Notas iniciais
Yay, e começa o terror... Talvez esse capitulo esteja um pouco repetitivo, mas pelo menos a 'coisa' se manifesta.
A ‘coisa’ me empurra de volta á cama, me fazendo bater o corpo no colchão com força. Minha cabeça cai no travesseiro, e a força continua em cima de mim e do meu pescoço, me sufocando. Não consigo gritar nem pensar direito. O desespero toma conta de mim, e eu começo a espernear que nem uma maluca. Levanto meu braço e toco a parede, em busca do interruptor, e acendo a luz. Na hora que eu faço isso, a força desaparece. Me sento rapidamente na ponta da cama, e tento processar as coisas que acabaram de acontecer. Isso não foi minha imaginação, eu tenho certeza. Quer dizer, não pode ter sido, certo? Olho para o meu pulso, onde a coisa me segurou, e vejo que tem 5 marcas roxas. Seja lá o que tenha sido isso, tinha alguma coisa parecida com uma mão.
Coloco a mão na frente da boca, assustada. Minha vontade é de chorar de desespero e gritar, mas eu tenho medo que a coisa me ouça. O que eu poderia fazer? Não posso ligar para minha mãe porque o meu celular está sem sinal, e para chegar ao telefone fixo eu teria que atravessar o corredor. Eu também posso ficar escondida embaixo do cobertor até minha mãe voltar, mas eu tenho medo que dessa vez a coisa realmente me sufoque. Ou eu também poderia sair de casa, ficar no jardim, e gritar por um vizinho. Minha mãe trancou o portão, mas a porta de entrada não. Até agora essa é a melhor ideia, então junto toda a minha coragem, saio da cama, e atravesso o corredor correndo, sem pensar em nada. Abro a porta de entrada rapidamente e pulo pra fora. Estou descalça e com meu pijama fino de sapinhos, então o ar frio me incomoda um pouco. Olho para o céu e para os lados, procurando alguém que me possa ver. Não tem ninguém nos terraços dos prédios em volta, nem na casa vizinha. Alguns carros passam na nossa rua, então começo a gritar, mas ninguém parece me ouvir. Jogo algumas pedras do nosso jardim na janela da casa ao lado, mas ninguém aparece. Fico gritando, cada vez mais alto, mas minha voz começa a falhar. Sento na grama, cansada, e abraço os meus joelhos. Minha mãe já deve estar chegando. Devem ser 23:00, então ela não deve demorar muito. Tento me acalmar, e viro a cabeça em direção á minha casa. As janelas estão fechadas, e tudo parece muito calmo. É uma casa bonita, branca, e moderna, mas é grande demais para duas pessoas. Minha mãe queria se casar de novo e ter outro filho, mas nunca aconteceu. Quando finalmente começo a me acalmar e a respirar normalmente, vejo a janela de casa se abrindo violentamente. Me levanto para fugir, quando sinto meus pés sendo puxados. Grito o mais alto que eu posso, e seguro com as mãos algumas folhas de grama para evitar de ser puxada, mas sem resultados. Tento chutar a criatura do outro mundo que me puxa, mas ela é muito forte. Acabo sendo levada de volta para dentro de casa, batendo a cara no degrau da porta. A coisa me deixa no meio da sala, e a porta se fecha violentamente, como e alguém estivesse bravo. Rastelo até um canto da sala, perto da parede, e começo a chorar desesperadamente, como um bebê. Meu pijama está imundo, e minha bochecha tem um corte. O que eu sinto agora não é mais medo, é raiva. Raiva da criatura que não me deixa em paz.
-Porque? Porque você não me deixa em paz?- Sussurro, sabendo que ninguém vai responder.
-Eu te deixei em paz todo esse tempo.- Responde a criatura, com uma voz simples e doce. Parece uma mulher, mas eu não tenho certeza. Levo um susto com a resposta, e não falo mais nada. Sinto a presença da ‘coisa’ perto de mim, mas não ouso me mexer. Depois de uma eternidade, ouço o telefone fixo tocando. Provavelmente é minha mãe, e eu tenho que falar com ela. Antes de pensar o que poderia dar errado, subo as escadas correndo para atender o telefone. Não consigo chegar a tempo, mas tem uma mensagem na caixa postal. Aperto o botão para ouvir, ainda muito assustada.
-Oi, filha. Então, eu liguei para avisar que eu vou voltar bem tarde, mas você não atendeu. Enfim, não me espera acordada, porque eu encontrei umas amigas aqui no restaurante, e a gente vai sair, então eu vou voltar bem tarde. Beijo Lolinha, te amo.- Ouço atentamente tudo, e depois disso eu não consigo me mexer. Merda. Merda. Eu vou ter que passar mais algumas horas sozinha em casa com a coisa.
Redisco o número a minha mão correndo. Começa a chamar, então eu respiro aliviada. É só eu pedir para ela voltar agora, então vai ficar tudo bem. Alguém atende, mas não é a voz da minha mãe.
-Você não vai sair daqui tão cedo.- Uma voz estranha e falhada diz, e logo depois desliga. Fico em choque, ainda com o telefone colado ao rosto. Eu liguei para minha mãe, e a ‘coisa’ atendeu. Como ela fez isso? Nada faz sentido.
Largo o telefone e desço as escadas de novo, preparada para enfrentar a criatura. Ela pode me machucar, mas eu não consigo nem ver ela! Como eu posso estar preparada pra enfrenta-la?
-Quem é você? O que você quer?- Pergunto em voz alta e clara, parada no meio da escada, com uma coragem que eu nem sei de onde veio. Alguns segundos se passam, e eu não acho alguém vai responder. Desço os últimos degraus da escada e encosto as costas na parede, ainda esperando alguma resposta. Ouço a escada rangendo, como se alguém estivesse descendo rapidamente, mas não tem ninguém. Isso faz meu coração acelerar, e solto um gemido agudo.
-Eu quero você presa aqui comigo pela eternidade.- Diz uma voz horrível, aguda, que parece de uma criança. Ela parece se divertir com o meu sofrimento.
Essa resposta me perturba tanto que eu tenho que me sentar no chão. Droga. O que eu faço agora? Olho para o lado e vejo que a porta de entrada está aberta. Eu poderia tentar sair de novo, mas dessa vez não vou deixar a coisa me arrastar de volta para a casa.
Levanto, atravesso a sala de estar correndo, e atravesso a porta. Corro para o portão e começo a balança-lo, tentando chamar alguma atenção. Tem um ponto de táxi na frente de casa, algum taxista pode me ouvir. O problema é que já é meia-noite, e não tem ninguém lá fora. Grito desesperadamente, com a voz extremamente aguda, chorando ao mesmo tempo. Não vou desistir, vou gritar até alguém aparecer e me salvar desse inferno.
Notas finais
GOSTARAM? GOSTARAM? HEIN? HEIN? COMENTA? POR FAVOR? GOSTOU? NÃO TENHA MEDO DE MIM, SOU NORMAL
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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