Spin-off: A era sombria dos membros do clã SKZ
8 Cap. 08 — Bang Chan — O seu medo faz com que eu me sinta vivo outra vez.
Notas iniciais
Bang Chan:
Foi transformado junto aos seus sete amigos aos seus 26 anos no ano de 1323, portanto ele completará 727 anos.
Ele é o mais velho do clã SKZ e por isso naturalmente se tornou o líder deles após a transformação.
O início de sua era sombria se deu tempos depois que ele resgatou um artefato mágico para poder resgatar o Hyunjin da posse da Valentinne, ele não teria cedido a ela se a situação fosse outra, mas após ver seu anjo, que era como eles chamavam o Hyunjin, definhando nas mãos daquela maldita vampira, ele mesmo tentando se controlar acabou cedendo.
Mas foi o que aquilo desencadeou que futuramente o fez sucumbir.
[...]
Seus dons:
Telepatia
Controle dos elementos naturais = água, fogo, terra, ar...
Controle de elementos físicos/químicos = metal, ferro, rochas/prata, ouro etc.
Sensibilidade a emoções alheias.
Consegue detectar mentiras.
Introdução
“— Você é incrível Channie! — Ele parece ficar feliz com meu comentário então faço uma nova pergunta a ele — Você também teve uma era sombria como os demais costumam chamar? — Ele não se altera em nada e me responde de forma bem calma.
— Na verdade eu fui um dos primeiros a ter e talvez ainda esteja nisso até hoje. — Olho para ele buscando seu olhar, eu realmente não consigo imaginar ele de uma forma sombria, ele não. — Mas não se assuste por favor, minha era sombria só esteve aflorada quando tive que me unir contra minha vontade a aquele demônio e acredite em mim ela sabe tirar o pior dos outros e comigo não foi diferente.”
Trecho retirado da obra original: Transformação — Mansão SKZ
Cap. 11 – Posso lê-la como a um livro.
[...]
Não posso acreditar que contribui diretamente para o fim da minha doce Alice.
Mesmo tendo que fazer o que fiz para salvar meu Jinnie, meus atos trouxeram essa dor absurda para todos nós e no momento que entreguei a Adaga A’nnith nas mãos da Valentinne eu nos sentenciei a um ciclo de sofrimentos torturantes e que nos trouxe amarguras profundas.
Não, eu não consigo encará-los agora, sei que precisam de mim e talvez eu fique por mais um tempo, mas sei que preciso me afastar, e eu irei.
Me perdoe Alice, eu fui avisado, mas não dei ouvidos e por isso nós a perdemos.
⊰✫⊱⊰✫⊱⊰✫⊱
O seu medo faz com que eu me sinta vivo outra vez.
Bang Chan’s POV:
Lembro-me da exata sensação que tive quando um dos sentinelas do Vaticano me implorou por misericórdia.
Eu o sentia e sabia exatamente o que se passava em sua mente; ele me temia, achava que eu era o próprio lúcifer encarnado e enquanto me pedia para não levar a adaga, ele tentava exorcizar-me com seus murmúrios que ele cria que fossem inaudíveis para mim.
Naquele momento eu nem estava com o ódio que agora existe dentro de mim, e confesso que já me senti vivo o suficiente só em ver aquele olhar desesperado em minha direção.
Depois que a minha Alice se foi, eu fui até a mansão da Valentinne, mas ela não estava lá, ela já esperava que eu fosse atrás de vingar a minha amada e saiu de lá deixando uma carta para mim e quando eu ali concordei com o que aquela vampira imunda me disse.
Eu era sim, o culpado por ela ter morrido da forma que morreu, e eu sei que tem mais alguma coisa aí que poderá nos causar problemas futuros e quando isso ocorrer, será novamente minha culpa.
Sempre será minha culpa…
E foi por isso que me afastei de meu clã.
[...]
Meses após a morte da Alice.
Eu estava decidido, precisava de um tempo longe, então deixei tudo na mansão meio que encaminhado e em uma noite muito mais fria do que as que costumávamos ter deixei meu lar, e minha família para trás, mas não antes de ser pego pelo LeeKnow, ele sempre foi tão esperto e observador...
É claro que ele me pegaria.
— Aonde você está indo, Channie?
O encaro e cerro meus punhos e lábios, o que direi ao meu braço direito? Que estou com a necessidade de sair por aí matando inocentes? Pois era exatamente isso que eu queria para ter novamente a sensação de estar vivo e respirando...
Respirar... nem lembramos mais como é isso, e olha que nem faz tanto tempo assim que nos tornamos o que somos hoje, treinamos para nos misturar aos humanos e ainda usamos a mecânica de levar o ar até nossos pulmões, mas não é isso o que nos mantém vivos e fazê-lo em nada muda a nossa condição, por isso não lembramos o que é ter o ar para nos manter vivos.
— Estou indo atrás do que preciso para voltar ao meu normal, Lino, você sabe que estou perdido, e isso só está piorando a cada dia, se eu ficar aqui eu...
Ele veio até mim e me abraçou, mas eu não consegui o corresponder, tudo em mim era vazio, tristeza e ódio.
— Vá meu amigo, vá e faça por você o que sempre faz por todos nós, se reencontre com a sua essência. — O LeeKnow parecia querer chorar por me ver tão deplorável — Vá, mas me prometa que voltará assim que deixar ir toda a amargura de sua alma transtornada.
Deixo um selar no topo da cabeça do LeeKnow e o encaro.
— Vou voltar, e obrigado desde já meu caro amigo, pois sei que cuidará de tudo com excelência.
Não falamos mais nada, eu apenas virei minhas costas e fui embora dali, do meu lar, deixei para trás a minha família.
[...]
Seis meses depois.
O vampiro estava sentado no galho de uma árvore observando as pessoas que passavam por ali.
Ele as ouvia, sabiam o que cada um deles pensava e assim como todos os dias nesses últimos seis meses ele estava apenas escolhendo sua vítima.
Os que mais lhe agradavam eram sempre os que tinham pensamentos ruins e que estavam cometendo algum ato ilícito, mas não se enganem, os puros e inocentes às vezes também lhe faziam brilhar os olhos, até mais do que os impuros e ruins.
Vindo em sua direção estava um grupo de jovens que se vangloriavam por serem burgueses e estarem amparados por seus pais podres de ricos, eles planejavam com riqueza de detalhes fazerem juntos mal as criadas mais bonitas que tinham em suas mansões e aquilo foi o que definiu quem hoje o vampiro levaria a destruição.
Ele desceu graciosamente da árvore onde estava quando o grupo com seis jovens passou por ele, os seguindo até um Saloon que havia inaugurado recentemente naquela região.
O Saloon era uma novidade trazida da cultura americana para a época tão pacata em que viviam e homens cheios de dinheiro iam para ter sua diversão garantida, e assim que eles se acomodaram em um lugar mais reservado o vampiro deu início a ação.
[...]
— Com licença, jovens rapazes, sou novo aqui e estou querendo me envolver com quem realmente vale a pena. — O vampiro sorriu ao ver nas mentes deles que só sua presença já interessou a três dos seis rapazes. — E gostaria de saber se posso nem que seja apenas por essa noite me juntar a vocês.
Apenas um deles se sentiu realmente desconfortável com a presença do vampiro, mas o Bang Chan soube na hora o porquê do incômodo eminente, o jovem se encantou pelos lábios do vampiro e já imaginava como seria os beijar.
— E qual a sua graça, amigo?
— Bang, — Ele estendeu a mão ao jovem que o fez a pergunta. — Christopher Bang.
— Certo, se não se importa, não precisa ser formal conosco, afinal estamos todos no mesmo barco, não é?
O vampiro sorriu e fez um pequeno aceno com sua cabeça concordando com o jovem.
— Sou Peeta, ele é o Fred, o Valter, Jae, Sungjin, e por fim, esse que te olha como se fosse o devorar é o Tae.
O vampiro cumprimentou a todos com o seu sorriso mais encantador.
— Me chamem apenas de Chris e obrigado por me aceitarem em sua mesa.
E a sorte daqueles jovens rapazes estava lançada.
[...]
Eles beberam, deram dinheiro as mulheres que os serviam e dançavam, foram sacanas muitas vezes sendo a escória que sempre costumavam ser e o vampiro ali com eles por os sentir e ler suas mentes sabia bem como eles estavam se sentindo e o que idealizavam.
Em um dado momento da noite o vampiro simplesmente sumiu, ele não se despediu, não avisou aonde iria ou sequer se voltaria a companhia dos rapazes que sentiram a falta dele muito rapidamente e ficaram se questionando aonde será que aquele belíssimo homem estava.
E depois que a noite acabou, eles voltaram rumo as suas casas, andando despreocupadamente pelas ruas e contemplando a noite linda que fazia.
— É Tae, não foi dessa vez que você conquistou um homem belíssimo, e olha que esse Chris, até eu desejei.
— Peeta fale baixo, nós sabemos dos gostos não tradicionais do nosso amigo, mas o resto do mundo não precisa saber seu tolo.
Eles sorriam alegremente alterados pela bebida que lhes subiu.
— Posso garantir a vocês que todos os seis amigos têm gostos não tradicionais e arrisco dizer que alguns são até bem peculiares.
A voz do vampiro já conhecida por eles fez um gelar subir a espinha de cada um deles.
Eles ouviam ao Chris, mas não o viam em lugar algum.
— Chris, é você amigo? — o Valter perguntou olhando em volta.
— Sim, sou eu, e não se engane, não sou seu amigo.
O Valter desapareceu e um frio os tomou, a bela noite deu lugar há um tempo fechado e a neve começou a cair do nada e eles acharam aquilo muito estranho.
— Você fica aqui. — O Chris pendurou o homem capturado em uma lança de uma estátua que havia próximo ali. — Veja o que farei e fique com muito medo, pois é você o pior de todos eles.
A rua se tornou menos iluminada e uma chuva começou a cair, raios tocavam os telhados a volta deles e eles estavam apavorados.
— Me diga Peeta, o que vocês pretendem fazer a Bianca, sua serva?
— Como sabe disso, Christopher?
O tom dele era desesperado, como aquele homem que mal conheceram sabia de seus planos? Teriam eles falado algo em voz alta sem se dar conta?
— Ohhh entendo, sua preocupação é se mais alguém sabe disso, não é?
Ele foi até o citado e o levou até um dos portões ali usando o aço para prender os braços do rapaz e quando os outros viram a cena tentaram correr, mas nada podiam ver, pois uma densa neblina os cegou em questão de segundos.
— Onde pensam que vão hein rapazes? — Ele falava rindo de canto — Não vamos todos nos divertir? Aliás, preciso agradecer pelos elogios que recebi de todos, vocês realmente me veneraram e se eu fosse outro tipo de vampiro iria os transformar e os fazer de meus criados, e os trataria como são, insignificantes...
— Vampiro? Está louco Chris, pare com essa patifaria agora mesmo, isso não tem cabimento algum...
A voz do Sungjin sumiu e os demais paralisaram ainda mais.
— É isso! Esse medo que quero sentir de vocês seus moleques mimados. — O vampiro parecia empolgado aos demais que o temeram ainda mais.
Um grito abafado foi ouvido e logo pedaços do corpo do que falava a pouco foi caindo perto dos outros que se sentiram paralisar ainda mais por entender o que estava acontecendo.
— Esse queria esquartejar a Bianca, e todas as outras criadas de vocês, mas é claro que esse doente não lhes contou seus impulsos psicóticos.
— Pelo amor de deus que merda é essa?
— Fred, estou com medo... — O Jae falou quase chorando.
O Bang Chan chegou próximo aos dois que se abraçavam os fazendo enxergar melhor baixando a névoa apenas onde eles estavam.
— Vocês são praticamente os “testas de ferro” desses boçais que chamam de amigos, então...
Ele devolveu a visão dos demais, apenas o Tae não estava preso, mas este não fez nem menção de correr depois da olhada que recebeu do vampiro.
— Muito bem, Tae, apenas observe.
O vampiro cravou suas presas no pescoço do Fred, que gritava feito um louco, e sem esforço segurava o Jae, pois ele seria o próximo.
Ele bebeu de um que caiu pálido e frio no chão quando foi solto, e depois do outro, até sua última gota como fez ao primeiro.
— Pronto esses dois nem eram de todo mal, mas suas companhias os transformariam em monstros muito em breve, e acreditem, eu nem falo de vocês, eles andavam com pessoas ainda piores acreditem, então digamos que fiz um favor a eles.
— Você é louco! — O Peeta gritava ainda preso e com seus punhos dilacerados pelas tentativas de fuga. — Me solte agora seu...
Ele não falava mais, pois o vampiro fez um raio o atingir o fritando até a morte.
— Esse já estava mutilando a Bianca, pobre moça... — Ele olhou novamente para o Tae que seguia hipnotizado — Agora ela estará livre, não é Tae?
O Valter suspenso e preso via tudo incrédulo, o homem gentil de mais cedo era o pior monstro que ele já havia visto. E isso era o que se passava em sua mente naquele momento.
— Jura Valter? Sou um monstro? Mas você matar seus pais para poder ficar com toda a herança não te faz um monstro, não é? E quanto ao Jihoon? — Os olhos do citado se arregalam e o Tae pela primeira vez tira sua atenção do Chris para olhar para o seu amigo. — Devo contar ao Tae o que você fez a ele para que o Tae não o namorasse?
O Valter tremia mais que qualquer coisa e o Tae foi até onde ele estava pendurado.
— Valter, me diga que isso não é verdade.
— Claro que não é verdade Tae, esse monstro mente, como pode acreditar em um desconhecido?
— Um desconhecido que lê mentes, manipula os elementos, o aço, bebe o sangue dos amigos de vocês, parte o corpo do outro como se nada fosse e... — Ele encostou nos dois de forma tão fluida que eles nem o viram chegar. — Detecta mentiras mesmo sem precisar ler as mentes doentias de vocês?
O Valter começou a se urinar nas calças e a tremer e o medo que ele sentia não era mais apenas do vampiro que se divertia com eles, mas também de seu amigo que, no fundo, ele sabia ser um doente.
— Ele está mentindo! Não acredite nesse louco Tae.
O vampiro enfiou sua mão no peito do Valter e arrancou seu coração que jogou no Tae em seguida como se nada fosse.
— Eu não menti, e ele matou o Jihoon porque ele amava você e tinha ciúmes, mesmo que nunca fosse assumir seus sentimentos por ser esse tremendo covarde que urina nas calças.
O Tae o observou incrédulo, aquele belíssimo vampiro leu suas mentes e matou a todos os seus amigos em uma noite em que eles juravam ser apenas de sexo e planejamento para as coisas horríveis que fariam nos próximos dias.
— Então eu sobrei, e agora? Você vai me matar?
— Ainda não, não sinto seu medo e quero senti-lo.
O vampiro vasculhou a mente do homem em busca de uma fragilidade até que...
— Fogo? Ora, vejam só... — ele foi bem próximo ao outro e sussurrou em seu ouvido — Eu também manipulo o fogo sabia Tae, querido?
E lá estava, toda a sensação que fazia o vampiro se sentir como se estivesse vivo, o pavor do outro dominava os sentidos do Bang Chan que era sensível aos seus sentimentos e podia ver em sua mente o quão apavorado ele ficou.
— Não faça isso! Não fizemos nada a você!
— Não a mim, mas a muito já, e sinceramente não me importo, sou o verdadeiro monstro aqui, por minha culpa todos sofreram e ela se foi, agora apenas faço o que sei fazer de melhor.
O rapaz não entendeu ao que ele se referia, mas estava ficando cada vez mais apavorado.
O vampiro pegou o homem e com a ajuda dos ventos que evocou subiu até o topo de umas das casas.
— Medo do fogo, Tae, tsc, tsc, tsc... tantas coisas e o fogo é o seu real medo?
Ele avistou a casa vizinha a que eles estavam, a janela estava aberta e havia uma lareira acesa, ele a encarou e fez o fogo começar a ir até ele, o manipulando com precisão.
— Por favor, não... eu imploro...
— Não implore, você fez muito pior as mulheres que passou pelo seu caminho apenas por não saber amá-las, você é um lixo Tae, e nesta cidade temos o hábito de queimar o lixo.
A chama controlada pelo vampiro foi lançada no corpo do Tae, que sucumbiu em gritos de dor e agonia até que parou e seu corpo foi carbonizado até virar cinzas.
— Obrigado Tae, por me lembrar de quem eu realmente tenho ódio.
O vampiro saiu dali sem ligar para os rastros deixados para trás, pois sabia que ninguém jamais o pegaria.
[...]
Depois daquela noite o vampiro tomou uma decisão e foi até seu destino que ele jurava ser o destino final de sua penitência.
— Então ele veio me visitar... recebeu o meu recado? Ficou com medo que eu exterminasse o seu clã?
— O que você quer de mim, Valentinne?
— O que quero? Leia minha mente e você saberá.
Ele fez como o ordenado, e leu nitidamente na mente da vampira que tanto odiava “eu quero apenas você, se ficar comigo pouparei seu clã.”.
O vampiro sentiu repulsa, ele tinha um nojo absurdo daquela vampira.
— Eu nunca ficarei com você, você quer meu clã? Então terá que passar por mim primeiro.
A mulher era obcecada por todos do clã SKZ e por mais ódio que ela nutria a cada rejeição que recebia ela nunca os mataria de fato, então ela não foi para cima do vampiro em sua frente, nem iria e ele sabia disso.
— Dê um jeito de esconder seus pensamentos obsessivos de mim, Valentinne, nem em sua mente você é digna de me ter.
Ele virou as costas e sentiu todo o ódio dela.
— Você não vai sair daqui Bang Chan, vou prendê-lo em meu calabouço e matarei qualquer um que vier te resgatar.
Ainda de costas, o vampiro virou sua cabeça para o lado, deixando que a vampira vislumbrasse seu sorriso descarado.
— Vamos lá Valentinne, chame seus criados para me prenderem.
Silêncio, nada acontecia naquele salão, a vampira tentou chamar seus vampiros, mas nenhum deles apareceu ali.
— Estão todos mortos, todos eles, ninguém voltará para casa, pois antes de vir aqui eu me certifiquei de acabar com eles, e os que estavam aqui estão jogados por aí em uma pilha pegando fogo.
— Christopher Bang, o que você fez?
A vampira não conseguia se mexer devido a um químico que inalou sem perceber, estava tudo nos planos do vampiro e tudo saiu como ele arquitetou.
— Vou deixá-la mais uma vez, e agora você estará completamente só e o arsênio que inalou não a matará, mas a deixará aí por um bom tempo e só não a mato agora mesmo, pois por mais que de alguma forma você tenha conseguido esconder de mim o que realmente fez com a minha amada Alice, eu fui alertado, e nós dois sabemos bem que não foi uma simples morte, não é? Você é uma vadia muito esperta Valentinne, mas no final, você morrerá, então agora perca seu tempo construindo um novo clã e se esqueça de nós.
Ele virou a encarando e ela estava assustada pelo tão vulnerável que ficou.
— Me tire esse efeito Christopher, eu estou te avisando.
— Você vai me matar? Acho que não, essa é a maior das mentiras que você conta, fora que o seu medo faz com que eu me sinta vivo novamente e essa sensação é aahhh — O Bang falou em um tom desdenhoso — deliciosamente estimulante e esse é o máximo de prazer que você poderá me dar; o de saber que você me teme.
Depois disso ele se foi e o tempo fora da mansão da Valentinne fechou em uma chuva torrencial, chuva com raios e trovões que o próprio vampiro fez acontecer.
— Acabou, estou voltando para vocês, meu clã amado...
[...]
Momentos depois do que ocorreu na mansão da Valentinne o Bang Chan adentrou a Mansão SKZ.
— Christopher Bang Chan! — O Seungmin correu até ele e lhe lançou na parede do salão com força, o fazendo bater com tudo nela. — Quero te matar, sabia? Você nos abandonou? Como pode nos...
O Bang Chan lia os pensamentos e os reais motivos do vampiro que gritava com ele e então ele o abraçou com carinho.
— Voltei, Minnie, me desculpe por isso, me perdoe por tudo, por favor, eu sei que os deixei, mas...
— Cala a boca Channie — o mais novo se apertou no abraço, ele não queria mais soltar o líder. — Eles ficarão tão felizes quando virem que você voltou...
— Bang Chaaaan! Ah, seu maldito... — o Changbin foi até eles e se enfiou no abraço dos dois. — Caramba, Channie, que difícil foi ficar sem você...
— Fui um péssimo líder pelo que vejo... — O Minho que acabou de chegar ali, ficou mais de longe e apenas trocou olhares com o vampiro que o retornou, era confortante sentir seu líder de volta. — É bom que esteja de volta amigo.
O Hyunjin e o Felix nem falaram nada apenas se abraçaram aos três já abraçados e o Bang Chan lia os pensamentos deles que estavam a mil.
Ele foi xingado, amaldiçoado, mas também muito amado pelos dois.
O Han e o Yang foram os últimos a chegar, e logo se juntaram ao monte de vampiros abraçados.
— Eu te odeio Channie, sério odeio mesmo.
— Ah, é Jeongin? Então por que me abraça com tanta força?
— Cala essa boca seu palerma, só me abrace também, senti muito sua falta.
O Bang Chan mal podia se mover, seis deles já estavam abraçados a ele.
— Hannie?
— Que bom que você voltou líder, nós sentimos muito sua falta, você deixou um vazio enorme, por favor não faça isso nunca, nunca mais está me ouvindo?
Eles sorriam, choravam, e se abraçavam ainda mais, estavam felizes.
— Bom só me resta organizar uma caçada para matarmos a saudade do nosso líder.
— Nos abrace também Lino... — O Bang Chan estendeu sua mão ao vampiro, era assim que ele queria estar pela eternidade, junto aos seus sete amados, afinal, sua amada e aqueles sete vampiros eram quem moviam sua existência.
— Pensei que nunca pediria líder Bang Chan.
Eles voltaram a ficar juntos e aquilo estava perfeito para eles, era assim que tinha que ser, os vampiros, que foram transmutados juntos, deveriam permanecer juntos e as dores que compartilham entre eles apenas os deixaram mais unidos ainda.
E a esperança deles era a de que um dia sua amada voltaria para eles, e quando esse momento chegasse o líder garantiria que ela encontraria aos oito, juntos esperando por ela.
[...]
A era sombria do líder Bang Chan nunca teve fim, e ele sabia que, no fundo, a de nenhum de seus (atualmente) amados, também nunca teve, um vampiro já é dito como um ser das sombras desde os primórdios das histórias vampirescas e o que levava a ele e aos demais membros de seu clã ao fundo do poço era sempre o mesmo motivo, perder tantas vezes a sua amada para aquela que desejava estar em seu lugar, então eles viveram aqueles ciclos cruciantes mais algumas vezes como vocês puderam ver em “Transformação — Mansão SKZ”, mas o líder deles se segurou para não sucumbir mais como foi em sua era sombria, buscou a cada um deles quando foi preciso, em suas próprias eras sombrias, e digamos que por muitos séculos, volta e meia ele ainda usava o medo alheio para se sentir vivo novamente, afinal nem sempre é apenas com o sangue quente que um vampiro se mantém firme e de pé.
E o Bang Chan e seu clã estão de pé até hoje...
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