Spettro
1 Capítulo 1 - Spettro
Notas iniciais
Aqui estou eu, outra vez, trazendo uma nova one shot.
Bom, a ideia pra esta surgiu numa conversa com uns amigos meus, depois de eu ter escrito "Vindictas", que é a One que escrevi pra descontar um pouco da minha raiva pela Hayley.
Não vou falar muito sobre de que se trata, leiam e vão acabar descobrindo. Só posso dizer que eu curti dar uma liçãozinha numa certa doppelgänger!
=)
Elena e Jeremy haviam matado Kol, e com isso, extinguiram toda a linhagem de sangue proveniente do Original. O garoto Gilbert completara a “Marca do Caçador”, e o mapa que ela revelara os levaria a uma ilha, onde supostamente a cura para o vampirismo estava enterrada, junto com Silas.
Após longas horas de viagem, o grupo liderado por Shane enfim desembarcou na praia. Fizeram um rápido reconhecimento do lugar, e depois de uma discussão entre Rebekah e Elena, onde a loira saiu vitoriosa, o grupo seguiu em fila floresta adentro, conversando o mínimo possível.
Desde que saíra da mansão Salvatore, na noite anterior, Elena tinha a estranha sensação de que estava sendo seguida e observada, e tal sensação só piorou quando o vento trouxe um aviso sussurrado até ela... “Elena, estou vendo você!”
Assustada, olhou em volta algumas vezes, buscando identificar de onde viera a voz, mas nada encontrou. Olhou para cima, na direção das copas das árvores, mas não havia nada ali também.
- Você está bem? – pergunta Damon, tocando no ombro dela levemente, vendo-a pular assustada – O que aconteceu?
- Nada! Eu pensei... Ter ouvido uma coisa. – responde ela, respirando fundo na tentativa de se acalmar.
- Esse lugar mexe mesmo com a nossa mente. – diz ele, afagando seus cabelos – Vai ficar tudo bem.
- Já chega de melação, casal maravilha! Vamos em frente. – diz Rebekah, ao passar entre eles, seguida por um Stefan dando de ombros.
- Vadia! – murmura Elena, irritada.
- Mais um insulto e vou aí arrancar sua língua! — a loira responde, cantarolando.
- Deixe-a! Vamos logo. – diz Damon, voltando a acompanhar o grupo.
A garota bufou em sinal de frustração e recomeçou a andar, seguindo os outros silenciosamente.
Passado algum tempo, Elena voltou a ouvir a voz que era trazida pelo vento... “Não vou errar dessa vez, querida!”, dizia ela, fazendo a morena virar-se para trás rapidamente após ouvir um estalar em meio às árvores.
- Vocês ouviram isso? – pergunta ela, olhando apavorada para os outros.
- Se você está falando do som dos grilos e mosquitos... Sim, eu ouvi. – diz Rebekah, irônica.
- Não é isso! – diz Elena – Acho que tem alguém nos observando.
- Então é melhor ter cuidado, fofinha! Você pode ser um alvo em potencial. – a loira responde, dando-lhe as costas.
- Tem certeza de que está mesmo bem? – pergunta Damon, preocupado.
- Deve ser só a minha mente pregando peças. Esse lugar me dá arrepios. – a morena responde.
Já anoitecia quando resolveram montar acampamento.
Após armarem as barracas e acenderem uma fogueira, cada membro do grupo ocupou-se da melhor maneira possível, tomando cuidado para não se distanciarem demais uns dos outros.
Ao ver que Jeremy e Bonnie estavam conversando em frente a uma das barracas, e ver Stefan e Rebekah sentarem-se próximos ao fogo, Elena resolveu ir até Damon, que conversava com Shane numa velha cabana abandonada próxima ao acampamento.
Aproximou-se silenciosamente e pode constatar que a conversa não era muito amigável, e que Damon tentava fazer Shane dar-lhe certas informações.
Após interferir na discussão e libertar o professor das amarras, a morena saiu atrás de Damon. Encontrou-o a alguns metros, recostado numa árvore e com a cabeça baixa.
Conversaram sobre ele tomar a cura também e envelhecer ao lado dela, mas o vampiro afirmou que isso não fazia parte de seus planos, que voltar a ser fraco e indefeso não era seu desejo. E beijando-a uma última vez, distanciou-se, deixando-a para trás.
Elena ficou ali, mergulhada em seus dramas e pensamentos por um longo tempo, e só “despertou” para a vida ao seu redor quando foi surpreendida pela voz, que parecia sussurrar em seu ouvido, de tão próxima e clara que estava... “Você vai perdê-los, Elena. Não há nada que possa fazer para ajudá-los.”
A vampira ergueu-se num pulo e disparou de volta até o acampamento, mas encontrou-o vazio. Não havia sinal de luta ou coisa parecida, não havia nada revirado e nem sinal de sangue. Todos haviam desaparecido sem deixar rastros.
- Jeremy? Bonnie? – ela grita, em desespero, embrenhando-se na floresta – Jeremy, onde você está?
A morena caminhou pela floresta escura por algum tempo, gritando e chamando pelos membros do grupo, mas nenhum deles lhe deu resposta. Havia ido tão longe por entre as árvores, e sem prestar atenção, que não fazia mais ideia de para que lado ficava o acampamento, ou o quanto já havia se distanciado de lá. Estava perdida.
- Olá Elena! – diz uma voz atrás dela, fazendo-a virar-se rapidamente.
- Kol? – pergunta ela, olhando para a figura parada à sua frente. Ele parecia muito mais sombrio do que ela conseguia se lembrar.
- Esperava por quem? Mahatma Gandhi? – ele pergunta, sorrindo divertido.
- Mas você... Você... Eu te vi morto! Como está aqui?
- Você não é tão esperta quanto tenta parecer, certo? – diz ele, agora muito mais sério – Eu voltei!
- Então era você esse tempo todo? Sussurrando para mim?
- Bingo! – Kol responde, voltando a sorrir – Foi divertido, não acha?
- Mas... Como? – Elena pergunta, ainda sem entender.
- Eu sou um fantasma, não vê? – diz ele, dando uma voltinha – E tudo graças a você e ao seu irmãozinho Jeremy! Você me matou, e agora estou muito, mas muito furioso. E com sede de vingança! – completa, partindo pra cima dela e atirando-a contra uma grande árvore a alguns metros dali.
Elena ergueu-se devagar, deixando escapar um gemido de dor. Um galho perfurara seu ombro e algumas lascas de madeira permaneceram em sua carne quando ela tentara se livrar do objeto.
Mal teve tempo de se recuperar, pois no segundo seguinte, Kol agarrou-a pelo pescoço e atirou-a com força ao chão, arrancando um dos galhos mais próximos e cravando-o no abdômen de Elena, fazendo-a gritar de dor.
- Está se divertindo, querida? – pergunta ele, os olhos faiscando de ódio enquanto retirava a estaca improvisada do corpo dela.
- Por que não acaba logo com isso? – murmura ela, fechando os olhos.
- Mas já? Eu nem me aqueci ainda! – responde Kol, sorrindo – Antes de te mandar pro inferno, tenho que torturar e matar seu irmãozinho e sua amiga bruxa.
- Não! Fique longe do Jeremy! — grita ela, tentando se levantar, mas sendo impedida por um chute.
- E porque eu faria isso?
- A maldição do caçador! – responde Elena, dizendo a primeira opção que lhe veio em mente.
- Bitch, please! Eu já estou morto. A maldição não me atinge mais.
- Você é meio forte e sólido pra um cara que já morreu. – diz ela, tentando ganhar tempo.
- A fúria é um sentimento muito poderoso, Elena. – o Original responde, abaixando-se ao lado dela – Foi ela quem me permitiu voltar. E este lugar – diz ele, olhando ao redor – me deixou ainda mais forte. Posso até arrancar seu coração pela garganta se eu quiser e nada nem ninguém poderá me impedir. – completa, com um sorriso cruel, cravando a mão no peito dela e parando a poucos milímetros do coração, como que para provar o que dizia.
Elena engoliu em seco, forçando-se a não gritar e tentando não se mover, com medo de que qualquer movimento pudesse causar sua morte antes de alcançar e salvar o irmão.
- Você é perturbado, sabia? – murmura ela, entre dentes.
- E quem liga pra isso? – pergunta Kol, aos risos, erguendo-se e se afastando dela devagar – Sabe... Acho que ouvi a voz do Jeremy! Vou procurá-lo pra dizer um oi! – diz ele, desaparecendo num piscar de olhos.
A vampira levantou-se do chão com dificuldade, ofegando a cada vez que um músculo era movido. Respirou fundo algumas vezes, tentando se recompor, enquanto o ferimento em seu peito começava o processo de cicatrização. Tão logo pode respirar normalmente, Elena voltou a caminhar pela floresta, atenta a qualquer ruído ou sinal de seu irmão ou de algum de seus amigos.
Vagava há vários minutos quando ouviu a inconfundível voz de Jeremy soando na escuridão:
- Elena! Por favor... Me ajude! – o rapaz grita, agoniado – Elena!
Desesperada com o pedido de socorro do irmão, a garota disparou pela floresta na direção de onde acreditava vir o som, sem se preocupar em olhar para onde estava indo.
Quando enfim alcançou o ponto onde esperava encontrar Jeremy, foi surpreendida por outro pedido, agora vindo da direção oposta, e teve de refazer todo o percurso para tentar localizar o rapaz.
Quando percebeu, estava de volta ao local onde encontrara Kol, e para seu desespero, o Original estava mantendo Jer como refém, segurando-o pelo pescoço a alguns centímetros do chão.
- Kol... Por favor... Deixe-o ir! – pede Elena.
- Não! – ele responde, simplesmente.
- Elena... – o garoto murmura, tentando se livrar do aperto de aço em seu pescoço.
- Eu mandei soltá-lo! – grita ela, apanhando a estaca improvisada que Kol usara nela e partindo com fúria pra cima do Original, cravando o objeto no coração dele e fazendo-o tombar no chão.
- Acho que você errou, querida! – diz Kol, com um sorriso, para a alguns metros de distância dela.
- O quê? Mas como...
- Olhe direito! – diz ele, sinalizando para que ela olhasse para o chão.
Receosa, ela fez o que ele ordenou, e o que viu ali fez seu coração falhar algumas batidas. Ela não havia acertado Kol. Havia acertado o próprio irmão. Era Jeremy que jazia sem vida a seus pés, o galho atravessando seu coração. Era de Jeremy o sangue que ela tinha nas mãos.
- Não! – grita ela, ajoelhando-se ao lado do corpo e puxando-o para seu colo – Não, não, não... Jeremy! Olha pra mim, por favor.
- Elena Gilbert matou o próprio irmãozinho, que por azar, faz parte da Irmandade dos Cinco! – diz o Original, olhando divertido para ela – Você deve ter, no máximo, duas horas até começarem as alucinações.
- Seu filho da mãe desgraçado! – grita ela, encarando-o furiosa.
- Ei, me xingar não vai trazê-lo de volta, sabia? – diz Kol, com uma carinha inocente. – Além do mais, não fui eu que o matei.
- Eu vou fazê-lo pagar, está ouvindo?
- Suas ameaças não me assustam, Elena. – diz ele, afastando-se devagar. – Aliás, o certo a fazer agora é queimar o corpo, não acha?
- Você não vai fazer nada com o meu irmão! – diz ela, num rosnado – Eu não vou deixar.
- E acha mesmo que pode tentar me impedir, garota? – o Original pergunta. E num estalar de dedos, fez o fogo envolver o corpo sem vida do garoto Gilbert.
- Não! – grita ela, em desespero, ao ver as chamas subindo – Pare agora!
- E por quê? Aprecie a cena Elena. – responde Kol — Vocês não fizeram meu irmão ver meu corpo queimar? Nada mais justo do que devolver a gentileza.
- Você é doente!
- Não, sou só um fantasma mesmo.
- Mas como conseguiu fazer isso? – pergunta Elena, apontando para o fogo.
- Aprendi truques novos. – responde ele – Minha mãe era uma bruxa poderosa, mas você já sabia disso, não é? Acho que ganhei o bônus de usar um pouco desse poder, que afinal, é minha herança de sangue, enquanto estou em missão.
- Missão? – ela pergunta, confusa.
- Te explico sobre isso depois. Agora, se me der licença, vou caçar uma bruxa. – diz Kol, desaparecendo novamente.
Após passar um tempo olhando para o fogo, e despedir-se da melhor maneira possível do irmão, a vampira pôs-se a caminhar novamente, decidida a não falhar com Bonnie da maneira que falhara com Jeremy. Não iria permitir que mais ninguém se machucasse.
Andava lentamente, analisando com cuidado para onde estava indo, tentando encontrar algum sinal do paradeiro da amiga.
Passou-se quase uma hora até que, enfim, pode ouvir a voz de Bonnie, que chamava por ela. Respirou aliviada ao perceber que a voz não estava carregada de pânico, sinal de que Kol ainda não a havia encontrado.
- Bonnie? Bonnie! – chama Elena, tentando fazer a bruxinha responder.
- Elena? Onde você está? — ela responde de volta, surgindo em meio às árvores a uns quinze metros de distância.
- Bonnie! – diz a vampira, disparando ao encontro da amiga.
Mas antes que pudesse alcançá-la, Kol agarrou a bruxa pelos cabelos, deixando seu pescoço à mostra e cravando suas presas afiadas em sua jugular com ferocidade, largando-a no chão em seguida e limpando os vestígios de sangue em seus lábios com a manga da jaqueta.
- Eu avisei que não poderia salvá-los, querida! – diz ele, com um largo sorriso.
Elena correu até Bonnie e ajoelhou-se ao seu lado, comprovando que a garota ainda estava viva, mas que seria por pouco tempo se não recebesse algum tipo de socorro. Até pensou em dar-lhe seu sangue, mas uma outra ideia surgiu em sua mente. Se, ao tentar acertar Kol acabara acertando o irmão, talvez se fizesse o contrário...
- Não vai me enganar dessa vez, queridinho! – diz ela, olhando-o com fúria antes de torcer e quebrar o pescoço de Bonnie.
Sorriu vitoriosa ao ouvi-lo gritar, mas o sorriso logo se desfez quando os gritos de Kol se transformaram em gargalhadas divertidas.
- Mas... Como? – ela pergunta, confusa.
- Acha mesmo que eu iria usar o mesmo truque? – diz ele, aos risos.- Como você é ingênua...
- Não! – murmura ela, ao tomar coragem de olhar para baixo e ver que era mesmo Bonnie ali, agora sem vida. –Me desculpe, por favor... Me desculpe. – diz Elena, afagando os cabelos negros da amiga.
- Você é um monstro Elena!
- Não! – grita ela, erguendo-se rapidamente – Isso foi culpa sua!
- Sabe... Você tem razão! – responde Kol, sério, arremessando contra uma grande pedra. – Fui eu o tempo todo! – continua, disparando até ela e torcendo seu braço até quebrá-lo, fazendo-a urrar de dor. – Eu manipulei a sua mente, Elena Gilbert! Você só viu o que eu quis que você visse. O acampamento vazio? Ilusão! Estavam todos lá, conversando animadamente. Mas eles não puderam te ver, e você não pode vê-los. – diz ele, o olhar ardendo em fúria, ao cravar um galho no ombro dela – Os pedidos de socorro do seu adorado Jeremy? Era eu! Ele estava procurando por você, e quando enfim te encontrou, porque eu permiti, você cravou uma estaca em seu coração. Você o matou! – continua, agarrando-a pelos cabelos e batendo com sua cabeça num tronco de árvore com violência – E sua amiga Bonnie? Ela estava preocupada, procurando por você. Eu deixei que a encontrasse só para ver sua expressão de pânico quando mordi a bruxinha. Mas foi você quem apostou errado! Você quebrou o pescoço dela, não eu. – completa, atirando-a contra as árvores.
A garota ainda tentou levantar, mas foi em vão, pois no segundo seguinte, Kol já estava parado ao seu lado, uma das mãos apertando seu pescoço, a expressão tão sombria que lhe causou um arrepio involuntário.
- A única coisa que quero ter a honra de fazer é matar você, Elena! – diz ele, num sussurro espectral – Foi para isso que voltei, para ver a luz abandonando seus olhos! Essa é a minha missão. – continua ele, apanhando um pedaço de madeira — Te vejo no inferno, garota Gilbert! – completa, cravando o objeto no coração de Elena e vendo sua pele assumir uma coloração acinzentada.
Kol ergueu-se rapidamente e, num estalar de dedos, ateou fogo ao corpo sem vida da vampira. Ao longe, pode ouvir o som de alguém se aproximando. Esperou por alguns instantes, observando o fogo, até ver Rebekah surgindo em meio às árvores. A loira paralisou ao vê-lo ali, o choque tomando conta de seu rosto.
- Adeus irmãzinha! – diz ele, com um sorriso, desaparecendo em seguida.
Notas finais
Não tenho mais muito o que falar, então... Comentem se puderem, tudo bem?
Até mais!
xoxo
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