Space

16 Capítulo Dezesseis — Trabalho em Equipe (parte 2)


Notas iniciais
Cara, foram sete meses sem escrever nada de Space, que horror No momento em que eu decidi escrever pensei "agora vai", meia hora depois eram só 69 palavras e eu queria chorar de frustração Mas por incrível que pareça, eu consegui terminar o capítulo Enfim, boa leitura e qualquer erro, eu não verifiquei nada porque só escrevi e tô jogando na roda~

Marinette escrevia o que a professora escrevia no quadro, porém estava perdida em seus pensamentos. Suspirou ao pensar sobre o que Nathanaël havia dito.

“Se é tão óbvio que gostamos um do outro, por que é tão difícil ficarmos juntos?” — pensou ela enquanto voltava a escrever — “Mas mesmo que eu tenha a oportunidade de ficar com Adrien, eu não conseguiria fazer isso, iria machucar Nathanaël no fim de tudo.”

Marinette suspirou mais uma vez, chamando a atenção de Alya.

— Você está bem? — questionou a amiga.

— Estou, não precisa se preocupar. — Alya concordou com a cabeça um tanto receosa sobre as palavras da amiga, mas percebeu que não iria adiantar insistir no assunto.

Estava preocupada sobre o que deveria fazer, mas o foco nos estudo deveria ser priorizado naquele momento, não que fosse algo simples, já que sua mente estava uma completa bagunça.

Então apenas esperava que o tempo resolvesse esse seu caos mental.

— Marinette. — Alya chamou e a garota então acordou de seus devaneios — Seus príncipes estão te esperando para irem embora, pare de ficar viajando.

Marinette olhou confusa para a amiga e então olhou para frente, encontrando Adrien e Nathanaël conversando sobre algo.

— Eles não são meus príncipes… — murmurou como resposta — Obrigada pelo aviso.

— Se algo estiver te incomodando e você não puder me dizer, tente falar com um deles. Não quero te ver assim.

— Obrigada, Alya. — agradeceu sincera, mesmo sabendo que não poderia falar sobre isso com ninguém.

— Até amanhã. — se despediu se distanciando da outra — Até amanhã, rapazes.

— Até. — os garotos falaram em uníssono e então dirigiram seus olhares a pessoa restante ali dentro.

— Desculpa a demora. — pediu indo na direção deles ainda terminando de arrumar sua mochila.

— Sem problemas. — respondeu o loiro — Mas tem certeza de que você está bem?

— Estou bem. Apenas… Algumas preocupações tolas, não precisam se preocupar.

— Se alguma hora quiser falar sobre isso, estaremos aqui. — o ruivo se manifestou, fazendo a Dupain-Cheng abrir um sorriso.

— Obrigada, vocês dois. Agora vamos?

— Vamos. — eles responderam em uníssono.

Os três seguiram rumo a casa de Marinette, onde se depararam com um almoço já pronto.

— Não precisavam ter se dado ao trabalho… — comentou Marinette — Eu podia ter feito assim que chegasse.

— Nada disso, você iria querer que eles te ajudassem e não se faz as visitas trabalharem. — respondeu sua mãe terminando de colocar a comida na mesa — Agora aproveitem o almoço, eu vou voltar e ajudar seu pai.

Marinette concordou com a cabeça e então fitou os amigos.

— Vamos comer? — perguntou ela sem graça pela quantidade de comida em cima da mesa, sua mãe claramente havia se empolgado.

Adrien se esforçava para não rir de Sabine e da reação de Marinette, sabia dos sentimentos de Marinette por si devido suas conversas com Nathanaël, e pelo visto a Dupain-Cheng mais velha também tinha conhecimento desses sentimentos, pois sempre que ia naquele lugar era bem mimado.

E achava bom o Kurtberg também ser um pouco mimado pelos responsáveis de Marinette.

Nathanaël terminou o almoço desejando comer aquilo para sempre, comparado a sua comida aquilo era divino, e considerando que seus pais dificilmente organizavam uma refeição, era sempre ele que fazia, e já fazia algum tempo que estava enjoado da mesma.

Adrien ainda estava terminando de comer enquanto via os dois amigos lavando e secando a louça. Não conseguia evitar pensar que gostaria de ver aquela cena em uma casa que os três dividissem no futuro.

Era muito precipitado pensar tão longe?

Não sabia, mas assim que terminou a refeição, foi ajudar os dois como podia.

Os três terminaram de organizar o local e em seguida Marinette lhes deu touca e avental para usarem.

E ficaram adoráveis ao ver de Marinette. Se ela pudesse, fotografaria ambos e colocaria em algum canto do quarto… Talvez embaixo da cama…

Saiu de seus devaneios quando Sabine lhe chamou, percebeu que sua mãe tentava não rir. Claramente havia percebido que a filha pensava algo dos rapazes.

— Como pedido da Marinette, eu selecionei algumas receitas que vocês podem fazer com a ajuda da minha pequena. — disse Tom deixando um caderno em cima da mesa — Marinette é habilidosa, mas mesmo assim, se tiverem dificuldades, podem me chamar.

Adrien e Nathanaël concordaram e logo em seguida Marinette começou a instruir sobre o que fazer.

Sem a máscara, Marinette não tinha toda a confiança para liderar. A situação foi estranha por um breve tempo. No entanto, os rapazes logo começaram a compreender como o processo funcionava e tornou-se algo normal entre os três a ponto de não se importarem quando ficavam muito próximos.

— Olhem para a câmera, por favor. — pediu Sabine com seu celular na mão, chamando a atenção do Agreste e do Kurtzberg que estavam focados na explicação da jovem.

— Mãe! — a Dupain-Cheng protestou.

— O que foi? Eu já tirei outras fotos de vocês, mas em nenhuma vocês estão olhando para a câmera… Só uma não vai fazer mal, certo?

— Então vamos fazer assim. — Adrien disse e pegou um pouco de farinha na mão e soprou no rosto de Marinette, fazendo Sabine e Nathanaël rirem na hora e aquela tirar uma foto.

— Isso não é justo! — exclamou a garota e pegou chocolate, sujando o rosto do loiro.

— Por que não fez isso no Nathanaël? — o modelo questionou e o ruivo parou de rir para então se afastar de ambos.

Não que tenha resolvido muito, os dois o encurralaram e o encheram com farinha e chocolate no rosto.

A foto final foi o Kurtzberg no meio sendo abraçado pelos amigos e os três sorrindo com a situação.

Sabine deixou o grupo voltar a fazer os doces, apesar de um pouco do material ter sido gasto em travessuras.

No fim, os doces feitos se tornaram um café-da-tarde para eles, já que era a primeira vez deles fazendo, não haviam ficado esteticamente bonitos para venda.

— Desculpa. — pediu o ruivo sem graça por estarem comendo.

— Não se preocupem com isso. — pediu a Dupain-Cheng — Ninguém faz certo de primeira. E meus pais não vão ficar bravos por isso, eles com certeza já esperavam por isso.

— Eu até desperdicei farinha em vocês… — murmurou o loiro.

— Eu já disse para pararem com isso! Mas que coisa… — murmurou ela e suspirou — Parem de se preocupar a toa.

— É só que… Ontem eu não atrapalhei e nem ajudei, enquanto hoje eu acabei só atrapalhando… É meio estranho isso.

— Vocês não atrapalharam nem um pouco, meus pais reservaram um espaço para nós nos entretermos esta tarde. Apenas isso. — Marinette pensou um pouco se deveria falar mais alguma coisa e preferiu não pensar muito — E se depender de mim, vocês nunca estarão atrapalhando.

Os dois sorriram com a frase final e concordaram com a cabeça.

— Obrigado, Marinette. — Adrien agradeceu as palavras da garota.

— É… Obrigado. — Nathanaël agradeceu, sem graça, também.

Os três depois de se alimentarem aproveitaram para fazerem algumas tarefas do colégio juntos antes de Tom aparecer onde estavam para alertar que haviam vindo buscar Adrien.

— Quer uma carona para casa? — ofereceu Adrien para o rapaz.

— Não precisa. Eu vou a pé.

— Ele aceita sim. — Marinette disse, recebendo um olhar reprovador do ruivo.

— Ótimo. — o modelo respondeu, ignorando a resposta do artista — Então vamos?

— Vamos… — respondeu o ruivo percebendo que não iria ter como reclamar.

— Então, vejo vocês amanhã… — a garota respondeu sem graça por não saber como se despedir deles.

— Sim. Até amanhã. — Adrien se despediu e abraçou a amiga.

Nathanaël ponderou se deveria fazer o mesmo, mas repetiu o processo. Em seguida, os dois entraram no automóvel.

Marinette suspirou aliviada, havia conseguido ter uma outra tarde inteira com eles sem ficar nervosa.

Perguntou aos pais se precisavam de ajuda e ao receber uma resposta negativa alertou que iria tomar um banho e que iria ficar no quarto.

— Percebeu que ela gosta dos dois? — perguntou Sabine analisando as fotos que havia tirado.

— Sim. Me preocupo que um deles vai sair machucado dessa. — Tom disse abraçando a esposa.

[...]



Nathanaël estava inquieto, queria tocar no assunto, mas não sabia como deveria fazer aquilo.

— Algum problema? — Adrien questionou preocupado.

— Você… — o ruivo decidiu olhar para o loiro — Você sabe que a Marinette gosta de você? — a pergunta surpreendeu o modelo.

— Sim, eu sei.

— Você também gosta dela, por que não ficam juntos?

— É complicado. — respondeu percebendo seu motorista o analisando pelo espelho retrovisor e então ficou quieto, deixando o outro sem entender o porquê.

— É esta a casa, certo? — o motorista indagou e então os estudantes perceberam que já estavam no destino.

— É aqui sim. — respondeu o Agreste e abriu a porta. A fechou assim que o Kurtzberg saiu e foi o acompanhar até a porta da casa.

— Não precisava me acompanhar.

— Fiz porque eu quero. — retrucou o outro — Eu sei que está confuso sobre eu não querer nada com a Marinette agora, mas garanto que daqui um tempo você vai entender. Bom, até amanhã.

— Está bem, até amanhã. — concordou a contra gosto e viu o rapaz entrar no veículo para então entrar em casa.

Para Adrien, sua frase fazia todo o sentido do mundo, mas para Nathanaël? Nem um pouco. Ele queria os ver juntos de qualquer forma, desejava a felicidade de ambos, porque para Nathanaël, ele nunca deixaria de ser apenas o amigo do casal.

Notas finais
Não faço ideia de quando sai o próximo Mas se Deus quiser, eu termino antes da virada PORQUE EU QUERO ESCREVER FANFICS COM O LUKA CACETE
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.