Notas iniciais
Oi lindoooos! Não quero deixar nenhum capítulo sem notas iniciais :) Conversem comigo, como vocês estão? O que gostam de fazer? Quais livros vocês são fã? Enfim... Vou deixar vocês lerem. Boa leitura. Lay xx

Amós pediu para que Tori se encontrasse com ele na sala de controles, ela não demorou muito a chegar.

– Pediu para me ver? – Ela falou.

– Claro, venha aqui.

Tori se aproximou de Amós.

– Sabe o que acho que você poderia fazer? – Amós falou.

Tori continuou calada, prestando atenção às instruções do superior.

– As estradas a partir da 12ª Província estão completamente vazias... Tanto de população como de segurança.

– Quer que eu coloque patrulhamento em todas as entradas?

Amós apenas sorriu.

– Já vou fazer. – Tori falou, se virando para sair da sala.

– Tori. – Amós chamou.

A mulher parou na porta da sala.

– Sim Amós.

– Você está fazendo um excelente trabalho.

Tori não pode evitar o sorriso, por mais que estivesse com raiva e medo de Amós após o acontecimento no laboratório que quase a matara, ela ainda tinha sentimentos por Amós.

– Obrigada... Vou mandar a patrulha. E tenho novidades. O novo soro, funcionou nos novos super-humanos.

– Mande-os para a 13ª. Quero que tirem uma amostra do sangue dos soldados na 12ª e que eles sejam testados na 13ª Província.

– Acha que eles vão sobreviver aos novos super-humanos?

– Não sei... Mas eles contam com uma ajuda maior ao lado deles... Quero ver o que vai acontecer.

Tori sorriu e saiu da sala, indo em direção ao laboratório para mandar as patrulhas e os super-humanos aos devidos lugares.

{...}

Katrina conseguiu pegar tempo o bastante pra nós, apesar de ela dirigir mal, era rápida e, com sorte, levaríamos menos tempo que o estimado para chegar a 15ª.

– Acho que devíamos fazer uma parada... Estou morrendo de fome! – Katrina falou.

– Mas... Estamos no meio do nada. – Falei.

– Não tem problema... Quem viria pra cá?!

Dei de ombros e nós duas descemos do carro.

– Ah, eu precisava mesmo esticar as pernas! – Katrina falou.

– E eu precisava pisar em um chão firme. – Falei, sentindo que as pernas estavam tremendo.

Katrina me olhou e sorriu.

– Desculpe... Não estou acostumada a dirigir em estradas, só em terrenos acidentados, com lama essas coisas...

– Sem problemas. – Falei.

Pegamos a mochila e começamos a comer, uma “refeição” mais reforçada, com barras de cereal e leite fermentado quente. Estávamos sentadas na beirada da estrada, o vento refrescando o calor do sol e fazendo o cabelo de Katrina voar em seu rosto.

– Sabe... Eu nunca imaginei que aquela história do meu pai fosse verdade, mas aqui estou eu, com Rachel Young.

– Pois é... – Falei. – E acho que seu pai deve ter sido um cara bem legal... Ele foi lá em casa quando...

– É, eu sei disso... – Katrina me cortou, evitando um sentimento ruim.

Olhamos para cima, alertas com o barulho do helicóptero que voava alto.

– Relaxa, eles não estão atrás da gente... E nem dá pra ver lá de cima. – Ela falou, deitando no chão quente.

Ficamos em silêncio.

– Será que ir até a 15ª vale mesmo a pena? – Falei, pensando em minha visão, a qual nem Piers e nem Katrina apareciam.

– Eu acho que sim... Se suas visões estão sempre precisas...

– É... Um da me disseram que os Guardiões iam me guiar, mas eles ainda não fizeram nada, eles nem sequer apareceram.

Katrina se sentou e olhou pra mim.

– Os Guardiões estão do nosso lado? – Ela falou, os olhos arregalados.

– Como assim?

– Um dia, antes de sermos abduzidos, disseram que a queda de uma cápsula tinha destabilizado um pouco as forças da Nova Ordem, e eles tinham mencionado dois Guardiões. Obviamente, não era pra eu ter ouvido nada disso, era segredo de estado, mas eu ouvi mesmo assim, porque eu era bisbilhoteira dentro da sede, sabe.

Eu sorri.

– Bem, sim, os Guardiões estão do lado dos super-humanos. E eu nem sei como é a aparência deles.

Nesse momento, Caleb e Alma desceram do furgão e ficaram parados a nossa frente.

– O que foi crianças? – Falei, preocupada.

– Nós precisamos conversar com você, Rachel. – Caleb falou.

Eu e Katrina trocamos um olhar nervoso. Olhei novamente para os dois.

– Podem falar. – Falei, sentindo a minha pulsação aumentar.

– É sobre os Guardiões. – Alma falou.

– Vocês os viram?

– Bem... Na verdade... – Caleb começou a falar. – Promete que não vai brigar com a gente, ou se assustar?

Novamente olhei para Katrina.

– Podem falar crianças. – Falei.

Os dois se sentaram perto de nós.

– Quando você e Emma nos salvaram naquele tiroteio, foi uma coisa proposital, afinal estávamos procurando os sinais vitais de vocês. – Alma falou.

– Como é que é?

– Quando nossa cápsula caiu, não tínhamos exatamente uma localização de vocês, então tivemos que procurar. – Caleb falou. – Daí começou aquela história toda de ter que esconder nossa verdadeira forma, não usar nossos poderes e não interferir em nada...

– Hei, espera, tempo, parou ai... – Katrina falou. – Vocês estão dizendo que vocês não são crianças normais? Vocês estão dizendo que são... Guardiões?

– Exatamente isso. – Caleb falou, sorrindo amarelo.

Eu estava, completamente, sem reação. Os dois estavam com a gente há muito tempo, se comportando como crianças normais.

– Você está brava com a gente, Rachel? – Caleb falou.

– Não... Eu to legal... – Falei.

Estava me controlando pra respirar, mas não funcionou muito.

– Porque os dois engraçadinhos não me falaram antes?!

– Não podíamos interferir, as ordem foram claras! O Mestre disse que vocês não podiam saber de nada até segundas ordens!

– Então espera... Vocês sabiam de tudo? Dos Cavaleiros do Apocalipse, da 15ª Província?

– Sim, nós sabíamos de tudo. – Alma falou, um pouco envergonhada.

– Cavaleiros do Apocalipse? Mestre? Do que vocês estão falando? Parece que entrei numa Bíblia! – Katrina falou.

– É uma longa história, quando voltarmos ao ir pra 15ª eu te conto tudo. – Falei.

Respirei fundo e fiquei trocando o olhar entre Caleb e Alma, que ainda pareciam crianças normais.

– Tudo bem... Entendo que não podiam falar nada, mas já que agora podem, mostrem a sua forma normal, vão nos ajudar assim que precisarmos e não vão mais me esconder nada tudo bem?

Os dois balançaram a cabeça.

Alma se levantou e a sua imagem brilhou, depois de uns minutos, ela estava com a aparência mais velha, asas brancas saíam de suas costas, ela usava um tipo de toga, com tiras de couro amarradas na cintura, o cabelo preso em uma trança.

Caleb também brilhou e quando o brilho diminuiu de intensidade, os cabelos loiros estavam cacheados, as asas eram ainda maiores que as de Alma, usava um peitoral de cobre em uma armadura estilo grega completa, tinha uma aljava de flechas nas costas.

– Prontinho. – Alma falou, sentindo as bochechas corarem.

– Vocês estão de castigo... Pelo resto da vida. – Falei, magoada.

Os dois riram.

– Olha... A amiga de vocês aqui já sofreu o bastante por hoje... Que tal vocês colocarem roupas normais só pra variar. – Katrina falou, colocando a mão em meu ombro.

Os dois entraram no furgão de novo.

– Ah, essas crianças, aprontam cara coisa hoje em dia não é? – Katrina falou sorrindo.

– Você está de brincadeira comigo não é?! – Falei, olhando pra ela.

– É claro! É uma história engraçada! Você passou todo esse tempo, achando que estava cuidando deles, quando na verdade era o contrário! – Katrina falou, rindo.

Então em percebi que Katrina estava coçando o pescoço.

– Hei, o que houve aí? – Falei, apontando para onde ela estava coçando.

– Acho que foi um mosquito que me picou, está coçando um pouco.

Dei de ombros e me dirigi para o banco carona de novo, nossa folga tinha acabado, hora de voltar a estrada.

Notas finais
Novamente venho pedir que falem comigo pelo twitter sempre que quiserem ok?! Não fiquem com vergonha, eu sou bem legal (eu acho...) Enfim, me chamem no @leseverdeens. Até quarta xx.