Spin-off: A era sombria dos membros do clã SKZ

6 Cap. 06 — Seo Changbin — Eu serei a última visão que terá.


Seo Changbin:

Foi transformado junto aos seus sete amigos aos seus 23 anos no ano de 1323, portanto ele completará 724 anos.

Ele se segurou, tentou ao máximo lutar contra sua imensa vontade de destruir o mundo todo, ele queria vê-lo sangrar assim como sua Alice sangrou bem em sua frente, ele queria torturar assim como sua Rebeca havia sido torturada e pelo mais profundo inferno ele queimaria o mundo e todos os seres viventes nele assim como sua Iris foi queimada, presa e sozinha em um quarto, sem ao menos gritar por socorro…

Ele tentou de todas as formas se manter inteiro, ser forte para seus amados, mas essa última visão que teve de sua amada, o fogo consumindo o quarto da Iris na mansão, o silêncio mais estrondoso que ele pôde ouvir quando ela decidiu morrer sem pedir por socorro, tudo aquilo o devastou e então ele finalmente se rendeu a sua dita era sombria e em um belo dia ele simplesmente se foi deixando aos seus amores apenas um bilhete que dizia:

“Por favor, eu lhes peço que não venham atrás de mim, eu prometo que assim que eu sentir que estou melhor volto para vocês.

Eu os amo, e sempre será assim.

Com amor,

Seo Changbin.”

...

Seus dons:

Força física muito além do que se é comum a vampiros.

Pode criar ilusões, realidades alternativas, cenários diversos podendo causar sensações de real interação a eles.

Genialidade aflorada.

...

Introdução

“… — Isso pode ser mais nocivo do que belo, e acredite eu já fiz com que fosse nocivo em demasia.

— Sua “era sombria” né? Todos vocês a tiveram mesmo? — Ele acena que sim com a cabeça. — Mas você acha que a sua foi mais terrível ou algo assim? — Pergunto isso, pois o tom dele ao mencionar os perigos dos seus dons pareceu até o momento o mais agoniado e triste de todos.

— Não sei se a mais, mas com toda certeza estou no pódio. — Ele fica inexpressivo por um momento — Imagine você eu mostrando todo tipo de realidades por aí, fazendo as pessoas acreditarem no que estão vendo, ouvindo e sentindo, eu era um “deus”, eles acreditavam que tinham de tudo, mas, na verdade, era eu que os tinha na palma de minhas mãos no final de tudo, e usar isso muito em uma única pessoa tem efeitos colaterais… como o efeito de drogas pesadas, por assim dizer; eu era a “droga” de muita gente por aí…”

Trecho retirado da obra original: Transformação — Mansão SKZ

Cap. 09 Nosso amor é a maior de todas as forças.

...

Minha Iris nem sequer gritou, ela aguentou calada para não nos causar ainda mais dor, ela sempre era tão forte…

Mas não a ouvir em seus últimos momentos me fez sentir ainda pior, era para eu salvá-la, e eu tentei, mas foi em vão, eu não pude…

Meus outros amores estão tão devastados quanto eu, afinal o que nós somos? Não deveríamos conseguir derrotar aquela maldita?

Por que seguimos sempre impotentes a tudo que ela faz?

Eu te odeio Valentinne…

Meu ódio e minha ira me consumiram e por conta disso fiz coisas terríveis, e se a alma da minha amada estiver me contemplando agora sei que além de tudo isso ainda sou para ela uma completa decepção.

É errado sofrer por ficar inerte? É errado sofrer por não poder ter te salvo meu amor?

Que se dane tudo isso, que se dane!

Eu vou me entregar ao meu ódio e não há nada que ninguém possa fazer para me impedir, eu preciso sentir, senão sucumbirei antes mesmo de poder ter a chance de talvez, quem sabe vê-la novamente.

⊰✫⊱⊰✫⊱⊰✫⊱

Eu serei a última visão que terá.

Changbin’s POV:

Acho que já estou fora há tanto tempo que meus amados nem se lembram mais de mim, mas eu não os esqueço, eu os vejo em minhas ilusões todos os dias quando volto a ficar completamente só o que não tem sido lá muito fácil já que vicio a todos que toco e eles simplesmente se tornam dependentes do meu dom.

Meu dom pelo que percebi é exatamente como o Senhor me disse ser, um vício, eu sou um componente químico que age diretamente nos sentimentos alheios e isso tem destruído a muitos por aí, pois acreditem em mim, muitos mortais, na verdade, até seres imortais, anseiam por viver fora de suas realidades patéticas, frias e solitárias e eu? Bom, eu só dou a eles o que eles tanto desejam…

E quer saber do que mais? Lentamente isso está destruindo a mim também.

Sim, estou usando o meu dom em mim mesmo, afinal não há nada mais patético, frio e solitário do que eu mesmo, então eu me transporto para o meu mundo perfeito e me perco por lá.

Eu a vejo dançando com o Jinnie, cantando com o Hannie, sorrindo alegre e toda boba com o Innie…

A vejo aos beijos com o Felix, sinto falta de quando nos beijávamos assim, vejo ainda ela abraçando o Channie com ternura, em suas fugas secretas com o Lino e dormindo nos braços do Minnie, até me atrevo a vê-la sonhando acordada junto a mim, mas agora vivo arruinando as vidas de todos os que vem até mim acreditando que eu seja um anjo ou algo do tipo.

Um anjo? Tenha paciência, no máximo eu seria um demônio que leva milhares de almas a condenação eterna, eles me procuram e definham ao meu lado, dizem me amar, me adorar e isso me enoja, me faz desejar ainda mais que eles morram, e quando a hora deles chega eu simplesmente retiro meus dons, faço eles olharem para mim e morrerem em desespero por não terem mais o que tanto queriam, eu faço com que a última coisa que vejam sejam a mim, aquele que não pôde salvar sua amada.

Me pergunto tolamente a todo instante qual será que foi a última coisa que minha doce Iris contemplou já sabendo a resposta, pois me lembro nitidamente do olhar triste que ela tinha naquela janela já em chamas, ela olhou para mim e depois se entregou a sua morte ardente e agora faço questão de que seja eu a última coisa que os olhos moribundos de minhas vítimas contemplem.

...

Anos após ele ter deixado a mansão.

— Sr. Seo tudo já foi preparado.

— Excelente, você como sempre tão prestativa Adeline, venha aqui, eu vou lhe dar o que tanto deseja, você fez por merecer.

Aquela mulher estava ao lado do Changbin há anos, e por algum motivo ele havia decidido que ela seria a que definharia mais lentamente em sua mão, ela se apaixonou por ele perdidamente, mas ela acredita fielmente que ele nunca nem sequer reparou de fato em sua existência, ele apenas a usava para atrair suas vítimas quando estava com preguiça, e ele até que pensava algo parecido com a ideia que ela tinha dele, mas mesmo assim ele jurava que ela seria alguém para amar se não fossem as circunstâncias, ele a amaria se ela não fosse apenas mais uma humana sem valor algum que não tinha o poder de findar a dor que ele sentia por dentro.

Todas as noites depois que ela trazia as vítimas para receberem do dom do anjo Seo, que era como o eles o chamavam, ele a colocava em um quarto e a deixava ter visões de um amor intenso entre ele e ela, era degradante na opinião do vampiro, mas ela seguia alegando que o amor falso que recebe dele é o mais próximo de um amor verdadeiro que ela já recebera em toda sua vida, e por isso ela jamais sairia do seu lado.

— Fique com sua ilusão, Adeline, — Ele acariciou o rosto dela, mas ela jamais soube se aquilo era de fato real — E eu irei fazer o que faço de melhor.

...

Dentro da enorme sala onde suas vítimas se encontravam, ele notou que faltavam duas que eram habituais ali.

— Devem ter morrido de desespero pela falta que sentiram das ilusões.

Ele disse para si e aquilo nem sequer o abalou.

— Então vocês vieram atrás de seus sonhos? — Ele olhou um rapaz muito atraente entre todos ali e o encarou curioso. — Qual o seu nome querido?

— Me chamo Prestor Sr.

— Prestor… nome interessante, e afinal porque me procura?

— Eu perdi minha amada em um incêndio, tentei, mas não pude salvá-la, preciso que me mate, pois não conseguirei findar minha própria vida, sou um grande covarde.

Aquilo pegou o Seo desprevenido, um rapaz vivendo a mesma dor que a sua, lhe pedindo por um golpe de misericórdia para que sua dor cesse de uma vez.

— Você não deseja meu dom da ilusão e sim minha força, meu jovem rapaz?

— Sim Seo, por favor eu lhe imploro, acabe logo com isso e me mate.

— E por que você acha que merece a morte? — Ele se aproximou sentindo-se ferver — Vou lhe mostrar o que realmente merece, venha comigo.

Ele o pegou pela mão e foi saindo do grande salão.

— Os demais voltem amanhã, hoje cuidarei apenas do Prestor.

Os demais foram embora aos choramingos, pois muitos deles já estavam tendo suas doses homeopáticas dos poderes do vampiro há um tempo e ficar sem suas visões extremamente realistas era torturante demais para eles e saindo dali dois deles tiraram suas próprias vidas por não aguentar ficar sem sua droga favorita, assim como foi com os dois que não haviam aparecido aquela noite.

...

— Entre aqui, meu querido. — O Changbin o levou a um quarto mais isolado, pois sabia que o Prestor gritaria demais. — Me conte como era sua amada.

O Rapaz automaticamente se pôs a chorar.

— Ela era linda Seo, doce e meiga, tinha cabelos longos, era da minha altura, olhos cor de mel que refletiam sua alma, lábios definidos e um nariz perfeitinho.

O Seo ia ouvindo e se sentia arder em fúria, por acaso aquele jovem estava com sua doce Alice? Sua gentil Iris ou sua espevitada Rebeca? A amada do Prestor precisava ter uma definição tão semelhante a do amor de sua vida?

— Para o inferno, você e sua amada. — Ele falou baixinho e se levantou. — Fique com ela Prestor, volto daqui a três dias.

E assim que ele saiu, o rapaz se viu acorrentado e uma versão exata de sua amada queimando diante dele.

Nada acontecia de fato o homem estava apenas sentado na cama onde antes o Changbin estava, mas ele podia ver, ele sentia o cheiro da carne dela queimando, sentia o calor das chamas e o pior; ele a ouvia gritando por ele, pedindo ajuda e ele não conseguia sair de onde estava para ir ao socorro de sua amada.

Era uma visão torturante, o Changbin sabia bem, pois ele mesmo passou meses a fio se infligindo aquela mesma visão com todas as versões de sua amada que já pisaram na terra.

Quando ele finalmente decidiu sair, ele sentiu um gosto amargo na boca e uma dor terrível em seu coração, pelo que ouviu o homem gritar.

— Alice, meu amor, não, por favor não… Socorro! Alguém por favor me ajude, preciso salvá-la e-eu preciso salvá-la.

O nome do amor da vida daquele homem ser o mesmo do de uma das versões de sua amada só concluiu o quebra cabeça em sua mente, ele era um enviado da Valentinne.

— Está bem, ela o mandou aqui para me atormentar, aquela infeliz descobriu meu paradeiro.

O vampiro foi até o homem e o pegou pelo pescoço, o erguendo com toda sua força e rapidamente aquele ser perdeu sua vida em suas mãos.

— Você foi apenas um infeliz usado por aquela maldita, olhe bem para mim Prestor, eu serei a última visão que terá.

Era sempre assim suas vítimas que morriam em suas mãos tinham que olhá-lo antes de deixarem essa vida, essa era uma de muitas de suas penitências por ter perdido sua amada daquela forma.

Ele deixou o corpo caído na cama, seu pescoço quebrado e completamente roxo mostrava o tanto de força que o vampiro pusera ali, mais um pouco e não sobraria pescoço para unir a cabeça daquele homem ao seu próprio corpo.

— Estou de saco cheio disso!

Ele falou indo até onde a Adeline estava e desfazendo a ilusão que a envolvia ele a olhou intensamente, ela estava completamente desnuda, pois acreditava fielmente estar sendo tocada por ele e então ele a tomou de fato, ela amava quando ele passava por tantas frustrações que descontava em seu corpo de forma quase selvagem, mesmo acreditando com toda sua convicção que aquilo não passava de mais uma das ilusões que lhe acometiam, ele de fato estava ali com ela, mas ela já não sabia separar o que era fato do que era ilusório.

— Sei que nunca será amor Changbin, mas me entregarei para você em verdade sempre que me quiser.

— Eu a quero bem, agora Adélia, então me faça esquecer.

— Beba de mim Changbinnie, faça do meu corpo sua cura.

Ele a mordeu ao mesmo tempo que a penetrou e ela gemeu intensamente, se não tivesse tão afetada pelos dons do vampiro ela saberia que aquilo estava mesmo acontecendo, já o pensamento do vampiro ali com ela era apenas um: “nunca haverá uma cura para mim” …

...

Alguns meses depois

O Changbin queria vingança, não só pela morte de sua Iris, mas por todo mal causado a sua amada, ao seu clã e a ele, e principalmente pelo envio daquele rapaz para o atormentar, mas ele sabia que chegar até a Valentinne era algo impossível uma vez que ela ao saber que ele começou a ir atrás dela simplesmente desapareceu do mapa.

Pegá-la aonde mais doía também era algo difícil, pois ela não amava mais nada que não fosse sua obsessão pelos vampiros que criou e então com esse pensamento em mente ele teve uma ideia.

...

— Senhor, me ajude a chegar à mente da Valentinne, é só o que peço, mesmo que seja por pouco tempo, será tempo o suficiente para que eu a faça ver o que quero.

— Por que não desiste disso, Binnie? Volte ao seu clã sim? Eles estão enlouquecidos de saudades sua.

— Voltarei quando for a hora, pois foi isso que prometi a eles, então por favor mago, use algo para rastreá-la, pois sei que você pode, e eu cuidarei do resto.

O Senhor, amigo do clã Bang SKZ sabia que o vampiro jamais desistiria de sua ideia, então lhe pediu um tempo.

— Me dê dois dias Binnie, vou rastreá-la para você, porém me prometa que ficará de longe, prometa-me que não será tolo de ir sozinho a um embate direto com ela, — O mago o olhou com carinho — Sei que você é extremamente forte, eu tenho visto os moribundos que você tem deixado por aí, mas mesmo assim Changbin, enfrentá-la de frente estando só é loucura e você certamente morrerá.

— Não seria algo bom, Senhor? No meu ver seria perfeito ainda mais que já estou morto ou se esqueceu disso? Deixar de existir seria o ideal, assim acabaria com tudo de ruim que tenho causado.

— Não seja tolo filho, sua amada ainda voltará para vocês, vocês ainda terão a chance de salvá-la, mas pelo que vejo ela terá que os salvar primeiro.

— Acredite em mim, velho bêbado, só de ela aparecer novamente eu já me sentiria salvo.

O Senhor sorriu, ele ainda via o bom coração daquele vampiro, mas sabia que ele estava perdido o suficiente para desistir agora de sua vingança, então lhe daria o que ele lhe pediu.

— Volte em dois dias, e já que sou um velho bêbado, me traga um bom vinho.

...

Nesses dois dias o Changbin estava impaciente então ia a um bar já há muito conhecido, bar este onde conheceram a Rebeca e para a infelicidade dos vampiros do clã da Valentinne naquele bar eles foram reconhecidos de imediato pelo Seo assim que puseram seus pés no local.

— Não acredito!

— O que foi Yuri?

— Seo Changbin está aqui!

— Merda!

— Exatamente.

Assim que terminaram de falar, eles se viram em uma vasta floresta.

— Onde estamos? Que porcaria é essa?

— Estamos na realidade do Changbin, e se eu fosse vocês não lutariam muito, pois será em vão, e no mais já estamos mortos mesmo.

O vampiro, dono da mais perfeita ilusão já imaginada por aqueles vampiros, se sentiu um pouco decepcionado com a falta de vontade de lutar por sua existência expressa pelo outro ali.

— Ah, não me diga que viver com a Valentinne é tão ruim assim? Vocês não vão nem correr?

Ele se aproximava lentamente, mas os vampiros não o viam, apenas ouviam seu timbre intenso causando arrepios em suas peles gélidas.

— Sabem, eu poderia fazer isso de inúmeras formas, criaria todo o tipo de cenários para vocês, aí vocês se viciariam em mim e eu os iludiria até vê-los definhar, mas querem saber? — Os vampiros seguiam o procurando em vão e aquilo os estavam aterrorizando. — Estou sem paciência e com uma extrema vontade de descolar os membros dos seus corpos imundos, ou até rasgá-los ao meio, seria interessante sabe?

— Você fala demais Changbin, acabe logo com isso.

— E você está louco para morrer Bene, portanto ainda não morrerá.

Assim que ele falou isso, ele avançou no Yuri e o tirou da realidade antes imposta a ele com maestria.

— Olhe para mim Yuri, eu serei a última visão que terá seu vampiro de merda.

E ele arrancou membro por membro do corpo do vampiro como se nada fosse, sua força extremamente além fazia com que o outro parecesse um pedaço de papel em sua mão, papel esse que ele fazia questão de rasgar.

Enquanto ele o fazia, o Bene era obrigado a olhar tudo e o Antony se via preso em uma floresta completamente repleta de árvores altas e arbustos robustos, estava se sentindo perdido, mas nada podia fazer e por mais assustador que fosse, tudo o que via ali era de uma beleza sem igual.

— Arranque a cabeça dele e o queime de uma vez.

— O que aconteceu para você estar tão desgostoso Bene?

— A Valentinne matou o Mathew, meu noivo, porque eu não consegui encontrar você.

— Sinto muito por isso, eu conheci o Mathew, ele era uma pessoa boa, só deu azar de ser a pessoa errada, em um momento errado.

— Assim como você e seu clã.

— Sim…

O Changbin terminou de rasgar o corpo do Yuri e assim como dito tacou fogo nos pedaços.

— Veja seu amado mais uma vez Bene.

O Changbin deu uma belíssima visão ao Bene onde ele e seu noivo estavam bem no meio de um campo florido, eles se amavam loucamente e depois de um tempo ele trouxe o Bene de volta a realidade e ele percebeu que quem estava em seus braços, na verdade, era o Antony, o que o fez urrar de ódio.

— Changbin, seu filho da puta!

Ele avançou no Changbin, mas antes de encostar nele o vampiro com força maior atravessou sua mão no rosto dele explodindo seu crânio pela força contida em seu punho e o resto do corpo do vampiro atingido caiu com força no chão.

— Sua vez Antony, olhe bem para mim, pois será última coisa que verá.

E em questão de segundos o outro vampiro se entregou a morte, ele olhava para o Changbin, mas sua mente ainda achava que estava abraçando sua saudosa e amada mãe.

...

Dois dias depois.

— Você nem quer chamar a atenção, não é Binnie? Matou três vampiros da Valentinne, ela sabe que você irá atrás dela.

— Que seja, eu só quero acesso à mente dela, Senhor, farei ela ver o que tanto deseja sendo tirado dela tantas vezes que ela enlouquecerá.

— Muito que bem, então que assim seja, mas garantirei que você não seja um louco, usaremos um feitiço de acesso à mente, e tudo o que você fizer será daqui mesmo e eu o vigiarei em todo o processo.

O Changbin fez uma careta, mas acabou aceitando.

— Certo, e não pense que me esqueci, aqui está seu vinho velhote, vamos logo com isso.

O Senhor pegou seu vinho da mão do vampiro e em seguida arrumou tudo, ele já havia localizado a Valentinne e agora era só fazer a conexão.

— “Mentibus Coniungere Ut Eius ad Eam” — (as mentes conectar, a dele para a dela levar) — Ele falou o feitiço e assim que terminou o Changbin a viu.

Ela estava em um quarto enorme, parecia uma masmorra, mas era apenas um quarto.

— Maldita…

Ele disse com ódio e antes de se perder em fúria ele se concentrou e se conectou a ela fazendo-a ver o que ele queria.

...

“Ela estava sentada em um vasto campo, havia grama verde, árvores robustas e muitas flores coloridas, então ela pegou um livro.

— Valentinne o que faz aqui? — Era o Bang Chan.

— Channie, que bom vê-lo aqui, eu estava a sua espera.

— Esperando a mim querida? E o que deseja?

— Sente-se ao meu lado meu bem, meu pai disse para falarmos dos preparativos para nosso casamento.

— Ah, é sobre isso que quer falar… — Ele se afastou e ela o encarou confusa — Eu preciso lhe dizer algo Valentinne.

— O que foi meu amor.

— Eu não sou seu amor, nunca serei, eu estou a deixando.

A Valentinne se pôs a chorar e não só na realidade alternativa, pois o Changbin se deleitava vendo as lágrimas caídas de fato pelo rosto da vampira.

— Por que me deixar? O que houve Channie? — Ela foi até ele em desespero. — Me deixe tocá-lo, amor.

— Nunca mais coloque suas mãos imundas em mim, eu tenho nojo de você Valentinne, eu nunca a amei, eu amo a Alice, e é com ela que ficarei para sempre.

— Quem é Alice, meu amor? Por que está fazendo isso comigo? — A vampira urrava de dor e ódio.

A visão ia se completando, o Changbin fez a Alice aparecer ali e o Bang Chan a tomar com todo amor e desejo.

— Você nunca nos terá.

Por conta do feitiço de ligação o Changbin conseguiu falar dentro da mente dela e então ela foi vendo um a um dos de seu clã, eles a olhavam com nojo e desprezo e em seguida se entregavam com fervor a Alice, depois a Rebeca e em fim a Iris, e isso se repetiu tantas vezes que a vampira acreditou estar beirando a loucura.

— Eu nunca irei a amar. — O Seungmin falou.

— Eu a odeio — Ela viu o Hyunjin dizer

— Você é insignificante para mim — O LeeKnow falou para ela.

— Você merece toda a tristeza desse mundo. — O I.N disse.

— E você jamais terá a mim — O Felix falou sorrindo com desprezo.

— O que te espera é a eternidade em profunda solidão. — O Han nem a olhou para dizer.

— Você é um monstro, indigna de qualquer sentimento bom, você nunca terá a nenhum de nós e tudo o que receberá de mim e do meu clã é o desprezo. — O Changbin intensificou sua visão e agora ela sentia fisicamente a dor da rejeição. — Não importa quantas vidas levaremos, mas no final nossa amada virá a nós e eu te garanto que vamos dar a ela todo amor, paixão e devoção que ela merece e no final de tudo nós a venceremos Valentinne, anote bem minhas palavras, vamos vencê-la e a última coisa que você verá será a sua queda perante nossa amada.

Após falar o que queria ele voltou a fazer a Valentinne os ver, estavam quatro de cada lado da figura de sua amada, ela os olhou com carinho, eles se viraram e deixaram a Valentinne para trás e agora toda a vida do lugar havia sumido e a vampira estava cercada por árvores secas, flores mortas e um chão sem vida, cinza e árido.

Suas roupas também estavam gastas, rasgadas e sujas e antes de quebrar a conexão o Changbin olhou uma última vez para a maldita vampira e sorrindo desapareceu.”

...

— Finalmente voltou, já estava preocupado, tome aqui é um tônico, você precisa descansar agora Binnie.

O Senhor que de fato estava preocupado tratou logo de cuidar do seu amigo.

— Quanto tempo isso levou?

— Três dias, por isso estou preocupado, você precisa se alimentar urgentemente.

O Changbin não acreditava no que ouviu.

— Três dias? Mas me pareceram minutos, Senhor não pode ser real.

— Amigo, o que é de fato é real com você? Me diga sinceramente?

O Changbin sentiu sua fraqueza e entendeu que era verdade, ele passou três dias torturando a mente da Valentinne, e lá no fundo, ele ficou orgulhoso do seu feito.

— Me leve para minha mansão, já sei de quem me alimentarei.

— Tudo bem, te deixarei lá.

...

— Seo Changbin! — A Adeline correu para os braços do vampiro, ele nunca havia sumido por mais de um dia em todos esses anos e ela estava apavorada. — Por que demônios você sumiu? Pensei que tivesse me abandonado para sempre, e sua última leva de humanos tiraram suas próprias vidas em loucura por não ter mais de você para elas.

O vampiro se apoiava na moça que a tanto lhe servia com devoção.

— É, mas você foi forte o suficiente e me esperou, não é Adeline?

Ela corou, ela o esperaria por toda a eternidade se preciso fosse, e ele sabia bem disso, mais que isso ele sentia o sangue dela pulsando por ele e aquilo fez suas presas saltarem involuntariamente.

— Você está com fome Changbin…

Ela começou a compreender o que ele fazia ali, ele não havia voltado para ela, mas sim por ela, mais especificamente por seu sangue que ele sabia que não seria negado a ele que nitidamente não estava nas melhores condições para sair em uma caçada.

— Sim, querida, estou com muita fome, por isso vim até você, mas antes preciso te contar uma coisa, pois você merece minha total sinceridade.

Ela o olhou com intensidade, ela sempre soube da história dele e aquilo a deixou curiosa.

— Você conseguiu sua vingança Changbin?

— Um pouquinho apenas.

— Mas está feliz?

— Não diria feliz, mas estou muito satisfeito, e acredito que com isso está na hora de voltar ao meu clã.

Ela se encolheu, entendeu que nunca mais verá seu amado e por isso ela fez o que ele já esperava que ela fizesse.

— Antes, posso beijá-lo de verdade?

Ele acenou que sim com a cabeça e ela se aproximou dele com lágrimas rolando seu rosto e antes de concretizar o selar ele pegou seu rosto em suas mãos e a olhou com ternura.

— Acredite em mim Adeline, você beijou meus lábios muitas outras vezes, e eu sempre a tomei para mim de verdade, você gemia meu nome enquanto era eu mesmo quem a estava dando prazer, foram poucas às vezes que eu a iludi minha querida, pois tenho grande apreço por você.

Aquela verdade a fez a mulher mais feliz do mundo, mesmo sabendo que com tudo aquilo a sua história de amor ao lado daquele vampiro estava chegando ao fim.

— Eu o amo Seo Changbin, quando tudo isso acabar, volte aos seus, espere por sua amada e por favor seja muito feliz.

Ela selou seus lábios ao do vampiro, ele estava fraco, mas fez questão de dar a ela um beijo devoto, intimo e intenso e entendeu que conseguiu deixá-la feliz quando o sabor de suas lágrimas tocou seus lábios, o fazendo sentir o gosto da despedida entre eles.

O beijo demorou o suficiente, e a Adeline estava realmente feliz.

— Por favor, Senhor Seo Changbin, beba de mim pela última vez.

— Obrigado por tudo, minha querida, — ele fez um carinho no rosto dela. — Agora me dê seu pulso, quero que olhe nos meus olhos enquanto me dá sua vida, preciso ser a última visão que você terá.

— Com todo meu prazer, Seo.

E assim ela fez, deu seu braço ao vampiro que antes de se fincar em seu pulso, deu um leve selar no dorso de sua mão e em seguida ele a bebeu com prazer, a olhando nos olhos enquanto o fazia, e ele pôde jurar ver o último fio de vida deixando seu olhar antes que ela caísse, e enquanto o corpo dela deslizou para ir de encontro ao chão, ele agora completamente revigorado a pegou em seu colo antes que ela caísse de fato, ele beijou sua testa e a levou para um esquife que ele já tinha preparado para ela desde quando a conheceu.

— Descanse minha querida, e quem sabe um dia nos veremos novamente.

...

Um mês depois.

Os outros vampiros ficaram completamente emputecidos com o Senhor quando ele lhes contou que o Changbin havia ido a ele, mas entenderam a necessidade de seu amado, o vampiro solitário precisava mesmo resolver tudo sozinho antes de voltar a eles e após conversarem com o mago seus corações se aquietaram, diferente de quando os demais entre eles se perderam, eles sabiam que quando o Changbin se considerasse pronto para voltar ele voltaria por si só, até por que essa foi sua promessa.

...

Estavam todos do lado de fora aquela noite, eles estavam reunidos onde sempre gostavam de ter momentos dançando, cantando e sendo contemplados pela lua, mas mesmo tendo sido tranquilizados pelo mago ainda faltava algo ali, eles não estavam completos.

...

— Espero que vocês estejam esperando por mim para começarem as celebrações a lua.

Aquela voz poderosa fez todos os vampiros se virarem já com enormes sorrisos nos seus rostos.

— Binnie, meu amor, você finalmente voltou para nós! — O Felix correu até ele e o abraçou em um encaixe tão perfeito que fez o Seo suspirar.

— Oi, meu pequeno selvagem, sim, seu Binnie voltou.

— Eu estou decidindo se eu te bato ou se te levo agora mesmo para meus aposentos, Seo Changbin. — O LeeKnow sorria de lado, ele não foi o abraçar, pois queria ser o último a fazer isso.

— Me leve para seus aposentos e me bata lá do jeitinho que você faz tão bem Linnoyah.

O vampiro citado sorriu ladino.

— Você fez falta aqui meu amor, eu não estava mais aguentando sem você. — O Hyunjin foi até ele e o Felix lhe deu lugar — Me beije Binnie, senti falta dos seus doces lábios.

— Oh, meu anjo, eu também senti sua falta.

Eles se beijaram e todos sorriram aliviados, o Hyunjin estava enlouquecendo não só a ele mesmo, mas a todos pela falta que o Seo fazia.

— Se separem, eu também quero beijinhos. — O Han foi até eles e se agarrou ao Changbin — Você emagreceu amor, como assim? Cuidarei de você, Minnie, venha aqui, sinta como ele tá magrinho.

O outro vampiro foi até eles e selou seus lábios rapidamente aos do Seo.

— Poxa, Binnie, de fato está mais mirrado, vou ter que cuidar de você, Innie olha isso.

O vampiro mais novo foi logo se enroscando no Changbin.

— Não vou te largar nunca mais.

— Por favor, Innie, não me largue nunca.

O líder apenas olhava para eles, ele estava feliz por estarem todos juntos novamente.

— Você me aceita de volta, Channie?

Quando ele falou, os três colados nele se afastaram.

— Você nunca se foi de fato Binnie. — Ele foi até ele e o abraçou com força. — E nem nunca nos deixará, não importa as circunstâncias você estará sempre em nossas vidas, nós te amamos, eu te amo.

— Também amo vocês, — Ele olhou a todos e em seguida beijou com vontade o seu líder. — Eu amo você, Channie.

...

Aquela noite eles celebraram, depois caçaram juntos novamente e deixaram que o Changbin ficasse à vontade para contar ou não tudo que passou e fez quando estava longe o que demorou, mas em um belo dia ele decidiu contar tudo de uma vez, e os vampiros com ele não o julgaram, apenas o acolheram ainda mais e seguiram felizes por terem seu amado completamente inteiro de volta.

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Notas finais
Apenas para informação: "Doses homeopáticas" se tornou uma expressão usada para relacionar a algo que acontece aos poucos, lentamente ou em pequenas quantidades/proporções. Este foi o maior capítulo, mas enfim, espero que tenham curtido, e agora faltam apenas o LeeKnow e o Bang Chan. Obrigada por ler "Spin Off - A era Sombria dos Membros do Clã SKZ" Se curtiu, deixe seu voto, isso ajuda demais! Fiquem bem, nos vemos por aí! Se cuidem tá? Beijoka da Adnoka.