Soulmate

1 Descobrindo


Notas iniciais
Oi genteee, olha eu aquiiii. Posso ouvir vocês gritando um "FINALMENTE"
Sim, meu PC ainda está quebrado, mas enfim consegui me virar e enfim continuar com as fics. Enfim, falo mais la em baixo e boa leitura!

Dirigir seu carro até sua escola tranquilamente todas as manhãs é algo que pelo menos oitenta por cento dos jovens da cidade fazem, e obviamente todos eles eram acostumados com isso. Mas para adolescentes que vivem uma vida como a minha e dos meus amigos, dirigir tranquilamente até a escola é algo bem estranho, principalmente quando ao chegar lá se tem aulas normais, um dia normal. Sem luta, sem mistério pra resolver, sem tentar sobreviver ha cada minuto. As coisas estão bem calmas por aqui ultimamente, já fazem três meses desde que conseguimos acabar com o mistério da DeadPool e o Benefector, desde então nada mais aconteceu.

O mais estranho ainda é eu começar a perceber minha mente voltar a trabalhar como uma adolescente normal, sentimentos. Sentimentos confusos são o que atormentam a cabeça das meninas da minha idade, certo? Provavelmente. Ultimamente não consigo mais ignorar as coisas que sinto quando estou perto... Dele. Já tinha sentido algo parecido uma vez e pensei que seria muito difícil de se repetir, mas não só esta se repetindo como é...Diferente da primeira vez. Ainda não defini se é um diferente bom ou ruim, mas o fato é que não consigo ignorar que estou sentindo coisas por Stiles Stilinski.

Você é uma idiota Lydia Martin. Stiles gostou e ficou atrás de você por anos e você nunca deu bola ou sentiu algo e agora que ele aparentemente desistiu de vez você começa a ter sentimentos por ele?

Bufei já irritada por ter esses pensamentos quase toda manhã. Estacionei na vaga do estacionamento da escola e sai do carro.

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Metade das minhas manhãs de todos os dias são a mesma coisa e isso já esta chato e entediante. Mas é só a metade, pois ao chegar na escola, caminhar até meu armáriopegar meu material e ir para a primeira aula, sair da primeira aula e novamente ir até os armários é algo repetitivo. Mas o que nunca é igual são minhas conversas com Stiles. Sempre o encontro no meu armário me esperando ao termino da aula, pois nossas três seguintes eram juntas.

-Bom dia, Martin.

-Bom dia, Stilinski.

Outra mania que adquirimos. Brincar com os sobrenomes um do outro. Certo dia estávamos discutindo por algo bobo onde eu o chamei de Stilinski para demonstrar o quando eu estava irritada e ele fez o mesmo com o meu.Os respectivos sobrenomes se repetiram varias vezes na discussão até que nós dois acabamos caindo na risada ao termina-la, nos dando conta do quão bobo era o motivo e o quão ridícula seria aquela cena para quem nos observasse naquele momento. E então, sempre ao nos encontrarmos era “Martin” e “Stilinski” Como uma boa lembrança do momento estranhamente divertido que compartilhamos.

-Eu te liguei ontem à noite. –Contou. –Mas você não atendeu.

Pensei um pouco, não me lembrando do ocorrido.

Começamos a andar pelos corredores, indo até a sala de aula onde provavelmente encontraríamos Scott e Kira. Malia tinha essa aula diferente.

-Ah! –Exclamei, me lembrando do motivo pelo qual não vi sua ligação. — Eu estava fazendo o dever gigante de economia do Coach, acabei dormindo em cima dos livros, desculpe.

Stiles congelou no meio do corredor e parei de andar, me virando para ele que engoliu em seco, olhando para o nada, aparentemente.

-Stiles? –Chamei, estalando os dedos em frente dos seus olhos.

Stiles se agitou e me olhou com os olhos arregalados.

-Meu Deus, Lydia, eu não terminei o dever. –Levou as mãos na cabeça, desesperado. –O que eu vou fazer? Vale nota! Sem falar que ele vai me matar, gritar do jeito dele e...

-Calma! –Gritei para ele que se calou imediatamente. –Quanto do trabalho você fez?

-Ãn, um pouco mais da metade eu acho.

-Oh, então...

-Você vai me deixar copiar? –Perguntou esperançoso.

Ri debochadamente, ele não acreditava mesmo naquilo não é?

-É claro que não, você vai até a biblioteca no almoço e vai terminar de fazer.

Stiles fez um bico que quase me fez ceder e deixá-lo copiar o meu. Não Lydia, você não vai fazer isso.

-E se não der tempo? –Voltamos a caminhar pelo corredor, já quase vazio.

Sorri.

-Você terá que ser rápido.

Stiles bufou conformado.

-Você é muito encorajadora, Martin. –Resmungou ironicamente. –Obrigada.

-De nada Stilinski. A culpa não é minha por você ser um irresponsável que não termina o próprio trabalho.

Stiles abriu a boca para retrucar, mas eu empurrei a porta da sala, adiantando o passo a frente dele. Avistei Scott e Kira e me sentei na cadeira vaga ao lado deles.

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POV Stiles

A lembrança desesperadora de não ter terminado o trabalho importante que o Treinador nos passou não me preocupava mais. Iria fazer Lydia ir comigo até a biblioteca para que eu terminasse e com certeza conseguiria faze-la ceder uma informação ou outra do trabalho dela. Pois sendo a boa amiga que era não me deixaria me ferrar no trabalho desse jeito.

Amiga... É gostoso me referir a Lydia como uma amiga, mas ao mesmo tempo estranho já que pensei nela por mais da metade da minha vida como mais do que isso, e finalmente acho que não sinto mais nada por ela, então se torna estranho me referir a ela como apenas uma amiga. Era apenas uma questão de tempo até eu me acostumar. Provavelmente se fosse há algum tempo atrás eu já estaria cheio de esperanças, achando que ela estaria me olhando diferente pela primeira vez, mas isso não aconteceria e tinha que me conformar. Acho que finalmente esteja funcionando, estou aceitando o fato de que Lydia vai sempre me ver como um amigo e só. Simplesmente decidi que não gosto mais de Lydia Martin, vou ser seu amigo e só.

Não ter gostado muito desse titulo por todos esses anos, agora que tomei essa decisão, faz com que eu aproveite. Aproveite finalmente ser o amigo de Lydia, e vou me esforçar para ser o melhor deles. Bem, parece que estou fazendo um bom trabalho até agora.

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Pov Lydia

-Lydia! Por favor! –Insistiu.

Já estávamos há algum tempo na biblioteca e Stiles tentava terminar meu trabalho.

-Stiles não, eu não posso fazer o trabalho por você!

-Não esta fazendo por mim, está me ajudando! Qual é Lydia, seja menos nerde me diz alguma coisa. Não tenho tempo para ficar pensando nisso, a próxima aula já é do treinador.

-Eu já ajudei.

-O que você me disse agora não ajudou em nada, não faz sentido.

-Faria se você pensasse um pouco.

-Não tenho tempo, estou quase acabando, só falta isso.

-E temos mais quinze minutos de almoço, se parar pra pensar vai descobrir.

-Não posso ficar com vermelha nessa matéria,Lyds.

-Stiles, pelo amor de Deus, deixa de ser dramático, você não vai ficar com vermelha por não entregar um trabalho.

-Não, eu vou sim, eu não entreguei o passado também.

-Não entregou? E por quê?

O rosto de Stiles começou a atingir uma coloração vermelha lentamente.

-Eu... Estava com Malia e acabei me esquecendo.

Revirei os olhos, Malia. Outra coisa que vem acontecendo comigo é eu ter percebido o quanto Malia me incomoda quando está com Stiles. Ciúmes? Será que já cheguei nesse ponto?

-Ótimo, da próxima passe menos tempo namorando e faça seu trabalho.

Tirei meu trabalho perfeitamente grampeado da mochila e dei a ele para que terminasse logo o dele.

-Malia e eu nã...

-Anda logo que o tempo esta acabando, Stilinski. –O interrompi.

Stiles abriu meu trabalho rapidamente e logo começou a escrever no dele.

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Pov Stiles

-E se tudo em que você acredita estiver errado? Eu sou capaz sim, sou capaz de voltar. Você não sente falta Stiles? De como era a sensação de poder, sentir o medo, a agonia das pessoas passando por suas entranhas,a medida em que se sentia mais forte, mais independente. Voltou a ser o fraco Stiles, um idiota que não soube aproveitara a chance que eu te dei.

-Eu não preciso...

-Precisa sim! –Gritou enfurecido. –Precisa de mim, precisa do meu poder, da independência que eu te dei. E eu vou voltar! Vou encontra-lo novamente e tudo voltará a ser como antes. Eu.Vou.Voltar!

Me sentei na cama respirando rápido e desesperado. Sentia o ar fugir dos meus pulmões cada vez que eu tentava puxar mais para dentro. Meus olhos estavam molhados, sentia o suor escorrer em meu pescoço. Sai pelo quarto tateando as paredes, tentando respirar, a visão turva e a escuridão me impediam de ver qualquer coisa.

Consegui achar o interruptor da luz e a ascendi. Não ajudou muita coisa, tentei voltar para cama, pensando em algo para fazer minha respiração acelerada parar, meu peito doía comprimido, desesperado. Não queria fazer isso, mas eu precisava! Tateei a cômoda até encontrar meu celular, cegamente achei o contato de Lydia e apertei o botão de chamada.

Pareceu uma eternidade até eu escutar o som do primeiro toque a chamando, minha cabeça girava e eu tentava puxar o ar a todo custo, minhas mãos tremiam. Apertei o travesseiro entre meus dedos e Lydia atendeu o celular.

-Stiles? –Sua voz não saiu sonolenta, era como se ela estivesse esperando que eu ligasse.

-Ly-Lydia... –Tentei dizer.

-Oh meu Deus Stiles, você esta bem?

-E-Eu...

-Ataque de pânico?

-S-Sim... –Abri a boca tentando puxar o ar para os meus pulmões, mas estava cada vez mais dificil.

-Okay, calma. Pensa em outra coisa, Pensa em algo que o acame, não sei. Você e Scott brincando pequenos, ou jogando vídeo Game, ou algum momento com seu pai, qualquer coisa.

Uma pequena quantidade de ar entrou, mas ainda assim, meu peito ardia e doía, minhas mãos ainda tremiam e eu soava frio. Levei uma mão até meu peito, o apertando em agonia, estava cada vez mais difícil de se respirar e manchas pretas começaram a tampar minha visão já muito embaçada.

-Pensa... -Lydia hesitou no telefone, eu ouvia barulhos agitados do outro lado. –Pense em Malia...

Tentei, forçando minha mente, mas não foi a imagem de Malia que veio na minha cabeça e sim a dela, de Lydia. Seus cabelos ruivos intensos, seu sorriso, seus abraços apertados, seus olhos verdes olhando dentro dos meus, quando ela me ajudava com algo, ajudava... Automaticamente me lembrei de quando tive meu ataque de pânico junto com ela, quase podia sentir seus lábios quentes pressionados nos meus e, acompanhando a lembrança, fechei a boca e prendi minha respiração. Meu coração bateu rápido como naquele dia, parecendo que ia sair pela boca e então finalmente, quando voltei a abrir a boca pude puxar o ar em desespero, mas me forcei a me acalmar, regulando meu peio para puxar o ar calmo e lentamente, o levando para dentro dos meus pulmões cansados. Aindaofegante e tonto.

-Tu-Tudo bem? –Perguntou Lydia hesitante.

-E-Está melhor.

-ótimo, agora abre a porta pra mim.

-Você está aqui?

-É claro, abre logo, está frio.

Sorri e peguei o edredom da minha cama, tossindo levemente ainda recuperando o folego. Corri pelas escadas e cheguei a porta, a abri encontrando uma Lydia esfregando os braços enquanto o vento gelado batia contra ela sem dó.

-Aqui. –Abri o edredom e ela entrou na casa e na coberta aberta que fechei em volta dela.

Fechei a porta e me virei para ela. Lydia sorriu levemente.

-Vai tomar uma água, você está pálido ainda.

Sorri e fiz o que ela disse, pegando o copo de água e subimos para o meu quarto. Lydia deixou o edredom na cama e nos sentamos nela.

-Porque você teve um ataque de pânico? Faz tempo que não acontece mais.

Deixei o copo já vazio em cima do criado mudo e me deitei na cama, Lydia fez o mesmo e deitou ao meu lado. Virei o rosto a olhando.

-Pesadelo. –Sussurrei. Ignorando meu coração que batia acelerado, claro que ainda era pelo recente ataque de pânico e não pela a proximidade que eu estava de Lydia.

Ela franziu o cenho e me olhou com pesar.

-Com ele não é?

-É...

-Stiles... –Lydia esticou a mão até a minha e a segurou, entrelaçando nossos dedos. –Acabou, ele não pode voltar e se acontecer vamos todos lutar novamente, mas não vai acontecer. Ele não vai voltar. –Garantiu.

Sorri, me sentindo mais calmo. Acariciei as costas de sua mão com meu polegar, sentindo meus olhos pesados.

-Obrigado. –Sussurrei.

-Pelo o que? –Perguntou em um tom sonolento.

-Por estar aqui comigo.

Escutei ela sorrir e então meus olhos cederam, se fechando.

-E onde mais eu estaria?

Aumentei o sorriso, sentindo o sono começar a me dominar mais ainda.

-Boa noite, Martin.

-Boa noite, Stilinski.

Então cai em sono profundo.

Notas finais
Eaeee, gostaram? Não foi um grande capitulo, foi só pra dar um começo mesmo.
BOA NOTICIA: Não vai ter atrasos porque ja tenho pronto até o cap 5 eeee. Vou postar toda segunda. Enfim, comentem me contando o que acharam ok? Bjsss.