Notas iniciais
Esse capitulo é contado dos dois lados, fiz todas as separações para ficar coesivo.

Divergente.
P.S: CONTEM SPOILERS CONVERGENTE.

Tobias.
Após a guerra das facções vivemos juntos, como uma grande família, estou me recuperando aos poucos, depois da morte dela eu e minha mãe vivemos num apartamento que estava abandonado.
Está quase na hora dela chegar do trabalho, eu preparo o jantar. Quando ela chega o jantar já está pronto.
-Oi filho. — diz ela dando um beijo em minha bochecha.
Eu sinto falta da Tris mas eu sei que não vai acontecer com ela oque aconteceu com minha mãe, eu não posso me alimentar de esperanças. Eu sei que ela está morta eu joguei as cinzas dela pelo ar.
-Filho eu trouxe uma coisa pra você. — diz ela me entregando uma caixinha.
Eu abro a caixa, dentro dela estão minhas seringas da paisagem do medo, ela quer que eu vá lá novamente.
-Obrigada — digo.
-Vai lá — diz ela — eu espero você pro jantar.
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Tris
-Senhora, você vai ter que voltar para cidade.
Não sei como vou explicar para Tobias que todo esse tempo eu estava viva, eu estava viva escondida dele, eu precisava fazer isso, eu tinha que descobrir como juntar o mundo de novo.
Não deu certo, conversamos com lideres de outras experiencias, eles não quiseram ouvir, eles gostam de viver sozinhos.
-Estou indo.
Íamos andar de avião, essa é a minha 2° vez, eu lembro de quando Christina e Uriah me acompanharam na minha 1° vez.
É bom voar, me deixa tonta mas é bom voar, estamos voltando pra cidade, agora vou ter que explicar tudo pra ele.
-Senhora deseja alguma coisa? — pergunta a aeromoça.
-Não.
-Você parece mal.
-Não... É, eu estou meio tonta.
Eu pego meu caderno, nele contem todas as informações sobre as outras experiencias. Eu perdi minhas esperanças, nunca vou conseguir fazer o mundo voltar a ser oque era antes
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Tobias
O lugar continua o mesmo, esse lugar é muito especial, eu passei tantas vezes por ele.
-Vamos lá Quatro.
Eu aplico a seringa e logo ela começa a fazer efeito, logo eu estou em cima de um prédio. É só pular. Me concentro e pulo. Me deparo dentro da caixa de madeira, tenho que me acalmar. Não consigo me acalmar, é sufocante, lembro da vez na qual eu estava com Tris, ela me acalmava, pensar nela me faz me sentir calmo, relaxado. As paredes caem no chão.
Estou no meio da rua todos estão mortos só sobrou eu, ninguém vivo, minha mãe está jogada no chão, levou um tiro no peito. NÃO É REAL, eu não estou sozinho, eu me sinto triste, prestes a explodir, acalme-se Quatro, controle-se. Esse medo é um dos piores que eu tive na minha vida, me sinto tonto, triste, fraco, sozinho. Penso nela, no sorriso dela, no toque dela. Ela não vai voltar.
-Vou sim — ela aparece atrás de mim.
Ela me beija e alguém atira, ela cai no chão, ela morreu de novo. Não posso acreditar, ela voltou e alguém tira ela novamente dos meus braços. Não é real, eu me lembro disso.
Não estou no meio da rua estou num quarto preto, pessoas me cercam, Nita, Marcus, David, Caleb, Jeanine, Eric e Matthew.
-Você não é divergente -diz Matthew.
-Você não é divergente — falam todos num coro.
Eles continuam falando, então eu perco a paciência e soco a cara de Matthew, eles me atacam e eu acabo com todos eles.
Me deparo com a sala da simulação de medo de novo.
-Eu não sou divergente.
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Tris
O avião pousa num ponto próximo da cidade, não podemos entrar na cidade com o avião. Está chegando a hora, eu ainda estou usando roupas pretas e o Tobias como ele está?. Andamos até os campos da Amizade.
-Tris vai precisar de um oculos de sol e uma peruca, ela não pode ser reconhecida — fala Marcus.
Um homem coloca um peruca uma peruca ruiva na minha cabeça e me dá um óculos de sol.
-Eu não posso voltar pra lá Tris mas vou te falar como entrar la dentro, a cerca ainda está lá, fale para os guardas que ficam na entrada no murro que você morra em uma das casas do campo e vai se mudar para a cidade. — avisa Marcus.
Ele tem sido como um pai para mim, ele não era mal comigo, talvez porque passou por muita coisa com Tobias e aprendeu a tratar as pessoas melhor. Ele me entrega um revolver pra mim.
-Esconda isso.
Ele me dá um abraço e diz:
-Me visite quando puder, se conseguir traga Tobias.
Então eu começo a andar em na direção da cerca, esse lugar me traz lembranças, a melhor é a do soro da paz, Tobias ficou louco quando viu que eu estava sob o efeito do soro.
Paro na frente da cerca.
-Senhora qual o seu nome?
É ele.
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Tobias
-Amy — ela responde.
Ela era linda, cabelos ruivos e maquiagem impecável. Ela chega a parecer a Tris. Ela paralisa ao olhar direito pra mim.
-Você está bem?
-Sim
Ela é tão perfeita, ela usa roupas pretas, deve ser uma ex menina da Audácia mesmo eu nunca tendo visto ela.
-Posso entrar? Eu moro em uma das casas de campo e vou me mudar para a cidade.
Eu vejo as malas dela então abro o portão.
-Entre.
Eu ajudo ela a carregar as malas, nunca fui tão cavalheiro.
-Quatro está dispensado, seu turno acabou — fala o outro guarda.
Eu olho para Amy ela é tão parecida com Tris, os olhos, o nariz, a boca, tudo. Queria que ela fosse a Tris.
-Amy quer ajuda? — pergunto.
-Bom eu queria saber onde está o tal apartamento abandonado que pessoas estão abitando, vou ir pra lá.
-Ótimo, eu moro lá, posso te levar, venha comigo.
Eu pego uma das malas dela para ajuda-la, não posso me esquecer de que eu não devo entrar na vida dela, eu nem a conheço, e eu não quero entrar numa relação, principalmente porque eu quero que a Tris seja a unica para sempre
Chegamos no prédio e eu ligo o elevador, subimos.
-Olha o numero 46 está desocupado.
-Vocês usam fita pra marcar os números nas portas?
-É... Sim.
-Você falou 46?
-É, eu gosto desse numero, meu numero preferido é 10.
-Que legal, o meu numero preferido é 4, não faz muito tempo, talvez 2 anos e meio.
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Tris
Ele duvida que sou eu, ele está me testando e todos os meus testes vão dar positivo.
-Vem aqui.
Eu puxo ele pra dentro do quarto e o abraço.
-Sinto muito Tobias.
-Oque?
Eu retiro a peruca, ele me olha pasmo.
-É você mesmo?
-Tobias eu to viva, me desculpa por te fazer sofrer.
Eu já estava chorando, ele também, essa era a terceira vez que ele chorava em minha presença.
-Como pode?
-Tobias me desculpa, eu tinha que resolver umas coisas, o importante é que estamos juntos.
-E os tiros, o soro, como sobreviveu?
-Eu perdi uma perna Tobias.
Eu mostro minha perna mecânica pra ele. Ele chora mais e me abraça.
-É o preço que eu paguei para viver. Eu queria acabar com os outros experimentos e acabei ficando por lá pra resolver o problema.
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