Sounds of the Future
28 Capítulo 27
Notas iniciais
POV Caleb
– Muito bem, precisam de voluntários para irem ao lado de fora comunicar as massas... Eu vou! – Drew falou.
– Drew, não... – Alma falou.
Examinei a expressão de minha irmã e vi que ela finalmente tinha sentido alguma coisa por ele e, pelos meus conhecimentos, o sentimento era recíproco.
– Alma, eu preciso fazer isso... Vou de moto, é mais rápido. – Drew falou, colocando as mãos no rosto de Alma.
Passei os olhos rapidamente pela sala, para ver a reação de todos.
Desde que havíamos chegado, Drew havia se mostrado ignorante e estressadinho, mas apenas uma conversa com Alma o fizera mudar.
Zoe tinha uma expressão sofrida e meio confusa estampada no rosto. Ela havia compreendido o que estava acontecendo ali, mas não parecia aprovar muito.
– Ok, moto é mais rápido. – Alma falou, a tristeza estampada em sua voz.
Ela colocou a mão sobre a mão dele e ele lhe deu um beijo na testa.
Não pude deixar de sentir uma pontinha de ciúmes, afinal, minha irmã nunca havia tido um namorado mortal.
– Alguém me acompanha? Dois serão mais rápidos que um. – Drew falou, ainda segurando a mão de Alma.
– Eu vou. – Dylan falou.
– Dylan, precisamos de você aqui... – Padme falou.
– Vou com o caça, volto mais cedo que Drew. – Ele falou, lançando um sorriso para Padme.
– O caça? Você quer pilotar o caça? Ele está meio descalibrado e você não sabe pilotar... Você vai com a moto e eu vou com o caça, tudo bem? – Drew falou.
Dylan assentiu nervoso.
– Nós vamos voltar bem rápido. – Dylan prometeu.
– Mais alguém? – Drew falou, olhando para todos na sala.
Eu senti que Katrina ia se voluntariar, então apertei sua mão como se dissesse “nem pense nisso.”, então ela se manteve calada.
– Tudo bem... Suri vem aqui. – Drew falou.
A menina andou até Drew, que se ajoelhou ficando da sua altura.
– Quero que ensine os novatos a atirar assim como eu te ensinei.
– Porque não ensina quando voltar? – Suri pareceu nervosa ao fazer essa pergunta.
– Porque podemos não ter tempo pra isso... Quero que, pelo menos, os prepare pra mim, ok?
Suri assentiu e se lançou sobre Drew, em um abraço.
– Volta logo! – Ela falou, a voz abafada em seu ombro.
Drew sorriu e a abraçou mais forte.
– Cuidado lá fora. – Padme falou, dando um soco de leve no peito de Dylan.
Dylan puxou o rosto de Padme e lhe deu um beijo, deixando Padme na ponta dos pés.
– Vou voltar pra você. – Ouvi Drew cochichar no ouvido de Alma.
Alma o olhou nos olhos, séria. Ela sabia o que uma guerra podia causar, afinal, a 2ª Guerra Mundial não foi boa pra ninguém, e ela tinha péssimas lembranças daquela época.
– Só... Tome cuidado. – Ela falou para Drew, antes de ele e Dylan saíram da sala.
Quando os dois saíram, Zoe puxou o ar com força.
– Todos estão dispensados... Tomem uma ducha, arejem um pouco a cabeça... Hoje no jantar vou dar a notícia ruim no refeitório, por enquanto só... Relaxem, se puderem.
Zoe saiu da sala um pouco atordoada.
Puxei Rachel para perto.
– Desculpe não ter te revelado o seu propósito antes.
– Acho que as coisas não podem piorar não é? – Ela falou, dando um sorriso triste.
– Não fale assim, por favor. – Falei, puxando-a para um abraço.
Ficamos em silêncio.
– Você não vai precisar morrer. Prometo arranjar um jeito de te manter viva, ok? – Falei.
Piers pigarreou encostado na porta.
– Rachel, eu posso conversar com você por um instante?
– Claro.
Rachel olhou para mim e me deu um beijo na ponta do nariz. Ela deu a mão a Piers e os dois saíram da sala.
Padme, Suri e Alma já tinham saído, deixando eu e Katrina sozinhos da sala.
– Você está bem? – Perguntei.
– Não muito... – Ela falou. – Acho que fiz a coisa mais idiota da minha vida.
– Se está falando de declarar a guerra, saiba que isso é parte do plano. – Falei.
– Matar Rachel também?
Ela me olhou, o peito subindo e descendo com a respiração pesada.
– Kat... Tem coisas que... Têm que acontecer, entende? Essa guerra é inevitável.
– Mas eu não queria declará-la.
– Ninguém queria, ninguém quer que ela aconteça, a culpa não é sua.
Katrina havia tomado um tom pálido desde que declarara guerra a Nova Ordem. Ela nunca pareceu tão fraca.
Puxei-a em um abraço. Sua respiração fazia cócegas em meu pescoço.
– Precisava ser assim não é? Ou eles ou nós...? – Ela falou.
Dei-lhe um beijo no pescoço, sentindo os pelos de seu braço se arrepiarem.
– Caleb... – Ela falou baixinho. – Aqui não... Agora não...
Ela empurrou meu peito de leve. Os olhos azuis se fixaram nos meus.
– Por favor Caleb, agora não...
– Você só precisa relaxar ok? – Falei. – Não tem como pararmos isso agora.
Ela respirou fundo, fechou os olhos e deixou sua cabeça pender para trás de leve.
Quando abriu os olhos, tinham um brilho travesso.
– Tudo bem então... Mas aqui não. – Ela falou, deixando um pequeno sorriso surgir em seus lábios.
Eu não consegui esconder o sorriso que surgiu em meus lábios.
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Katrina me puxou para fora da sala e foi me guiando pelos corredores em direção ao seu quarto. Quando entramos ela deu a ordem de trancar o quarto.
– Suri disse alguma coisa sobre as paredes serem a prova de som por fora e por dentro, certo? – Ela falou.
Ela deu o comando e uma fina camada azul cobriu as paredes do quarto por dentro.
Ficamos parados um minuto, um de frente para o outro.
Ela começou a corar, suas bochechas ficando mais rosadas que o normal.
– O que houve? – Falei, sorrindo.
– É que... Eu nunca fiz isso antes. – Ela falou, olhando para o chão.
Cheguei mais perto dela até nossos corpos ficarem colados.
Coloquei meu indicador sobre seu queixo e puxei seu rosto pra cima.
Seus olhos azuis pararam nos meus.
– Só... Confia em mim. – Falei.
Eu nunca havia ficado nervoso nesses momentos. Era a primeira vez.
Talvez porque eu amasse Katrina de verdade. Talvez fosse porque era a primeira vez de Katrina. Ou simplesmente, porque eu não queria feri-la, queria que ela estivesse bem o tempo todo. Eu queria protegê-la mais que qualquer outra coisa no mundo.
Juntei nossos lábios, colocando uma mão em sua nuca e outra em sua cintura.
Ela lançou os braços por cima dos meus ombros.
O beijo foi se intensificando cada vez mais até que ela começou a arranhar minhas costas.
As unhas curtas davam uma sensação mais prazerosa que as unhas compridas.
Meu beijo desceu até seu pescoço, onde fiquei dando vários beijos curtos.
Ela desceu suas mãos até a barra da minha camisa e a levantou.
Quando tirou minha camisa ela se afastou e me olhou.
– O que houve? – Falei, um pouco ofegante.
– Acho que... Você pode deixar suas asas livres aqui. – Ela falou, também ofegante.
– Tem certeza? – Perguntei, fazendo uma careta.
– Deve machucar ficar com elas guardadas o tempo todo. – Ela falou, me lançando um sorriso.
Eu fiz um pequeno esforço para esticar as asas.
Soltei um gemido de alívio quando as abri completamente. Katrina deu uma risadinha.
– Eu falei que isso estava te machucando. – Ela falou.
Ela se aproximou de mim mais uma vez e me puxou pela nuca.
Minhas mãos foram até suas coxas e eu a peguei no colo, colocando-a sobre a cama.
Desci minhas mãos até sua calça e ela fez o mesmo, abrindo o botão.
Ela me ajudou a tirar sua calça e eu tirei a minha.
Subi sua blusa devagar, não querendo invadir o espaço dela.
Se ela me pedisse para parar, eu pararia ali mesmo. Não queria forçá-la a nada que ela não quisesse fazer.
– Continua. – Ela falou, em meio a respiração ofegante.
Abri os olhos pela primeira vez, para poder vê-la. Seus olhos fechados, o prazer estampado em seu rosto. Ela não estava sendo obrigada àquilo, e ela estava gostando.
Desci meus beijos até abaixo das suas clavículas, no início dos seios.
Seu sutiã ainda estava ali. Puxei o fecho e ele abriu de imediato.
Ela prendeu a respiração, então não beijei seus seios, fui direto para a barriga.
– Faça. – Ela falou.
Ela mordia o lábio inferior, mas não era só prazer que ela sentia. Era medo. Medo de descobrir uma coisa nova, medo de fazer uma coisa que ela nunca tinha feito.
Então eu fiz.
Devagar tirei sua calcinha e tudo aconteceu.
Katrina abriu os olhos e prendeu a respiração na primeira vez. Na segunda, ela soltou o ar devagar. Na terceira ela relaxou e começou a aproveitar o momento.
Ela fez uma coisa que nenhuma outra tinha feito durante esse momento... Ela não parou de me olhar nos olhos.
Então eu tirei minhas conclusões. Eu realmente amava Katrina.
Quando acabou, me deitei ao lado dela. Os dois ainda sem roupas.
– Então... É isso que é se tornar mulher? – Ela perguntou, ofegante, olhando diretamente para o teto.
– Quer saber quando se tornou mulher?! — Ela me olhou, prestando atenção a cada palavra. – Quando foi para o exército atrás do seu irmão. Quando perdeu tudo se tornando uma super-humana. Quando enfrentou Tori. Você não se torna “mulher” depois de fazer sexo, isso é ridículo.
– Isso é... Um pensamento bonito, eu acho...
– Acredite, é sim...
Ela puxou o cobertor para cima de nós. Ela se aninhou em meu peito. Nossos corpos ainda estavam quentes.
– Eu... Precisava de um momento desses... Só eu e alguém que me amasse... Eu não conseguia mais relaxar sendo o que eu sou com o Piers ou com os outros... Mas com você eu... Me sinto mais... Viva.
– Eu sei como é.
– Sabe?
– Sei... Eu nunca senti o que eu estou sentindo com você antes... Foram... Transas normais, sem querer ofender, mas com você... Você é diferente, Kat... Eu te amo.
Ela sorriu e fechou os olhos.
– É a primeira vez que fala isso não é?! – Ela falou.
Não parecia mais a voz dela. Estava mais madura, mais confiante, mais certa de si. O medo que a dominava após ter falado com Tori havia desaparecido, lá estava a Katrina que eu havia conhecido antes.
Ela abriu os olhos, o sorriso ainda em seus lábios.
– É... É a primeira vez. – Falei.
Ela colocou a cabeça abaixo do meu queixo, sua respiração em meu pescoço.
– É a primeira vez que falo “eu te amo” também. – Ela falou.
Passei meu braço ao redor dela, abraçando-a.
Sua respiração foi tranquilizando até eu perceber que ela estava dormindo.
Relaxei também e logo caí no sono.
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