Spass

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Era frio, muito frio quando saia do hospital.

Lembro quando fui na casa da Kamily fazer o trabalho de física, que minha mãe me ligou pedindo pra mim ir pra casa pois meu pai estava no hospital, sem demorar muito fui para casa, Kamily morava há mais ou menos uns três quarteirões de casa, mas não esperei muito e chamei um táxi para me pegar em casa e me levar ao hospital. Cheguei lá não avistei minha mãe, fui na recepção e pedi pelo nome do meu pai.

– Oi, por gentileza poderia me informar o quarto em que o senhor Arnold está internado ? — olho para a recepcionista sem mostrar muito desconforto nela, pois a mesma não me deixaria entrar-

– Oi... Hmm deixa eu checar — ela levanta o rosto me olhando pergunta- Ele é seu pai ? — faço que sim com a cabeça- Quarto 478, virando a direita, terceira porta.

– Obrigada! — sigo para o quarto 478 com um pouco de presa.

Chegando lá, vejo meu pai deitado na maca, não vejo minha mãe, então ligo para ela..

– Onde você está ? — Ouço uma respiração ofegante, intensa, e uma voz ao fundo, penso que ela estava indo para casa me encontrar- Estou no hospital, sei que deveria ter te avisado antes, mas só queria ver se ele estava bem ..

– Amy precisamos conversar, seu pai não está em um estado muito bom, ele teve um infarto, e seu pulmão está inchando muito, mais do que o esperado em 3 meses.. — escuto barulhos- Tenho que desligar, me ligue quando quiser que eu vá te buscar, beijos

– Mãe!! — sem antes eu perguntar se havia alguém com ela, ela desliga e o silêncio fica no ar, olho fixamente para meu pai, enquanto sinto uma forte dor no peito, uma vontade enorme de chorar.

Meu pai era a única pessoa que me entendia, que eu podia confiar, minha mãe nunca foi presente, até hoje não sei se ela se importa muito com a gente.

Olho para o relógio são oito horas já, penso em não incomodar minha mãe, pois estava muito frio. Chamei o táxi, estava frio, muito frio quando saia do hospital, estava com calafrios parecia que aconteceria alguma coisa, parecia tipo que eu estava pressentindo algo. Ao chegar em casa vejo que somente a luz do escritório está ligada, meio assustada em entrar em casa ligo a lanterna do celular, e entro devagar em casa.

– Mãe! — chamo baixinho esperando, quase implorando que fosse ela.

Me aproximo, chegando mais perto ouço barulho, uma voz de homem, um homem que não me parecia estranho, minha mãe gemia baixinho.

– Nossa vai, é assim que eu gosto! — ela olha para o homem que ainda é desconhecido para mim- Hmmm assim ! — ouço batidas em seu corpo, fico assustada e ao mesmo tempo perplexa, meu pai no hospital e minha mãe fazendo safadezas em casa com um cara desconhecido.

Me aproximo mais perto, mais perto, até que a porta abre mais um pouco, quando eu vejo minha mãe na escrivaninha de quatro dando o rabo para o diretor da minha escola, balbuciei, me senti enjoada, com nojo dela, recuei e desci as escadas, não queria contar o que vi, não queria que ela soubesse que eu tinha visto ela trepando com o Sr. Pablo. Fingir está abrindo a porta e bati ela com força, nisso grito pela minha mãe.

– Mãe, você está em casa ? — pergunto como se nada tivesse acontecido, espero ela responder, ouço barulho, provavelmente que ela esteja tentado esconder seu macho, sem respostas grito mais alto- MÃE! Você está em casa ? — vou subindo a escada quando de repente vejo ela na ponta da escada enrolada numa toalha, nossa como ela pensa rápido! — Ainda bem, pensei que tivesse outra pessoa.

– Outra pessoa ? — me olha com uma cara boba- Estava tomando banho.

– Nossa e por que você esta suada ? — olho com um olhar duvidoso-.

– É que, hm, eu não lembrava se tinha comprado shampoo é isso, então estava procurando, mas não achei, e você está bem ? — nem abro minha boca e ela já fala- Que bom, vou tomar meu banho !

Olho para a pia e vejo o shampoo em cima, balanço a cabeça e vou para meu quarto, me atiro na cama e tento não pensar mais no que aconteceu, sem demora eu acabo dormindo.

Acordo assustada com o som do telefone tocando, reparo que minha mãos estão suando, então logo em seguida atendo o telefone, era do hospital, meu pai estava tendo outro infarto.

– Preciso de um táxi urgente! — digo o nome da rua enquanto pego minha bolsa, saio do quarto procuro minha mãe e vejo que ela não está, no mínimo está fudendo com o diretor-.

Chegando ao hospital não me deixaram ver ele, entrei em pânico e tiveram que me dar sedativos, não demorei muito e apaguei.

Depois de uma hora acordo e vejo um cara me ajudando a me levantar, não demorei muito e perguntei pelo meu pai, sem demoras ele me levou até ele.

– Seu pai pediu para vê você, ele não está em condições de falar, está fraco e tem que dormir, então seja breve!

Sem muita demora, começo a chorar ao ver meu pai na cama, mal podia se mexer e falar, se alimentando por sonda. Ele faz sinal para eu me aproximar, chego perto dele, já chorando de mais.

– Bom dia minha linda! — ele me olha com aquele olhar fixo aos meus-.

– Bom dia pai! — enxugo minhas lágrimas no moletom, e olho fixamente pra ele-.

– Querida quero que você prometa um coisa, — faço que sim com a cabeça- sua mãe está grávida, quero que você me prometa que vai cuidar bem da sua mãe e da sua irmã. — enxergo uma escuridão quando ele fala que minha mãe está grávida, como pode ? será que esse filho é mesmo do meu pai ? Mas mesmo assim, prometo, a criança não tem nada haver com que a vadia da minha mãe tinha feito!

– Se for menina quero que ela se chame Olívia — sem ao menos terminar de falar ele começa a tossir de mais, ele olha para mim e pega na minha mão — Não esquece que eu te amo, sempre estarei com você !- sua voz foi sumindo, parecia que ele estava sufocando, e eu me afogava nas minhas lágrimas.

Notas finais
Nossa como a mãe de Amy era uma vadia, mas será que era ou ainda é ?