Notas iniciais
Gostaria de declarar que estou cinquenta minutos atrasada para a postagem do capítulo.

— Fuyumi! Você está doente, não deve sair da cama assim!

— Tudo bem mãe. Já estou me sentindo melhor.

— Pare de dizer besteiras. Você deve descansar. — Fez uma pequena pausa e continuou — Bom... Já que está aqui, sente aí no sofá que eu vou preparar seu remédio.

— Tá.

Passaram-se alguns minutos e eu estava começando a ficar preocupada com o Kenji, que estava dentro do armário. "E se ele acordasse?", "Como minha mãe iria agir nessa situação?". Acho que se eu estivesse no lugar dele e acordasse, sinceramente iria ficar desesperada. Fiquei torcendo para que ele ficasse quietinho por mais um tempo.

Quando ela voltou, me entregou os remédios e o copo d'água. Sentou-se ao meu lado e olhou em volta como se estivesse procurando algo.

— Cadê o garoto? — perguntou minha mãe.

Assim que ela terminou a frase, entrei em um desespero e quase tive um ataque cardíaco. "Como ela sabia??".

— Vi um garoto entrar pela porta dos fundos. Eu sei que ele ainda não foi embora. — Me encarou de forma séria — Fuyumi, você...

Nesse momento, Kenji apareceu no corredor, meio perdido. Era o fim da linha. Minha mãe iria descobrir em questão de segundos o que estava acontecendo.

— Você! — Minha mãe gritou apontando para Kenji.

— Ah... A mulher daquele dia... — disse apontando para a minha mãe.

— Vocês se conhecem? — Perguntei, tentando entender a situação.

A expressão de preocupação e insegurança dela mudou de repente para um lindo sorriso. Kenji sentou-se do meu outro lado.

— Sabe, Fuyumi? Esse rapaz é muito gentil! Eu estava no supermercado e tinha um produto que eu não alcançava. Ele pegou pra mim e ainda me ajudou com as compras! — Minha mãe não parecia estar forçando nada. Estava realmente maravilhada com tudo aquilo. O fato de ele ter ajudado e o fato de ele estar ali conosco. — Mas espere um pouco! Como conhece a minha filha?

Foi uma longa conversa. Pareceu durar anos! Quando eu estava prestes a dormir ali mesmo, no sofá, senti um empurrão por parte da minha mãe. Ela disse em um tom confiante e alegre:

— Você está aprovado! Sinta-se livre para namorar com a minha filha! Sabe, a Fuyumi não sabe cozinhar muito bem, não é nada inteligente, é preguiçosa, mas é uma boa garota! — Piscou de leve para ele e se levantou de imediato. — Posso fazer algo para vocês comerem.

Achamos aquilo meio engraçado. Eu e ele namorando? Uma coisa que nunca passou pela minha cabeça.. Somos só amigos!

Notas finais
Eu percebi ao longo do texto que está um pouco cansativo mas infelizmente, não posso evitar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.