lembrando de toda a história que Rosalie e August me contaram assim que perguntei sobre Josh, no começo eu fiquei chateada com Edward, mas assim que a ficha caiu, eu não poderia culpa-lo por sua decisão.
- Realmente, raciocínio muito bom, srta. Swan, mas temos ordens do rei e...
- E nós sabemos que vocês recebem ordens dos deuses e apenas decidem se querem ou não obedecer às ordens do monarca. Eu vivi aí, não esqueçam, eu sei tudo sobre a imunidade política das Escolhidas, mesmo se o rei ficasse irritado com o descumprimento dessa ordem, ele não poderia puni-las. Então, sejam as pessoas caridosas que eu sei que vocês são e me entreguem o garoto, deixem-o ser feliz com sua mãe, eu me entendo com Edward Cullen.
- Garota, você realmente tem o espírito da liderança. – August sussurrou para mim e não pude evitar sorrir. Não era bem isso que eu tinha em mente, eu não queria desafiar ninguém e nem obrigar ninguém a fazer algo que não quisesse, contudo, a dor de Rose era quase palpável e eu não podia imaginar o que Josh sentia no meio de tantas mulheres que tinham rancor de sua mãe.
As duas Escolhidas me encararam como se quisesse me matar e eu não duvidava nenhum pouco disso, a simples ideia de fazer algo que beneficiaria Rosalie lhes eram perturbadora, mas elas também pensavam no garoto. O sofrimento de uma criança nunca era bem visto aos olhos das Escolhidas; após alguns momentos de silêncio, a morena entrou e fechou o portão, deixando apenas a loira conosco.
- Ela irá comunicar isto com à Superiora, — a loira nos informou, uma nota de orgulho em sua voz, — e já deixo de aviso que o Rei saberá também, imediatamente.
Sim, eu sabia disso, e estava à espera que Edward viesse ver com seus próprios olhos que eu tinha voltado.
[...]
(música: What If – Coldplay)
A espera de quarenta minutos valeu a pena, assim que o portão se abriu nós podemos ver a figura de um menininho de 3 anos correndo até sua mãe, Rosalie também correu até ele e se agachou, pegando-o em seu colo e enchendo-o de beijos.
Inconscientemente, eu senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto, limpei antes que alguém pudesse ver. Pela primeira vez naqueles dias eu sentia que estava fazendo algo certo, eu podia sentir a calmaria e a paz que isso me trazia. Talvez, apenas talvez, se eu fosse rainha, eu poderia trazer mais alegrias como aquelas para as outras pessoas. Eu poderia...apenas tentar e apenas isso me traria alguma felicidade. Se Edward tivesse percebido que eu não era mais aquela Bella de antes e não ficasse satisfeito com isso, se ele...não me amasse mais, então eu me contentaria em apenas ter o nosso bebê e ajudar os outros da melhor forma possível. Eu poderia viver com isso, eu me esforçaria para isso.
- August.
- Diga.
- Eu quero isso. – admiti. – Eu quero o poder de ajudar as pessoas, eu quero ter o bebê, amá-lo e, eu quero ser feliz.
Em instantes seus braços estavam ao meu redor, me acolhendo e eu o apertei de volta.
- Você terá, Bella. Confie em mim, você terá.
Fomos interrompidos com o barulho de carros, August não me soltou, apenas virou para que pudéssemos ver o que se passava, se não fosse algo ruim, eu não sabia se correr para dentro do Templo ajudaria. Meu coração quase parou quando percebi do que se tratava.
Uma Mercedes preta parou na nossa frente e o motorista foi abrir a porta traseira, revelando uma figura tão conhecida que só vez minhas lágrimas caírem mais intensamente.
Alice saltou correndo, nunca deixando de perder sua pose enquanto vinha até mim, as lágrimas também escorriam pelo seu rosto e eu me soltei de August para que pudesse abraça-la. Nunca pensei que podia sentir tanta falta dela, e mesmo assim meu peito queimava por dentro.
- Oh meus Deuses, você está viva e bem! – ela meio que gritou no meu ouvido, seus braços me esmagando. – Bella, me prometa que você nunca mais sumir. Prometa! – ela pediu mais uma vez, dessa vez me soltando temporariamente para me encarar. Eu não pude deixar de notar a pedra azul que ocupava seu dedo anelar direito. Arqueei a sobrancelha para ela e a baixinha soltou outro gritinho. – Jasper me pediu em casamento, eu aceitei!
Em meio a tantas lágrimas, eu apenas pude rir e abraça-la novamente. Sentindo o tão familiar Furacão Alice.
- Não fuja do assunto. – ela brigou, me soltando mais uma vez. – Prometa! – seu olhar era mandão e eu abri um sorriso enorme.
- Prometo nunca mais ir embora.
- Ótimo, agora vamos.- ela ordenou. – Edward está...em, oh, nem posso descrever, é melhor irmos o mais cedo possível, vocês precisam se ver! Deuses, eu tenho que preparar o casamento para ontem, assim que chegar preciso ligar para o alfaiate, o buffet e...
- Alice!
- Não me interrompa, Isabella Swan. Você não faz ideia da loucura que tem sido desde que você sumiu, agora nós temos que correr contra o tempo para preparar seu casamento. Oh, será lindo! Eu já consigo ver.
Enviei um olhar de súplica para Rosalie e August mas eles apenas sorriam para a cena. Minha amiga, estando abraçada ao seu filho não poderia estar mais feliz e August, era apenas...August. Ele não se metia e seu modo de ajudar era totalmente diferente do que usual. Você nunca sabia o que aconteceria em seguida com tio August no meio.
Nossa única alternativa foi partir em direção ao Palácio. Rosalie, August e Josh no carro em que viemos, e eu na Mercedes junto de Alice, que quase não cabia dentro de si em tanto êxtase, eu sentia falta dessa energia que ela tinha consigo. Alice era única, e eu estava mais que feliz pelo seu noivado com Jasper.
A realização do que eu estava fazendo só me bateu quando chegamos nas dependências do Palácio Real. Eu estava a metros de distancia de Edward, eu veria ele, eu estaria no mesmo lugar que ele, eu...
PovNarrador (Porque eu gosto de cortar o barato e porque só conseguiria escrever esta cena deste modo, peço perdão à aqueles que apreciam o PovBella, mas ela enrola demais :P)
O clima naquela área parecia denso e instável, o silêncio nos corredores era atordoante, como se o local fosse um organismo vivo, esperando por algo que culminaria em tudo, que poderia destruir ou construir a esperança de algo muito maior que mero casal. Ou quase casal.
Enquanto Isabella Swan entrava no recinto, os servos apareciam secretamente para acompanhar o evento, mal acreditando que a “humana” estava viva e bem ali, até então, a história de seu sumiço era uma lenda que concluía em sua morte. O que aconteceria em seguida, mesmo que eles não soubessem, poderia mudar tudo, absolutamente tudo.
A garota, que agora, aos 22 anos e após ter vivido tanto, admitindo a si mesma o status de mulher, correu sua mão pelo corrimão da escadaria principal, sentindo a madeira, sua textura e absorvendo o ambiente a sua volta. Parecia que anos haviam se passado desde que estivera ali pela ultima vez, porém não se passara nem um.
Isabella não negou a si que estava com medo quando esta realização lhe chegou. Ela estava tremendo, seu coração palpitando de forma anormal e sua respiração cada vez mais difícil, ela tinha medo do que aconteceria quando visse ele. Tinha medo de seus sentimentos, do que seu corpo faria, tinha medo até que sua mente fizesse algo.
Degrau por degrau, ela subia as escadas de modo lento, apreciando tudo e recordando-se de tudo que vivera ali, os momentos bons e ruins. Desde o dia em que pusera os pés ali pela primeira vez, quando fora apresentada a todos como a futura sgiah de Edward, apenas com dezesseis anos e acreditando que seu destino seria completamente diferente. Naquela época, ela admitia para si mesma que estava apaixonada, quem não estaria? Edward era o príncipe encantado que chegara no cavalo branco. Ele era lindo, encantador, tinha charme e era educado, como não se apaixonar por ele? Como não permitir que sua “eu” adolescente não nutrisse os mais fortes sentimentos por ele?
Olhando para trás, ela via o quão ingênua fora, acreditando que tudo apenas lhe cairia de mão beijada, sem que um preço não fosse pago. Ela pagou, mesmo que as vezes pensasse ser desnecessário. Todo o sofrimento que teve nos últimos anos e todos os erros lhe levou àquele momento, a hora em que uma única escolha definiria toda a sua vida.
Mal tinha 23 anos de idade, e já amadurecera tanto, e sentiu que amadurecera mais nesse ultimo ano do que em todos os outros 21 e alguns meses juntos. Ela estava diferente agora, sabia que a confiança não podia ser entregue a qualquer um e que seu coração, cansado de se machucar, batia descompassadamente porque sabia que ali, dentro de alguns momentos, estaria cara a cara com sua outra metade. Ela o amava, as dúvidas não lhe restavam mais, mas só o seu amor seria o suficiente? Edward aceitaria essa nova Bella?
Chegou enfim no andar superior e andou por todo o corredor até chegar em frente á porta do quarto principal, parou e encarou a porta, ele estava ali, esperando por ela, e sentia suas mãos suarem e as pernas tremerem. E se ela caísse? Não era mais uma adolescente, mas estava tendo as emoções de uma.
Dando um basta nisso, ela abriu a porta e encarou o que quer que fosse o seu futuro.
Notas finais
Espero comentários de vocês nos dois capítulos.
Beijos da Mah
Fale com o autor