Sounds of the Future
2 Capítulo 01
Ano 2078
A Terra havia sido governada pela Nova Ordem, um grupo de humanoides superinteligentes. Depois de dois anos e de todos os governos no mundo conquistados sem guerras, os integrantes da Nova Ordem se revelaram alienígenas.
E foi aí que tudo mudou. Eles nos entregaram tudo de bandeja, medicina, artes, cultura, comida e todos decidiram mudar a religião. Todos veneravam a Nova Ordem e queriam ver seus líderes.
A Nova Ordem escolheu quatro líderes e os apresentou ao mundo.
Amós, O Branco. Tori, a Vermelha. Bartholomew, o Negro e Nahuel, o Cinza.
Foram criados altares, templos e tudo o mais.
Enquanto todos os veneravam, algumas coisas estranhas começaram a acontecer. Pessoas começaram a desaparecer, Peter Young foi um deles.
Peter foi levado aos 16, enquanto dormia. Acordou com mãos lhe segurando os braços e tendo um saco de pano colocado em sua cabeça.
Quando conseguiu ver de novo, estava em um tipo de laboratório. Todas as paredes, o chão e o teto eram brancos, não conseguia saber de onde vinha a luz forte, também branca, que refletia nas paredes. Os olhos negros de Peter doíam com a claridade.
Quando sua visão finalmente melhorou, ele a viu deitada na outra ponta da sala.
Uma menina morena devia ter uns 14 anos, estava encolhida no chão, chorando. Os cabelos castanhos claros e super cacheados estavam despenteados e presos em um rabo de cavalo.
Peter se aproximou e colocou a mão em seu ombro.
– Por favor, não me machuque, por favor. – Ela falou, chorando.
– Fique calma, não vou te machucar... Na verdade, nem sei por que eles me trouxeram pra cá.
A menina levantou os olhos até Peter, eram lindamente verdes e estavam marejados por lágrimas.
– Qual o seu nome? – Ela perguntou.
– Peter... E o seu?
– Ashia.
Peter e Ashia ficaram amigos rápido, descobriram que estavam em um tipo de cela para experimentos e sabiam que tinham que sair de lá o mais rápido possível.
Certa noite, as luzes foram acesas repentinamente, acordando os dois. Um gás morno começou a invadir a sala, ele saia de todos os lugares, das luzes, das paredes, do teto.
A sala ficou impregnada pelo irritante cheiro de rosas, fazendo Ashia começar a tossir.
Peter a segurou com um dos braços e com o outro começou a esmurrar a porta.
– Socorro! – Ele gritava.
Deitou a menina no chão e começou a dar socos na pesada porta de aço.
Suas mãos já estavam vermelhas e dormentes quando se ouviu um estalo na porta e ela se abriu devagar.
Peter se jogou por cima do corpo mole de Ashia para protegê-la do que quer que fosse entrar na sala.
Ele esperou, esperou e nada. Ninguém entrava. Ele se levantou e colocou a cabeça para o lado de fora e viu um corredor imenso. Várias portas iguais a da cela dele estavam abertas e mais pessoas colocavam a cabeça para fora. Tinham adultos, adolescentes, crianças, idosos, várias pessoas presas e agora libertas.
Peter correu até o corpo do Ashia e encostou o ouvido no peito dela. O coração ainda batia.
– Vamos Ashia, estamos livres. – Ele falou, pegando a menina nos braços.
Ele saiu com Ashia nos braços acompanhando todas as pessoas que saiam juntas. Todas as portas do laboratório estavam abertas e todos os corredores estavam vazios, como se os donos do lugar quisessem que eles saíssem pela porta da frente.
Todos que estavam fugindo pararam no meio da rua para se localizar, afinal, todos foram levados vendados. Estavam no centro da cidade, logo todos correram nas direções de suas casas.
Com Ashia desmaiada em seus braços, Peter correu em direção a casa dele, ele cuidaria dela até que ela acordasse e a levaria até a casa dela.
Então algo estranho aconteceu. Peter percebeu que estava correndo rápido demais, ele nunca havia corrido assim em toda a sua vida. E mais, ele não estava nem um pouco cansado.
Ele sorriu, sentiu a força que emanava de suas pernas e as impulsionou ainda mais.
Peter não sabia como, mas ele tinha certeza de que estava correndo a 150km/h e logo estaria em casa. Não demorou até ele achar a pequena casa no final da rua.
– Mãe, pai, estou aqui! – Ele gritou.
Quando entrou na sala, se deparou com a mesma completamente revirada.
– Mãe! Pai! – Ele gritou com mais urgência. Na parede do corredor, ele viu marcas de mão feitas com sangue.
O desespero tomou conta do peito de Peter. Ele colocou Ashia sobre o sofá e começou a correr pelos cômodos, procurando os pais.
Quando chegou em seu quarto parou na porta e vomitou no corredor, ele não comia a bastante tempo e o vômito tinha gosto de bile.
Sobre sua cama, o corpo dos pais jogados um em cima do outro. Ele olhou para o teto e com sangue estava escrito: Você é um de Nós com o símbolo da Nova Ordem desenhado como assinatura.
Esse seria o fim de todos os que foram sequestrados, abduzidos.
Ele começou a pensar. A super velocidade, a super força, o gás. Experimentos. E ali estava o primeiro e único teste. Eles foram jogados no mundo, para procriarem, criar uma raça de super humanos, dotados de habilidades.
A Nova Ordem tinha feito isso com eles. Ela tinha tirado suas famílias, dado a eles poderes de que não precisavam, eles haviam criado uma nova espécie.
Peter estava arrasado, o que ele queria era sair dali.
Ele pegou o que tinha de comida e carregou uma mochila. Pegou Ashia nos braços e foi caminhando sem rumo, para um lugar que não conhecia, para começar uma nova vida.
{...}
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