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8 Capítulo Oito - Primeira Conversa


Notas iniciais
Depois de tanto focar em Voltron, volto com um capítulo Ai, gente. Desculpa, mas Voltron virou um bebê muito precioso para mim Espero um dia conseguir escrever do meu OT3 de lá rç (amém Shklance) Boa leitura!

— Tem certeza de que não é necessário acompanhar Chat Noir na patrulha noturna, Marinette? — a voz de Tikki soou alto, mesmo que a kwami estivesse falando bem baixo.

— Chat disse que queria fazer isso sozinho, eu não me importo.

— Mas se preocupa.

— É claro que me preocupo. — retrucou Marinette sem nervosismo nenhum — Ele é meu parceiro.

— Cuidado para não tomar muita friagem, pode ficar resfriada. — alertou Tikki.

— Não se preocupe. Eu já irei entrar. — respondeu a jovem — Vá descansar. — pediu a Dupain-Cheng — Sei que a batalha de hoje te esgotou.

— Você também está cansada, Marinette. Na madrugada passada tivemos uma batalha desgastante, deveria dormir também.

— Eu já irei entrar. — repetiu para a amiga.

— Durma bem. — desejaram juntas e sorriram.

A garota ficou em silêncio enquanto aproveitava o chocolate quente e observava atentamente Paris até onde seus olhos lhe possibilitavam. Qualquer estranha movimentação e ela iria se transformar.

Entretanto, nada aconteceu. A bebida que esquentava seu corpo foi sumindo do copo e quando percebeu, não tinha mais nada. O que lhe restava eram apenas suas duas jaquetas, o que na verdade, era suficiente.

— O que uma purrcesa faz fora de seu quarto tão tarde? — ouviu uma voz soar e olhou para trás assustada.

— Chat… — murmurou a garota e logo percebeu que ele estava falando com Marinette Dupain-Cheng e não com Ladybug — Não pode assustar uma cidadã assim.

— Perdoe-me, não era minha intenção. — pediu sem graça e desceu do telhado no maior silêncio e ficou do lado dela. Como esperado de um gato.

— Perdoado. — respondeu — O que faz sozinho?

— Hoje decidi fazer uma patrulha noturna sem Ladybug.

— Alguma razão especial? — questionou aproveitando que estava em sua forma civil.

My lady hoje estava com um semblante cansado, assim como o seu. — comentou ao olhar melhor para a cidadã na sua frente — Eu pensei em dar um descanso a ela essa noite.

— Isso… Isso é muito gentil da sua parte. — murmurou impressionada, não esperava que fosse essa a razão.

— Não é questão de ser gentil. — corrigiu o gato — É questão de se preocupar com quem ama. — explicou-se.

— Ladybug tem sorte de ter você.

— Ladybug tem azar em me ter como parceiro. Eu que tenho sorte em ter ela.

— Não diga isso. Uma vez eu conversei com Ladybug, ela disse que não consegue imaginar sua vida como heroína sem a companhia de Chat Noir. — mentiu a respeito da conversa, mas o que havia falado eram seus sentimentos, era a mais pura verdade.

— Ela disse isso? — questionou impressionado.

— Por que a surpresa? Eu também pensaria assim se fosse Ladybug, afinal, você está sempre ajudando ela.

— Obrigado.

— Por que está me agradecendo? É a verdade.

O silêncio se instalou entre eles e Chat Noir tremeu por completo.

— Droga, está começando a ficar frio. — comentou consigo mesmo.

— Esses trajes não são os mais quentes pelo visto.

— Acho que não… Se eles tem algum ajuste para temperatura, deviam me ensinar. — respondeu e viu a garota rir e tirar sua jaqueta, logo a colocando por cima dos seus ombros.

— Acho que isso deve esquentar um pouco.

— Você não está com frio? Essa jaqueta de baixo parece ser fina.

— Não se preocupe, não estou com frio. — mentiu.

— Obrigado.

— De nada.

— Lembro que quando trabalhamos juntos você estava com eles presos. — comentou apontando para o cabelo dela.

— Sim. De noite eles ganham a liberdade. — se explicou.

— Eles ficam bonitos soltos.

— Obrigada. — agradeceu envergonhada pelo elogio.

— Posso? — perguntou apontando para o mesmo local.

— Quer mexer neles?

— Sim.

— Pode. — respondeu e sentiu seu cabelo ser puxado de leve através dos dedos que passavam dentre as madeixas de seu curto cabelo.

— Eles são macios. — comentou lembrando dos cabelos de sua mãe.

— Chat? — indagou e percebeu que ele não estava bem emocionalmente e o abraçou.

Em silêncio, o herói de Paris chorou, sentia falta dela.

Marinette nada perguntou e depois que Chat Noir desfez o abraço, a agradeceu e devolveu a jaqueta.

— Se quiser, pode voltar alguma noite dessas.

— Obrigado, Marinette. Alguma noite eu volto.

Uma noite em que seu orgulho já tivesse restaurado, era claro. Afinal, o herói de Paris havia chorado na frente de uma cidadã.

Em silêncio, sumiu depois de alguns telhados ao pular para as ruas.

E essa foi a primeira conversa noturna de Marinette e Chat Noir.

Notas finais
Um dia eu chego na cena que eu tanto quero escrever para essa fanfic Até lá, vamos esperar hasuhasusahuashusahuas Essa fanfic já era para ter terminado, é sério! Era para eu ter feito algo tipo Sourire, mas não deu vbudiasjkz Obrigada por lerem ♥