Soulmates
1 I. one
Notas iniciais
Ele soube no mesmo instante em que passou por aquela porta que tinha sido uma péssima ideia ter aceitado o convite para aquela festa, aquilo definitivamente não era uma pequena reunião que o seu amigo, David, falou que seria .
Enquanto ele examinava o local pensou no seu trabalho da faculdade que deveria estar fazendo, pensou na sua cama quentinha que estava o aguardando em seu quarto, pensou na desculpa que usaria para evitar o almoço em família do próximo fim de semana, e pensou em um jeito de sair daquela festa sem ninguém notar, usar a palavra entediado para descrever ele naquele momento seria pouco, chegou à conclusão de que estava com fome e decidiu procurar alguma coisa para comer, por deus, aquilo era uma festa, tinha que ter ao menos uns salgadinhos. E enquanto procurava a comida ele à viu, estava de costas para ele mas mesmo assim ele soube que era ela, seu coração acelerou, suas mãos começaram a suar e sua boca ficou seca, ele poderia jurar que ouviu alguma música de alguma comédia romântica qualquer, o mundo ao redor perdeu o foco e ele só enxergava ela, agora começara a achar uma ótima ideia ter ido aquela festa.
Uma das amigas que estava perto dela, eram duas, olhou em sua direção, riu e sussurrou algo para aquela que ele jurava ser o amor da sua vida, e quando a mesma se virou, ele se apaixonou pela segunda vez e teve a certeza de que aquele era o sorriso mais lindo que já virá, e os seus olhos poderia hipnotiza qualquer um que olhasse por muito tempo, eram de um azul impressionante.
Ele decidiu não ir até ela imediatamente, estava cercada de pessoas, esperaria até que estivesse sozinha ou com um número menor de pessoas ao seu redor, resolveu então apenas observa-la. Aquela garota tinha os cabelo no mais lindo tom de loiro, uma das amigas ao seu lado também era loira, apenas não tinha uma cor tão marcante, era um loiro simples. As amigas não eram feias, muito pelo contrário, qualquer um podia falar que eram umas das mais lindas naquela festa, mas ele só tinha olhos pra uma, e essa ofuscava tudo e todos ao seu redor por causa da beleza.
— Hey. — falou o amigo que tinha o arrastado para aquela festa. Como resposta ele desviou o olhar rapidamente para ele. — O que você tanto olha com essa cara de bobo?
— Nada. — respondeu virando totalmente para ele, não sabia o porque mas não queria que o seu amigo olhasse naquela direção e percebesse o mesmo que ele. Mas quando se virou para o mesmo concluiu que era tarde demais, o amigo já estava encarando o grupo de amigas.
— Então, qual das três deixou o meu amigão aqui babando? — perguntou o amigo claramente com humor.
— A loira, do meio. — sabia que não adiantaria nada mentir, então apenas falou a verdade.
O amigo olhou de novo para o grupo e balançou a cabeça negativamente. — Boa sorte então parceiro, você vai precisar muito.
— O que? Por que? — se a intenção era despertar a sua curiosidade tinha conseguido.
— Nada. Apenas o fato de que metade dos homens dessa festa já tentaram ter algo con ela mas ela dispensou todos eles. — falou casualmente, como se estivesse falando sobre o clima ao invés de estar acabando com todas as esperanças do amigo.
Como ele ficou olhando por muito tempo para o amigo como se não acreditasse, David sugeriu que eles fossem ate elas. E assim seguiram os dois rumo ao grupo de amigas.
— Hey garotas. — David, como sempre, foi o primeiro a falar. As três responderam um 'oi' ao mesmo tempo. — Desculpe atrapalhar a conversa de vocês mas eu vi as três mulheres mais bonitas dessa festa e me senti na obrigação de me apresentar. — Falou arrancando um revirar de olhos da primeira loira, um sorriso educado da loira do meio e um rosto corado da morena baixinha. — Posso saber o nome de vocês? — perguntou por último.
— Eu me chamo Mary. — a morena foi a primeira a falar.
— É um prazer conhecer você Mary. — falou pegando a mãe dela se inclinando para beijar arrancando uma risadinha da mesma. Killian revirou os olhos, serio que aquilo funcionava?
Os pensamentos dele foram interrompidos quando aquela que ele julgara a mais linda, sorriu e falou o seu nome, a voz dela poderia se passar facilmente como a voz de um anjo, e ele se apaixonou pela terceira vez.
— Eu me chamo Elsa. — falou com o sorriso educado ainda no rosto. — E essa aqui com a cara fechada se chama Emma.
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