Notas iniciais
Olá!

Bem, essa é uma oneshot que eu fiz hoje, graças a data comemorativa que se aproxima.
Me desculpem pelos erros 'ocultos' que não reparei na hora de revisar.

Eu achei o desfecho meio estranho, mas... Ficou estranho. Não sei... Ah, vamos ver o que vocês acham! 8)

Boa Leitura!

CAPITULO ÚNICO

— Essa é a coisa mais ridícula que eu já fiz em toda a minha vida!

- Porque? Essa roupa combinou tanto com você. Vermelho e morango...

- Calada! — cruzou os braços, virando o rosto – Quantos faltam?

- Esse é o último. — ela respondeu, abrindo a porta e entrando vagarosamente – Agora fique quieto se não alguém nos escuta.

- Tsc. Como se eu me importasse com isso. — levou ambas as mãos para traz da cabeça, andando enquanto olhava o teto – Ei, Rukia. O que você- Ai! — foi interrompido ao tropeçar em uma cadeira.

Ela o olhou irritada no mesmo instante.

- Fica quieto, Ichigo! — brigou.

- A culpa não foi minha, idiota! Essa cadeira apareceu do nada!

- Não importa! Papai Noel não faz barulho quando entrega os presentes!

- Eu não sou o Papai Noel!

- Não? — ela arqueou uma sobrancelha provocativa – Então o que essa roupa vermelha quer dizer?

Ele se analisou após essa pergunta. Franziu o cenho ao se lembrar daquela roupa ridícula que ela o mandou vestir. Nem na peça do colégio se vestiu dessa forma. No cúmulo da irritação, pegou o gorro vermelho sobre a cabeça e o jogou no chão como uma criança birrenta.

- Roupa vermelha, o cacete! Foi você que me fez vir até aqui! Foi você que me fez andar por todos os esquadrões entregando presentes! E foi você que...! — novamente Ichigo foi interrompido. Só que dessa vez, Rukia enfiou o gorro em sua boca, fazendo com que esbugalhasse os olhos em susto.

A garota sorriu em vitória com o silêncio, e estrangulamento, do Kurosaki. Virou-se para a mesa de seu capitão, colocando sobre a mesa o pequeno embrulho com fitas coloridas.

- Pronto! — disse a Kuchiki, colocando as mãos na cintura.

Ao não ouvir nenhuma resposta, ela olhou para traz, encontrando Ichigo com as mãos no pescoço e respirando aceleradamente.

- Ichigo? Você está bem?

- Vo-você me paga... E-eu juro! — ele encontrou dificuldade para falar.

Sorrindo, Rukia se dirigiu até a porta, sendo seguida por Ichigo. Além de sentir que havia engolido uma melancia inteira, ele teria que carregar o grande saco vermelho, antes recheado de presentes. Pelo menos não estava mais pesado... Porém, ainda tinha algo dentro dele. O que seria?

- Rukia.

- Huh?

- Nós já entregamos todos os presentes, não é?

- Sim. Por quê? — olhou-o confusa.

- Porque eu acho que ainda tem um aqui, óh! — ele retirou do saco das costas, abrindo para que ela olhasse.

- Uh, é verdade! — ela pegou o embrulho, cercando-o com o olhar curioso.

- Era só o que me faltava... — ele resmungou – Escuta aqui, Rukia! Nem morto eu vou voltar para...

- Feliz Natal, Ichigo!

- Pra você também! Mas eu vou logo avisando! Eu não vou... Hã? — foi então que ele percebeu. Rukia estava com as mãos estendidas, com o presente em direção a ele – O que é isso?

- Pra você, oras! — sorriu – Feliz Natal!

Ele ficou sem ação. Um presente? Pra ele?

- Não vai abrir? — ela perguntou diante o silêncio.

- Ah, s-sim. — pegou o objeto envolto por um papel vermelho e com coelhos brancos, vestidos com roupas de Papai Noel – Obrigado.

Ele começou a desamarrar a fita vermelha. Curiosamente o objeto oculto era macio, com uma forma... estranha? Lembrava o corpo aveludado de Kon... Hã? Aveludado!?Ficou doido por acaso!? Ao contrário do leão encrenqueiro, o objeto não cheirava mal. Aquilo era mil vezes melhor!

Porém, o que era?

Finalmente conseguiu desfazer o embrulho por completo, revelando um...

- E então? Gostou!? — a pequena perguntou entusiasmada.

Pela segunda vez, ele ficou sem reação. Olhava com estranheza o coelho de pelúcia em mãos. Sim, um coelho! Foi isso o que Rukia lhe deu de presente. Um coelho de pelúcia! Sem falar dos detalhes notáveis no pequeno animal de mentira, que era: uma roupa preta, semelhante á de um shinigami; uma espada de formato grande, presa em uma das patinhas; e um cabelo da cor laranja!

Aquele coelho parecia uma miniatura de Kurosaki Ichigo.

- O Ishida me ajudou a acrescentar algumas coisas. — ela resolveu explicar, apontando para o corpo do coelho – Como essa roupa. Eu pedi para ele fazer desse jeito, e não é que ele fez direitinho?!

- Esse bicho se parece comigo. — ele ressaltou em tédio.

- Sério? Eu nem tinha percebido. — se fez de desentendida. — Mas você gostou? — os olhos brilharam ao perguntar.

Silêncio. Ichigo apenas observava o coelho tão parecido consigo.

- Olha, se você não quiser, eu posso ficar com ele. Sem problemas! — ela cruzou os braços emburrada.

- Não! Não! Eu... Eu gostei. — respondeu rapidamente, tentando ser convincente – Obrigado, Rukia.

- Não tem de quê! — sorriu.

Voltaram a caminhar novamente. Ele a seguia, enquanto Rukia andava observando o céu estrelado á cima de sua cabeça. Não podia negar que ela estava engraçada com aquela roupa. Desde que soube o que era o Natal, a pequena fez questão de estender a sua descoberta pela Soul Society, e foi então que o pobre Kurosaki entrou nessa aventura de entregar os presentes pelos 13 esquadrões.

O problema era, ele pensou que somente iria entregar, não receber. Se surpreendeu ao ver que Rukia lhe comprou um presente, sendo que ele não havia preparado nada pra ela. Na verdade, passou a maior parte do tempo reclamando e dizendo que não iria ser \'Papai Noel por um dia\', que se esqueceu completamente de comprar, ou pensar em comprar, algo para ela.

Ficou envergonhado por isso. Apesar de tudo, ele até que gostou do bichinho de pelúcia. Era estranho, aquele cabelo e tudo.... Olhando aquele coelho, tinha a impressão de ter ganho um filho. Era uma idiotice. Mas... Tudo bem... Não poderia negar, mesmo que... Sim, gostou! - admitiu.

Agora, o que fazer? Iria ficar assim, sem entregar nada á Rukia?

Não. Não gostou desse rumo.

Mas como? O que poderia dar de presente para ela? Não tinha nada em mãos. Só aquele gorro idiota. E mesmo que tivesse um tempo para escolher, sinceramente, não saberia o que comprar para ela. Rukia só gostava daquele coelho ridículo, o que tornava difícil encontrar outra opção.

Porém, havia outra coisa. Algo essencial para ele. Algo que o tornava vivo, mas que perdera seu significado no momento em que ele conheceu a caçula dos Kuchiki. Algo que não pertenceu mais a ele no instante em que conviveu com ela. Algo...

… Especial.

Mas que só conseguia fôlego para se manter em chamas no instante em que sentia a presença de Rukia. Quando ela estava ao seu lado, e assim Ichigo tinha certeza de que ela estava segura.

- Rukia...

- Sim? — ela virou o rosto para ele.

Ichigo deu pequenos passos até ela, olhando-a nos olhos.

- Eu... queria te entregar... algo. — não conseguiu controlar o instinto de passar as mãos pelos cabelos. Agia dessa forma somente com ela.

- O que? — inclinou levemente a cabeça ao perguntar – Ichigo, não se preocupe. Mesmo que eu tenha lhe dado um presente, você não tem que...

- Não é isso. — interrompeu ela – Não é algo material. É apenas....

- Hum? — ficou curiosa.

- … O meu coração.


Rukia arregalou os olhos surpresa, entrando em estado de choque.

- Eu... Eu sei que... É estranho, né? Eu... — estava perdido em palavras – A verdade é que... Eu apenas estou lhe dando o que pertence á você. Quando... Você está longe de mim, eu sinto como se... — riu levemente – Eu nem sei se eu consigo sentir algo. Tudo parece sem vida... Você é...

De repente, as palavras de Ichigo foram cessadas ao sentir os lábios de Rukia tocarem os seus. Inicialmente não soube como reagir, mas acabou se entregando aquele beijo. Enlaçou as mãos a cintura dela, diminuindo a distância. Tornando real o desejo de senti-la próxima de si. Concretizando o sentimento de necessidade.

Ela era a energia de sua vida...

… Os batimentos de seu coração.

Findando o gesto, ele ainda tinha no rosto a expressão de incredulidade. Abriu os olhos vagarosamente, encontrando-se com um sorriso doce. O sorriso de Rukia.

- Este é o melhor presente... — ela começou, tocando o rosto dele – Que você poderia me dar, Ichigo. Obrigada.

Ele sorriu.

- Então você... promete tomar conta dele?

- Da mesma forma que eu quero que você tome conta do meu.

- É o que eu mais quero. — envolveu-a em um abraço.

Ficaram dessa forma, sentindo o cheiro particular de ambos.

- Ichigo.

- O que?

- Eu estava pensando... — ergueu o rosto para ele – Eu comprei o presente de todos, mas você não deixou que eu escolhesse o do Renji. Porquê? O que você deu pra ele?

Ichigo desviou um olhar, sorrindo ironicamente.

- Eu dei algo que é a cara dele.

~o~o~o~

Na manhã seguinte, no escritório do 6º esquadrão, o tenente Abarai Renji chegou para mais um dia normal de trabalho...

… Ou não.

- Droga! Quem foi que encheu a minha mesa de abacaxis!?

FIM!

Notas finais
Obrigada por ter lido!

Feliz Natal e que Deus abençoe você e sua família!

Beijos! ;*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!