Soul mates are reunited
1 Once again
Notas iniciais
Voa minha ave
Voa sem parar
Viaja pra longe
Te encontrarei
Em algum lugar
Permaneço em ti
Como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu
Salazar olhava para os lados impressionado com o que tinha feito, com o que eles tinham feito. Finalmente ele poderia da à educação necessária a crianças sangue-puro, poderia ensinar cada principio básico das artes das trevas, mas não só isso, ele mostraria que é possível recriar a magia, criar novos feitiços, afinal esse é o seu sonho, o motivo para o qual ele nasceu. ... Bom... No instante que ele pôs os olhos nela isso mudou, pareceu que o mundo deu uma volta e de repente nada mais importava, não importa a escola, nem os alunos... Nada.
–Quem é você?- Perguntou carrancudo á jovem moça que entrava na sua sala.
A moça sorriu tímida.
–Peça inúmeras desculpas se o atrapalhei. Eu sinto muito. — Desculpou-se corando um pouco.
Salazar vendo tal efeito no rosto da menina pensou o quanto aquilo era belo, encantou-se, mas não demonstrou nada.
–Suas desculpas são aceitas, mas me fale logo o que queres, estou ocupado.
–Rowena pediu para lembra-lo que os testes com a poção Amortentia serão feitos hoje à tarde.
–Não esqueci.
A moça sorriu timidamente e saiu, mas quem era a moça?
Aquela manhã tinha sido especial e mesmo Salazar tentando prestar atenção nas suas poções e alunos ele não conseguia, porque a cada momento ele não parava de lembrar-se da moça que foi na sua sala e em como ela era linda. Mas, logo a tarde chegou e ele se encaminhou para a sala de Rowena, quando entrou encontrou Godric, Helga e ela.
–Tudo pronto?
–Sim Salazar, vamos começar. — Disse Rowena, está olhou carinhosamente para a moça e lhe pediu:- Por favor, minha querida, traga a poção.
A moça se virou e foi em direção a Salazar, este estranhou, mas não disse nada.
–Com licença senhor. — Pedi-o.
Só então ele percebeu que estava atrás de um pequeno armário, pequeno, mas espaçoso. De lá ela tirou um recipiente médio e o colocou na grande mesa, que estava no centro da sala.
–Muito bom... E como funciona?- Perguntou Godric interessado.
–Ao cheirar a poção sentiremos o cheiro do que mais nos atrai, de quem mais nos atrai.
–E para que isso nos serviria?
–Oh meu querido. — Pronunciou-se Helga pela primeira vez. — Essa poção será de grande ajuda para muitas pessoas.
–Quem testara primeiro?
–Eu Rowena. –Disse a jovem moça.
Rowena sorriu e abriu espaço para ela, enquanto se aproximava Salazar chegou perto de Godric e perguntou quem era a moça.
–É a prima de Rowena, Adeleine Stuart, ela veio da França e passara alguns meses aqui enquanto seu casa não está pronta.
–Como não solbe dela?
–Você vive dentro daquela sala, como poderia? E vamos nos calar que ela vai falar.
Adeleine olhava para a poção com um misto de coragem e curiosidade, então chegou mais perto e inalou seu cheio...
– Menta... Hummm pergaminho novo... E... Gardênia.
Todos pararam de respirar por uns segundos, se a poção tinha mesmo funcionado, por que Adeleine descreveu os cheiros de Salazar? Todos pensavam a mesma coisa, menos Salazar, este não conseguia parar de pensa o quando aquele vestido ficava bonito na jovem Adeleine.
–Salazar. — Chamou Rowena a atenção dele. — Por que você não vai lá e vê se a poção funcionou mesmo?
–Certamente.
Adeleine se afastou e Salazar passou por ela e olhou e logo estava examinando a poção, se aproximou e cheio.
– Lírios, Chocolate e... Roupa lavada.
Por muitos meses Salazar não soube por que todos começaram a trata-lo diferente, mas pouco o importava, o que o importava era que a cada dia ele ficava mais e mais próximo á Adeleine, ela o ajudava no preparo das aulas, no preparo de poções, ela virou sua conselheira, sua amiga e antes que ele pode-se imaginar... Ela já tinha roubado seu coração.
–Por que me chamou aqui?
–Tenho que te dizer uma coisa importante.
–O que? É em relação àquela poção que eu acidentalmente quebrei?
–Pera que poção... Não, não é.
–E o que é?
–Eu finalmente descobri.
–O que você descobriu? Está muito estranho hoje Salazar, fale-me logo o que está acontecendo.
–Calma, vou lhe dizer... Talvez eu ame alguém.
A jovem engoliu em seco.
–Ama?
–Amo.
– E o que o impede de ir atrás dela?
–Eu já fui atrás dela, na verdade tenho convivido muito com ela.
–Tem?- Perguntou sussurrando.
Há alguns meses Adeleine comprovou que a poção realmente funcionava, ela tinha descoberto quem amava e tinha descoberto o porquê Helga disse que um dia aquela poção seria importante.
Era Salazar.
–Tenho. — Respondeu. — Tenho a observado muito e visto cada coisinha que ela faz, cada coisinha que é importante para ela cada... Detalhe.
–O que faz aqui?
–Estou dizendo a ela sobre os meus sentimentos e parece que ela ainda não percebeu.
Tudo parou.
–Como disse?
–Eu... Bom... Eu amo você.
–Merlin! Eu também te amo.
Depois das declarações feitas, a vida parecia ter ficado mais fácil, mais fácil respirar, andar, ensinar, criar, meses de paz tomaram de conta da vida do casal, meses de pura alegria, só que então o terremoto começou quando a mãe de Adeleine foi busca-la.
–Você pode vim comigo.
–Não, não posso.
Só a ideia de abandonar sua amada escola destruí Salazar, de abandonar seus alunos.
–Por que não?- Perguntou aos prantos.
–Tem a escola... Os alunos... E... Já pensou quantos conhecimentos ainda tem aqui, tantas coisas que eu posso aprender e...
–E eu?
Salazar a olhou e se arrependeu no mesmo momento, ela estava destruída, e tudo era culpa dele.
–Você não é o bastante. — Respondeu friamente.
Na manhã seguinte Adeleine Stuart não morava mais em Hogwarts, nem em Londres, ela tinha voltado para a França, quando soube disse Salazar se sentiu culpado, mas não se importou. E os dias foram passando, os meses, a cada dia Salazar não parecia ele mesmo, estava mais frio, mais sem... Vida. Até que 6 meses depois tudo acabou e ele não sentiu mais nada, como se perde-se sua alma.
–É SUA CULPA.- Gritou Rowena entrando na sala de Salazar.- SUA CULPA!- Gritava aos prantos.
–O QUE É MINHA CULPA? ACALME-SE AQUI NÃO É SUA SALA.
–NÃO MANDE-ME ME ACALMAR SUA MONSTRO, SEM CORAÇÃO.
Salazar chocou-se com as palavras de Rowena, dos três amigos ela era a mais amiga dele.
–O QUE EU FIZ.
–VOCÊ A MATOU! VOCÊ A MATOU, SUA CULPA, SÓ SUA.
–QUEM? QUEM EU MATEI?
–Adeleine.
E então tudo parou, o ar faltou.
–O que?- Sussurrou.
Adeleine Stuart morreu aos 26 anos, de tristeza. Quando chegou à França pensou que sua vida mudaria, que o esqueceria, mas isso não aconteceu! A cada dia ela sentia mais falta dele e então ela foi definhando, se destruindo, de pouquinho em pouquinho. Numa manhã de inverno enquanto a neve caiu à mãe de Adeleine caiu aos prantos.
Salazar perdeu a alma naquele dia, com aquela noticia. Quando o outro dia clareou, o sol apareceu iluminando a terra, dentro de Salazar uma luz se apagou.
Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
entre as flores...

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