Sozinha no mundo
2 Capitulo 2 – O desenrolar da mentira
Notas iniciais
E o carro estava iniciando uma velocidade extremamente perigosa. Kaira despertou do sono agitada pelo modo com que seu pai dirigia. Estava muito rápido e a pista molhada era perigosa. O telefone então começou a tocar e a imagem na tela mostrava um homem bem vestido e serio, tinha cabelos negros e pele clara, um formato de rosto redondo e penteado repartido. O nome dizia registrado no numero de telefone era de um tal Robert Kösher, um nome conhecido pela sociedade americana, ligado ao Instituto de Ciência e Química Kösher Experiments. Kaira ficou confusa pela expressão de raiva que o pai demonstrava enquanto dirigia.
– Pai, você ta bem? – perguntou ela ainda confusa do porque ele não atendia ao telefone.
– Estou bem Kaira, volte a dormir. Falta nove quilômetros até a fronteira de Filadélfia. – disse Frederick com uma cara fechada, focado na pista úmida da estrada.
Kaira sentiu a repreensão e estresse do pai e interpretou aquilo como sendo temor ou apenas um simples estresse mesmo, afinal, o dia não foi fácil para ninguém. Já eram quase dez horas da noite segundo o relógio de pulso de Kaira, horário este que lhe dava mais medo ainda. As ruas logo estavam escuras e a única luz era a do farol do carro. Megan despertou com o reboliço das curvas e então se por ereta no banco, nervosa do porque a pressa. Megan entendia a situação, mas se negava entender o porque seu marido estava tão misterioso. Olhou o telefone dele em seu suporte no painel e então o pegou.
– Frederick, o Sr. Kösher te ligou cinco vezes e te deixou sete mensagens. O que este homem quer com você?! – falou Megan parecendo incomodada em saber que o marido mantinha contato com um cientista conhecido.
A mulher largou o telefone sobre o suporte e então ajeitou o cabelo desgrenhado. Kaira apenas observava as atitudes dos pais, mas nem um pouco desconfiada ficava, sua mente estava ocupada demais com as cenas de mortes da cidade para ela se focar em outras coisas. Foi então que ela encostou a cabeça na janela. Observou a relva molhada da beira da estrada com a pouca luz que o carro proporcionava. Era uma bela vista do pouco de natureza que não possuía na cidade grande onde viveu. Frederick então desacelera o carro, após ter uma leve derrapada próximo a uma curva. Estavam na entrada de uma cidade que segundo a placa era Allentown. Conhecia bem, era uma das cidades dentro da rota de viagem – ou fuga se assim preferir. Frederick então em baixa velocidade, começa a dirigir cidade a dentro.
– Megan, me passa a arma. – pediu ele sem lhe encarar.
– Frederick o que vai fazer?! – perguntou ela nervosa, hesitando em lhe entregar a arma que havia acabado de retirar do porta luvas.
– Quer que mais daqueles infect...Quero dizer, pessoas, venham aqui e nos ataque?! – falou ele nervoso para a mulher que logo refletiu e cedeu a arma.
– Claro que não, só não faça nada precipitado. – resmungou ela se virando para Kaira – Filha ajeite suas roupas, vamos descer. – ordenou Megan para a jovem que sem questionar obedeceu e então ficou sentada numa postura ereta no banco.
Estavam todos ansiosos para a chegada em alguma cidade que estivesse ainda em sua perfeita ordem. Kaira se sentia apreensiva em ter qualquer contato que fosse com outra pessoa, apesar de ser já crescida, era uma garota jovem, doce e meiga, muito ingênua e totalmente mimada pelos pais. Ao contrario de outras garotas de sua idade ela mantinha sua personalidade totalmente ao estilo criança, foi assim que fora criada, por isso seu sentimento naquele momento era de que o mundo havia enlouquecido. Nunca teve uma grande paixão por filmes, sair, tampouco beber ou curtir com amigos, era totalmente reservada, então se mudar para uma cidade que ela mal conhecia era totalmente novo e apavorante para ela. Quem olhava para seu rosto percebia o quão confusa estava perante a tudo que estranhamente aconteceu quando ela havia resolvido assistir uma TV.
Enquanto a jovem se mantinha absorta em seus pensamentos distantes, seus pais se preparavam para sair do veiculo.
– Kaira, saia de perto das janelas. As portas estão travadas? – questionou Frederick.
– Estão pai! – exclamou ela revirando os olhos.
– Filha, pega a sua bolsa, esta no porta malas é so puxar as travas do banco e abrir por ai mesmo. – falou Megan para Kaira que logo obedeceu, retirando de la sua mochila cor roxa e azul floral.
Então todos os três desceram do veiculo, assim que ele foi estacionado a frente de uma barbearia escura e fechada. A rua parecia ser de uma cidade pequena. Haviam muitas arvores, um pouco de folhas secas próximas aos canteiros de plantas e postes de luz totalmente destruídos. Os estabelecimentos estavam fechados e as portas estavam lacradas, umas pareciam estar derrubadas sobre algo atrás delas e varias continham socos e perfurações na porta, semelhantes a buracos de tiro. Megan saiu agarrada à Kaira, as duas temendo por suas vidas e pelo que poderia ter na cidade escura e vazia. Frederick estava com arma em punho, mantendo seus braços esticados para frente, com a arma preparada para ser disparada quando quisesse. O homem caminhou a frente das duas enquanto avaliava a região. Segurou firme na arma, quando escutou um leve som de movimento. Vinha de trás de si, então, se virou e por pouco não acertou a face da esposa e filha, quando seu punho firme acompanhou o movimento do corpo, trazendo em si a arma carregada.
– Desculpa querido, fui eu. – disse Megan ao marido, e então gesticulou para que ele prosseguisse.
Ele continuou a andar, só que agora de cara fechada. Então os três começaram a vasculhas as lojas a procura de alguém, mas só o que acharam era mais pessoas mortas e rastros de sangue e destruição por toda a parte. No chão havia pedaços de roupa, estilhaços de bala e pólvora. Era possível sentir o cheiro de queimado no ar, o que os incomodou.
– Frederick, vamos embora, não tem mais nada por aqui! – falou Megan em alto e bom som, já que o silencio da cidade era tão grande, que ate mesmo os suspiros de Kaira eram ouvidos alto.
– Vamos, realmente não tem nada aqui. – resmungou ele e então marcharam retrocedendo para o veiculo que havia ficado na esquina do inicio da rua.
Os três pareciam acostumados com a tragédia que havia se instalado de surpresa em suas vidas. Seguiram para o núcleo da cidade, procurando algum deposito ou pessoa que ainda estivesse viva por ali, queriam qualquer sinal de vida para poderem lhes dar ajuda ou ate mesmo receberem ajuda, já que estavam sem casa e sem comida a quase doze horas e meia. Eram exatas quatro horas da manha, estavam dirigindo pelo que parecia ser a região residencial de Allentown, quando a frente na rua de asfalto desgastado, pedaços de madeira, vidro e roupas estavam jogados. As casas totalmente depredadas e pessoas jogadas no jardim mortas. Eram poucos cadáveres, mas mesmo assim conseguiram amedrontar Kaira que observava tudo, escorada na janela.
Megan e Frederick estavam em silencio e Kaira da mesma forma. Enquanto ela visualizava a destruição do outro lado da janela, sua mãe os alerta quando nota algo de diferente nos terrenos das casas.
– Frederick, veja, uma câmera. –comentou a mulher balançando a mão em ordem de parada e então abrindo a porta, praticamente se lançando no jardim.
– Megan, volta aqui! – exclamou Frederick saindo do carro e empunhando a arma, enquanto ia em direção à esposa.
O homem segurou o ombro dela e a ergueu. A mesma estava em posse da câmera preta profissional, com uma leve rachadura na parte superior esquerda da tela. Ainda com bateria, a câmera foi desligada pela mulher e então os dois voltaram às pressas para o veiculo.
– Ta louca? E se tivesse alguém perigoso la fora?! – brigou Frederick com a mulher, após fechar a sua porta e guardar a arma no painel do carro.
– A é mesmo? E deixar uma câmera funcionando jogada no chão? Já pensou que isso pode ter algo de importante?! – resmungou ela iniciando um dialogo nada agradável dentro do automóvel.
– Chega, a gente já pode ver a câmera ou preferem se matar antes? – exclamou Kaira, sentindo que havia agido de uma forma fora do comum.
Aquele dia havia sido uma loucura, portanto nem Frederick nem Megan se importaram com as atitudes da filha, apenas ligaram a câmera e fora para a biblioteca de imagens e vídeos. Haviam fotos de família, casais e dois lindos bebes com pijaminhas amarelos. Uma das fotografias era de uma jovem muito bonita que tinha cabelos vermelhos, pele clara e sardas claras na região da maçã do rosto. Sua franja era sutil e com um corte reto, e as madeixas finas e lisas tinham um corte reto de mesma forma, que alcançava os ombros da jovem. Aparentava ter no mínimo 19 ou 20 anos, uma moça bela e carismática, que provavelmente estava morta. Um dos vídeos foram vasculhados, o critério da busca era vídeos de uma semana atrás. Dentre todos eles se destacava um que tinha sido gravado nada menos que à 15 horas atrás. Megan então seleciona o vídeo com a ponta do polegar, tocando a tela touch screen e pondo o vídeo para reproduzir.
As imagens foram sendo reproduzidas na tela com leveza. O som stereo dava a sensação de que todos estavam vendo uma cena ao vivo, ali mesmo naqueles jardins com arbustos verdes e flores margaridas distribuídas por um corte de terra no jardim. No vídeo o terreno era distribuído da mesma forma que à casa ao lado. A casa era de dois andares, paredes brancas e telhados escuros. Janelas de madeira com pequenos vasinhos nela e uma porta dupla marrom escura. Estavam duas pessoas no jardim, um homem de cabelos grisalhos e pele caucasiana meio caída, como a de um senhor. Seus olhos fundos demonstrava o cansaço que contribuía para os 80 anos que ele aparentava ter. Já a mulher era muito bonita, tinha cabelos claros, ruivos e uma pele linda albina. Era a mesma mulher da fotografia, aquela ruiva de face angelical. Ela o abraçava e murmurava “Parabéns vovô!” finalizando a graciosa frase com um beijo forte na bochecha do idoso. O cinegrafista parecia ter a voz de um homem de meia idade, tal murmurava para o velho “Isso mesmo pai! Sorria para a câmera e diga o que sente.” Era uma gravação caseira familiar, retirou sorrisos de Kaira que espiava a gravação sobre o ombro fino da mãe.
– Quem são estes? – perguntou a garota que fora ignorada, recebendo apenas chiados como resposta.
A gravação continua com o senhor dando seus agradecimentos à família. Ele abraçava a neta e sorria frágil, ate que a jovem garota olha para o lado enquanto o pai dela gravava o velho. Na gravação era visível a face de espanto da garota, que observava algo tão fixamente, que provavelmente instigou o pai e o avô a olharem também. Quando o velho parou de falar, todos começaram a ouvir gritos desesperados de pessoas que relembraram os momentos de horror de Kaira na tarde do dia anterior. Na tela media da câmera, era possível ver a face de pessoas totalmente rasgadas e ensanguentadas, com os lábios cortados e olhos vermelhos. Seus cabelos eram bagunçados e peles pareciam frouxas no corpo. Estas corriam pelas casas quebrando tudo e andavam de forma estranha, foi ai que na mesma gravação, uma dessas pessoas correu em direção ao velho. A jovem que estava abraçada com o avo tentou fugir com o mesmo, mas ele acabou caindo e virou vítima do canibal que começou a o torturar e rasgar. O velho se debateu no chão, gritando por socorro. O filho, o tal cinegrafista, largou a câmera no chão que acabou rachando a tela enquanto ainda gravava todo o tumulto. A jovem ruiva gritava na casa pedindo ajuda, enquanto o canibal mordia pai e filho no jardim. Mais deles saíram da rua e correram para as residências, atacando a jovem ruivinha que acabou morrendo em cerca de minutos. Outras duas pessoas saíram da casa, e foram capturadas pela câmera jogada no jardim. A gravação mostrou para Frederick e Megan o momento em que pai e filho se erguiam do chão, e mesmo que Megan e o marido pensassem que os dois haviam morrido, vislumbraram o momento em que eles atacam a própria família. A partir daí a gravação mostra somente a destruição e morte.
Megan desliga a câmera e fica cabisbaixa, totalmente perplexa com o que assistira. Kaira que havia desistido de assistir no inicio do ataque, ficou quieta no banco traseiro, ate que Frederick recebe uma chamada em seu telefone novamente. Ele segura o telefone e após ver a identificação da chamada, larga o telefone no painel. Megan agarra o aparelho e atende, mesmo que Frederick tenha tentado impedi-la. Não foi uma boa ideia.
– Frederick vamos conversar. Por favor eu preciso disso cara. Vamos, que preço quer? Eu aumento o valor da proposta!? – exclamou Robert do outro lado da linha.
– Como assim proposta? Robert do que esta falando?! – exclamou Megan para o homem.
– Megan, Frederick esta ai? Fala para ele que eu não vou tolerar mais o hesito dele. Ou ele me da o que eu quero, ou eu mato todos vocês! – exclamou o homem que desliga a chamada na cara da mulher que agora, estava tremendamente furiosa.
– Frederick o que significa isso? Do que ele estava falando?! – exclamou ela balançando o celular para o ele.
– Megan, não se mete! Não é da sua conta, trata de cuidar da sua filha que esta amedrontada la atrás e me deixa em paz. – berrou ele tomando o celular da mão dela com brutalidade.
A mulher fica pasma com as ações do esposo que agora dirigia para fora da cidade. Kaira que assistira a tudo sente tamanha raiva do pai, que grita exigindo que o carro pare. A garota pega a câmera do colo da mãe e rapidamente se retira do veiculo. Kaira corre para dentro de uma casa que ate então, não tinha se quer uma luz, porem, de silenciosa ela não tinha nada. Ruídos foram ouvidos assim que a garota se aproximou da porta. Adentrou a residência, deixando seus pais gritando do lado de fora e então lançou a câmera no chão. Mal sabia ela que acabara de se meter em extremo perigo.
A garota sem demora invade a residência, ela parecia perdida, não sabia por qual motivo havia corrido do veiculo, só se sentia perdida e precisava de um lugar quieto e solitário para se encontrar. Caminhou ate a cozinha da casa que estava toda quebrada. Limpou um dos bancos altos da cozinha e colocou a câmera sobre a bancada de cerâmica. Soltou as madeixas castanhas escuras e começou a assistir o vídeo que estava na parte em que sua mãe havia parado. Ela sentia no fundo a necessidade de saber tudo sobre aqueles acontecimentos malucos. Porque o mundo ficou de cabeça para baixo de uma hora para outra? Isso não fazia sentido para ela, era como se fosse tudo uma tremenda brincadeira de mau gosto.
Megan e Frederick saem do carro discutindo sobre tudo que estava acontecendo. A discução desenfreada dos dois começou a ganhar volume quando eles chegaram na entrada da casa. Abriram a porta e entraram brigando como se fosse um dia natural para brigas. Megan exigia explicações e Frederick se defendia e rebatia as exigências dela. O som começou a ficar mais alto, quando de repente um som de passos é ouvido do andar de cima. Megan e Frederick e calam e Kaira se distrai com a gravação, ate que a sombra de uma pessoa começa a aparecer na parede da escada. O casal começa a se afastar gradativamente, enquanto uma perna arranhada e ensanguentada começa a aparecer na escadaria. Correm os dois em silencio e então passam pelos entulhos da cozinha, agarrando Kaira as pressas. Frederick tapa a boca da filha e Megan apanha a câmera e uma faca que estava ali na pia. Os três saem de fininho pela porta dos fundos da casa, ate que Kaira se liberta do sufocamento do pai.
– O que é isso pai?! – Kaira se ira pela primeira vez em sua vida. Após brigas, mortes e destruição, parece que Kaira não era mais a mesma, ficou na defensiva e esgotada com tantas tragédias ao seu redor.
– Você sai e ainda me exige explicações? Já pro carro Kaira! – exclamou ele exaltado com a garota.
– Filha... – murmura Megan olhando Frederick com frieza e repreendimento.
A mulher sai em direção a filha lhe chamando carinhosamente. Frederick grita nos jardins do fundo chamando pela esposa e ela se quer responde a ele. Seu objetivo foi alcançado e na porta do carro, Megan agarra Kaira e lhe abraça chateada.
– Me perdoa querida, não foi minha intenção brigarmos na sua presença. – desculpou-se ela para a garota que a abraçou sorrindo torto.
– MEGAAAAAAAN SOCORRO! – gritou Frederick.
– Frederick!! – exclamou Megan correndo atrás do marido – Kaira, a arma esta no carro, rápido! – exclamou e então sumiu das vistas da filha.
Correu então Kaira na posse da arma, segurando-a firme na mão. Chegou nos fundos da casa ainda alarmada, foi quando ela viu a mãe lutando contra um canibal monstruoso. Frederick estava no chão, com pedaço do pescoço arrancado. Kaira grita ao ver o pai totalmente acabado no chão, a beira da morte. Corre ela então em direção dele, com a arma em punho.
– Pai! Não, não morre, por favor! – suplicou ela.
Frederick ainda sangrando toma a arma da mão da filha e então aponta a mesma na direção do monstro que atacava sua esposa. Só foi ouvido um grande som de tiro, que acertou a cabeça do homem que caiu duro no chão. Megan segura o ombro esquerdo com a mão direita e vai ate o marido, meio cambaleando devido ao ataque que sofreu.
– Fred, Fred meu amor, não se preocupa, vai ficar tudo bem, eu prometo... Voce vai ficar bem, eu juro, só fica conosco, não nos deixe! – suplica Megan se derramando em lagrimas, inclinada no homem.
– Me perdoa. – murmura Frederick com extremo esforço e mesmo assim sua voz sai fina e quase inaudível.
Frederick morreu asfixiado ali no chão, com seu próprio sangue. Esposa e filha se jogam em cima do falecido que agora estava horrorosamente largado no chão, morto, sem que nem Kaira pudesse ter se despedido ou pedido desculpas ao pai pela fuga. Kaira se culpou a partir dali, sentindo que tudo fora consequência dos breves momentos de rebeldia e desobediência dela. Restou-lhe chorar ali. Megan vendo a tristeza da filha se recompõe mesmo que acabada, ela precisava protegê-la a partir de agora. Pegou a arma da mão de Fred e segurou Kaira pelo braço.
– Vamos, não podemos fazer mais nada, é perigoso aqui, vamos embora. – pediu ela se arrependendo de ter adentrado a casa.
Megan se dirigiu ao carro com a filha e nele adentrou. Trancou as portas e foi para bem longe da cidade, levando consigo apenas a câmera que havia encontrado.
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