Sounds of the Future
26 Capítulo 25
Notas iniciais
POV Suri
Levei todos os cinco recém-chegados para a sala depois que eles acabaram o jantar.
– Onde está a outra? – Zoe perguntou, assim que todos se sentaram as cadeiras.
– Perdi ela por ai... Quer dizer, não deve estar perdida, mas não a encontrei em lugar nenhum. – Falei, um pouco constrangida.
Algo na expressão de Zoe me deu a impressão de que ela sabia onde Alma estava, e isso não a deixava muito feliz,
– Muito bem, deixe ela pra lá, vamos começar com as perguntas... Como souberam do esconderijo?
Rachel e Emma trocaram um olhar nervoso.
– Vou pedir uma coisa está bem... Não escondam nada de nós... Nós saberemos se estiverem mentindo e eu não tolero mentiras.
Eu nunca vira Zoe falando tão sério. Algo estava começando a dar muito errado.
– No dia da queda do meteoro nós quase morremos. Quando acordei, alguns minutos depois da queda, quis verificar o tal meteoro e ele era um tipo de... Cápsula. Ele nos deu as coordenadas para chegar até aqui, disse que seríamos guiadas pelos Guardiões que, descobrimos mais tarde, serem Alma e Caleb. – Rachel falou.
– Hm... E vocês? Soldados... Como chegaram até aqui?
– Encontramos Rachel e Alma depois de um pequeno acidente com um atirador de elite... Ele havia dado um tiro em Alma, que acabou “morrendo”, sendo ressuscitada, minutos depois por Katrina. – Piers falou.
– Eu sabia... – Padme falou baixinho, não saindo das suas anotações.
– Onde conseguiram o veículo? – Zoe não parava de fazer perguntas.
– Isso tudo é mesmo necessário? – Caleb falou, indiferente.
– Está querendo esconder alguma coisa? Lembre-se que só existem você e sua irmã de superiores nesse subsolo, não tente nada.
Zoe parecia nervosa, e não era o nervosismo costumeiro, era um fora do normal.
Me aproximei de Dylan.
– O que ela tem? – Perguntei baixinho.
– Meus olhos. – Ele falou.
Seus olhos haviam mudado de cor mais uma vez... As íris castanhas estavam vermelhas, elas nunca tinham ficado vermelhas.
– Roubamos o veículo. – Katrina falou.
– Chegaram até aqui sem serem rastreados?
– Ainda não sabemos... A Nova Ordem estava em nosso encalço, mas não sabemos se estávamos sendo rastreados. – Piers falou.
– A Nova Ordem esteve aqui há alguns dias... Vocês têm haver com isso?
Todos os recém-chegados trocaram um olhar nervoso.
– Não sabíamos que eles estavam nos seguindo. – Emma falou.
– Eles não estavam só seguindo vocês, eles sabiam onde vocês queriam chegar. Como?
– Eu não... – Rachel falou.
– Você sabe de alguma coisa Rachel.
– Eu juro que não...
– Não minta Rachel!
Os batimentos de Rachel aumentavam no monitor.
– Ela não sabe de nada Dylan, eu sei que ela não sabe... Dá pra sentir isso nas palavras dela. – Padme falou.
– Eu não posso parar a Zoe agora, ela me mataria. – Ele falou.
– Zoe já chega. – Gritei.
Todos os olhares se voltaram pra mim.
– Ela não sabe! Não está vendo? Se tem que fazer perguntas para alguém, esse alguém é Caleb ou Alma... Eles são superiores, sabem no que essa guerra pode se transformar.
Zoe olhou para Caleb.
– Porque está aqui?
– Estou seguindo ordens.
– De quem?
– Do ser que os humanos chamavam de Deus.
– E por quê?
– Sou um anjo da guarda... Sou o anjo de Rachel.
– E pra que ela precisa de um.
– Ela foi escolhida séculos atrás para salvar a humanidade.
Todos olharam para Rachel.
– Estava me escondendo coisas afinal... – Zoe falou.
– Não me fez nenhuma pergunta direta para que eu desse essa resposta. – Rachel rebateu rapidamente.
Zoe se voltou novamente para Caleb.
– Sabe mais sobre esse plano?
– Meus superiores me informaram de que uma nova guerra iria começar... Ela é inevitável! Devemos invadir o prédio da Nova Ordem e parar com o processo de aceleramento da evolução dos humanos.
– E como fazemos isso? – Perguntei.
– Na base do diálogo é que não é... Os superiores podem ser inteligentes, mas nunca se pode tentar dialogar com eles. – Caleb falou.
– Temos que matá-los? – Zoe falou.
– Eu não queria isso, mas... – Caleb respondeu.
– E como Rachel entra nessa história? – Dylan perguntou.
A tensão se dispersou da mesa.
Rachel olhou para Caleb, que estava olhando fixamente para a mesa. Suas mãos estavam trêmulas.
– Eu posso... Responder isso só para Zoe?
– Eu quero saber Caleb! Você já me escondeu coisas demais! – Rachel falou.
Caleb engoliu em seco.
– Eu não... Não quero permitir que isso aconteça com ela, quero outra opção.
– Qual a opção que temos? – Padme falou.
– É uma questão meio longa... Nenhum ser de nenhuma espécie pode receber toda inteligência do universo, ninguém pode saber todos os segredos do universo, isso é impossível. Deus nunca foi o ser mais inteligente do mundo, só era mais inteligente que os humanos.
– Do que está falando? – Zoe falou.
– Cada espécie faz parte de um ciclo evolutivo único. O ciclo humano foi acelerado em torno de duzentas vezes depois da chegada da Nova Ordem. Isso é ruim, afinal, vocês evoluíram, mas a maturidade de vocês continua no ciclo normal.
– Onde eu entro nisso Caleb? – Rachel perguntou, sem tirar os olhos da mesa.
– Pra isso tudo parar, temos que matar todos na Nova Ordem, mas eles não podem morrer com armas ou socos... Uma pessoa que recebe todo o conhecimento do universo vira a pessoa mais poderosa do mesmo, mas tem a possibilidade enorme de que a pessoa vire uma bomba atômica.
– Você quer dizer... – Piers começou a falar.
– Eu teria que... – Rachel falou, a voz foi perdendo a intensidade.
– Rachel teria que absorver toda a inteligência do universo, virando uma bomba atômica. Ela iria explodir quando descobrisse os últimos segredos e mataria todos os agentes da Nova Ordem, já que todos eles estão na Terra agora. – Caleb falou.
O silêncio tomou conta da sala. Rachel havia começado a soluçar baixinho.
– Não tem outro jeito? – Padme perguntou perplexa.
– Eu não sei... Ainda não achamos outro jeito.
– Eu vou! – A voz de Drew ecoou na sala.
Todos olharam para ele.
– Eu não tenho o que perder, eu... Vou no lugar da Rachel!
– Drew – Dylan falou, se levantando da cadeira. – Você não pode fazer isso.
– O que eu tenho pra perder?
– Você tem amigos... Esqueceu? Você é meu melhor amigo cara! – Dylan falou, as lágrimas já visíveis em seus olhos.
– Esperem... Não vamos tomar conclusões precipitadas, precisamos arranjar outro jeito. Nós vamos arranja outro jeito. – Falei.
Os ânimos foram acalmados.
– Certo... Vamos pensar agora... – Falei.
A luz começou a piscar até ficar tudo escuro.
– Luzes de emergência. – Zoe falou.
Luzes azuladas começaram a ligar. Eu nunca havia visto uma pane de luz no subterrâneo, o que indicava que alguma coisa estava errada... Completamente errada.
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