Nas ruas da cidade, eu vou perseguindo sua sombra e com sua endoscopia, descobri que você é rosa. Por dentro, sou rosa também.

Mas o céu é azul e os asfaltos pelejam para cair um raio acertando você de braços abertos, lembrando-lhe de que a vida não é para os perdedores.

As paredes não são tão espessas quando você escuta seu vizinho ouvindo Purple Rain, então você pensa atravessá-la para fugir pra longe dos meus pés. Descobre um universo desconhecido e se sente como se estivesse travado numa obra de Escher, envolvida numa moldura do Windows 98.

E você deseja voltar, mas o show pirotécnico vai começar e todos dizem que você precisa vê-lo pra ganhar uma nova página em que você possa recomeçar. Você se junta com os gatos vestidos como gente, lembrando-se de Louis Wain, e o metaleiro faz seu solo no palco enquanto as chamas sobem alto.

E daí tudo fica distante, porque você está alto e esticado e sente um anseio no coração por ser o único grande. Você não se preocupa por que cresceu, apenas se preocupa por ser o diferente e por mais encantador que seja, você quer voltar ao normal.

O povo da terra resolve usá-lo como adorno e te chamam de liberdade.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!