Notas iniciais
E oi de novo gente! HAHA, EU PROMETI QUE IA POSTAR HOJE!!! Cá estou e vou deixar esse capítulo para vocês lerem no final de semana. Espero que vocês gostem, segunda estou de volta. Boa leitura. xx

POV Padme

Depois de vários testes psicológicos em Zoe, concluí que ela estava bem, tinha alguns pesadelos e estava um pouco abalada emocionalmente, mas nada que comprometesse seu trabalho como líder.

Passamos mais alguns dias fazendo acompanhamento médio, só para descobrir que ela estava com a mente em ordem.

Era difícil para eu e Dylan mantermos o segredo escondido de Suri e Drew. Era tão normal conversarmos sobre tudo que, uma hora ou outra, o assunto ia acabar escapando.

Eu e Dylan não parávamos de trabalhar no tradutor e em como colocá-lo em Kyle.

– Preciso de amostras de sangue. – Dylan falou, coçando a testa.

– Eu pego.

– Você acha que eu vou te deixar ir lá fora sozinha com aquela coisa?

– Dylan, “aquela coisa” não é um Crente como os outros, nós dois já tiramos essa conclusão, ele é um erro de laboratório... Imagina como deve estar sofrendo! – Falei.

Eu sabia que Kyle não me atacaria, ou pelo menos eu achava que não. Kyle era uma aberração ainda pior que nós. Alguém havia brincado de Frankenstein e não ligou nem para pedir a permissão dele. Só a ideia de que Kyle tivesse permitido que fizessem aquilo com ele, já me deixava enjoada.

Abracei Dylan por trás e dei um beijo em suas costas.

– Não se preocupe comigo... Eu vou voltar com as amostras.

– E se você não voltar? – Ele perguntou.

– Pode me dar um voto de confiança, por favor?! – Falei, lhe lançando um sorriso.

Selei seus lábios com um beijo e andei até meu quarto perto da ala hospitalar para pegar as ampolas para colocar o sangue extraído.

Coloquei as ampolas escondidas cuidadosamente no bolso lateral do jaleco na intenção de não chamar a atenção de ninguém no corredor.

Comecei a subir os níveis do esconderijo até chegar à escotilha que dava para a superfície.

Digitei a senha e a porta se abriu com um clique.

Empurrei a escotilha e tomei o cuidado de olhar para todos os lados para ver se a Nova Ordem estava por ali.

Assim que pus os pés fora do subterrâneo, a porta se trancou, deixando a paisagem desértica novamente.

– Kyle?! – Chamei, sentindo o nervoso revirar meu estômago. — Kyle... Sou amiga da Zoe, eu não vou te machucar.

Senti o chão tremer sob meus pés e ao longe vi a figura cinza e pálida. Os olhos grandes e amendoados olhavam fixamente para mim.

Fechei os olhos e engoli em seco.

– Vamos garoto, eu não vou machucar você.

“Hei Padme, você não está falando com um cachorro, ele é uma pessoa!” falei mentalmente, tentando visualizar o Kyle que vi nas fotos.

Kyle foi chegando mais perto, tímido, e pude ver que, por mais que parecesse um Crente em sua anatomia, ele era completamente humano.

Ele parou na minha frente e sentou, fazendo o chão tremer.

Olhei para cima, encarando seus olhos.

– Eu, ahn... Eu sou uma médica e... Eu vim para pegar algumas amostras de sangue, se você deixar... Pedido da Zoe.

Ele me encarou, como se me avaliasse, então ele levantou a pata dianteira. Eu esperava o impacto, acho que Dylan não estava tão errado assim.

A pata gigante foi chegando mais perto, as garras quase no meu rosto. Então eu fechei os olhos.

Mas nada.

Nenhum impacto.

Abri os olhos devagar e o que seria seu braço estava parado ao meu lado.

Olhei para ele e pude ver um indício de sorriso.

– Vai doer só um pouquinho. – Falei, duvidando que ele sentisse alguma coisa, na realidade.

Ele soltou uma bufada de ar, como que dizendo “nada pode me machucar, não mais.”

Colhi umas cinco ampolas de sangue e as guardei em uma mala de aço.

– Muito obrigada Kyle, logo eu mando alguém aqui em cima ver você.

Quando falei isso, ele pareceu meio que se desesperar.

Grunhidos indecifráveis saiam de sua boca, eu não podia entendê-lo.

– Não, não faça isso, eu não consigo te entender. – Falei.

Mas ele continuava, os sons já estavam me deixando nervosa e confusa.

Então eu coloquei a mala no chão e avancei sobre ele, me jogando em um abraço.

Os sons pararam, ele parou, tudo ficou em silêncio.

– Sabe o que é... Zoe ficou muito mal por ter te visto assim... Ela não queria que isso acontecesse com você.

Me soltei do abraço e ele abaixou a cabeça até ficar com os olhos da altura dos meus.

– Ela... Passou por uns dias difíceis desde que você chegou, e nós temos um plano. Vamos fazer você falar ok?! Vamos poder te entender.

Os olhos de Kyle marejaram assim que eu terminei a frase, então eu sorri.

– Eu sei que você não quer ficar aqui sozinho. E não adianta tentar discutir comigo! – Falei, sorrindo.

Ele fez um barulho que parecia uma risada interna.

– Eu vou voltar pra te ver ok? Não adianta tentar me impedir.

Ele fechou os olhos e aproximou seu rosto do meu, encostando a testa na minha.

– Você pode fazer uma coisa? Não por mim, ou pela Zoe... Por todos nós.

Ele me olhou, prestando atenção a cada palavra.

– Esse esconderijo... É tudo que os super-humanos têm e já nos foi tirado tanto... Sei que você entende, até porque sua irmã é uma de nós. Então, por favor, proteja esse lugar, não deixe que a Nova Ordem tire isso de nós também.

Senti meus olhos começarem a lacrimejar e vi que Kyle tinha assentido.

Ele assentiu! Ele ainda podia fazer coisas que humanos faziam.

Eu sorri e, pegando a mala com cuidado, me dirigi a entrada do subterrâneo.

Notas finais
Estou sem novos capítulo escritos, ENTÃO, eu vou tentar escrever alguma coisa esse fim de semana. Se eu não postar segunda, me desculpem ok, mas eu não vou abandonar a fic, fiquem tranquilos. xx